7 de maio de 2009

DIA DA HIPOCRISIA

Lula tem razão: devia ser instituído o Dia da Hipocrisia. Seria um dia excelente para homenagear os hipócritas. Em primeiro lugar, a grande imprensa, principalmente do Rio e S.Paulo. Corrupção não é só a de passagem de avião de parlamentar, é também fazer uso de informação e comunicação tendenciosa e parcial.

Publicado no Jornal do Brasil em 7/05/09

1 de maio de 2009

POLÍCIA

É notório que a polícia perdeu a confiança da população. O envolvimento com o crime contaminou a estrutura. Uma falência geral. A corregedoria que deve corrigir não funciona. Mas, a polícia não é a única responsável. O Poder Legislativo omite-se na elaboração de leis punitivas e sumárias para crimes policiais. O Poder Executivo mantém a estrutura e gestão (vícios) da época da ditadura. Para completar salários ridículos para os subalternos (outra herança da ditadura). Um estímulo à corrupção. Enfim, um me engana que eu gosto.
Publicado na Gazeta Online de Vitória e Diário da Mnhã (Goiânia) em 25/4/09

FALTA DE CRITÉRIO

Setores da mídia agora criticam a relação do Estado com essas instituições. As ONGs e OSs (organizações sociais) são criaturas do projeto neoliberal. Constituídas com objetivo de reforçar o desmonte do Estado. Ao contrário dos sindicatos, das associações de moradores e outras, não possuem representatividade, mas recebem de governos eleitos milhões/bilhões em recursos públicos, sem critério e sem controle. Uma anomalia. Infelizmente, falta vontade política para reformar a gestão pública, torná-la profissional e eficaz, inclusive rever a ineficiente e deformada estabilidade.
Publicado no Diário da Manhã em 1/05/09

DECLÍNIO

É difícil saber o início do declínio de um império. No caso dos Estados Unidos não é excessão. Mas, sem dúvida, a eleição fraudada pelos conservadores a favor de Bush é marco histórico. Perdeu-se a compostura e limites. Veio a montagem do Word Trade Center e o lançamento de um novo inimigo, o terror. A partir daí, a mentira para invadir o Iraque, a tortura, a espionagem, as crescentes despesas com segurança, a anistia tributária dos ricos, o endividamento do país e do povo, o mercado livre, a falência.
Publicado no Diário da Manhã de Goiânia em 26/4/09

29 de abril de 2009

A crise é bem vinda

A crise é bem vinda. Como toda crise, mesmo no campo pessoal, traz transtornos, mas também benefícios. É um princípio dialético. Estados Unidos transformou-se numa nação do mal. O império que não obedece a acordos internacionais, que determina invasão e bloqueio econômico de países, tortura, espiona. Enfim, perdeu limite. Obama não é o cara. O cara é a crise que precisa quebrar a espinha dorsal dos Estados Unidos. Ai sim, o mundo pode ter esperança de paz e vida na terra.

Publicado no Diário de Pernambuco em 22/4/09

"Call center" um inferno

"Call center" virou um inferno para o consumidor. É a tecnologia a serviço do lucro, da superacumulação. Antes do "Call center" empresas eram obrigadas a manter salas e empregados para atender os clientes. Agora, omitem-se. O pobre do consumidor não tem como reclamar o péssimo atendimento das empresas. O Decreto 6523, que regulamenta esse serviço não está sendo cumprido. Como sempre empresários reclamam de custos. Só querem lucros.

Publicado no Diário de Pernambuco em 22/4/09

27 de abril de 2009

CRISE IV

Crise não se compara. São realidades e momentos diferentes. O capitalismo sempre olha no retrovisor. Corrigiu falha de 29, mas provocou outra. Por exemplo, os bancos. A concentração bancária e a globalização representam outra realidade distinta de 1929. O neoliberaismo transferiu aos bancos poderes ilimitados, controlam a economia e o governo Obama está perdido. Continuar desviando recurso do contribuinte só agrava a situação. A democracia buguesa (capitalismo) sofrerá seu maior teste. Afinal, quem manda? O eleito ou grupos financeiros, seus representantes e meios?

