A falta de limites, mostra a história, derruba poderosos. O império americano, desde o século passado, trata o mundo como seu quintal. Planta e colhe o que quer. Mas tem limite. Não foi o socialismo da URSS, nem de Cuba, onde EUA venceu. Mas surge a China com outra estratégia e um inimigo poderosamente armado, a Rússia, com sua herança nuclear da guerra fria. EUA, repetindo a prática em derrubar governos eleito, está em busca desesperada por energia do petróleo e gás para sustentar seu crescimento. Acaba de fazer com o Brasil, mas surge a Venezuela, preparada ideológica e belicamente. Venezuela negocia estrategicamente seus interesses e independência com duas potências nucleares. O Brasil entreguista entra nessa história como massa de manobra dos interesses dos EUA. Um desfecho imprevisível.
22 de fevereiro de 2019
21 de fevereiro de 2019
A PEC DA MALDADE
Na coluna do JB “Coisas da Política”, Cid Benjamin recorre a um amigo especialista em reforma da previdência e ao relatório de Paulo Paim, na CPI da previdência de 2017, para denunciar a atual proposta do governo Bolsonaro, com muita irritação dos pobres que não estão conseguindo perceber as maldades reservadas a si, seus dependentes e às futuras gerações. É muita perversidade numa PEC só. A grande mídia massacra a população com o maior fake news de equilíbrio fiscal da história, da falência das finanças públicas se a reforma não se realizar. Essa situação fiscal vem se arrastando a anos com concessões, perdões e desonerações nas receitas tributárias dos patrões para culpar a previdência, punir o trabalhador e angariar lucros com a transferência e concentração de renda aos mais ricos.
UMA CERTA PERPLEXIDADE
As limitações do capitão já eram conhecidas, tanto pelo mercado financeiro que o elegeu, quanto pela grande mídia e pelos militares convocados para participar do governo. Portanto, até o momento, o projeto das elites neoliberais prossegue, com ou sem o capitão. Iludido nisso só existe o eleitorado, cuja ficha não caiu. Do lado da oposição há uma certa perplexidade com a rapidez dos acontecimentos. De qualquer maneira o povo é e será sempre o termômetro. Precisa acordar e dedicar a mesma atenção à política desse mundo real, que dedica a crenças em outro mundo imprevisível, às TVs dos patrões, ao futebol, pois no futebol, por exemplo, o retorno de lazer leva alguns minutos e na política, excetuando o ar que respiramos, tudo o mais está sob sua absoluta égide.
20 de fevereiro de 2019
A LUTA DE CLASSE
Assim como, na reforma da previdência e outras reformas, como na tributária, a reforma anticrime do ministro, Sérgio Moro, para entender basta seguir o dinheiro. É a histórica luta de classe. Onde está o rico e poderoso a reforma recua. Moro e outras autoridades são caras de pau. Falam uma coisa para atingir o inimigo de classe, mas desdizem quando a classe rica grita. Foi o exemplo bem claro do seu projeto: caixa dois, crime específico de político rico e poderoso, que desvia e não registra no TSE, bilhões de reais recebidos criminosamente, está fora. Não é corrupção, é questão eleitoral. Corrupção e crime organizado são ações de presos, pobres, pretos, favelados, de aviãozinhos. Para esses, o rigor máximo da lei. Os jatos, altos traficantes residentes em coberturas estão fora.
19 de fevereiro de 2019
O BRASIL DESCARRILOU
O Brasil
descarrilou. Notícias aterrorizantes cruzando diariamente o país. O que está
acontecendo, é a estupefação? Seguir o dinheiro pode explicar. Onde e com quem
está? Uma minoria de banqueiros e empresas de investimento, aliadas da grande
mídia, dominam o mercado, a opinião pública e ditam tudo a todos. Essa é a melhor explicação. Desrespeita Constituição, soberania
do voto, domina a justiça, compra políticos afinados. Isoladamente pouco se
pode fazer, só unidos exigindo mudanças. Nada cola contra eles: corrupção, ser da
milícia, usar caixa dois, fake news, laranjas. Tudo dominado. Ditam as regras. Reforma da previdência é ideia fixa. Uma gula
nos trilhões de reais do trabalhador pobre para os bolsos dos
banqueiros. Lucro, sempre lucro, é a epidemia, uma gripe espanhola do século
XXI, que ameaça a existência da maioria.
