A lição e contradição mais
contundente dessa versão moderna de golpe de estado, que a elite brasileira faz
atualmente, é de entender o papel do Estado. Um Estado formado e
instrumentalizado para servir as elites durante 500 anos. A lição é verificar
que a justiça suprema e a fiscalização e auditagem superior (não eleitos), além
da polícia, na hora H ficam acovardados perante seus poderosos padrinhos. A contradição é ver o
neoliberalismo querendo acabar ou desmontar o Estado e os setores populares
lutando para que isso não ocorra. Ruim com ele, pior sem ele. Tudo isso
decorrente da falta de liberdade política e de imprensa. Nessa ordem ou
inversa.
4 de maio de 2016
3 de maio de 2016
TEMER: A PONTE DO FUTURO. DE QUEM?
“Uma ponte para o futuro”
programa que vai ser implantado pelo governo Temer. A ponte dos sem votos.
Moreira Franco, autor do programa, desistiu de eleições por falta de votos e
Michel Temer teve 60 mil votos para deputado estadual de SP. Quase não eleito.
Os sem votos alçam ao poder com golpe e tiram quem recebeu 54 milhões de votos.
Tudo isso com apoio da justiça, do Congresso e da mídia. Em seu programa da
Ponte do Futuro o retrocesso. Uma Ponte do Passado. Nenhuma menção a
desenvolvimento sustentável, desvincula gastos de saúde e educação, desindexa
salário mínimo, privatiza o que FHC não fez e corta gastos sociais.
NOVA ELEIÇÃO INCLUINDO MINISTROS DO STF E TCU
Infelizmente nova eleição é a
alternativa para o Brasil. Por quê? Mesmo não ocorrendo o impeachment (o que
parece impossível devido a trama golpista que envolve a justiça, o congresso e
a mídia) Dilma não teria condições de governabilidade. A turma do quanto pior
melhor continuaria sacrificando toda a sociedade na defesa dos interesses
neoliberais. Em outubro nova eleição do Congresso e do presidente, formando o
novo Congresso uma Constituinte para redigir uma reforma política para vigorar
em 2018. Mais do que nunca é notório que os ministros do STF e do TCU não podem
continuar serviçais de outros poderes e precisam também ser eleitos.
30 de abril de 2016
NA ARGENTINA NEOLIBERALISMO CRIA CRISE
A Argentina em crise está
apontando o significado político que representa o retorno do neoliberalismo
para governar o país. Macri, eleito presidente pela direita neoliberal, assumiu
imediatamente medidas impopulares: demissões de milhares de servidores públicos,
reajustes de até 300% das tarifas e serviços públicos, aumento da inflação e do
desemprego. Sua maior preocupação foi fazer um empréstimo de 12 bilhões para
pagar um grupo privado norte-americano (fundo abutre). Imagine no Brasil, após
tantas conquistas (atingindo mais de cem milhões de brasileiros) passar a ter
um governo ilegítimo, sem voto, acusado de corrupção e impopular?
A estratégia do golpe é conhecida:
Gilmar Mendes segura o processo que impede as empresas de
financiar parlamentares. Dez empresas elegem a escória no parlamento (bala, boi
e bíblia). STF e PGR se acovardam frente aos outros poderes eleitos. Eles são indicados.
A opinião pública está nas mãos de seis famílias conservadoras e venais
(famigerado PIG). O cerco está feito para criar o caos e culpar o governo. Montam
outro suporte como “pá de cal”: operação lava-jato. Surge ansiedade e contradições:
2016 ou 2018? As vivandeiras se assanham: impeachment. Abre-se uma fissura.
Precisam combinar com o povo e a mentira pode ser toda desmascarada.
27 de abril de 2016
O QUE SERÁ O BRASIL PÓS-IMPEACHMENT?
É notório o avanço da direita em todo o mundo. É também notório que esse avanço só acontece pelo absoluto controle do mercado sobre a opinião pública, através dos meios de comunicação. Os novos bilionários das finanças investiram na aquisição desses veículos. Um desafio para a humanidade. No Brasil, um fato inédito: sem o uso da força e da repressão esses veículos vem conseguindo impor uma agenda que destrói toda estrutura constitucional do país. A verdade vai pro lixo. O que será o Brasil após essa violência? Que garantia existirá de direitos e deveres? Que nova arrumação política, com esse domínio da opinião pública, poderá trazer segurança?
25 de abril de 2016
QUAL O PRAZO DE VALIDADE DE CUNHA E TEMER?
A dúvida instigante na atual
política brasileira, sob hegemonia de
corporações financeiras e de mercado: qual o prazo de validade de Eduardo Cunha
e Michel Temer? Quando o STF, a Procuradoria-Geral da República (PGR), o PIG
(partido da imprensa golpista), os parlamentares da Câmara, o PSDB, DEM, PPS,
PP e outros partidos vão dar por cumprida e encerrada a missão golpista desses dois
personagens? Os dois continuarão sendo úteis até 2018 ou serão dispensados
antes, um ou outro? Há um estupor, nacional e internacional, para conhecer e
entender os limites dessa aventura inédita, produzida, mais uma vez, por nossas
elites coloniais.
