A operação lava jatos está
denunciando uma prática generalizada da formação de cartéis para obter
vantagens em licitações, é o que Luiz Gonzaga Belluzzo escreve em sua coluna em
Carta Capital. E muito mais: tudo articulado pelas forças do mercado financeiro
na busca do controle dos mercados e das fontes de abastecimento. Os agentes
dessas operações (que é global) são os grandes bancos de investimentos. Eles
definem os proprietários, os financiamentos, a participação acionária e a
valorização das ações. Exige que o Estado abandone sua pretensão de interferir
na economia. As Agências Reguladoras perdem sua função com a fusão e a
concentração. No Brasil (e outros países) agravado por um Congresso também
eleito por esse capital. Com isso, usuários e consumidores perdem a batalha (ou
mesmo a guerra) das tarifas e da qualidade.
15 de abril de 2015
13 de abril de 2015
GLOBO PUBLICA FAIXA PELO FIM DA CORRUPÇÃO
O GLOBO em sua primeira página
mostra em destaque uma faixa entre os manifestantes com a inscrição: ”Exigimos
o fim da corrupção”. A pergunta que não se cala: a faixa correta não seria:
“Exigimos o fim da investigação”. Pois essa realmente sempre foi a prática
adotada pelo Globo e as elites de quem é porta-voz. Na ditadura apoiada pelo
Globo ninguém leu nenhuma notícia sobre corrupção. Alguém acredita que não
houve? Na corrupção do PSDB de S.Paulo (metrô) e outras, nas privatizações de
FHC, a sua reeleição, no aeroporto de Aécio Neves, agora no HSBC e tantas
outras, não há investigação. Será isso que o Globo está querendo pedir e não
tem coragem de assumir? Ou será que eles querem apenas envolver o governo Dilma
e o PT?
9 de abril de 2015
GILMAR MENDES JÁ CAUSOU O ESTRAGO
Mesmo devolvendo o processo que
pediu vistas, Gilmar Mendes, já causou o estrago que pretendia: impediu a
vitória no Supremo antes do pleito e com isso facilitou o financiamento
eleitoral pelas empresas. A decisão antes do pleito deixaria temerosos os financiadores
e reduziria suas negociatas e compras O mal está feito. Os reflexos serão
terríveis, como já está sendo notado. Isso se não ocorrer um retrocesso
institucional. A bancada denominada BBB (da bala, do bíblia e do boi), ou seja,
Bolsonaro, Feliciano e Caiado estão unidos e elegeram dois personagens
inescrupulosos para presidir a Câmara e o Senado, Eduardo Cunha e Renam
Calheiros. Conclusão: apesar do assassinato de Eduardo Campos, da manchete da
Veja e das intrigas diversas não conseguiram o executivo, mas até 2018 vão
causar muito estrago à democracia e ao país.
8 de abril de 2015
DELFIM NETTO SURPREENDE
Muito interessante a trajetória
política de Antonio Delfim Netto. Economista e ministro da fazenda de dois
governos da ditadura militar, famoso pelo denominado milagre econômico (o
capital investiu pesado no Brasil), por recomendar a distribuição de renda após
o bolo crescer e finalmente pelo fim desastroso de mandato com o descontrole inflacionário.
Entretanto apesar desse histórico não recomendável atualmente, como colunista
de Carta Capital, representa uma voz de centro, um intelectual dogmático, mas
criativo. Um representante não das ciências econômicas (apenas matemática), mas
da economia política (que vincula economia e política). Devido a esse novo
perfil seus artigos sobre economia são simples, críticos e de bom entendimento.
A história tem sido farta na migração ideológica da esquerda para a direita,
mas Delfim surpreende.
5 de abril de 2015
SONEGAÇÃO É CORRUPÇÃO
O Brasil é o segundo do mundo em
sonegação de impostos e sexagésimo nono em corrupção. Sonegação é corrupção. O
PIG (partido da imprensa golpista) na sua ânsia para desmoralizar o PT só
divulga um tipo de corrupção. Os empresários (Fiesp) criaram uma palhaçada que
é o impostômetro, que as elites e o Congresso venal transferiram ao longo dos
anos para o consumidor e a classe média (27,5%). O intuito é desmontar o Estado
social. O patrimônio, a grande renda e a herança não pagam impostos no Brasil.
