A reunião política de Bolsonaro e seu governo desperta interesse na
política para leituras e reflexões. A leitura de que não houve rompimento político
da classe dominante (ricos e bilionários), entre a ultradireita de Bolsonaro
(barbárie) e neoliberalismo (desigualdade social do mercado, bancos, Globo,
partidos). O neoliberalismo continua vacilante com um "pé" no
bolsonarismo temeroso de perder o protagonismo na economia. Falta aos
neoliberais um plano B, uma candidatura viável para competir com oposição. MP e
PF, controlados pela elite, seguram investigações como sigilosas, sem acesso a
provas evidentes de crimes da família Bolsonaro, além de pregação à luta
armada, armamento de milícia, fechamento de Congresso, STF, AI-5 e mais grave:
descaso total com a saúde onde milhares morrem diariamente pela pandemia. Essa
situação não oferece tranquilidade aos brasileiros .
23 de maio de 2020
22 de maio de 2020
MOSAICO DA CONJUNTURA
O mosaico da conjuntura política atual permite diversas leituras. Uma
delas, vê três forças se contrapondo: a extrema-direita de Bolsonaro (destruição
e barbárie) prioriza à economia aos cadáveres (tem suporte de setores
reacionários empresariais e militares); neoliberais e mercado (maioria do
Congresso, STF, Globo) recua nas mortes, apoia isolamento, vacila no
enfrentamento a extrema-direita temendo perder o protagonismo da economia
(estado mínimo, austeridade), busca um líder. Finalmente a oposição, que tem,
nesse momento, reduzido protagonismo face ao isolamento. Se recicla nas redes
sociais e nessa correlação de forças, durante e pós-pandemia, projeta
alternativas de ação: apoia a frente ampla democrática antibarbárie (afastar
Bolsonaro), prioriza a vida, fortalecimento do SUS, suspensão de austeridades
(tetos de gastos), retorno à soberania, democracia, eleições.
21 de maio de 2020
GUERRA CIVIL
Na guerra civil as forças policiais e militares, bem como, forças civis
se conflitam entre legais e ilegais, obedecem e não à Constituição. A pergunta
que se faz: o que faltam às forças armadas, produtivas e institucionais para
enquadrar o presidente Bolsonaro como agitador, propagador e fomentador de uma
guerra civil? Milhões de brasileiros mais informados tem plena consciência de
suas arbitrariedades e seu despreparo. Outros milhões, menos informados, sofrem
por milhares de mortes pela Covid-19, pela desigualdade e fome. Bolsonaro
capturou as forças armadas, troca falsa disciplina por loteamento de cargos
públicos. Usa as forças armadas para distribuir armas e munições para as milícias,
nunca escondeu seu apoio à ditadura e tortura. Defende o AI-5, prega
intervenção e fechamento do Congresso, do STF. O que move e aguarda o Brasil?
Ingenuidade ou má-fé?
20 de maio de 2020
TRAMA DIABÓLICA
A aranha tece sua teia e emaranhado de fios como armadilha para pegar
inseto. A política pós-Trump e Bolsonaro, até o presente, é uma teia para a
maioria. Um emaranhado inacessível e diabólico. Conforme os fatos vão se
sucedendo algumas evidências de classe vão surgindo. Os dois obedecem a parte
do capital internacional mais reacionário e concentrador de renda. Pode-se
dizer o vencedor até aqui do capital devastador. Estão subordinados a ele com
exclusividade e alguma estratégia. Agridem e condenam a globalização, justiça,
liberdade de imprensa, soberania, democracia e outra incógnita mortífera
surgida: a pandemia. O que pretende esse projeto com essa guinada de 180 graus
na economia e política? No Brasil, em meio a muitas mortes, Bolsonaro, é
indiferente e até debocha: "e daí?" Defende a economia, ataca todos,
com uma estranha “cautela" da mídia, justiça, Congresso, militares e empresários.
18 de maio de 2020
AS DIREITAS E O COVID-19
A pergunta que ainda não tem resposta é se o neofascismo (EUA, Brasil,
Inglaterra, Hungria e outros), o neoliberalismo (Europa) vão manter o
isolamento ou ceder ao mercado? Essa estratégia de tratamento foi usada pela
China, pais com estrutura política socialista e economia aberta ao liberalismo
e, segundo alguns, alvo principal do vírus. Vírus ideológico, plantado para
atingi-la. O futuro, a história vai ou não revelar a verdade. A China
conseguiu rapidamente promover o isolamento de 40 milhões de seres por meses e,
se houve de fato armadilha dos EUA para atingi-la, se saiu bem. Com o
neofascismo e neoliberalismo isso é impossível, pois sua existência, sua razão
de ser e existir se escora basicamente na exploração da mão de obra do
trabalhador que, nesse caso, ao se expor é fulminado pelo vírus e ao se isolar,
sacrificado pela fome.
