Lawfare é a mais moderna arma de guerra aplicada pelo Departamento de Estado dos EUA em substituição a armas bélicas. Law (lei), warfare (guerra). Uso da lei para combater o oponente (inimigo), com suporte da mídia na guerra de informações. No Brasil, os golpistas da justiça e Constituição a usaram, em 2016, através da operação lava jato. Uma aliança entre o império (EUA) e a elite venal, nacional e internacional, para derrubar a política soberana e distributiva de renda do governo do PT. Um falso argumento da corrupção condenando a política e políticos em geral para destruir e entregar a indústria naval, construção civil, o pré-sal aos EUA, desempregando milhões de brasileiros e, mais grave, usando essa campanha difamatória para prender Lula, inocente e eleger uma besta animal que corrompe, destrói, mata pobre, idoso, arma milícia, desmonta o Estado. Fora Bolsonaro, Lula livre, volta ao estado de direito.
8 de fevereiro de 2021
6 de fevereiro de 2021
TORNEIO DE CINISMO
O cinismo de Aras, Procurador-Geral da República, indicado por Bolsonaro, prevalece na política brasileira, gerida atualmente por golpistas. Um torneio de “cara de pau”. Competição que Aras, deve receber a prata e o ouro seu chefe, empresários e apoiadores. Aras não investiga, apenas saber se há elementos para abertura judicial. Algo semelhante ao que fez, Rodrigo Maia, com mais de sessenta pedidos de impeachment. Seus apoiadores pediram que aguardasse um crime. Para esses cínicos golpistas atentar contra a democracia, defender tortura, praticar “rachadinha”, armar milícia, receitar remédio falso, lotar cemitérios com milhares de mortes de pobres por descaso no atendimento da pandemia, milhões sem auxílio, sem emprego, doente e com fome não são crimes. Aras vai continuar “zeloso”, “atento” nas apurações aguardando evidências de supostos ilícitos. Acredita na balança equilibrada da justiça.
5 de fevereiro de 2021
JOSÉ DIRCEU
José Dirceu, ex-presidente nacional do PT foi o convidado do Coletivo Lapa, PT/RJ, para fazer sua leitura e análise da política em geral. Dá uma aula e discorre sobre inúmeras contradições existentes na política nacional e internacional. Entre elas estão as do PT. Sua história dedicada à soberania, democracia e combate à desigualdade está ligada aos fatos políticos ocorridos no Brasil, desde de 64. Fundador do PT, coordenou sua ascensão ao poder que durou treze anos. Fato histórico inédito na esquerda. Seu protagonismo é a formulação política de uma estratégia rumo ao socialismo. Os inimigos da elite do atraso perceberam isso e trataram de abatê-lo (mensalão). Seu abate foi o início do que seria conhecido como lawfare (uso da justiça e mídia) até chegar em 2016 ao PT. E prossegue. José Dirceu não pode ficar fora nessa luta gigantesca e desigual de desafios contra os poderosos. Que retorne ao seu protagonismo já. PT precisa.
3 de fevereiro de 2021
LUTA E FRENTE JÁ
Não dá mais para subestimar, assistir impassível a ultradireita neofascista avançar no Brasil. O ovo da serpente está formado. Esperar mudança em Bolsonaro sobre as mortes de covid, negação da vacina, desemprego, armamento da milícia, falência na economia, formação de casta nas forças armadas, destruição do meio ambiente, saque às riquezas naturais e minerais, assalto ao patrimônio público, retirada de direitos trabalhistas, é ilusão, é apostar no “quanto pior melhor”, e pode levar à conflagração social, que sem rumo, favorece à extrema-direita. Somente a campanha na rua exigindo “Fora Bolsonaro”, formação de uma frente antibolsonarista, popular e democrática, sem hegemonia partidária, pode conter o avanço da ditadura neofascista, com sua destruição e morte. Subestimar e se omitir, é cometer haraquiri.