Para agravar a farsa, criaram a devolução do imposto, onde o pouco pago na
fonte é devolvido com bilionárias correções. Se os ricos fossem tributados a
dívida pública seria liquidada e a população não teria desviado bilhões de
reais da área social. Tudo é notório, mas falta combinar com o Poder
legislativo e o Judiciário.
2 de abril de 2015
VLADIMIR SAFATLE E A MÁXIMA DO GARRINCHA
Como é de praxe, Vladimir
Safatle, colunista de Carta Capital, faz uma análise boa sobre o esgotamento da
Nova República. Os mesmos políticos vindos da ditadura. O Congresso capitaneado
por Cunha e Calheiros impondo espoliação, enchendo o caixa dos partidos,
concessões aos governos locais, passagens para mulheres de deputados, reforma
política com distorções e, de quebra, a entrega ao fundamentalismo evangélico
as modernizações sociais. Resumindo: nossa miséria econômica é derivada da
miséria política. Propõem mecanismos de democracia direta, conselhos,
plebiscitos etc., retirando a política dos velhos atores. Como saída uma
Assembléia Constituinte Extraparlamentar. Tudo muito bom e certo. A estratégia
(tem a mesma dúvida do Garrincha) é se isso já está combinado com a elite
golpista, o Congresso de direita, a classe média analfabeta política e o PIG
(partido da imprensa golpista).
1 de abril de 2015
É NOTÓRIO QUE DECRETARAM O FIM DO GOVERNO DO PT
É notório que a reação decretou o
fim da experiência de governo do PT. O historiador francês Fernand Braudel
advertiu que o capitalismo só triunfa quando é o Estado. De 1500 a 2002 a nossa história teve
300 anos de escravidão, o golpe da independência, o golpe da República, o golpe
da burguesia (com concessões ao latifúndio) em 30, o assassinato de Getúlio,
vários golpes contra JK, a renúncia de Jânio, a deposição de Jango, a ditadura
militar, o impeachment de Collor e a quase derrubada de Lula no mensalão. Eles
decidiram voltar. Não há necessidade, nesse momento das forças armadas, pois
possuem a máquina do Estado: a justiça e agora o Congresso financiado pelos
capitalistas de sempre. Mas de tudo isso o mais ameaçador é a falta de
liberdade de imprensa. Nenhum governo popular resistirá se não equacionar essa
questão.
30 de março de 2015
AFINAL, QUAL A RAZÃO DA FAMIGERADA CRISE?
O mais ameaçador nessa famigerada
crise do governo Dilma é que se dá após um pleito eleitoral legítimo. Afinal, o
que tão grave aconteceu? Na economia absolutamente nenhuma grande alteração.
Inflação e emprego sob controle e o menor da história dos últimos 20/30 anos.
Na saúde 50 milhões atendidos pelos mais médicos, minha casa para milhares, na
educação os índices superam os cem anos de administrações passadas. Será a
corrupção ou a investigação nunca antes efetivada? A única explicação é a
comunicação que não existe no governo Dilma. Getúlio, JK e Jango foram
destruídos possuindo alguma comunicação. Dilma não possui nenhuma. E mais grave:
hoje existe a TV. Concessionária do serviço público, mas monopolizada pela
reação. O mais preocupante é a contaminação que atinge líderes e intelectuais
progressistas. O PCB foi oposição à Getúlio até o tiro e todos sabem onde isso
terminou.
28 de março de 2015
O AVANÇO FEROZ DA MÍDIA IDEOLÓGICA NO MUNDO
Se há uma corporação hodierna que
ameaça à democracia é a mídia. Lamentavelmente a elite pensante democrática
subestimou essa área. Marx já havia alertado, no século XVII, que o jornal era
o principal instrumento organizador da política e das massas. Resumindo Marx:
sem o conhecimento é impossível avanços e mudanças. E teve razão até na derrota
da experiência da URSS. O capitalismo avançou e o neoliberalismo voa em céu de
brigadeiro. As corporações se unem e impõe seu conhecimento ideológico usando
os meios de comunicação. Opinativo, radical e ideológico investe ferozmente,
cada vez mais, numa pauta uniforme, nacional e internacional. O livro “Diálogos
da Perplexidade”, editado em 2009, de Bernardo Kucinski e Venício A. de Lima ajuda
na compreensão e temor sobre o tema..