16 de maio de 2020
AS MENSAGENS DO COVID-19
Inúmeras versões e narrativas surgirão durante e após a pandemia do
Covid-19. Interessa as narrativas fundamentadas na realidade e nos fatos. A
classe dominante (ricos e bilionários) certamente fará leitura que não traga
prejuízo aos seus interesses de classe. A pandemia tem deixado claro que os
países que apostaram no Estado mínimo e na desigualdade social são os mais
atingidos, independe se é rico ou emergente (Europa). Outra lição importante é
que a medalha de ouro em genocídio deve ficar entre EUA, Brasil e Inglaterra
(ricos e emergente) povos que apostaram numa aliança neoliberalismo e
neofascismo. O Brasil, devido a cultura de classe dominante herdada desde a
colonização caminha, até agora, para levar a medalha de ouro em barbárie e
genocídio. No momento a narrativa da pandemia é neoliberal e a execução da
economia e da política é neofascista. O que vai resultar dessa aliança
impossível prever.
15 de maio de 2020
O DISCURSO DE MOURÃO
Na contramão da lei e da Constituição o vice-presidente da República,
gal. Mourão, usa cinicamente a Constituição para em discurso para empresários
acusar todo o Brasil de estar inconstitucional. Inverte as responsabilidades e
acusa governadores, prefeitos, Suprema Corte, Congresso e aproximadamente 80%
da população. Enfim, o cúmulo da paranoia para agradar a quem? Todos errados
inconstitucionalmente perseguindo um pobre presidente inocente, que cuida do
trabalhador pobre e que dar emprego. Faltou um pequeno detalhe: o presidente
combinar com o povo e empresários e deixar claro que quer empregar
trabalhadores mortos cuja a seleção se dará no cemitério. Agora é aguardar esse
roteiro kafkaniano, de loucura e ver como seus roteiristas pretendem terminar a
série.
13 de maio de 2020
CONJUNTURA DIA 13
Impressionante como o quadro politico brasileiro muda diariamente. Não bastasse todas as mazelas e desigualdades herdadas pelo Brasil, ainda vive ao mesmo tempo três crises graves: saúde, economia e política devido um governo de utradireita. Nesse momento até definir quem é determinante na crise está difícil. A lógica indica a vida é determinante, mas a ação terrorista de Bolsonaro confunde parte da população impondo de forma criminosa a economia em primeiro plano, com isso cresce a crise política. A pergunta que não se cala: existe alguma possibilidade de enfrentar a crise da saúde, economia, sob a presidência de Bolsonaro? Tudo indica ser impossível. O que fazer para o "Fora Bolsonaro" ganhar apoio da opinião pública num momento de isolamento geral? É formar uma "Frente democrática" com todos os partidos, incluindo de direita, atrair forças armadas e fogo cruzado nas redes sociais.
9 de maio de 2020
NÃO DÁ MAIS PARA CONCILIAR
Brasil precisa acordar, sair do pesadelo. Reconhecer por vários motivos,
nesse momento impossível de analisar e corrigir, a guerra contra o coronavirus
caminha para derrota certa. A contaminação (o inimigo) se propaga
exponencialmente e o exército para enfrentá-lo se encontra perdido. Falta
comando central, competência, credibilidade. O exército do povo precisa se
posicionar, se reorganizar. Formar urgentemente um comando central confiável
eleito pelas 27 unidades regionais, avalizada pelas municipais. Tudo em 24/48
horas. A exclusividade da política é a sanitária e científica. Comando
"SOS Brasil". Medidas urgentíssimas: centralizar a compra de
equipamentos (otimizar esforço e reduzir custos), priorizar tratamento de
nossos soldados atingidos (médicos e enfermeiros), investir nos testes. Por
fim, encaminhar pedido de afastamento imediato de Bolsonaro, como única
alternativa para obter recursos pela vida.
7 de maio de 2020
A SAÍDA É O POVO
O enfrentamento ao Covid-19 no Brasil e no mundo está deixando tudo
muito óbvio: o vírus é ideológico, mira e mata desassistidos, sem renda,
obrigados a sobreviverem, se exporem. Quem possui algum rendimento, inativo ou
não, consegue fazer o isolamento, única alternativa para não se contaminar. No
Brasil são mais de cem milhões de brasileiros sem nada. Qual a única saída? O
governo federal imprimir dinheiro e liberar, através de cheque direto ao
trabalhador (sem burocracia), um salário mensal, até a pandemia deixar de
matar. Não tocar nas reservas, garantia do país não quebrar. A dívida pública
cresce (a atual é 80% do PIB), mas EUA e outros ultrapassam o PIB, depois o
povo vivo paga. Com a economia estagnada não haverá inflação e o ciclo:
trabalhador consome, comércio vende, indústria produz, a máquina não para e o
povo não morre. Qualquer outro caminho é genocídio.
