2 de março de 2019

ATENTADO E VIAGEM

Está resolvido:  o 2º. estágio de Bolsonaro na passagem pelo poder será viajar. O 1º. estágio, na campanha foi a história de “carochinha” do atentado. Com isso, as elites financeiras e midiáticas conseguiram mantê-lo calado e o elegeram. Agora é impedir que fale enquanto presidente. Nos próximos meses, março e abril, vai viajar por países governados pela direita e deixa no comando general Mourão e militares, mais preparado e afinados com as mazelas e sandices que as elites preparam para o Brasil e os brasileiros. Tudo isso ainda combinado com boa parcela da opinião pública desinformada e despolitizada.

28 de fevereiro de 2019

MERCADO, MILITARES E A ULTRA

O Brasil politizado acompanha as mazelas políticas que acontecem e acontecerão nos próximos meses ou anos. O despolitizado também acompanha, mas crente nas TVs e demais mídias que operam a opinião dos poderosos. Esse é o maior desafio do país. Na política pós-Bolsonaro se assiste a uma contenda de contradições entre militares, mercado e ultradireita. Militares desautorizando Bolsonaro, mas precisando de sua popularidade para a chegada e a permanência no poder pelo voto. O mercado pouco se lixando com as brigas, desde que seu projeto de neoescravidão do trabalhador na previdência e outras medidas vinguem.

27 de fevereiro de 2019

SÉRGIO CABRAL É DOENTE


A confissão do ex-governador do RJ, Sérgio Cabral, é estratégia de defesa, hipocrisia, nunca arrependimento. A única punição verdadeira para corrupto é tomar todos os bens, o que roubou e o que causou de prejuízo à população. Sérgio Cabral e outros já comprovados, alguns presos, outros livres, são doentes, doentes por dinheiro. Uma epidemia própria do capitalismo e de outros regimes políticos do passado. Só a história um dia diagnosticará corretamente essa doença, a mais letal de todas. Matou e mata bilhões de seres humanos. Cabral, não tem saída, pois há óbvias provas. Essa moda de arrependimento pode pegar, como fez o ministro Onyx, mas não devolvem nada e permanecem com o patrimônio do roubo e a justiça consente.
 
 
 


 

 

 

 

26 de fevereiro de 2019

OS BODES DA REFORMA

A pseudo reforma da previdência enviada ao Congresso possui “bodes” na sala. Cabe à Rodrigo Maia e ao governo retirá-los para iludir a opinião pública. Quatro aparecem: a restrição a aposentadoria rural seria facilitada, mas endureceriam na comprovação do tempo de contribuição; liberação do FGTS para aposentados; redução do tempo de contribuição de 20 para 15 anos. São medidas que não diminuem injustiças sociais da reforma, mas serve à demagogia. O que vai arrebentar mesmo com a vida do trabalhador, homem/mulher, impedindo a maioria de aposentar é 35/40 anos de contribuição com 62/ 65 anos de idade, onde o trabalho intermitente e o desemprego elevado tornam a aposentadoria impossível. Outra questão é a aplicação individual na capitalização e a aposentadoria seria de um salário mínimo ou menor.

25 de fevereiro de 2019

A IMPLOSÃO DO DÓLAR

A explosão da dívida dos EUA, a implosão do dólar e do neoliberalismo. As gigantescas contradições do neoliberalismo são crescentes e fortes no país que a glorificou. A trajetória dessa explosão tem data marcada num futuro não distante. Sua fórmula é irreversível: despesas crescentes com segurança e armamentos para sustentar seu modelo imperialista (um repeteco histórico do final de todo império) e exclusão dos ricos e poderosos na divisão do bolo tributário. O resto é consequência, questão de tempo. É saber quem viverá para assistir.

