Manifestações pacíficas envolvendo milhões de pessoas por vários dias
nos EUA é, sem dúvida, um fato novo, curioso, que merecem reflexões. Sempre,
nessas manifestações, ódios e revoltas deram o tom, bem exploradas pelos
responsáveis das injustiças e desigualdades, infiltrados no movimento para
justificar repressão. Dessa vez não, quando houve, logo rechaçada e denunciada
pelos manifestantes, no grito e nas redes. E agora, José? Como será o depois, o
amanhã? Com pacifismo milhares, milhões se incorporam. Num ato político, onde
ninguém sai como entrou, se conscientiza, cresce politicamente. No Brasil,
hoje, domingo dia 7, um ato pacífico foi convocado, no combate a dois vírus
mortais: pandemia e governo fascista. Momento inédito. Por precaução, maiores
de 60 anos convém não participar e os mais jovens se proteger. FORA VIRUS, FORA
MORTE, FORA BOLSONARO.
7 de junho de 2020
6 de junho de 2020
USO DE FAKES PELO MERCADO
É comum na esquerda a tese que política se lê através da economia, mas
não parece, em alguns casos, seja viável, onde há um declínio, crise e
desespero do capitalismo atravessado por pandemia. Tempo de pós-verdade e fake
news, como a notícia que levantou a moral dos mercados globais, nesse sábado,
propagando que nos EUA 2,5 milhões de novos postos de trabalho foram criados.
Em plena pandemia os EUA de Trump ocupando o epicentro da doença, criação de
postos de trabalho onde "cara pálida"? As notícias não esclarecem
onde e por que do "milagre". Faz vagas referências a estímulos
econômicos dos bancos centrais (!!!???). A matéria, do caderno de economia do
Globo, nas "entrelinhas", promove um carnaval de otimismo para
levantar o mercado. Um caso típico de uso da política eleitoral imperialista
americana para tirar o governo das "cordas".
5 de junho de 2020
LULA ESTÁ CERTO
3 de junho de 2020
O QUE É A FRENTE ANTIFASCISTA?
A frente antifascista, que pode se confundir com frente ampla ou
democrática, é decorrente principalmente da lição alemã deixada pela tragédia
da 2a. guerra mundial, provocada por Hitler. A oposição a Hitler vacilou e
permitiu seu crescimento. Na guerra só a união da URSS (socialista) e
"aliados" (capitalista) conseguiu derrotar o fascismo. O Brasil vive
o mesmo dilema. Fascismo, nazismo, liberalismo representam o capitalismo. No
Brasil, unidos em 2018, derrotaram a esquerda. Agora estão em litígio devido ao
autoritarismo fascista. Os liberais pedem o retorno do estado de direito (a
democracia burguesa). O papel da esquerda é ser contra e ficar gritando que os
dois são inimigos? Não, pelo contrário, torcer e apoiar que cada representante
do núcleo duro dele se afaste. Esquerda e liberais sozinhos não vencem o
fascismo. O papel da esquerda é se unir aos liberais para destruir o fascismo.
UNIDADE ANTIBARBÁRIE
Cabe aos mais esclarecidos e informados politicamente da sociedade
apresentar saída e lutar para enfrentar a trajetória de barbárie e genocídio
que o governo Bolsonaro colocou ao povo brasileiro. Medo e indignação pela
morte e fome generalizada cresce entre a população pela percepção da
incompetência e insanidade do presidente da República. A lição e saída única
que a história dita é união de todos. Não existe outra. Constitucionalistas,
democratas, esquerda, centro-esquerda e direita (que não exclua o papel do
Estado no combate à pandemia, desemprego e participação da esquerda na
unidade). O Brasil não pode ficar subordinado a indefinição das forças armadas
e agentes financeiros exploradores. A singularidade dessa luta é a pandemia. Manifestos
e manifestantes de todas as correntes de pensamento e opinião surgem, perdem o
medo, vão às ruas, com proteção e acompanham países ricos e emergentes (EUA,
Europa, Chile) lutar por seus direitos.
1 de junho de 2020
MANIFESTOS E MANIFESTAÇÕES EM PANDEMIA
O Brasil e EUA enfrentam situação totalmente inédita em política: dois vírus
mortais avançam, lá e cá. Na saúde (pandemia) e na política (neofascismo). EUA
e Brasil realidades distintas, caminhos diferentes. No Brasil, cada dia um dia.