23 de abril de 2016
UM GOLPE QUE EXTRAPOLA O BRASIL
Um golpe que deve deixar toda a
comunidade democrática internacional preocupada. Na guerra fria existia um
inimigo comum: os comunistas. E hoje? Quem é o inimigo dessa nova força do
capitalismo, o neoliberalismo? Quem é o inimigo desse grupo minúsculo de bilionários,
sob a hegemonia dos bancos e a ditadura do mercado? A República, a democracia?
O que virá após essa montagem golpista num país da expressão internacional como
o Brasil? Nos EUA, modelo de democracia de nossa elite, a disputa de quem é
mais conservador nas suas ações é a base nas eleições e uma crise econômica
avassaladora choca seu ovo.
21 de abril de 2016
DIFÍCIL PREVER O PÓS-IMPEACHMENT
Difícil imaginar um senado
majoritariamente de oposição votando contra o impedimento da presidenta. Difícil
também esperar que no poder a oposição, com a covardia do STF, vá encontrar
dificuldades para afastar definitivamente a presidente. Também está difícil
imaginar um governo sem voto, ilegítimo e com um programa notoriamente
neoliberal (na ótica dos banqueiros), eivado de contradição e comprovada corrupção,
vá conseguir frustrar às conquistas dos últimos governos do PT. Difícil
imaginar esse governo ilegítimo continuar enganando toda a comunidade nacional
e internacional por muito tempo. Aí mora o perigo do golpe.
20 de abril de 2016
PIG SUPERA HITLER EM PROPAGANDA
Atônita, pasma, perplexa é como
se sente toda comunidade pensante nacional e internacional com o que vem
acontecendo na política brasileira. Nem a propaganda nazista (referência para a
mídia atual) foi tão eficiente, pois lá de fato existiu uma forte crise na
economia, devido ao cerco selvagem dos países vencedores da 1ª guerra. Hitler
usou a tragédia e a propaganda de todas as formas para seu fim. Não existia a TV.
No Brasil corporações midiáticas assumiram o controle das TVs, rádios e
jornais. Tem o absoluto controle da opinião. Se conseguir derrubar Dilma pode
se candidatar ao guinness da comunicação. Superaram Hitler e a verdade. A
mentira venceu.
19 de abril de 2016
IMPEACHMENT ABRE PRECEDENTE MUNDIAL
O impeachment sem amparo
constitucional aprovado no Brasil, quinto país mais populoso do mundo e sétima
economia mundial, está abrindo precedente para os demais países da América Latina, Asiáticos, Africanos, etc, seguirem idêntico
roteiro de golpe. Basta ter maioria no parlamento e discordância da política em
vigor. Fim da República e a independência dos três poderes. Golpe moderno, com domínio
absoluto da opinião pública, sem uso da força militar. Ninguém sabe exatamente
qual será a estratégia de atuação dos novos donos do mundo: sistema financeiro
e deus mercado, mas o trabalhador pode colocar a faca nos dentes, a injustiça
vai crescer.
13 de abril de 2016
SEM REGULAR A MÍDIA IMPOSSÍVEL DEMOCRACIA
A maior lição a ser extraída
dessa tentativa de golpe no Brasil é que o inimigo principal e imediato do povo
e da democracia não é o PSDB, o DEM, a elite, os EUA, o neoliberalismo, os
corruptos incrustados na máquina pública ou o Poder Judiciário. E quem é ele?
Os meios de comunicação. Todos são, mas é preciso entender e definir qual é
aquele que dispõe de uma metralhadora giratória, bem posicionado e que abate
todos nós. Se essa metralhadora continuar atirando fica impossível chegar aos
demais inimigos. No Brasil a concessão dessa arma mortífera foi capturada por
seis famílias conhecidas. Portanto, sem regulação da mídia impossível a paz.
12 de abril de 2016
PERPLEXIDADE É O SENTIMENTO POLÍTICO ATUAL
Perplexidade é o único sentimento
que pode explicar o atual momento político que vive o Brasil, independente se
for ou não aprovado o impeachment. Como é que homens, mulheres e instituições,
ditos e ditas democráticas, conseguem acreditar numa trama tão notoriamente
desonesta e farsante como essa do impeachment? O que leva esses personagens a
esquecer tão rapidamente o golpe de 64? O que leva a renegar discursos e falas
que fizeram e fazem em defesa da democracia, da moralidade e da ética? Não se
sabe o que nos aguarda o futuro próximo, mas o cenário que o neoliberalismo
apresenta ao mundo é aterrador.
11 de abril de 2016
O BRASIL COM OU SEM IMPEACHMENT
Com impeachment ou sem
impeachment o Brasil sai avariado. Com impeachment o Brasil terá um Congresso,
um judiciário e um governo profundamente desmoralizado, sem a mínima condição
de governabilidade. Sem impeachment um governo cercado desses inimigos, que apostam
no quanto pior melhor. Alguém levantou para Dilma a bola de eleições gerais em
outubro. E ela chutou: se for geral (união e Estados, executivo e legislativo)
topo discutir. Poderia Dilma nessa proposta acrescentar: com a eleição de um
Congresso Constituinte para elaborar a reforma política.