26 de março de 2015
PSDB O NOSSO TEA PARTY
Impressiona a trajetória do PSDB.
Começou como uma dissidência sob argumento ético com o PMDB de Orestes Quércia
em S. Paulo acusado de corrupto. Três políticos intelectuais com históricos de
esquerda: Mário Covas, FHC e José Serra assumiram sua liderança. Mas o embate
com o PT de S. Paulo na disputa pelo poder não abriu espaço para uma crítica
pela esquerda e, com isso, foi se situando cada vez mais à direita. Temendo a
ascensão de Lula os conservadores apoiaram o PSDB que elegeu e reelegeu FHC presidente
da República. FHC chegou a pedir que esquecessem suas idéias do passado. O
mundo, segundo ele, havia mudado e a globalização e o neoliberalismo seriam
hegemônicos e irrefutáveis. Desde então suas alianças nacionais e
internacionais avançam para um conservadorismo radical, estilo Tea Party dos EUA.
24 de março de 2015
MESMO COM GOLPE GOVERNO DEVE SE UNIR ÀS BASES
Em Carta Capital, Marcos Coimbra,
como já é de praxe, faz uma excelente análise da cultura política brasileira.
Diz que a grosseria, fanfarronice e vulgaridade exibidas pela direita antes da
ditadura renascem. A ditadura de 64 e suas atrocidades envergonharam por um
tempo a direita, alguns até, falsamente, pediram perdão, como o Globo. Mas
retornaram. É importante a citação que faz: “A cultura política brasileira
hegemônica é atavicamente conservadora e antipopular. Ao longo da história as
classes dominantes, seus intelectuais e os meios pelos quais se expressam foram
antilibertários, antiabolicionistas, antissindicalistas, antissocialistas,
anticomunistas, antiesquerdistas e antitrabalhistas”. Portanto, eles voltaram
para ficar. A única alternativa que resta ao governo é aprofundar seus vínculos
com suas bases, mesmo que dêem o golpe.
23 de março de 2015
PAPAI NOEL E A REFORMA POLÍTICA
Apesar de toda
mesquinharia e intriga do PIG (partido da imprensa golpista) e setores da PF,
MP e, até, do ministro, Gilmar Mendes, que investigam a corrupção na Petrobras
(as do PSDB não interessa), em acusar apenas o PT, o governo Dilma e Lula está
cada vez mais difícil esconder a participação dos demais partidos e políticos.
Aécio Neves, Eduardo Cunha, Renam Calheiros e outros líderes sofrem fortes e
indefensáveis acusações. O governo Alckmin (corrupção do metrô), Sérgio Cabral
e FHC (privatizações e reeleição) entram na lista. A pergunta que não se cala:
com exceção do PIG há ainda alguma classe média, mesmo conservadora e alienada
politicamente que acredite em alguma reforma política saindo desse Congresso? Só
quem acredita em Papai Noel. É notório que só uma constituinte eleita pelo povo
pode realizar essa tarefa.
20 de março de 2015
A MAIS NOVA RENEGADA: MARTA SUPLICY
Na política sempre será um fato
difícil de explicar e entender o renegado. Principalmente da esquerda para a
direita (por exemplo, do marxismo para o capitalismo). Na história há muitos
exemplos. Na etapa atual do capitalismo serve de exemplo a adesão ao neoliberalismo,
que expressa a radicalidade, ou seja, o controle de toda a economia nas mãos de
muito poucos (banqueiros e especuladores). Não surgiu no mundo ainda uma força organizada
capaz de enfrentá-lo. Voa em céu de brigadeiro. O PT e outros da América do Sul
não chegam a ser um antídoto, mas uma simples cunha. Pois bem, tudo isso para
tentar entender mais um abandono da trincheira de luta de outra companheira:
Marta Suplicy. Que por mesquinharia e vaidade provavelmente vai deturpar,
vulgarizar e renegar tudo aquilo que disse acreditar por vinte anos.