Nos últimos, um manifesto nacional assinado por todas as correntes de
pensamento político democrático formam uma FRENTE DEMOCRÁTICA condenando o
avanço antifascista. Nas ruas de RJ e SP, torcidas organizadas de futebol
resolveram enfrentar o fascismo e abriram uma saída às futuras manifestações,
mesmo com riscos do Covid-19. O neofascismo usa o vírus nas ruas para
confrontar os poderes constituídos. Não há dúvida sobre o risco Bolsonaro à
democracia. Forças armadas permanecem silenciosas. Terão que se posicionar, a
favor ou contra à democracia. Retrocesso político jamais. Democracia tem pressa
de definição, quem é quem?
29 de maio de 2020
POLÍTICA E NUVEM
Foi dito que política é que nem nuvem. Olha para o céu está de um jeito,
de novo, mudou. No Brasil nunca mudou tanto em meio a três graves crises
concomitantes: saúde, mata milhares de
brasileiros diariamente, econômica, arrasta o país para a quebradeira e
política, com a presidência da República nas mãos da instabilidade emocional,
ideológica e delituosa. Na pandemia a nuvem, dia sim, dia não, oscila sobre o
isolamento da população. Na economia, fica em casa, vai trabalhar. Na política,
ruptura ou não? Apesar da oscilação das nuvens políticas os fatos vão se
definindo. Combate à pandemia só com isolamento. Economia com mortes é impossível.
Ruptura institucional somente se for para cobrir delitos e crimes.
27 de maio de 2020
ESPERAR O QUÊ?
Cresce a angústia pelos desmandos de
Bolsonaro. Setores porta-vozes da classe dominante que o apoiaram e agora
demonstram insatisfação e preocupação com sua conduta, como Congresso, STF, MP,
PF e imprensa, estão fragilizados, presos ao golpe de 2016, vacilantes em
críticas à sua criatura. Com isso, Bolsonaro, cresce com ações e ameaças à
democracia, às liberdades. Avança o controle sobre a PF, PGR, Forças Armadas,
partidos como o centrão. A justiça não investiga ele e seus filhos. A pandemia
avança seus mortos, Bolsonaro "dá de ombros". Recessiva a economia
aguarda o caos. O espanto com os acontecimentos cresce. O que está havendo,
como sair desse garrote? Esperar o quê, morte, "quanto pior"? A
oposição, com o que tiver, precisa sair, assumir iniciativas, provocar fatos e
obter reação. A barbárie se aproxima, o Brasil explode com Bolsonaro até 2022.
Fora Bolsonaro já.
26 de maio de 2020
CLASSE DOMINANTE DIVIDIDA
Com a pandemia o Brasil chegou a um ponto extremo na contradição
política e econômica. A pergunta está colocada para todos: quem apoia e tem
consciência exata da barbárie e genocídio para onde caminha o país? Simples e
terrível assim. De um lado, parte majoritária da população totalmente
desprotegida conduzida como gado para o matadouro, de outro, percentual
consciente minoritário da população, sem força, impedida pela pandemia de se
manifestar, como sempre fez, nas ruas e praças. No centro do furacão o núcleo
duro, responsável pela tragédia, ocupado por uma classe dominante de
neofascistas e neoliberais (ricos e bilionários), controlando Estado, o
governo, dividida e omissa entre mata e esfola ou só esfola. Mas aí surge outra
dúvida e pergunta: será essa elite tão estúpida e atrasada em acreditar que ela
é responsável por investimento e crescimento do país sem trabalhador?
24 de maio de 2020
REUNIÃO COM VÍDEO
A publicização da reunião do governo Bolsonaro aconteceu por pressão da
Globo na defesa de, Sérgio Moro. Defesa "meia boca". Se concentrou na
nomeação do chefe de polícia. Para a população que vive entre morte por
pandemia e fome por desemprego pouco importa. A Globo, Polícia Federal e
Ministério Público tem, há bom tempo, provas suficientes de crimes da família
Bolsonaro paradas em "investigações sigilosas" nunca concluídas.
Conhecida embromação. O vídeo "atirou no que viu, acertou no que não
viu". Mais grave do que demissão foi a ameaça de armar a população para
uma defesa da sua "democracia e liberdade", traduzindo: guerra civil.
Nunca escondeu essa intenção. O neoliberalismo (mercado, Globo, bancos,
partidos) o elegeu para manter seu privilégios. Mantém um braço com Guedes e
"morde e assopra". O nazismo se criou assim: por omissão da elite. E
agora?
