A economia determinando a política. Dessa forma, será possível entender o avanço da direita no Brasil a partir de 2018 e em outros países, como EUA. O fenômeno, sem dúvida, tem a haver com o crescimento brutal da concentração e a desigualdade de renda mundial, já denunciada pelo economista francês, Thomas Piketty, onde o Brasil é medalha de ouro. Com isso cresce uma radicalização na luta de classe, nessa etapa atual do capitalismo financeiro global. Nessa nova arena surgem muitas contradições com os valores e direitos vigentes. A violência em resposta à violência, é o primeiro sintoma. A democracia, soberania do voto, a segunda vítima, bem como, o Estado do Bem-Estar Social e as regras internacionais e suas instituições do pós-2ª. guerra mundial. Essa é a nova tarefa dos ultraconservadores, que chegou nos EUA e agora no Brasil.
18 de novembro de 2018
NEM FREUD EXPLICA
Freud estudou psicose, mas se retornasse à terra teria dificuldade de explicar os delírios do Brasil atual. É assim que se encontra grande parcela da opinião pública, nacional e internacional, boquiaberta. A maior dificuldade é entender como um presidente de 210 milhões de pessoas foi eleito sem expor e debater suas ideias nas grandes mídias. Agora o impasse maior é entender o que pensa e quem é ele. Antes de tomar posse cria um problema na saúde e retira de quatro mil municípios o atendimento médico de qualidade. Cria problema com os maiores importadores brasileiros por delírios na ideologia. Dá uma prensa no governo que derrotou e acusou de corrupto para aprovar o fim da aposentadoria. Cria divisões na sua própria base militar. Apesar de eleito não se mete na política econômica e entrega para um não eleito a maior responsabilidade de um presidente. Enfim, nem Freud.
17 de novembro de 2018
OBSCURANTISMO ASSUME GOVERNO
Nessa segunda década do novo milênio o Brasil assume uma posição de absoluto atraso e até de chacota entre as nações mundiais. Elege um presidente que insiste em um retorno ao século passado. Algo semelhante às nações europeias e outras quisessem um retorno às duas guerras mundiais. Travestido de uma ideologia e lavagem anticomunista ataca todas ações progressistas, tanto nacionais, quanto internacionais, de ideologias comunistas e esquerdistas. Impossível imaginar o limite que uma pessoa com esse nível de concepção tão retrógada possa fazer de estrago a uma nação e seu povo, principalmente após receber o endosso de voto numa eleição claramente fraudada. Tão grave quanto o fundamentalismo religioso escolhe para auxiliares fundamentalistas na economia, nas relações exteriores, nas forças armadas e justiça
A INQUISIÇÃO CONTRA LULA
Quem tem acesso aos vídeos sobre os julgamentos com acusações à Lula fica imaginando: Lula realmente é uma pessoa extraordinária. Responde a todas acusações com uma clareza inquestionável. Na última, já com a substituta de Moro, estava de saco cheio por ter de responder as mesmas perguntas cretinas. Repete a mesma ladainha para mostrar o óbvio: é inocente. É simples entender: Lula não é dono de tríplex, nem sítio. Aí querem responsabilizá-lo por obras em um sítio que não é dele e que valoriza o patrimônio de outros. Um absurdo. A Inquisição que vigorou a partir do século XIII era dirigida pela Igreja Católica, que julgava e condenava aqueles considerados hereges, uma ameaça às doutrinas da Igreja. Lula é visto como uma ameaça aos poderosos, ao neoliberalismo (a doutrina que rege o capitalismo). Tem de ser condenado, independente de provas. A lava jato é o Tribunal da Inquisição.
15 de novembro de 2018
LAVAGEM CEREBRAL
A lavagem cerebral foi estratégia política da época da guerra fria, no século passado, aplicada pelos EUA, em membros de organizações diversas, principalmente militar. Em síntese, o jovem fake news, pregando que somente o comunismo tinha ideologia e significava repressão, autoritarismo, violência e antidemocracia. Essa concepção foi massivamente espalhada pelo mundo. O atual presidente sofreu essa lavagem, é portador da doença e está conduzindo o país nessa direção. Ideologia, segundo todos os dicionários, é uma ciência da formação das ideias, um sistema articulado de ideias, valores, opiniões, crenças. Portanto, todos humanos possuem a sua. Mas a lavagem de Bolsonaro impede ver isso. Diz que sua política comercial e econômica, nacional e internacional, será sem ideologias, isto é, sem ideias. Uma visão política limitada, nesse início de milênio, no mínimo sombria e até hilária.