Publicado na Folha Online em 28/02/09

OBAMA

O mundo é bipolar: oscila da tragédia da crise global à euforia da vitória eleitoral. Obama surge num momento histórico importante. Apenas isso. Momento em que o principal país representante do capitalismo desgovernou-se. Nessa hora, preconceitos políticos e raciais vão para o espaço. A economia prevalece. A mídia, e seu poder mobilizador, entra no clima e cria uma enorme expectativa. Mas a história não é bem assim. A crise é grave e vai continuar. O mundo insiste em acreditar numa divindade que vai resolver tudo. É outra barreira que precisa ser vencida.

Publicado na Gazeta do Povo em 8/11/09

21 de abril de 2009

Império

A derrocada do império americano (EUA) trará, sem dúvida, alívio para a humanidade. A destruição da Europa na 2ª Guerra Mundial elevou os Estados Unidos ao lugar de primeira potência mundial. Desde então, desenvolveu um sistema econômico e político unilateral usando a guerra fria como escudo. O mundo ficou atrelado, por décadas, a um pensamento único, conservador e autoritário.

Publicado na Gazeta de Vitória on line em 6/04/09

7 de abril de 2009

Sistema contaminado

A crise chegou aos Estados Unidos, mas a causa- mercado financeiro sem reguulação-é geral. Todo o sistema financeiro mundial está contaminado. O neoliberalismo responsável por essa maldita teoria, com a globalização, espalhou-se. No Brasil, os bancos e financeiras são sanguessugas do consumidor. Não há limites. Ferem a democracia. Como exemplo, a indústria dos cartões de débito e crédito. Um crime. Duas empresas dominam 90% do mercado. Nesse caso, até lojista é explorado. Retardam o reembolso e, com isso, faturam dos dois lados. Cobram das máquinas e não permitem compartilhar. Juros, sem comentários. Ministério da Justiça e Fazenda estudam o caso. Mas, só a crise e a reação que deve ser violenta no mundo global pode corrigir essa distorção.
Publicado no Jornal Diário da Manhã (Goiás) em 1/4/09 e JB em 5/4/09

Estupro e aborto

A polêmica provocada pela questão do aborto e do estupro não é decorrente da opinião de um bispo. Tem profundidade e não está restrita a um bispo. É mais grave: atinge todas as religiões. Há uma hipocrisia e uma guerra entre elas, daí o silêncio e a omissão. Mas, no fundo, todas têm o mesmo ponto de vista emitido pelo bispo. Nesse caso, houve um conflito na concepção de nascimento não consentido (estupro) e morte não consentida (aborto). Concepção cada vez mais distante da ciência e da filosofia atualizada, ou seja, a discussão do reacionarismo religioso.
Publicado na Folha Online em 14 de março/09

Crediário

O ministro da fazenda , Guido Mantega, não pode ficar refém do empresariado na política econômica. A explosão do crédito imobiliário nos Estados Unidos é a responsável pela crise atual. No Brasil, a explosão ocorre no financiamento mobiliário. Lá, com a disparada dos juros, o mutuário faliu e devolveu o imóvel ao banco. Aqui, o consumidor devolverá o automóvel. Para que se não há comprador? Nessa hora o governo não pode titubear. Empresário, na bonança , só vê lucro. Na crise, desespera-se. Neoliberais no lucro, estatais no prejuízo.
Publicado no Jornal da Tarde (SP) em 27/3/09

4 de março de 2009

ESTADOS UNIDOS 4

O Departamento de Estado dos EUA divulgou relatório sobre direitos humanos em 190 países e no qual são condenados os governos do Paquistão, Afeganistão, Coreia do Norte, Cuba, Irã, Sudão, Somália, Mianmar e Zimbábue. Interessante é que nesse relatório a tortura (Guantánamo), a espionagem, a mentira para invadir outro país (Iraque), e o apoio bélico para cometer genocídio (Faixa de Gaza) não servem de critério para compor a avaliação.
Publicado no Jornal do Brasil em 2/3/09