31 de janeiro de 2021
ESTRATÉGIA NEOLIBERAL
Prossegue a estratégia neoliberal (Globo e mercado) em chantagear Bolsonaro com o “morde e assopra” nos seus veículos, ameaça de impeachment, derrota em 2022 para obrigar a fazer reformas administrativa, tributária, privatização da Eletrobrás, correio, independência do Banco Central e outras, só então ceder parte do controle de gastos “tetos”. Essa disputa de poder político e econômico subestima a mobilização popular da oposição devido à pandemia. Subestima milhares de mortes por descaso, falta de vacina, milhões desempregados, falta de auxílio emergencial. Tudo pode acontecer, inclusive explosão social. Nesse caso, usando de repressão a direita pode até sair fortalecida, pela falta de rumo e conscientização na revolta. Em qualquer leitura da realidade política que vive o Brasil a saída está numa campanha da esquerda, dos democratas e progressistas nas bases pelo Fora Bolsonaro, combate às mortes e fome.
29 de janeiro de 2021
ESQUENTA O CLIMA
O clima político esquenta. Cresce o descontentamento à Bolsonaro, que se desmoraliza no combate à pandemia (frontalmente contra a vacina); economicamente, retira auxílio emergencial para o trabalhador, consumo cai, empresas quebram, multinacionais abandonam o país; eticamente (corrupção, palavrão, racismo, entrega armas para a milícia). No meio militar acusa vice-presidente, Mourão, de falastrão e gal. Cruz o acusa de incompetente, sem preparo para o cargo. Quem vai segurar Bolsonaro? Forças Armadas, liberais do mercado, banqueiros, TVs, Congresso? 2ª. feira, dia 1/2, Congresso elege mesas da Câmara e Senado. Bolsonaro apostou deu cargos e verbas para os parlamentares, entregou dedos e mãos para o centrão. Num quadro caótico sanitário, político, econômico e ético como esse que político vai segurar o impeachment? Difícil. “Fora Bolsonaro”.
25 de janeiro de 2021
COM BOLSONARO A CONFLAGRAÇÃO
Quais as reais condições do governo Bolsonaro? Nega atendimento à pandemia, à vacina, indica falsos medicamentos, leva milhares à morte. Na economia destrói o mercado interno, desemprega milhões, retira ajuda, fecha e afasta empresas nacionais e multinacionais. Desmonta o Estado do Bem-Estar Social, incendeia a Amazônia, entrega a madeireiros, garimpeiros e grileiros. Arma a milícia. Com ele impossível governar, sem ele o estrago está feito. Veio no “pacote” de destruição de Trump, defenestrado pela pandemia e voto popular de negros e latinos. Falta apenas a irresponsável classe dominante (bilionários) concluir e retirar o apoio, do contrário, o naufrágio. Inexiste capitalismo sem trabalho, sem vida. Esperar é apostar na conflagração, mais sangue, mais mortes, adeus impeachment. Até o momento, o impeachment pode salvar, mas garantia mesmo virá com o voto livre e soberano do povo.
23 de janeiro de 2021
UMA LEITURA NAS ENTRELINHAS
A matéria do Globo cita crescimento da reprovação a Bolsonaro, mas com a maioria contra o impeachment. Folha de SP nas pesquisas dando sempre 30% na aprovação. Essa é a estratégia dos liberais. Na política a narrativa é da grande mídia, restam entrelinhas. Moral da história: para os liberais ainda não é hora de tirar Bolsonaro. Não há garantia de que seus interesses serão preservados, após o desgaste com o golpe. Prossegue o “morde e assopra” em “banho Maria” e o garrote contra o povo. Neofascismo negando o vírus, ajuda emergencial, emprego, matando e ameaçando à democracia. Neoliberais, preservando o “Deus mercado” ditando na economia o que lhe serve até surgir um “salvador da pátria”, um Tancredo Neves. Eles tbm só pensam “naquilo” (2022). Mas, há um preço: limite na destruição, mortos, insatisfação. Nesse caso, vem impeachment. Para a oposição: Impeachment já.