18 de março de 2015
A REPÚBLICA CAMINHA PARA SEU FIM
O fato objetivo e concreto é: o
PT e o governo perderam o controle absoluto dos meios de formação de opinião
pública. Lula só se garantiu porque era e é um excelente comunicador. Mas Dilma
não tem esse dom. A direita domina essa área. Não cabe ao governo criar esse
meio. Caberia ao PT e outros partidos progressistas e instituições civis. No
mínimo uma TV e um jornal de circulação nacional, com correspondentes
internacionais. É possível? Ainda há tempo? Difícil responder. Sem isso só
resta o massacre e a intolerância contra o PT e o governo. Os petistas gritam
muito, mas entre si nas redes sociais. É valido, mas insuficiente. Num país de
200 milhões, os inimigos não passam de 2%, mas acabam contaminando a maioria. A
concentração de renda coloca esse como o maior desafio da democracia
representativa no Brasil e no mundo.
17 de março de 2015
IMPEACHMENT É POUCO
Companheiras e companheiros leiam essa obra prima de Vladimir
Safatle publicada hoje (dia 17/3) na Folha
Impeachment
é pouco
17/03/2015 02h00
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Você na rua, de
novo. Que interessante. Fazia tempo que não aparecia com toda a sua família. Se
me lembro bem, a última vez foi em 1964, naquela "Marcha da família, com
Deus, pela liberdade". É engraçado, mas não sabia que você tinha guardado até
mesmo os cartazes daquela época: "Vai para Cuba", "Pela
intervenção militar", "Pelo fim do comunismo". Acho que você
deveria ao menos ter tentado modernizar um pouco e inventar algumas frases
novas. Sei lá, algo do tipo: "Pela privatização do ar", "Menos
leis trabalhistas para a empresa do meu pai".
Vi
que seus amigos falaram que sua manifestação foi uma grande "festa da
democracia", muito ordeira e sem polícia jogando bomba de gás
lacrimogêneo. E eu que achava que festas da democracia normalmente não tinham
cartazes pedindo golpe militar, ou seja, regimes que torturam, assassinam
opositores, censuram e praticam terrorismo de Estado. Houve um tempo em que as
pessoas acreditavam que lugar de gente que sai pedindo golpe militar não é na
rua recebendo confete da imprensa, mas na cadeia por incitação ao crime. Mas é
verdade que os tempos são outros.
Por
sinal, eu queria aproveitar e parabenizar o pessoal que cuida da sua assessoria
de imprensa. Realmente, trabalho profissional. Nunca vi uma manifestação tão
anunciada com antecedência, um acontecimento tão preparado. Uma verdadeira
notícia antes do fato. Depois de todo este trabalho, não tinha como dar errado.
Agora,
se não se importar, tenho uma pequena sugestão. Você diz que sua manifestação é
apartidária e contra a corrupção. Daí os pedidos de impeachment contra Dilma.
Mas em uma manifestação com tanta gente contra a corrupção, fiquei procurando
um cartazete sobre, por exemplo, a corrupção no metrô de São Paulo, com seus
processos milionários correndo em tribunais europeus, ou uma mera citação aos
partidos de oposição, todos eles envolvidos até a medula nos escândalos atuais,
do mensalão à Petrobras, um "Fora, Alckmin", grande timoneiro de
nosso "estresse hídrico", um "Fora, Eduardo Cunha" ou
"Fora, Renan", pessoas da mais alta reputação. Nada.
Se
você não colocar ao menos um cartaz, vai dar na cara de que seu
"apartidarismo" é muito farsesco, que esta história de impeachment é
o velho golpe de tirar o sujeito que está na frente para deixar os operadores
que estão nos bastidores intactos fazendo os negócios de sempre. Impeachment é
pouco, é cortina de fumaça para um país que precisa da refundação radical de
sua República. Mas isto eu sei que você nunca quis. Vai que o povo resolve
governar por conta própria.