5 de maio de 2020
CONVULSÕES DIÁRIAS
O Brasil vive momento de convulsão diária de notícias difícil de
acompanhar. Dois flagelos irradiando horror: uma pandemia que tira milhares de
vidas diariamente e um presidente da República absolutamente despreparado para
o principal cargo da República, uma ameaça crescente à vida, à democracia, à
economia. País dividido, sem rumo. De um lado, a narrativa da ciência e saúde
mundial, propondo soluções com números concretos de mortes crescentes,
decorrentes do Covid-19. De outro, o presidente insensível com vidas,
preocupado com votos e permanência no poder. Para sustentar esse projeto
genocida, se insurge contra a liberdade, a justiça, a ordem constitucional. A
pergunta que não se cala: quem vai bancar essa aventura, essa barbárie? É a
resposta que o Brasil aguarda com urgência. A vida tem pressa.
4 de maio de 2020
E AGORA, FORÇAS ARMADAS?
Não precisa ser estudioso de política, nem cientista político,
Bolsonaro, é um capitão oriundo das forças repressivas das forças armadas,
defensor da ditadura, da violência e da tortura. Eleito presidente da
República, num processo muito questionável da política nacional, vem se
cercando de militares, milicias e policias claramente com a intenção de golpear
a democracia. Não respeita opinião alheia, as instituições democráticas, a
Constituição e se sente protegido pelos militares. Então só resta uma pergunta:
e aí forças armadas de que lado vai ficar? Do lado do capitão terrorista,
autoritário, antidemocrático e insensível a milhares (ou milhões) de mortes
pela pandemia ou ao lado do Congresso, Suprema Corte, governadores, prefeitos,
milhões de desassistidos, desempregados, amigos e familiares de mortos pela
pandemia? O Brasil e os brasileiros, que ainda vivem e sobrevivem, tem urgência
nessa resposta.
3 de maio de 2020
O DEBATE NA GLOBO NEWS
A maior esperança nesse debate é que a rede Globo esteja a caminho da
2a. autocrítica de apoio a ditaduras. Jair Bolsonaro nunca foi contra a
corrupção, nem a favor da democracia. Nunca enganou ninguém. A elite financeira
liberal, as instituições, o "juiz-símbolo", os mais escolarizados e a
grande mídia que acreditaram nele optaram pelo autoengano e a ficha está
demorando a cair aos que acreditam nas promessas de liberdade econômica, de
pensamento e direitos civis. A programação da Globo com debates políticos,
econômicos, a contabilidade da pandemia entre jornalistas da empresa e
convidados aliados está demostrando que não responde mais ao enfrentamento com
as duas tragédias: vírus e bolsovirus. Uma frente de forças, aliadas ao
Covid-19, é a única alternativa que resta aos andares, de cima e de baixo, para
derrotar a barbárie irreversível. É uma leitura do debate.
1 de maio de 2020
A MORTE OU A MORTE
O mundo enfrenta uma guerra contra um inimigo ainda desconhecido. Sua
arma principal é um vírus arremessado pelo ar que atinge o soldado, o deixa
fragilizado e o leva a óbito. Dado o desconhecimento do vírus todos os
comandantes ordenam evacuação e recolhimento em suas residências para evitar
contágio. No Brasil, o comandante supremo, o presidente da República, resolveu
inovar. Manda o exército enfrentar o inimigo desarmado. Retira os víveres dos
soldados e diz que se não enfrentar o inimigo morre de fome. Não há saída, é
morrer ou morrer. Certamente um sentimento de medo e horror cresce na população,
principalmente a mais fragilizada. O medo é o limite. Com ele nada mais a
temer, tanto das armas, quanto do autoritarismo ou da repressão. Nesse quadro
de desvario acumulado por anos de insensatez da elite brasileira, crescem as
manifestações não mais das ruas, mas dos cemitérios e valas comuns.