22 de janeiro de 2021
FORÇAS AMADAS, NÃO ARMADAS
Cadê as Forças Armadas, seus aviões, navios, lanchas, hospitais, médicos para atender o colapso sanitário do Amazonas e do país? A guerra que o país sempre enfrentou e enfrenta é interna, não externa. Milhares de mortes por Covid-19, falta de vacina, oxigênio, atendimento hospitalar. Milhões sem emprego, renda. Não é estado de defesa, resquício da ditadura, idolatrada por Bolsonaro, com medidas coercitivas, repressivas à liberdade de pensamento, expressão, organização e reunião. O que o Brasil precisa urgentemente é estado de direito, impedimento e punição de um presidente da República genocida, negacionista da ciência e da democracia, que está levando o país à destruição e o caos. Estado de direito que retire decisões monocráticas da justiça, do Congresso, do poder executivo, democratizando-os. Fora Bolsonaro.
20 de janeiro de 2021
O IMPASSE
A dificuldade de explicar a vitória do neofascismo de Bolsonaro e Trump está em entender as contradições do capitalismo em vigor e a sociedade de classe vigente. Quem são? Ninguém chega ao cargo mais alto da República, sem apoio da classe dominante (bilionários). Nos EUA a ala mais reacionária (republicanos) apoiou. No Brasil, setores empresariais conservadores e reacionários, da cidade e do campo deram apoio. Lá, o bipartidarismo facilitou a derrota de Trump. Aqui, impasse. Governo oriundo de golpe, submisso aos EUA, viés antinacional, oposição de centro-esquerda. Moral da história: apesar de negacionista da ciência e democracia, milhares de mortes de Covid-19, milhões de desempregados, depressão, crise ambiental a classe dominante dá apoio. A crise se agrava, o desespero cresce, surge ameaça de golpe no golpe. Não se sustenta, aprofunda crise, destruição, perseguição, censura. Quem leva vantagem?
19 de janeiro de 2021
IMPEACHMENT DE TRUMP
O impeachment de Trump e punição exemplar pelos crimes cometidos, golpe que planejou e invasão do Capitólio não se compara Nixon, tbm impichado, nem a outros casos. São “fichinhas” diante de Trump. Deixar de puni-lo é declarar que o crime de traição à pátria, golpe à democracia, sonegação fiscal está liberado aos presidentes. No Brasil a impunidade aos ricos, empresários e militares de 64, com a anistia, repercute no Brasil de hoje. Bolsonaro, Mourão, Vilas Boas, Heleno e outros são filhotes da ditadura e exemplos de como sai caro ao país não punir. Nos EUA, mais grave, país referência de democracia do ocidente, usar o argumento conservador de medo de que a punição possa provocar mais divisões e violência é falacioso e joga o país no precipício. No Brasil a punição exemplar à Trump servirá de exemplo ao seu subordinado tupiniquim, Bolsonaro, seus apoiadores.
18 de janeiro de 2021
IMPEACHMENT JÁ
Oxigênio ou Bolsonaro? Ele é o inimigo mortal. Em curso uma política de extermínio. Inúmeros crimes e nada acontece. É terrível ver pela TV milhares de pessoas morrendo nos hospitais de Manaus por falta de oxigênio podendo atingir outras cidades. Impossível impedir a tragédia com um negacionista da vacina no comando do país. Mas, Bolsonaro, ainda mantém três aliados poderosos: as plataformas digitais desreguladas que atingem milhões de pessoas diariamente cativas por ideologia e captura de dados e perfis com fake news, explorando os desinformados e excluídos pelas mazelas do capitalismo; Forças Armadas capturada por oportunismo de benesses e ideologia; mercado financeiro ainda sem garantia de voto e temeroso com a volta da esquerda. Por tudo isso, o impeachment é a palavra de ordem que pode mobilizar e unir, mesmo com pandemia, povo e a oposição em desespero pelo caos. Impeachment já!
15 de janeiro de 2021
O COLAPSO DO BRASIL
O colapso que atinge Manaus na saúde é o colapso que vive o Brasil em todas as áreas. É de chorar assistir o desespero da área de saúde, familiares desesperados vendo entes queridos morrerem por falta de atendimento, vaga nos hospitais, cilindros de oxigênio. Faltando oxigênio no Estado pulmão do mundo. O genocida Bolsonaro é a criatura que comanda a chacina, mas foi e é apoiado pela elite agrária e financeira, unida para assaltar o Estado, usando a pandemia para eliminar os improdutivos do mercado de capitais, pobres, negros, idosos. Um roteiro de terror. Não dá para prever o desenlace dessa tragédia, enquanto a oposição estiver acuada pela pandemia, mas o copo está cheio. A única certeza é que sem fora Bolsonaro e a volta do Estado de Direito (soberania e democracia, sob o crivo do voto livre e soberano) não se vislumbra saída.