24 de fevereiro de 2019

A LIÇÃO DA VENEZUELA

A maior lição que a Venezuela está passando para o mundo livre, democrático e defensor da justiça social é mostrar que há saída para uma nação e seu povo enfrentar a reação da direita canibal internacional. A força é a consciência política de classe, identificar bem o inimigo, suas diversas ramificações e seus fantoches. Eles dominam enquanto essa consciência inexiste. Lançam sobre o exército inimigo de classe mentiras, desinformações e intrigas. O Brasil está vivendo isso. “Ajuda humanitária” é “lobo mau” vestido de vovozinha querendo engolir as netinhas. Mas o povo venezuelano está armado bélica e ideologicamente. A Globo News e seus inquisidores confundem Venezuela com Iraque, Líbia, Egito, Afeganistão, Síria, que eles dizimaram, mas não é.

23 de fevereiro de 2019

A VOZ ÚNICA

O século XXI trará enormes desafios para a humanidade. O primeiro será como enfrentar a crescente concentração de renda. Atinge o mundo, mas no Brasil dá para antever os estragos, pois atinge em cheio a maioria da população e o clima. Leis sociais e naturais. A arma mais letal desse inimigo da classe trabalhadora é a mídia monopolizada e voz única da elite, pois isola o real do irreal. A partir daí o inimigo de classe tem todas as condições de avançar e assaltar os direitos da maioria (reforma da previdência, trabalhista e outras), os bens naturais e minerais do país. No Brasil esse roteiro é bem claro para uma minoria. O desafio é chegar à maioria.

22 de fevereiro de 2019

A INCÓGNITA VENEZUELA

A falta de limites, mostra a história, derruba poderosos. O império americano, desde o século passado, trata o mundo como seu quintal. Planta e colhe o que quer. Mas tem limite. Não foi o socialismo da URSS, nem de Cuba, onde EUA venceu. Mas surge a China com outra estratégia e um inimigo poderosamente armado, a Rússia, com sua herança nuclear da guerra fria. EUA, repetindo a prática em derrubar governos eleito, está em busca desesperada por energia do petróleo e gás para sustentar seu crescimento. Acaba de fazer com o Brasil, mas surge a Venezuela, preparada ideológica e belicamente. Venezuela negocia estrategicamente seus interesses e independência com duas potências nucleares. O Brasil entreguista entra nessa história como massa de manobra dos interesses dos EUA. Um desfecho imprevisível.

21 de fevereiro de 2019

A PEC DA MALDADE

Na coluna do JB “Coisas da Política”, Cid Benjamin recorre a um amigo especialista em reforma da previdência e ao relatório de Paulo Paim, na CPI da previdência de 2017, para denunciar a atual proposta do governo Bolsonaro, com muita irritação dos pobres que não estão conseguindo perceber as maldades reservadas a si, seus dependentes e às futuras gerações. É muita perversidade numa PEC só. A grande mídia massacra a população com o maior fake news de equilíbrio fiscal da história, da falência das finanças públicas se a reforma não se realizar. Essa situação fiscal vem se arrastando a anos com concessões, perdões e desonerações nas receitas tributárias dos patrões para culpar a previdência, punir o trabalhador e angariar lucros com a transferência e concentração de renda aos mais ricos.

UMA CERTA PERPLEXIDADE

As limitações do capitão já eram conhecidas, tanto pelo mercado financeiro que o elegeu, quanto pela grande mídia e pelos militares convocados para participar do governo. Portanto, até o momento, o projeto das elites neoliberais prossegue, com ou sem o capitão. Iludido nisso só existe o eleitorado, cuja ficha não caiu. Do lado da oposição há uma certa perplexidade com a rapidez dos acontecimentos. De qualquer maneira o povo é e será sempre o termômetro. Precisa acordar e dedicar a mesma atenção à política desse mundo real, que dedica a crenças em outro mundo imprevisível, às TVs dos patrões, ao futebol, pois no futebol, por exemplo, o retorno de lazer leva alguns minutos e na política, excetuando o ar que respiramos, tudo o mais está sob sua absoluta égide.

