Quem são os principais inimigos, considerados improdutivos pelo
capitalismo concentrador de renda e em crise, o neoliberalismo? Idosos, pobres,
negros, imigrantes, índios e a China enquanto nação. E quais são e serão os
mais atingidos por essa pandemia? Os mesmos. Aí a verdadeira face, bem
distorcida e montada dessa barbárie, a pandemia. Direita e extrema-direita não
estão no centro da responsabilidade desse fogo cruzado, pelo contrário, exceto,
Bolsonaro, toda a direita se enquadrou e faz papel de bom moço (vide Pinera, no
Chile). A pandemia impede manifestações, pois atinge e mata os protagonistas.
Bolsonaro é uma degeneração à brasileira e terá de se enquadrar. A estratégia
principal não muda. A oposição, sem protagonismo e acesso as narrativas,
precisa se recompor para enfrentar as armadilhas de barbárie, que tem bodes, é
camuflada, duradoura, uma tragédia e genocida.
19 de abril de 2020
17 de abril de 2020
A QUEDA DE MANDETTA
Muita preocupação com a demissão de Mandetta em plena pandemia. São 210
milhões de brasileiros ameaçados, uns com mais condições de enfrentar, outros
sem nenhuma. No Brasil o quadro é grave por duas razões: alta taxa de
desigualdade e um presidente despreparado e doido, que desobedece a ciência
médica internacional e expõem a população à morte. A demissão agrava o quadro.
O vírus é altamente contagioso, se espalha e mata. O único tratamento é
isolamento. No Brasil, outra agravante é o trabalhador e seus líderes estarem
sem força e fora das narrativas, dominadas pela direita neoliberal e a
ultradireita, mas o inimigo de todos é a MORTE. Cadáveres cairão no colo dos
narradores. Para a oposição resta um único caminho: aliar-se a TODOS os
dissidentes de Bolsonaro, afastá-lo e impedir, de imediato, a barbárie e o
genocídio que representa.
15 de abril de 2020
A BESTA HUMANA
O grande capital, por razões
desconhecidas, a partir de 2016, se dividiu eleitoralmente entre direita neoliberal
e ultradireita (Trump, Bolsonaro, Hungria, Índia, outros). Nos EUA e no Brasil
se "bicavam", mas permaneciam juntos. A pandemia provocou uma mudança
de percurso, devido o exponencial contágio do vírus que leva à morte. Existe
uma especulação, difícil de provar, que o vírus tinha endereço: a China, mas
"deu água “e se voltou para o ocidente. Está formada a maior crise da
história, após a de 30, na saúde, na economia, na política. O quadro mais grave
é brasileiro, pois a elite do atraso colocou no poder uma besta humana, radical
de direita. Como um animal enjaulado rosna para todos que se aproximam e o
ameaçam. Com isso, está levando o país para o caos na saúde e na economia. Só
uma saída se vislumbra: a unidade entre a oposição e o grupo econômico
dissidente.
14 de abril de 2020
IMPASSE E CONFRONTO
Não há como evitar um impasse e confronto entre o Poder Executivo,
representado basicamente pelo presidente Bolsonaro e o restante do país, como
entidades civis, associações, sindicatos, governadores, prefeitos, Congresso e
justiça. O código penal define como crime contra a saúde pública infringir e
impedir, por determinação do próprio poder público, o combate a doenças
contagiosas. Nesse caso, inédito no Brasil e, quiçá, no mundo, o próprio
presidente está infringindo. Essa situação é agravada devido ao suporte que o
combate à doença recebe da OMS (organização mundial da saúde). Omitir e adiar
esse impasse ou confronto representa milhões de mortes, um verdadeiro genocídio.
Fora, Bolsonaro, ontem!
13 de abril de 2020
AS INÚMERAS LEITURAS
O ambiente mundial sofre uma grande mutação. Muita perplexidade com o
que está acontecendo nessa pandemia. Nesse quadro a saúde é determinante, pois
é vida, mas o inimigo sempre usa e pensa a economia. Nessa 2a feira, o caderno
de economia do Globo, porta-voz do pensamento neoliberal, coloca seus
especialistas para fazer previsões. Em princípio a estratégia é transferir o
aumento brutal das despesas da calamidade nas contas públicas para os
contribuintes livrando o capital de ônus. Finda a quarentena retornar com vigor
às reformas neoliberais. Fazem diversas previsões da dívida pública, queda do
PIB e como fazer para evitar perdas das receitas. Esse é o enigma e dilema
deles. Se a crise é mais grave, a "ficha não caiu". A pergunta que o
mundo real, destroçado pela pandemia faz é outra. O estado mínimo sobrevive,
assim como, a austeridade? É um ou outro.