23 de maio de 2020
VÍDEO
A reunião política de Bolsonaro e seu governo desperta interesse na
política para leituras e reflexões. A leitura de que não houve rompimento político
da classe dominante (ricos e bilionários), entre a ultradireita de Bolsonaro
(barbárie) e neoliberalismo (desigualdade social do mercado, bancos, Globo,
partidos). O neoliberalismo continua vacilante com um "pé" no
bolsonarismo temeroso de perder o protagonismo na economia. Falta aos
neoliberais um plano B, uma candidatura viável para competir com oposição. MP e
PF, controlados pela elite, seguram investigações como sigilosas, sem acesso a
provas evidentes de crimes da família Bolsonaro, além de pregação à luta
armada, armamento de milícia, fechamento de Congresso, STF, AI-5 e mais grave:
descaso total com a saúde onde milhares morrem diariamente pela pandemia. Essa
situação não oferece tranquilidade aos brasileiros .
22 de maio de 2020
MOSAICO DA CONJUNTURA
O mosaico da conjuntura política atual permite diversas leituras. Uma
delas, vê três forças se contrapondo: a extrema-direita de Bolsonaro (destruição
e barbárie) prioriza à economia aos cadáveres (tem suporte de setores
reacionários empresariais e militares); neoliberais e mercado (maioria do
Congresso, STF, Globo) recua nas mortes, apoia isolamento, vacila no
enfrentamento a extrema-direita temendo perder o protagonismo da economia
(estado mínimo, austeridade), busca um líder. Finalmente a oposição, que tem,
nesse momento, reduzido protagonismo face ao isolamento. Se recicla nas redes
sociais e nessa correlação de forças, durante e pós-pandemia, projeta
alternativas de ação: apoia a frente ampla democrática antibarbárie (afastar
Bolsonaro), prioriza a vida, fortalecimento do SUS, suspensão de austeridades
(tetos de gastos), retorno à soberania, democracia, eleições.
21 de maio de 2020
GUERRA CIVIL
Na guerra civil as forças policiais e militares, bem como, forças civis
se conflitam entre legais e ilegais, obedecem e não à Constituição. A pergunta
que se faz: o que faltam às forças armadas, produtivas e institucionais para
enquadrar o presidente Bolsonaro como agitador, propagador e fomentador de uma
guerra civil? Milhões de brasileiros mais informados tem plena consciência de
suas arbitrariedades e seu despreparo. Outros milhões, menos informados, sofrem
por milhares de mortes pela Covid-19, pela desigualdade e fome. Bolsonaro
capturou as forças armadas, troca falsa disciplina por loteamento de cargos
públicos. Usa as forças armadas para distribuir armas e munições para as milícias,
nunca escondeu seu apoio à ditadura e tortura. Defende o AI-5, prega
intervenção e fechamento do Congresso, do STF. O que move e aguarda o Brasil?
Ingenuidade ou má-fé?
20 de maio de 2020
TRAMA DIABÓLICA
A aranha tece sua teia e emaranhado de fios como armadilha para pegar
inseto. A política pós-Trump e Bolsonaro, até o presente, é uma teia para a
maioria. Um emaranhado inacessível e diabólico. Conforme os fatos vão se
sucedendo algumas evidências de classe vão surgindo. Os dois obedecem a parte
do capital internacional mais reacionário e concentrador de renda. Pode-se
dizer o vencedor até aqui do capital devastador. Estão subordinados a ele com
exclusividade e alguma estratégia. Agridem e condenam a globalização, justiça,
liberdade de imprensa, soberania, democracia e outra incógnita mortífera
surgida: a pandemia. O que pretende esse projeto com essa guinada de 180 graus
na economia e política? No Brasil, em meio a muitas mortes, Bolsonaro, é
indiferente e até debocha: "e daí?" Defende a economia, ataca todos,
com uma estranha “cautela" da mídia, justiça, Congresso, militares e empresários.
18 de maio de 2020
AS DIREITAS E O COVID-19
A pergunta que ainda não tem resposta é se o neofascismo (EUA, Brasil,
Inglaterra, Hungria e outros), o neoliberalismo (Europa) vão manter o
isolamento ou ceder ao mercado? Essa estratégia de tratamento foi usada pela
China, pais com estrutura política socialista e economia aberta ao liberalismo
e, segundo alguns, alvo principal do vírus. Vírus ideológico, plantado para
atingi-la. O futuro, a história vai ou não revelar a verdade. A China
conseguiu rapidamente promover o isolamento de 40 milhões de seres por meses e,
se houve de fato armadilha dos EUA para atingi-la, se saiu bem. Com o
neofascismo e neoliberalismo isso é impossível, pois sua existência, sua razão
de ser e existir se escora basicamente na exploração da mão de obra do
trabalhador que, nesse caso, ao se expor é fulminado pelo vírus e ao se isolar,
sacrificado pela fome.