20 de fevereiro de 2019

A LUTA DE CLASSE

Assim como, na reforma da previdência e outras reformas, como na tributária, a reforma anticrime do ministro, Sérgio Moro, para entender basta seguir o dinheiro. É a histórica luta de classe. Onde está o rico e poderoso a reforma recua. Moro e outras autoridades são caras de pau. Falam uma coisa para atingir o inimigo de classe, mas desdizem quando a classe rica grita. Foi o exemplo bem claro do seu projeto: caixa dois, crime específico de político rico e poderoso, que desvia e não registra no TSE, bilhões de reais recebidos criminosamente, está fora. Não é corrupção, é questão eleitoral. Corrupção e crime organizado são ações de presos, pobres, pretos, favelados, de aviãozinhos. Para esses, o rigor máximo da lei. Os jatos, altos traficantes residentes em coberturas estão fora.

19 de fevereiro de 2019

O BRASIL DESCARRILOU

O Brasil descarrilou. Notícias aterrorizantes cruzando diariamente o país. O que está acontecendo, é a estupefação? Seguir o dinheiro pode explicar. Onde e com quem está? Uma minoria de banqueiros e empresas de investimento, aliadas da grande mídia, dominam o mercado, a opinião pública e ditam tudo a todos. Essa é a  melhor explicação. Desrespeita Constituição, soberania do voto, domina a justiça, compra políticos afinados. Isoladamente pouco se pode fazer, só unidos exigindo mudanças. Nada cola contra eles: corrupção, ser da milícia, usar caixa dois, fake news, laranjas. Tudo dominado. Ditam as regras.  Reforma da previdência é ideia fixa. Uma gula nos  trilhões de reais do  trabalhador pobre para os bolsos dos banqueiros. Lucro, sempre lucro, é a epidemia, uma gripe espanhola do século XXI, que ameaça a existência da maioria.
Antonio Negrão de Sá
                           
 
 

17 de fevereiro de 2019

OU PREVIDÊNCIA OU RUA

Quem vai decidir a sorte de Bolsonaro não é o golpe perpetrado à Constituição e ao PT, a prisão de Lula, o caixa dois que o elegeu, as fake news infamantes, os laranjas do gabinete de seus filhos e do próprio gabinete, as inúmeras acusações de corrupção que procedem contra seus ministros, as propostas estapafúrdias de seus ministros, como a mudança da capital de Israel, o antiglobalismo do ministro do exterior, a saída do acordo do clima de Paris, a continência à bandeira americana, as falas da ministra dos Direitos Humanos sobre meninos e meninas, o atraso medieval de seu guru filosófico, Olavo de Carvalho, o que vai decidir seu futuro é se vai  conseguir aprovar a reforma da previdência, pelo qual seus patrões do mercado o avalizaram.

AS MENTIRAS SOBRE APOSENTADORIAS

A campanha avassaladora da grande mídia sobre a aposentadoria e a reforma da previdência segue um roteiro eivado de mentiras. As principais são: a) o proposital aumento da expectativa de vida generalizada para todos de 80 anos. Não é isso e nem para todos. b) déficit fiscal da União e Estados, onde omite que as receitas da renda e do capital vem sendo cada vez mais excluídas da arrecadação, além de bilionárias isenções às empresas e a falta de execução de suas dívidas previdenciárias. Com isso, qualquer despesa não resiste, mesmo com tetos, cortes e não vai adiantar privatizações, c) toda a receita da previdência (no Brasil são muitas) precisa de tempo e não pode ser desviada. Desde a ditadura militar de 64 os dirigentes não respeitam a metem a mão no dinheiro da previdência.

ARRASTÃO DA MALDADE

Esse arrastão eleitoral da ultradireita, onde no Brasil ficou excluído apenas o nordeste brasileiro, começou a fazer água com o “abre alas” da “Vale da morte”. Sob o patrocínio do mercado financeiro e da grande mídia monopolizada adubaram a terra, desde 2003, com o fake news do antipetismo. Mas Lula e o PT deixaram marcas profundas registradas para milhões de brasileiros e parte da opinião pública internacional. O embate nos próximos anos será entre uma agenda da mentira e da morte e outra da justiça social e distribuição de renda. Os pseudo-vitoriosos mentem descaradamente apostando no atraso político da maioria. Mas a história mostra que barriga, bolsos vazios e demais injustiças costumam surpreender.
 