11 de abril de 2020
NARRATIVA NEOLIBERAL
Na leitura do caderno de economia do Globo se verifica que as
discordâncias de Guedes, Maia (Câmara) e o Senado Federal no dito socorro ao
investimento, se concentra no malabarismo fiscal e financeiro que pretendem
fazer para o capital (financeiro e produtivo) ganhar na crise. "Financiar
empresas", "garantir capital de giro", "colocar liquidez no
mercado" são as dúvidas dos neoliberais. O São Mercado Financeiro
(privado) tão voraz, onipotente e onisciente, quando não há crise, nessa hora,
vira um bebezinho frágil e apela para o São Estado do Bem-Estar Social (setor
público), dinheiro do contribuinte. Quer chupeta, quer continuar mamando nessa
teta (tesouro federal, Bndes, B/B, Caixa e outros). Como sempre o cinismo e a
mentira impera para tirar dinheiro do contribuinte. Alega que é a única
alternativa para manter emprego e os salários. O combate ao vírus, a Bolsonaro
não pode desviar o foco do neoliberalismo.
10 de abril de 2020
CONJUNTURA
Bolsonaro sempre deixou claro que a ditadura de 64 não havia completado
seu serviço. Deixou de matar uns 30 mil comunistas. Implantar uma ditadura é ideia
fixa. O acompanha alguns saudosistas. Os neoliberais golpearam a democracia e
elegeram a ultradireita, imaginando ter o controle e seus interesses econômicos
garantidos com Paulo Guedes, mas estão assistindo que ninguém barra seu plano
autoritário. Entra em cena o Covid-19 e o quadro político sofre grande
transformação. O inimigo muda, menos para Bolsonaro que só vê 2022 e se opõem a
todos que atravessem seu caminho, inclusive o vírus. Como estratégia apela para
a crise da economia, investe pesado nas empresas e contraria medidas da ciência
e da saúde no combate à pandemia. Pode ser seu atestado de óbito político, na
medida que as mortes cheguem. Provavelmente cai e assume Mourão, sem a legitimidade
do voto, com milhares de mortes no colo e grave crise de recessão econômica. A
oposição com pouco protagonismo até então nessa mudança tem espaço,
principalmente Lula e sua experiência de gestão bem sucedida.
9 de abril de 2020
A NARRATIVA
No Brasil a pandemia torna-se muito mais perigosa por três motivos: o
descaso absoluto com a saúde pública pelas elites dominantes, a presidência da
República sob o comando de um débil mental e a narrativa da doença,
estatísticas e pesquisas se encontrarem totalmente com os neoliberais.
Estatísticas não averiguadas das contaminações, das mortes e das pesquisas por
telefone. Lembrar que mortes por fome, bombardeios de inocentes, ditos
terroristas ou comunistas, bala perdida nunca foi motivo de culpa ou
preocupação dessa elite. Nesse momento, é como se todos estivessem no meio de
uma guerra com milhares de balas zunindo acima das nossas cabeças. Temos que
nos prevenir, mas lembrar que nas guerras os soldados defendem elites dos dois
lados. Não subestimar a crise do neoliberalismo, o crescimento econômico da
China. Ocupar a trincheira, mas não descuidar da ideologia da classe dominante.
8 de abril de 2020
RISCO BOLSONARO
Impossível a permanência de Mandetta, como ministro da saúde, e
Bolsonaro, como presidente da República. Entre as duas autoridades uma tragédia
de vida e morte avança para milhões de brasileiros. Nessas tragédias somente o
poder maior e soberano pode ajudar a decidir: sociedade civl e militar e a
opinião pública. De um lado, presidente da República, claramente preocupado com
a questão político-eleitoral. Usa demagogicamente a precarização de renda e
emprego da maioria esmagadora da população. Suas iniciativas econômicas
privilegiam o capital, o empresário usando velho discurso liberal de que
investimento e crescimento só quem responde é o capital. É cego ao trabalho. As
mortes que certamente advirão não entram nessa contabilidade. Do outro, o
ministro da saúde, que acompanha com o mundo as medidas e lições, sob a ótica
da ciência e da OMS.
6 de abril de 2020
ONDE ESTÁ A SAÍDA?
Onde NÃO está a saída, talvez tenha resposta mais garantida? Combater a
pandemia com Bolsonaro presidente é impossível. Já matou milhares e vai a
milhões? Quantos? Esse o desafio. Apostar em Bolsonaro ou na continuidade é ser
conivente com milhões de mortes. O Brasil real se afastou de Bolsonaro, resta
somente o temor das forças armadas. Quanto mais esperar? E a saída dessa
tragédia, onde está? A Constituição à mão e a democracia como princípio nada
impede o Poder Judiciário, o Congresso, movimentos sociais e organizações
representativas da sociedade se unirem e ditar o que fazer. Nesse momento, é
impensável uma liderança como a de Lula, que detém a confiança de mais de 50%
da população, estar fora. Nenhum brasileiro está mais habilitado e apto para
resgatar essa confiança fundamental. Que se encerrem as perseguições. Inimigo e
mundo mudaram.