Antonio Negrão de Sá
17 de fevereiro de 2019
OU PREVIDÊNCIA OU RUA
Quem vai decidir a sorte de Bolsonaro não é o golpe perpetrado à Constituição e ao PT, a prisão de Lula, o caixa dois que o elegeu, as fake news infamantes, os laranjas do gabinete de seus filhos e do próprio gabinete, as inúmeras acusações de corrupção que procedem contra seus ministros, as propostas estapafúrdias de seus ministros, como a mudança da capital de Israel, o antiglobalismo do ministro do exterior, a saída do acordo do clima de Paris, a continência à bandeira americana, as falas da ministra dos Direitos Humanos sobre meninos e meninas, o atraso medieval de seu guru filosófico, Olavo de Carvalho, o que vai decidir seu futuro é se vai conseguir aprovar a reforma da previdência, pelo qual seus patrões do mercado o avalizaram.
AS MENTIRAS SOBRE APOSENTADORIAS
A campanha avassaladora da grande mídia sobre a aposentadoria e a reforma da previdência segue um roteiro eivado de mentiras. As principais são: a) o proposital aumento da expectativa de vida generalizada para todos de 80 anos. Não é isso e nem para todos. b) déficit fiscal da União e Estados, onde omite que as receitas da renda e do capital vem sendo cada vez mais excluídas da arrecadação, além de bilionárias isenções às empresas e a falta de execução de suas dívidas previdenciárias. Com isso, qualquer despesa não resiste, mesmo com tetos, cortes e não vai adiantar privatizações, c) toda a receita da previdência (no Brasil são muitas) precisa de tempo e não pode ser desviada. Desde a ditadura militar de 64 os dirigentes não respeitam a metem a mão no dinheiro da previdência.
ARRASTÃO DA MALDADE
Esse arrastão eleitoral da ultradireita, onde no Brasil ficou excluído apenas o nordeste brasileiro, começou a fazer água com o “abre alas” da “Vale da morte”. Sob o patrocínio do mercado financeiro e da grande mídia monopolizada adubaram a terra, desde 2003, com o fake news do antipetismo. Mas Lula e o PT deixaram marcas profundas registradas para milhões de brasileiros e parte da opinião pública internacional. O embate nos próximos anos será entre uma agenda da mentira e da morte e outra da justiça social e distribuição de renda. Os pseudo-vitoriosos mentem descaradamente apostando no atraso político da maioria. Mas a história mostra que barriga, bolsos vazios e demais injustiças costumam surpreender.
16 de fevereiro de 2019
NEM BOLSONARO NEM MOURÃO
Nem Bolsonaro nem Mourão o povo quer o restabelecimento da ordem jurídica, o respeito à Constituição, à democracia, o fim da farsa e a liberdade de Lula, para que esse possa concorrer à presidência da República e o povo decidir o que é melhor para o país. Não será através de acusação de corrupção que se elege ou se tira um presidente. No Brasil quem manda atualmente é o mercado financeiro, os banqueiros e a grande mídia. Para estes, tanto faz Mourão ou Bolsonaro, desde que a reforma da previdência saia. A reforma da previdência e outras quem tem de decidir seu conteúdo é o povo, através do voto livre e soberano.
15 de fevereiro de 2019
BEBIANO & MERCADO
Essa crise do ministro Bebiano com o presidente Bolsonaro deixa bem claro quem manda, o patrão de tudo e todos: o mercado financeiro, ou seja, os bancos. Golpearam o governo do PT, prenderam Lula, elegeram Bolsonaro. Seus interesses estão bem acima de nação, soberania do voto, democracia, justiça e corrupção. Nesse momento, tudo estruturado nesse fake news gigantesco da reforma da previdência, a “mina de ouro”. Há outros interesses, mas esse é o “carro chefe”. Moral da história: Bebiano não pode cair porque representa uma ameaça a todo o governo e sua estratégia. Bebiano, Bolsonaro, o PSL foram eleitos com recursos de laranjas e outras “maracutaias”. E agora, golpistas, o vidro trincou? Contorçam para salvar o que podem.