10 de abril de 2016
TODO GOLPE OBJETIVA DESIGUALDADE
Na ditadura militar de 64 seus
protagonistas implementaram uma política de arrocho salarial e prisão (e
tortura) dos líderes sindicais. Adotou o programa que todo golpe almeja: desigualdade
social. No Brasil o programa apresentado por Michel Temer (Uma Ponte para o
Futuro) concentra-se no controle dos gastos sociais. Esses golpes neoliberais
vem ocorrendo na América do Sul e Central, caso de Honduras, Paraguai,
Venezuela e tem interesses globais (EUA na liderança). Petrobras, pré-sal,
Mercosul, Brics, privatização do BB, Caixa e BNDES e uso das reservas do Banco
Central são seus objetivos principais. A novidade moderna do golpe é o uso da
toga.
8 de abril de 2016
REPETIR E REPETIR A TRAMA GOLPISTA
A mentira repetida sempre pode
virar verdade. Mas a verdade repetida suplanta a mentira. É o caso atual da política.
Os democratas, além dos petistas, perceberam a trama do golpe, que é
neoliberal, do mercado, do capital financeiro e globalizado. No Brasil os
testas de ferro e golpistas são conhecidos: a mídia (Globo, Estadão, Folha, Veja,
TVs); a operação lava-jato (Juiz Moro e delegados da PF); Gilmar Mendes e
outros acovardados do STF; o procurador-geral que é corporativo. No Congresso a
bancada eleita pelas empresas do BBB (boi, bala, bíblia), com corruptos do
PMDB. Nosso papel é repetir e repetir a
trama para todos que temos acesso.
7 de abril de 2016
A ELITE EXTRAPOLA IRRESPONSABILIDADE
Nunca a história do Brasil
apresentou e deixou tão clara tanta hipocrisia e irresponsabilidade por parte das
elites financeiras e empresariais. Manipulam o destino de 204 milhões de brasileiros
como se fossem deficientes. Paralisam o país e a economia por interesses
mesquinhos camuflados. Usam os poderes do estado, por eles formados e indicados,
para desestruturar todas as regras já estabelecidas em lei e na Constituição.
Impossível essa farsa ser bem sucedida. A minoria de milionários está cega por
seus interesses e ideologia. Um Brasil crítico e consciente acompanha tudo. Não
se sabe quantos são, mas é notório que esse exército cresce dia-a-dia.
6 de abril de 2016
DILMA NÃO SOBREVIVERÁ. E A OPOSIÇÃO GOLPISTA?
O PMDB (de Temer e Cunha), PSDB e
o PIG (partido da imprensa golpista) afirmam que se Dilma sobreviver, não terá
como governar. Pois bem, e se o impeachment, sem legitimidade e legalidade,
prevalecer com Cunha (comprovadamente corrupto) na direção do golpe, um
ministro do Supremo (Gilmar Mendes), claramente partidário da oposição, uma
operação dita anticorrupção (lava-jato), notoriamente partidária e abonadora
dos crimes dos aliados e uma mídia monopolista, com conhecido histórico de
golpes, mentirosa e partidária também conseguirá sobreviver? Com o agravante da
presidenta Dilma não ter cometido nenhum crime para ser deposta.
3 de abril de 2016
PROPINA DO BEM E PROPINA DO MAL
Propina do bem e propina do mal.
As seis famílias do monopólio da comunicação (Marinhos, Frias, Mesquita, Civita, Sílvio Santos e Edir
Macedo) condenam o recebimento de todos os recurso das empreiteiras, mesmo
antes das investigações e os registrados em tribunais. Pois bem, e os recursos
que essas mesmas empreiteiras (bilhões de reais), nessas últimas décadas,
investiram em publicidade nesses veículos? Também não é de propina? Mais grave
ainda, pois serviu não só para enriquecimento de patrimônio, como para retirar
de milhões de brasileiros direitos e benefícios. Financiou a ditadura e serve agora
Fiesp e Firjan para golpear 54 milhões de eleitores.
2 de abril de 2016
O SURREALISMO QUE ATINGIU NOSSOS DIREITOS
Agora só falta a justiça atender
a petição da oposição é proibir a presidenta Dilma de se defender do golpe. O
Globo golpista está divulgando que a presidente está usando a presidência para
se defender. Parece piada e enriqueceria o febeapá do Stanislaw Ponte Preta.
Para os golpistas é proibido ao golpeado se defender. É o autoritarismo
(fascismo) no seu limite. Nessa covardia (ou conivência) da justiça nada
surpreende mais. Cassaram a nomeação de um ministro (Lula) sem prova alguma e
falsas acusações. Um presidente corrupto da Câmara move ação de corrupção (sem
prova) contra a presidenta para derrubá-la. O surrealismo chega ao limite
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