30 de abril de 2020
SURREALISMO E TERROR
Ministro da economia de Bolsonaro, Guedes, é inimigo de investimento
público (Estado), só acredita no privado (bancos), discurso irreal, não adotado
em país desenvolvido. Recebe o apoio da direita neoliberal que está em disputa
com seu chefe da ultradireita, Bolsonaro. Este negocia saúde e economia por
voto e não admite concorrente ao projeto de poder. As duas direitas dominam a
narrativa. Nessa contenda, de um lado, uma pandemia que devasta, mata milhares
de brasileiros pobres, negros e idosos, de outro, essa elite de ricos e
bilionários especialistas em quebrar o Brasil.
Só ainda não aconteceu devido a colcha de reservas cambiais herdadas do
governo do PT. Nesse quadro, oposição sem narrativa e sem rua, devido a
epidemia. Momento inédito e traumático. Direitas brigando pelo poder, mas com
medo do PT. Um roteiro surreal e de terror que, se nada acontecer, deixa Kafka
e Hitchcock como estagiários.
28 de abril de 2020
A BOLHA BOLSONARO
Bolsonaro sempre representou uma bolha. Bolha sustentada por onerosas
fake news, financiadas por caixa dois de empresários desonestos; apoiado pelo
mercado financeiro neoliberal concentrador de renda e formatador da
desigualdade e, finalmente, por um eleitorado de maioria branca revoltada,
reacionária, com transtornos diversos. Tudo isso, agravado com três bolhas
globalizadas: pandemia, crise comercial, crise financeira. Essas bolhas e
enigmas tornam impossível, nesse momento, prever o que acontecerá com o Brasil
e o mundo amanhã. Mas cada bolha no seu tempo. A bolha Brasil, com Bolsonaro é
coisa nossa, ameaça de vida ou morte, barbárie, genocídio e precisa ser
estourada. Só há uma saída de emergência para Brasil e brasileiro: Bolsonaro
fora já.
27 de abril de 2020
NARRATIVA DA PANDEMIA
Dúvidas nessas narrativas da pandemia merecem reflexão. Por exemplo, a
cobertura sobre o Covid-19 se concentra basicamente em países ricos da Europa
(Itália, Espanha, França, Alemanha) e EUA. No Brasil, estados mais ricos (SP e
RJ). Pouco se sabe de outros continentes, África, Oriente Médio, regiões da
pobreza. No Brasil, estados pobres do Nordeste, Centro-Oeste. Nos gráficos
repetitivos da Globo sumiram outras doenças e mortes (inúmeras). Só
coronavirus. Causa pânico, mas são estatísticas vazias sobre infecções e
mortes. A única comparação é com ontem, mas e daí, o que é ontem? Qual o
universo? Quantos atingidos, quantos testados (percentual), examinados para
saber se foi realmente coronavirus? Cai tudo na mesma conta. Moral da história:
primeiro, o virus ataca e mata os mais vulneráveis; segundo, há nítida intenção
de causar pânico, mas sob um controle estratégico.
26 de abril de 2020
OMISSÃO SEM VOLTA
Toda a estrutura de combate a corrupção usada pela operação lava jato
foi montada pelo governo do PT, tanto na reorganização da PF, quanto na
autonomia junto com o MP. Até 2002, governo FHC, nunca existiu. As acusações
contra altas autoridade, públicas e privadas, eram engavetadas. É isso que
Bolsonaro quer retomar. O que aconteceu? Forças da direita neoliberal e sua
mídia se insurgiram contra o governo legal do PT e o golpearam, usando a
estrutura honesta do combate a corrupção, com viés e narrativa ideológica de
direita. Foi esse movimento político o criador da criatura Bolsonaro. Pois bem,
a melhor analogia é com o Titanic. Bolsonaro é o comandante da destruição e
barbárie desse navio que leva todos ao encontro com o iceberg. Quem garante
sobrevida, após tragédia claramente visualizada? A fatura é alta. O dilema só
apresenta uma saída: FORA BOLSONARO ou tragédia sem volta.
25 de abril de 2020
MERCADO E MILITARES
Mercado e militares são as duas forças principais que ainda dão
sustentação à barbárie. A ficha não caiu. Acreditam que podem levar vantagens
no caos. A contagem é regressiva, saber se terão força política e repressiva
para manter uma ordem desigual assistindo milhares ou milhões de mortes. Não há
mais tempo de impeachment. A crise na saúde e economia impede assistir mortes
de parentes e amigos, falência no atendimento e enterros em valas comuns.
Impossível aguardar discussões intermináveis de uma constitucionalidade falida.
A vida tem pressa, não dá para apostar mais no "quanto pior". A única
saída que resta é FORA BOLSONARO, FORA BARBÁRIE. Entra quem tiver de entrar e
que proponha imediatamente um plano realista de medidas urgentes para salvar
vidas e estancar o genocídio.
24 de abril de 2020
IMPEACHMENT
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