16 de maio de 2020
AS MENSAGENS DO COVID-19
Inúmeras versões e narrativas surgirão durante e após a pandemia do
Covid-19. Interessa as narrativas fundamentadas na realidade e nos fatos. A
classe dominante (ricos e bilionários) certamente fará leitura que não traga
prejuízo aos seus interesses de classe. A pandemia tem deixado claro que os
países que apostaram no Estado mínimo e na desigualdade social são os mais
atingidos, independe se é rico ou emergente (Europa). Outra lição importante é
que a medalha de ouro em genocídio deve ficar entre EUA, Brasil e Inglaterra
(ricos e emergente) povos que apostaram numa aliança neoliberalismo e
neofascismo. O Brasil, devido a cultura de classe dominante herdada desde a
colonização caminha, até agora, para levar a medalha de ouro em barbárie e
genocídio. No momento a narrativa da pandemia é neoliberal e a execução da
economia e da política é neofascista. O que vai resultar dessa aliança
impossível prever.
15 de maio de 2020
O DISCURSO DE MOURÃO
Na contramão da lei e da Constituição o vice-presidente da República,
gal. Mourão, usa cinicamente a Constituição para em discurso para empresários
acusar todo o Brasil de estar inconstitucional. Inverte as responsabilidades e
acusa governadores, prefeitos, Suprema Corte, Congresso e aproximadamente 80%
da população. Enfim, o cúmulo da paranoia para agradar a quem? Todos errados
inconstitucionalmente perseguindo um pobre presidente inocente, que cuida do
trabalhador pobre e que dar emprego. Faltou um pequeno detalhe: o presidente
combinar com o povo e empresários e deixar claro que quer empregar
trabalhadores mortos cuja a seleção se dará no cemitério. Agora é aguardar esse
roteiro kafkaniano, de loucura e ver como seus roteiristas pretendem terminar a
série.
13 de maio de 2020
CONJUNTURA DIA 13
Impressionante como o quadro politico brasileiro muda diariamente. Não bastasse todas as mazelas e desigualdades herdadas pelo Brasil, ainda vive ao mesmo tempo três crises graves: saúde, economia e política devido um governo de utradireita. Nesse momento até definir quem é determinante na crise está difícil. A lógica indica a vida é determinante, mas a ação terrorista de Bolsonaro confunde parte da população impondo de forma criminosa a economia em primeiro plano, com isso cresce a crise política. A pergunta que não se cala: existe alguma possibilidade de enfrentar a crise da saúde, economia, sob a presidência de Bolsonaro? Tudo indica ser impossível. O que fazer para o "Fora Bolsonaro" ganhar apoio da opinião pública num momento de isolamento geral? É formar uma "Frente democrática" com todos os partidos, incluindo de direita, atrair forças armadas e fogo cruzado nas redes sociais.
9 de maio de 2020
NÃO DÁ MAIS PARA CONCILIAR
Brasil precisa acordar, sair do pesadelo. Reconhecer por vários motivos,
nesse momento impossível de analisar e corrigir, a guerra contra o coronavirus
caminha para derrota certa. A contaminação (o inimigo) se propaga
exponencialmente e o exército para enfrentá-lo se encontra perdido. Falta
comando central, competência, credibilidade. O exército do povo precisa se
posicionar, se reorganizar. Formar urgentemente um comando central confiável
eleito pelas 27 unidades regionais, avalizada pelas municipais. Tudo em 24/48
horas. A exclusividade da política é a sanitária e científica. Comando
"SOS Brasil". Medidas urgentíssimas: centralizar a compra de
equipamentos (otimizar esforço e reduzir custos), priorizar tratamento de
nossos soldados atingidos (médicos e enfermeiros), investir nos testes. Por
fim, encaminhar pedido de afastamento imediato de Bolsonaro, como única
alternativa para obter recursos pela vida.
7 de maio de 2020
A SAÍDA É O POVO
O enfrentamento ao Covid-19 no Brasil e no mundo está deixando tudo
muito óbvio: o vírus é ideológico, mira e mata desassistidos, sem renda,
obrigados a sobreviverem, se exporem. Quem possui algum rendimento, inativo ou
não, consegue fazer o isolamento, única alternativa para não se contaminar. No
Brasil são mais de cem milhões de brasileiros sem nada. Qual a única saída? O
governo federal imprimir dinheiro e liberar, através de cheque direto ao
trabalhador (sem burocracia), um salário mensal, até a pandemia deixar de
matar. Não tocar nas reservas, garantia do país não quebrar. A dívida pública
cresce (a atual é 80% do PIB), mas EUA e outros ultrapassam o PIB, depois o
povo vivo paga. Com a economia estagnada não haverá inflação e o ciclo:
trabalhador consome, comércio vende, indústria produz, a máquina não para e o
povo não morre. Qualquer outro caminho é genocídio.
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