DIREITIZAÇÃO DA POLÍTICA
A Direitização da política é um fenômeno atual da política mundial, mas cada país com características próprias. O Brasil totalmente diferente, por exemplo, dos EUA, que Bolsonaro mira como modelo. Uma diferença é o PT e Lula, vencedor de quatro pleitos presidenciais, onde mostrou para o Brasil e o mundo que havia sim, uma forma de governar, sem golpear a Constitucionalidade liberal burguesa. A ameaça que provocou o PT e Lula, desde sua origem metalúrgica em 89, o consolidou como “o cara” em seus quatro mandatos presidenciais. Com isso, no Brasil, se formaram dois campos bem nítidos: distributivo ou concentrador de renda. Os conservadores desesperados e incompetentes com esse quadro inédito, abraçaram o neofascismo. Mas o ódio portando uma agenda de desemprego, tirando direitos, assassinando pobres e carregado de preconceitos, não oferece perspectivas. Esgotou-se a era psdebista
12 de novembro de 2018
CICLO VIRTUOSO DA VIOLÊNCIA E MORTE
Golpe na Constituição, corrupção, austeridade social, desemprego, fome, violência e morte. Esse é o ciclo virtuoso da violência e morte dos mais necessitados, manipulada pela grande mídia, que elegeu Bolsonaro. São milhões de brasileiros sem nada, que lutam por necessidades básicas, tratados como bandidos pela elite da supremacia branca, com suporte da classe média. Os escravos atuais. A elite, manipulando o ciclo virtuoso, conseguiu eleger inumanos para gerir o país e Estados importantes. Cada eleito propondo mais violência para combater a violência. “Vou mirar na cabecinha para não errar”, “bandido bom é bandido morto”, “vou contratar advogado para defender policial que mata”, “vou entupir a cadeia de bandidos”. E por aí vai a bestialidade eleita que explora mazelas da violência que eles mesmo promovem.
UMA ELEIÇÃO ABSOLUTAMENTE IRREGULAR
A entrevista do general Villas
Bôas, comandante do exército, é a “pá de cal” no atentado à democracia
perpetrado por grupos econômicos financeiros, interessados em saquear o país e
o trabalhador. A prisão em 2ª. instância pelo STF negando o HC da defesa de
Lula, recebeu do general Villas Bôas o comentário: “Senti que a coisa poderia
fugir ao nosso controle se eu não me expressasse. Estávamos no limite”. O
general condenou a libertação de Lula, como ameaça à democracia. Quantas
irregularidades, desde o golpe de 2016 contra Dilma? Sistema judiciário, rede
Globo e a grande mídia, Sérgio Moro e lava jato, agora ministro do adversário
de Lula. A farsa do combate à corrupção que só funciona, mesmo sem prova, para
o PT, mas Temer, seus ministros e outros, recheados de provas, não são
condenados. Caixa 2 para financiar fake news.
E para agravar o quadro um presidente eleito, que ainda defende tortura
e ditadura militar.
11 de novembro de 2018
MANGUEIRA DE FOGO
Mangueira de fogo, em inglês “firehosing”, é a nova estratégia, uma arma que despeja ódio e violência do bolsonarismo, através da redes sociais e da Rede Record de Televisão, contra o petismo, que é comparado ao comunismo. Mas não está descartado todos que atravessarem na sua frente, ninguém se iluda, nem mesmo ex-apoiadores, eleitores, por convicção ou omissão nas eleições. A mangueira é giratória. A indicação do general Augusto Heleno para comandar a GSI (segurança institucional, ou seja, Inteligência e informação) comprova isso. Trata-se de um claro retorno à Lei de Segurança Nacional (LSN), da época da ditadura militar. Heleno e Bolsonaro defendem abertamente o retorno ao anticomunismo do século passado, gancho para atingir o PT, movimentos sociais e todas as manifestações libertárias, na ótica deles. Só a resistência democrática e popular resta como saída
10 de novembro de 2018
A ERA FAKE NEWS
Dois fake news (notícia mentirosa) dominaram a informação nesses últimos meses: o antipetismo e a reforma previdenciária. Nesses dois temas houve um fechamento de questão da direita (dos ricos). São duas questões que se entrelaçam e uma depende da outra. Fim da aposentadoria com PT eleito, impossível. Fake news tem pernas curtas e esses dois temas serão, num determinado tempo histórico, desmascarados. No fake news da previdência somente a absoluta desinformação faz alguém acreditar. Como é que uma receita de todos os trabalhadores e patrões do país pode ser deficitária? Por trás disso duas intenções: canalizar essa receita para previdência privada (leia-se bancos) e facilitar o corte de gastos sociais, que chamam de ajuste fiscal, para sobrar mais dinheiro para pagar a dívida pública (leia-se bancos). Mercado leia-se bancos