5 de abril de 2020
SÃO PT
As medidas e iniciativas durante a gestão do PT são quem vem segurando o país para não afundar de vez. O investimento na estrutura e concursos do SUS, a ampliação, reorganização do bolsa família e o colchão de reservas cambiais de 370 bilhões são onde esses fascinoras que golpearam o país estão se apoiando. Desde o golpe contra o PT vêm tentando acabar como o Estado Social, tirar direitos e beneficios dos pobres, esvaziar o SUS, a saúde pública. A falência só não ocorreu até agora devido às reservas e economias que o PT fez durante a crise dos países ricos em 2008. Na Europa e EUA a politica do fim do Estado na saúde estão levando milhares e talvez chegue a milhões de mortos. Uma pena que os ricos responsáveis por essa tragédia não sejam os mais atingidos devido a seus privilégios e mordomias de classe, mas mudanças certamente virão.
4 de abril de 2020
TRAMA DIABÓLICA
Senso comum: a pandemia do coronavirus é uma doença que começou na China
e se espalhou pelo mundo. Sua origem é desconhecida, a mesma de outras
epidemias que a humanidade já conheceu e matou milhões de pessoas. Senso crítico:
essa pandemia começou na China, mas faz parte de uma guerra ideológica,
política e econômica, lançada pelos EUA, onde está em jogo a hegemonia do
sistema econômico e político mundial. O vírus existe e provoca mortes, mas as
estatísticas e a narrativa quem tem o controle absoluto é o neoliberalismo.
Qual é a trama? Quem vai dominar a humanidade? China ou o mundo ocidental, sob
a égide dos EUA? Essa será a resposta da pandemia ou da trama. Quem sairá mais
fortalecido dessa catástrofe? Os bilhões de seres miseráveis ou meia dúzia de
bilionários? Como se dará a luta de classe? Haverá mais justiça ou não?
2 de abril de 2020
CAPITALISMO SEM-VERGONHA
Muito bom Veríssimo na sua coluna. O capitalismo se nutre de desastre e
oportunistas se aproveitam da pandemia para lucrar. A expectativa do
capitalismo amoral nessa crise é a pior. Em curso a maior intervenção do Estado
na vida das nações, desde a 2a guerra mundial. Por enquanto contam os mortos e
prossegue a velha luta entre Estado social e dirigismo de mercado. O mundo que
emergirá será o do horror ou o condenado pelo amoralismo de sempre. Estamos a
caminho de uma definição numa tragédia viral. O que esperar quando passar o
horror? Será ingenuidade acreditar e
esperar que após surja um mundo menos desigual e traga de volta idéias de
Keynes para combater o capitalismo sem- vergonha da austeridade "made in
Chicago, que não teria se imposto quando ainda havia chance.
31 de março de 2020
RENÚNCIA OU IMPEACHMENT
Renúncia ou o impeachment de Bolsonaro é a única alternativa que
restou ao povo brasileiro. Numa pandemia, onde milhares de mortes se anunciam,
fica impossível a governabilidade dividida entre Estados e União. Toda a
responsabilidade de sustentação de Bolsonaro, nesse momento, recai nas forças
armadas. Os empresários que o apoiam não vão comprar vidas com seu dinheiro.
Congresso e judiciário, contrários à Bolsonaro, temem os militares e sua
reação, mas com mortes e desespero aumentando fica impossível conciliar. A vida
tem pressa. A crise fiscal já é um fato e só será resolvida após o fim ou controle
da pandemia e das mortes.
28 de março de 2020
ANALOGIA À 2a GUERRA MUNDIAL
O Brasil vive nesse momento dilema que se assemelha a 2a guerra mundial.
Naquele momento histórico, Hitler, representava o inimigo maior, um degenerado
que ameaçava a humanidade. O Brasil vacilou, mas se uniu aos
"aliados" (países capitalistas) e à URSS (países socialistas) para
unidos derrotarem a fera irracional, o monstro, o nazifascismo. Vencida a
guerra, com enorme esforço e sacrifício, restou um planeta arrasado com milhões
de sequelas e mortos. Destruiu a economia mundial e exigiu uma mobilização na
sua reconstrução, que gerou a implantação do Estado do Bem-Estar Social e, no
Brasil, as regras da CLT e outras de amparo ao trabalhador, que mesmo atacada é
referência até hoje. Nesse momento, não pode haver dúvida, o inimigo maior é a
besta humana chamada Bolsonaro e sua gang e dando continuidade o combate à
desigualdade e a um Estado voltado para as questões sociais da maioria.