14 de fevereiro de 2019
O GOLPE NO GOLPE
O golpe no golpe. Nesse momento se repete o dilema dos golpistas de 64. Quebrada a ordem Constitucional perde-se o controle. Sem regras, interesses escusos, de uma elite, nacional e internacional, se contrapõem com vaidades e cobiças. É óbvio que Bolsonaro não tem mais condições físicas (está com câncer, não se sabe se terminal ou não), mental e preparo para o mais alto cargo da Republica. Serviu num momento. A elite tenta esticar o máximo seu (des)governo e garantir a reforma da previdência para o mercado financeiro, antes de definir o plano B. Só resta aguardar o crescimento das graves contradições em que a elite colocou o Brasil.
13 de fevereiro de 2019
A "PEGADINHA" DA PREVIDÊNCIA
A Globo News concentra a discussão sobre a reforma da previdência na questão da idade: 65, 62 anos, homens e/ou mulheres, etc. Cria um falso dilema para a tomada de decisão de Bolsonaro, uma “pegadinha”. A questão central são os bilhões de reais dos aposentados nos próximos 20/30 anos? Quem e como serão geridos esses recursos, que livra o patrão e coloca apenas o trabalhador numa conta nos bancos privados, chamada de “capitalização”. Uma mina de ouro movimentada pelos bancos por 30 anos cujo rendimento será todo revertido em lucro para os banqueiros. Retira o fundo público e coloca o privado, sem garantia. Um assalto onde o aposentado só vai ter conhecimento daqui 20/30 anos quando receber a aposentadoria. Muitos inferiores ao salário mínimo. Muito suicídio no Chile, onde foi criado esse monstro numa ditadura. E os privilégios: forças armadas, justiça e político, alguém acredita que serão revistos?
O FALSO PACOTE "ANTICIRME"
O pacote “anticrime” de Moro e Bolsonaro é um acirramento do massacre da classe rica contra o trabalhador mais pobre. Corrupção e violência foram os dois pilares principais da campanha Bolsonaro. A corrupção na conta petista e a violência na dos favelados. O pobre e suas lideranças sendo culpados, presos ou fuzilados. O corrupto e criminoso do colarinho branco, da milícia e outros poderosos estão protegidos no pacote do Moro, Bolsonaro, grande mídia e mercado financeiro. Em síntese é isso, um retorno à barbárie. No Rio de Janeiro a população favelada que votou em Bolsonaro, ameaçada pela milícia, deve estar refletindo e sentindo na pele tudo isso.
A AMAZÔNIA É GLOBAL
O governo de ultradireita do Brasil não está na Hungria, nas Filipinas, nem nos EUA também governados por ultradireitistas manipulados pela tecnologia do whatsApp e caixa dois. O Brasil é outro país e tem outra cultura, nem melhor, nem pior, diferente. O capitão e os generais alçados ao poder são remanescentes ideológicos da ditadura militar de 64, época da guerra fria. Vão confirmando o erro grave da anistia de não puni-los no golpe e na tortura. Teimam num retorno político-ideológico da época. Atacam os que se opõem às suas medidas retrógradas, acusando-os de esquerdistas, petistas e até comunistas. O general Heleno, no seu viés ideológico reacionário, jamais entenderá que o clima é global e não foi determinado pelo homem, mas pela natureza. A Amazônia afeta a sobrevivência na terra e todos serão atingidos.
12 de fevereiro de 2019
CIRCO DOS HORRORES
Circo dos horrores é provavelmente o melhor conceito para descrever o Brasil atual. Uma aliança da justiça, polícia, grande mídia, política e a tecnologia, principalmente do whatsApp capturadas pelo mercado financeiro, um capitalismo improdutivo. Tudo escorado no analfabetismo político, nas manipulações, hipocrisias e mentiras das informações. Um quadro dantesco. Inimigos poderosos saqueando e dizimando uma nação e seu povo, que se veem totalmente imobilizados. Quando se pensa que o pior aconteceu, vem algo pior. Uma agenda do mal sem controle. Mas há uma luz no fim do túnel: o convite do PT para Haddad liderar a oposição nacional e realizar caravanas pelo país com a bandeira Lula livre.