9 de novembro de 2018
UMA ELEIÇÃO MAQUIAVÉLICA
Há uma perplexidade, nacional e internacional, para entender o que houve nessa eleição do Brasil. Mais complexa do que a dos EUA. Como uma figura tão despreparada, uma caricatura como Bolsonaro conseguiu chegar à Presidência da República? Pessoas humildes que votaram nele indagadas respondem que não queriam a volta do desastre que foi o PT. Imagine a desinformação. Quer dizer: não votaram nele, votaram contra o PT. Daí o escudo que o protegia e o candidato ganhar sem precisar expor na TV seu programa, suas ideias. Um fato impressionante e inédito. Um cheque em branco a um aventureiro que irá dirigir o destino de 210 milhões de brasileiros. Naturalmente nesse quadro está incluído a demonização do PT, desde 2003 e o uso do whatsApp e caixa 2. Não precisa ser vidente para prever o desastre
FINANCEIRIZAÇÃO DA ECONOIA
Em três palavras “financeirização da economia” pode se entender todas as crises que vive o mundo atual, incluindo o Brasil. Quatro nações: duas potências (EUA, França) e dois emergentes (Argentina e Brasil) deixam claro que essa é a questão ou contradição principal. Por financeirização traduza-se mercado. No capitalismo atual o mercado veio para ficar. Seu avanço na concentração de riqueza impossibilita qualquer coexistência pacífica com os valores vigentes até aqui, como: democracia liberal pós-2ª.guerra mundial, suas instituições, capital produtivo, direitos sociais e trabalhistas. Essa é a crise que as nações enfrentam e enfrentarão nos próximos anos, com suas diferentes realidades: o Brasil de Lula, os EUA de Trump, França de Macron e Argentina, de Macri.
8 de novembro de 2018
CRESCIMENTO, VIOLÊNCIA E CORRUPÇÃO
O capitão Bolsonaro, eleito
presidente, fez campanha com três metas: crescer, combater o crime organizado e
a corrupção. No crescimento o que se vê é a defesa dos interesses do capital,
como reduzir a alíquota do IR para os ricos, dá independência aos bancos,
através do BC e uma série de medidas de proteção ao capital. No trabalho,
desmonta sindicatos e acaba com o ministério do trabalho, criado há 30 anos.
Fiscalização de trabalho escravo e desemprego não interessa. Na violência
defende que o assassinato de cidadãos comuns e inocentes, nas comunidades
pobres, por policiais ou militares, não sejam investigados e sejam perdoados.
Na corrupção faz acordos com o MDB e outros partidos que defenestrou e
esconjurou na campanha. E isso tudo ainda sem tomar posse, imagine o que vem
por aí?
7 de novembro de 2018
"A CONSTITUIÇÃO É O NORTE"
Na comemoração da Constituição de 88, no Congresso Nacional, o capitão presidente da República, Jair Bolsonaro, levanta a Constituição dizendo que é seu norte. Primeiro saber de qual leitura da Constituição está falando: a diminuição da desigualdade social, dos direitos humanos, do respeito às liberdades individuais? Certamente que não, por sua trajetória política, discursos de parlamentar e de candidato. Mas os poderes constituídos atuais também perderam a autoridade constitucional para defendê-la ao permitirem um notório golpe de Estado e afastamento e prisão ilegal do líder preferido dos eleitores brasileiros. Essas deformações produziram uma eleição escandalosamente irregular de caixa 2 e fake news. O imbróglio da elite está formado e o povo mais humilde vai pagar a conta. Agora só a união e resistência do povo
5 de novembro de 2018
A REVANCHE DA DITADURA
A eleição do capitão Bolsonaro à presidência da República representa um claro retorno da política dos saudosistas da ditadura militar. Representa a linha dura que discordou da abertura política, da distensão do Gal. Golbery, criador do SNI e que depois lamentou o monstro que havia criado. Por incrível que pareça um retrocesso de cinco décadas de atraso. Aos que votaram nessa proposta vale lembrar: toda oposição é inimiga, é comunista (no caso atual inclui-se petista ou esquerdista) nesse campo estão todos os movimentos sociais, partidos, sindicatos, imprensa, justiça e, até, militares. A ordem é exterminá-los. A serpente saiu do ovo, com um apoio questionável de 40% dos eleitores, agora só resta enfrentá-la. Todos os setores da sociedade iludidos pelo antipetismo, pelo combate a corrupção e a violência caíram no “conto do vigário”. É bom acordar logo, antes que seja tarde para o país e para o povo. É preciso união.