16 de fevereiro de 2019

NEM BOLSONARO NEM MOURÃO

Nem Bolsonaro nem Mourão o povo quer o restabelecimento da ordem jurídica, o respeito à Constituição, à democracia, o fim da farsa e a liberdade de Lula, para que esse possa concorrer à presidência da República e o povo decidir o que é melhor para o país. Não será através de acusação de corrupção que se elege ou se tira um presidente. No Brasil quem manda atualmente é o mercado financeiro, os banqueiros e a grande mídia. Para estes, tanto faz Mourão ou Bolsonaro, desde que a reforma da previdência saia. A reforma da previdência e outras quem tem de decidir seu conteúdo é o povo, através do voto livre e soberano.

15 de fevereiro de 2019

BEBIANO & MERCADO

Essa crise do ministro Bebiano com o presidente Bolsonaro deixa bem claro quem manda, o patrão de tudo e todos: o mercado financeiro, ou seja, os bancos. Golpearam o governo do PT, prenderam Lula, elegeram Bolsonaro. Seus interesses estão bem acima de nação, soberania do voto, democracia, justiça e corrupção. Nesse momento, tudo estruturado nesse fake news gigantesco da reforma da previdência, a “mina de ouro”. Há outros interesses, mas esse é o “carro chefe”. Moral da história: Bebiano não pode cair porque representa uma ameaça a todo o governo e sua estratégia. Bebiano, Bolsonaro, o PSL foram eleitos com recursos de laranjas e outras “maracutaias”. E agora, golpistas, o vidro trincou? Contorçam para salvar o que podem.

14 de fevereiro de 2019

O GOLPE NO GOLPE

O golpe no golpe. Nesse momento se repete o dilema dos golpistas de 64. Quebrada a ordem Constitucional perde-se o controle. Sem regras, interesses escusos, de uma elite, nacional e internacional, se contrapõem com vaidades e cobiças. É óbvio que Bolsonaro não tem mais condições físicas (está com câncer, não se sabe se terminal ou não), mental e preparo para o mais alto cargo da Republica. Serviu num momento. A elite tenta esticar o máximo seu (des)governo e garantir a reforma da previdência para o mercado financeiro, antes de definir o plano B. Só resta aguardar o crescimento das graves contradições em que a elite colocou o Brasil.

13 de fevereiro de 2019

A "PEGADINHA" DA PREVIDÊNCIA

A Globo News concentra a discussão sobre a reforma da previdência na questão da idade: 65, 62 anos, homens e/ou mulheres, etc. Cria um falso dilema para a tomada de decisão de Bolsonaro, uma “pegadinha”. A questão central são os bilhões de reais dos aposentados nos próximos 20/30 anos? Quem e como serão geridos esses recursos, que livra o patrão e coloca apenas o trabalhador numa conta nos bancos privados, chamada de “capitalização”. Uma mina de ouro movimentada pelos bancos por 30 anos cujo rendimento será todo revertido em lucro para os banqueiros. Retira o fundo público e coloca o privado, sem garantia. Um assalto onde o aposentado só vai ter conhecimento daqui 20/30 anos quando receber a aposentadoria.  Muitos inferiores ao salário mínimo. Muito suicídio no Chile, onde foi criado esse monstro numa ditadura. E os privilégios: forças armadas, justiça e político, alguém acredita que serão revistos?

O FALSO PACOTE "ANTICIRME"

O pacote “anticrime” de Moro e Bolsonaro é um acirramento do massacre da classe rica contra o trabalhador mais pobre. Corrupção e violência foram os dois pilares principais da campanha Bolsonaro. A corrupção na conta petista e a violência na dos favelados. O pobre e suas lideranças sendo culpados, presos ou fuzilados. O corrupto e criminoso do colarinho branco, da milícia e outros poderosos estão protegidos no pacote do Moro, Bolsonaro, grande mídia e mercado financeiro. Em síntese é isso, um retorno à barbárie. No Rio de Janeiro a população favelada que votou em Bolsonaro, ameaçada pela milícia, deve estar refletindo e sentindo na pele tudo isso.