25 de março de 2020
A FATURA DO COVID-19
Esse é o momento dos trabalhadores, suas lideranças, suas organizações e
partidos populares e progressistas ficarem atentos e mobilizados ao que os
governantes patronais, maioria golpista do último pleito eleitoral, estão
planejando em sua estratégia denominada "economia ou orçamento de
guerra". A população foi colocada nas "cordas" entre saúde e
medidas para evitá-las, se encontra fragilizada e não tem como reagir. Essa
briga neoliberal (bancos e Globo) com Bolsonaro se torna secundária quando o
interesse se divide entre capital e trabalho. Nessa hora se unem contra o
trabalhador. Todas as medidas anunciadas virão recheadas de demagogia e mentira
para proteger empresários. Anunciam seguro-desemprego e abonos ridículos e jogam
recursos no caixa das empresas e bancos. Infelizmente ainda está faltando uma
consciência e ação entre lideranças populares e povo.
24 de março de 2020
CRISE DE CONFIANÇA
Falta de confiança é a crise principal que antecede e piora a pandemia
do coronavirus. Vem precedida da crise política e econômica, agravada com a
eleição de Trump, nos EUA e Bolsonaro, no Brasil. Solidariedade e informação
confiável é a base principal para o enfrentamento de qualquer crise. O
coronavirus está colocando em cheque duas batalhas, através da informação: a
privacidade e a saúde. As duas, deve ser a resposta do cidadão. A saúde não
pode abrir mão da privacidade, sob o risco de instituir governos e regimes
autoritários. Rastrear e cuidar da saúde é o que o povo precisa. Essa epidemia
é um marco no século XXI, mostra a necessidade do mundo se unir nas crises de
saúde e econômicas e governos como Trump e Bolsonaro serem banidos de vez.
21 de março de 2020
VIRUS IDEOLÓGICOS
A esquerda marxista atenta à luta de classe dos ricos e bilionários
contra os pobres precisa analisar
criticamente as armas de guerra do inimigo. O virus do HIV teve objetivo
claramente ideológico de preservar à família e combater à liberdade sexual
misturada às drogas, surgidas nas manifestações de maio de 68, sendo alvo
principal a homossexualidade. Pânico espalhado por gerações, milhões de mortes
e terror ao sexo livre e às drogas injetáveis. O Covid-19 tbm vem carregado de
muito pânico, mas atinge (mata) basicamente idosos portadores de diabetes,
pressão alta, preferencialmente atacados por pneumonia. Grande mídia e OMS se
dedicam às milhares de contaminações. Na luta de classe idosos e pobres são
descartáveis, pois só dão despesas. A
reforma previdenciária neoliberal é clara ao mostrar isso. O pânico do Covid-19
vai continuar, mas estatísticas reais sobre a epidemia vão continuar omissas .
9 de março de 2020
POPULISMO
Populismo foi um conceito criado pela intelectualidade e ideologia da
direita, basicamente para confundir o movimento de massa de esquerda e de
direita. O conceito "populismo" vem da relação entre povo e o líder e
no Brasil surgiu na era getulista (período da guerra fria) e se estendeu até o
golpe de 64. Insistir e transplantar esse conceito de outra realidade para o
mundo atual é fazer confusão e o povo de bobo. Por exemplo, o que significa e
representa o populismo nacionalista de Trump? O mesmo de Bolsonaro e outros
líderes europeus? Não. São interesses conflitantes da classe dominante (ricos e
bilionários). O dito nacionalismo de Bolsonaro é inverso, entreguista e
subserviente, assim como, o dito populismo. Na verdade os dois nacionalismos
populistas são insustentáveis porque apostam na desigualdade social e na
ampliação da repressão.
7 de março de 2020
0NDE A SAÍDA?
O capitalismo brasileiro com Bolsonaro e o mundial com Trump entraram
num processo de desigualdade, ódio e violência que não se sabe onde pretende
chegar. Perdeu o controle. Investe na destruição até do planeta. Muito disso
resultado do avanço das tecnologias, das redes sociais que caíram nas mãos da
ultradireita. Direita e centro-direita perderam o controle e a oposição
(esquerda e centro-esquerda) não encontram forças para se impor. Há um impasse
sobre como impedir o caos anunciado. Nesse quadro, para agravar, surge o
coronavirus. Não se sabe para servir a interesses de quem? Desde o início há
uma clara estratégia da Globo na divulgação e criação de pânico, mas por quê?
Para beneficiar a quem? Aparentemente o capitalismo financeiro está sentindo
fortes impactos e perdas, mas como, se é hegemônico?
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