30 de outubro de 2018
FASCISTA NÃO MUDA
É ilusão instituições vinculadas à justiça, aos movimentos sociais, aos partidos populares alimentarem esperanças sobre uma liberalização democrática do governo Bolsonaro. Esqueçam, jamais ocorrerá. A ideologia, no caso, neofascista, autoritária, preconceituosa, moralista, racista, antipovo, antiesquerdista não abandonará uma pessoa formada e lavada com esses valores. A única saída será o enfrentamento político, de início no campo das ideias e da conscientização. Bolsonaro teve 55,13% dos votos válidos, mas apenas 39% sufragado pelos eleitores. Quase um terço, 28,5%, ou 42 milhões não compareceram. Resumindo: 76 milhões de eleitores não votaram em Bolsonaro. É essa maioria que interessa à democracia e é com ela que todos os democratas precisam conversar. A verdadeira guerra é a de opinião pública. A direita conquista suas vitórias em cima de mentiras e de desilusões. Aí está o desafio.
29 de outubro de 2018
AGORA VEM O CHECK-IN
Em inglês significa o primeiro
passo para o passageiro se identificar no aeroporto e colocar sua bagagem. O
candidato vencedor da eleição, Bolsonaro, se recusou a debater seu programa de
governo, alegando um pseudo atentado. E conseguiu. Mas agora precisa governar.
O PT, seus aliados e Haddad mostraram claramente na TV, para milhões de
brasileiros, aquilo que certamente se transformará num monstruoso estelionato
eleitoral. Bolsonaro foi uma criação desesperada da direita golpista e de
mercado para impedir o PT de ganhar a eleição. Uma aliança com o fascismo. Uma
aliança entre a fúria econômica atrasada e patronal com a fúria racial,
homofóbica, autoritária e fascista. Impossível dar certo no Brasil de hoje.
Questão de tempo. Agora é esperar atento todas as contradições que advirão. Com
paciência incorporar os dissidentes iludidos de seu exército e formar um novo
exército mais poderoso para vitória.
28 de outubro de 2018
UMA VITÓRIA DE PIRRO
Desde 2003, com a vitória de Lula, a democracia brasileira vem sendo testada. Teve o mensalão, cujo alvo era Lula, mas avançou o ódio que via no PT um entrave aos interesses da elite, nacional e estrangeira. O Limite democrático foi o golpe na eleição vitoriosa do PT de 2014. Ali, acabou a democracia com o desrespeito à Constituição. Prendem Lula arbitrariamente, impedindo sua candidatura. Uma aliança entre justiça e mídia definem as regras para o pleito de 2018. Sem poder contar com aliados tradicionais, desgastados por má gestão e corrupção, recorrem a uma candidatura de ultradireita, notoriamente despreparada e desequilibrado. Seu programa econômico é mantido em sigilo e o afastam, após uma encenação de atentado, para mantê-lo calado. Ganham a eleição com base num antipetismo ridículo. Um surrealismo, uma vitória de pirro. O petismo sai fortalecido com 47 milhões de apoiadores de várias correntes de pensamento, conscientes, temerosos e atentos ao que vem por aí
DIREITO OU TIRANIA?
Nunca na história do Brasil esteve tão presente a importância do voto numa democracia. O eleitor do trabalho, que sofre uma lavagem cerebral constante e diária, pelos inimigos de classe, para desconstruir a política e o político em geral vai sentir que sua única alternativa de vida, é o voto. Fugir desse compromisso, não procurar entender e acompanhar só o levará, cada vez mais, para um precipício. Duas alternativas de candidaturas bem nítidas em seus propósitos, mas não são um FlaxFlu. No Flaxflu, derrota ou vitória pouco representa para a sua vida diária, a não ser minutos de alegria ou tristeza. No voto não. Quando deposita na urna sua preferência, está selado seu futuro, filhos e netos, terá ou não emprego, casa, educação, comida, saúde, liberdade, justiça etc. Aí se encontra o maior desafio da atualidade: consciência enquanto vive.
27 de outubro de 2018
A VITÓRIA NÃO ENCERRA A LUTA
A vitória de Haddad nesse domingo não encerra a luta, pelo contrário. É preciso ter sempre presente que foi um Estado golpista que comandou todo o processo eleitoral. Uma luta desigual e gigantesca teve o movimento democrático e popular contra o autoritarismo, o arbítrio e o neofascismo. Esse esquema vai continuar porque seus interesses permanecem. Portanto, a mobilização democrática e popular precisa continuar para governar e manter o poder longe do golpismo, antipetismo e neofascismo
Assinar:
Postagens (Atom)