16 de março de 2015
O GLOBO E A DEMOCRACIA DE 15 DE MARÇO
O Globo na sua manchete de hoje,
16 de março, diz: “Democracia tem novo 15 de março”. No seu histórico de
golpismo e conceito de democracia tem razão, pois deve estar se referindo e
saudando os três generais da ditadura militar que tomaram posse nessa data, 15
de março: Castelo Branco (64), Ernesto Geisel (74) e João Figueiredo (79).
15 de março de 2015
MENOS DE 1,7% NAS MANIFESTAÇÕES
O Brasil tem 200
milhões de brasileiros e menos de 1,7% da população se manifestou, segundo
dados do PIG (partido da imprensa golpista). S.Paulo entrou com 50% avaliado
pela PM paulista comandada pelo PSDB há vinte anos e com as catracas do Metrô
liberadas. Provavelmente expressiva maioria eleitor do Aécio Neves.
Considerando 12 anos de campanha diária de acusação contra o PT, Lula e Dilma
não foi o esperado. De qualquer jeito Dilma deve aproveitar as manifestações
para endurecer a campanha contra a corrupção, que seu governo é o único que
executa em toda a história, para combater com mais rigor. Interessante o PIG
dessa vez não exibiu cartazes com acusações aos políticos, ao Congresso pedindo
reforma política e outras. Será porque agora ampliou aliados políticos no
Congresso? Toda corrupção inicia-se nas campanhas
DILMA PRECISA CONQUISTAR UM ESPAÇO NA TV
Toda essa campanha do PIG
(partido da imprensa golpista) tem basicamente duas vertentes: descalabro
econômico e corrupção no governo Dilma. Nessa oposição tem defensores da
ditadura militar, impeachment, golpe, renúncia, etc. São integrantes desse
grupo as elites financeiras (banqueiros, investidores e especuladores) e a
eterna classe média conservadora, boa parte alienada políticamente que acredita
(é crente) em tudo que a TV prega. Mas qualquer cidadão honesto e memória curta
pode pesquisar no google e facilmente desmentir, com dados concretos, todas essas
intrigas. Inflação, desemprego, distribuição de renda, dívida pública, juros
altos, educação, saúde, corrupção, etc é piada se comparada com os governos
anteriores. Foi por isso que Dilma facilmente desmontou com 10 minutos de TV toda
essa farsa e intriga nas eleições.
14 de março de 2015
AJUSTE FISCAL PASSA OBRIGATORIAMENTE PELOS RICOS
O ajuste fiscal de
aproximadamente R$ 80 bilhões que Dilma vai precisar fazer em 2015 para pagar a
conta (juros da dívida com banqueiros) é a questão mais explosiva. Só há dois
caminhos: cortar despesas ou arrecadar mais. A oposição (banqueiros) empurra para
cortar no social (bolsa família ou minha casa) ou arrecadar entre os
assalariados. Uma armadilha. No Brasil, diferente de outros países, fortuna e
herança não são taxadas. Quem garante a arrecadação são os consumidores e a
classe média no imposto de renda (27,5% é o limite da taxação e considera rico
quem ganha em torno de R$ 4 mil mensal). Uma vergonha tributária que as elites
ricas, com maioria no Congresso e no executivo, impuseram. O novo Congresso
eleito pelas empresas desaprova qualquer tributação aos ricos. Dilma devia
enviar essas mudanças e dar ciência à população.
13 de março de 2015
A ESTRATÉGIA AGORA DO PIG É DINAMITAR A ALIANÇA PT/PMDB
A estratégia da direita
representada por integrantes da justiça, da PF e do PIG (partido da imprensa
golpista), que investiga a operação lava jato, é vazar e dar voz a denúncias de
delatores (corruptos) prioritariamente com nomes do PT e posteriormente do PMDB.
Com isso intriga e dinamita a aliança principal do governo. PSDB e DEM são
honestos. Não divulga e quando aparece na lista, Aécio Neves e o senador
Anastasia, são logo abafados e o PIG cede espaço para suas defesas. O único
acusado do PSDB, Sérgio Guerra, é falecido e não pode ser condenado. É assim
que funciona a liberdade de imprensa e a democracia dos conservadores:
hipócrita, partidária e mentirosa, dois pesos duas medidas.
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