11 de fevereiro de 2019
A REPRESSÃO CHEGARÁ A TODOS
Os primeiros dias do governo de ultradireita Bolsonaro dá para verificar que muitos se omitem e “dão de ombros” às suas medidas de perseguição repressiva contra vários segmentos da sociedade, mas breve todos sentirão. Na Alemanha nazista, o pastor luterano, herói de guerra, apoiou Hitler contra os comunistas declarou em seu famoso discurso “E Não Sobrou Ninguém”: “Quando os nazistas levaram os comunistas, calei, porque não era comunista. Quando prenderam os socialdemocratas, calei porque não era socialdemocrata. Quando levaram os sindicalistas, não protestei, porque não era sindicalista. Quando levaram os judeus, não protestei, pois não era judeu. Quando me levaram, não havia mais quem protestasse”. O Brasil atual é isso. Os inimigos mudaram, mas a ideologia e o método são os mesmos.
9 de fevereiro de 2019
TERRA SEM LEI
A capitulação de uma sociedade começa na economia, passa pela política e chega na justiça. Esse é um ciclo natural, para o bem ou para o mal. Na economia capitalista atual um modelo de crescimento cada vez mais concentrador de renda, onde a diferença cresce geometricamente entre ricos e pobres. Na política a representação no parlamento é preenchida pelos que tem mais poder econômico ou seus porta-vozes. A justiça perde parâmetros e se acovarda aos poderosos transformando o país numa “terra sem lei”. No Brasil, o golpe de 2016 dá início a esse ciclo na nova ordem. Os poderosos protegidos e decidindo o legal e o ilegal. Estão imunes. Ocorre que isso tudo precisa ficar muito bem combinado na sociedade e entre os próprios, mas não é o que a história ensina.
8 de fevereiro de 2019
BOLSA DE VALORES O ELDORADO
É inacreditável o quadro político e econômico de irrealidade que chegou a sociedade atual, sob a hegemonia dos bancos e grandes investidores privados. Vive-se uma farsa geral. Bolsa de valores é o templo, o eldorado dos bilionários que aplicam em papéis improdutivos, decidindo quem deve trabalhar, quem deve se aposentar e tudo o mais. Sendo um templo dos ricos, é claro que quando sobe a bolsa estão tendo altos lucros e o povo afundando. Simboliza a escravidão atual. Já usaram o PIB e renda per-capta, misturando ricos e pobres e dividindo. Agora nem dividem, somam. Na maciça publicidade cria um falso dilema do caos quando a bolsa cai. A guilhotina está armada para o trabalhador ao se aposentar e as bolsas vão ter orgasmos.
7 de fevereiro de 2019
ONDE ESTÁ A SAÍDA?
Diariamente baterias de notícias do Brasil e do mundo acontecem e nos bombardeiam. No Brasil acompanhadas de uma falência de valores políticos, sociais, econômicos e morais. Será uma transição? Difícil saber. Hoje, dia 7, outra condenação de Lula. Não há mais nada o que dizer, tudo foi dito. Lula é comprovadamente inocente. A justiça vive um TOC. Constituição e leis desrespeitadas. O que fazer? Depois a notícia repeteco dos fabulosos e imorais lucros de três bancos privados, R$ 60 bilhões, em 2018, enquanto 14 milhões de brasileiros estão desempregados. Uma imoralidade de classe estarrecedora em pleno século XXI. PSDB continua o mesmo: agora no apoio aos poderosos do senado. O caso Queiroz, envolvendo os Bolsonaros, campeões de votos, envolvidos em corrupção e milícias. Como entender esses absurdos?
6 de fevereiro de 2019
TIRA O BODE DA SALA
Uma leitura que se permite fazer na conjuntura política desse momento é que Bolsonaro não volta, está com câncer. O câncer já era do conhecimento dos mais próximos. Nesse raciocínio toda a estratégia de sua campanha foi articulada. A montagem da facada, além tirá-lo da campanha de TV pelo despreparo intelectual e mental, permitiria a nomeação de militares em postos estratégicos, inclusive na vice. A agenda moral dele serviria para obter apoio do eleitor religioso, conservador e despolitizado (corrupção, violência, aborto, gay). A agenda econômica ficaria de fora. Sua morte lançaria a culpa pela facada, repticiamente, no PT. Um enterro a Lá Tancredo, com muita pompa, promovendo o mito. Sobraria para os militares a prioridade com a agenda econômica: petróleo, gás para EUA, previdência e seus bilhões para os bancos. A agende moral de Bolsonaro, útil para ganhar o pleito, que atrapalha a econômica, desceria.
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