NEOLIBERALISMO 3

É impressionante como os ideólogos do mercado livre (neoliberalismo) ainda têm coragem de ditar regras para a economia americana. Condenam a estatização dos bancos, mas querem o governo jogando trilhões de dólares do contribuinte num saco sem fundo de banqueiros gananciosos e corruptos. Suas receitas estão trazendo desemprego, falência e desespero em todo o mundo. Ninguém sabe o que vai acontecer.
Publicado na Gazeta Online (Paraná) em 27/2/09

JUROS

Cadê a gritaria dos economistas e colunistas neoliberais com o aumento dos juros bancários, mesmo com a redução dos juros pelo Banco Central? Fizeram um carnaval devido aos 13,75% fixados pelo Banco Central. O BC reduziu. Agora, ficam quietinhos com os 140% cobrados pelos bancos. Repetem a mesma historinha: ninguém quer banco falido e procuram proteger o dinheiro do depositante. Justificam a alta pela inadimplência. A sociedade paga pelos que não pagam. E na crise, que eles criaram, qual será o limite?
Publicado Jornal de Brasília. com em 2/3/09

2 de março de 2009

PAISES EMERGENTES

Está na hora de os países emergentes e pobres tornarem-se independentes. Possuem mercado, matéria-prima, indústria, energia, agricultura, etc. Por que ficarem presos aos falidos (EUA, Japão, Europa)? Substituir o dólar (contaminado pela crise) não exige nenhuma engenharia econômica muito complexa. É decisão política. O G20, sob a liderança do Brasil, de Lula, tem autoridade e competência moral e ética para equacionar essa questão. O momento é este.
Publicado no Jornal O Globo em 1/3/09

16 de fevereiro de 2009

OPOSIÇÃO DESARMADA

A oposição, desde o primeiro mandato do governo Lula, perdeu o discurso. Com a crise, está mais perdida que cego em tiroteio. No início, usou o surrado moralismo ético. Depois, a cantilena do desmonte do Estado e mercado livre (neoliberalismo). Agora, com a falência desse modelo no seu principal estimulador e motor (EUA), não tem proposta. Implicam com o governo que reuniu prefeitos para somar esforços. Implicam com a Chefe de Gabinete, Dilma Roussef, por possível candidatura. Na crise, querem o governo paralisado e imóvel. Por que não defendem seus programs neoliberais?
Publicado no Diário da Manhã em 14/2/09, Jornal O Globo e Folha Online em 15/2/09

IMPRENSA

A grande imprensa americana não ajuda a resolver a crise. Os EUA só têm uma chance de evitar a catástrofe: fugir das receitas neoliberais pregadas na grande imprensa.
Publicado no Diário Catarinense em 13/2/09

DROGAS 3

Finalmente, um juiz americano renomado, Robert Sweet, resolveu abordar a questão da liberação da droga. Defende a legalização do consumo e da distribuição de todos os tipos de entorpecentes. A política de criminalização da droga é um fracasso absoluto no mundo todo. São incalculáveis os custos da política de repressão, de encarceramento e de vida humana perdida devido ao tráfico, enquanto o número de usuários aumenta. Todas as drogas devem ser tratadas como o álcool: comercializadas, taxadas e reguladas. Os recursos devem prover a campanha de conscientização e assistência à saúde do usuário.
Publicado no Jornal Hoje em Dia em 10/02/09

CRISE 5

Nessa crise global, o Brasil é um dos poucos com condições de enfrentá-la e até superá-la. Possui potencial de energia renovável, água doce, extensas áreas agricultáveis, clima propício e mercado interno crescente. Mas apresenta uma fragilidade histórica: a submissão, herança colonial, de nossa classe dominante e seus meios a outros países. Foi assim com Portugal, Inglaterra e,agora, com os Estados Unidos.
Publicado na Folha Online em 7/2/09