14 de janeiro de 2021
CORRERIA DOS FATOS
Impressiona o número acontecimentos e fatos políticos ocorrendo instantaneamente no Brasil e no mundo. No Brasil, greve de caminhoneiros, eleição no Congresso, demissão no banco do brasil, disputa pela vacina, fechamento da Ford. Nos EUA, golpe, impeachment de Trump, invasão do Congresso. Fatos que interferem na vida do brasileiro. Fatos ou internet tornaram tudo rápido? Ao mesmo tempo milhares de notícias e opiniões por facebook, whatsApp, twitter, instagram. Inúmeros analistas lançando reflexões pelo Youtube. No Brasil, a presidência da República ocupada por insano e caricato que ameaça a vida, a economia, o meio ambiente. O escritor, Jessé de Souza, coloca lenha na fogueira e crítica à esquerda por não enxergar a essência do problema: elite moralista (e racista) que usa a corrupção para atacar a política, se perpetuar no poder elegendo neofascista e neoliberal, que viram revolucionários para alguns.
12 de janeiro de 2021
DILEMA PARA 2022
O maior desafio da oposição até 2022 é derrotar o neofascismo bolsonarista. Nada supera essa meta. A dificuldade está na pandemia que faz a oposição recuar das ruas. A derrota do trumpismo foi importante à nossa luta, mas as realidades são distintas. Lá, o bipartidarismo impôs a frente única. Aqui, o liberalismo apoiou e apoia a ultradireita temendo o retorno da oposição petista golpeada, que tem voto e aprovação. O trumpismo tupiniquim é subserviente ao império pelo apoio ao golpe. Toma medidas que agradam aos liberais, como desmonte do Estado, entrega das riquezas e arrocho dos trabalhadores. Tem apoio de empresários, grande mídia, forças armadas. Sua gestão é morte na pandemia, destruição na economia, apenas interessa a eleição de 2022. Nesse ponto, uma contradição com os liberais que querem retomar o protagonismo político. A destruição não oferece “céu de brigadeiro” a ninguém e é insustentável.
8 de janeiro de 2021
soberania do voto
A participação do eleitor bem acima do esperado, fato político inédito, salvou os EUA de um golpe anunciado e sua desmoralização. Fica óbvio ouvindo, lendo, assistindo Trump e seus apoiadores. Tinha apoio político (Republicanos), econômico (parcela do empresariado), sistema jurídico amparado num sistema eleitoral arcaico, cheio de brechas. Teria mais votos do que na última eleição (2016), obteve 4 milhões a mais. Contava com a captura e manipulação por fake news de dados e perfis de milhões de pessoas das redes sociais ressentidas com as mazelas políticas, mas alienada da realidade. Tudo planejado e nos conformes, mas, como dizia Garrincha, faltou combinar com os russos, o eleitor. A mídia conservadora tenta atribuir a vitória às instituições fortes americanas. Inverdade. Nada mais corrompido e destruído pelos liberais do que essas instituições. A pergunta agora serve ao Brasil. E se Trump fosse reeleito?
7 de janeiro de 2021
INVASÃO DO CONGRESSO DOS EUA
Sob narrativa conservadora dos meios de comunicação é difícil entender o que de fato está acontecendo nos EUA, com a invasão do Congresso e no Brasil. Primeiro entender EUA, depois Brasil, seu satélite. Por trás uma grande crise avançando no capitalismo do império. Crise que em 2001, governo Bush detectou como de energia. Um “ataque terrorista” do inimigo ameaçador justificou medidas autoritárias, como a invasão do Iraque e outros países de grandes reservas de petróleo. Veio poderes para os órgãos de segurança dos EUA capturar dados e perfis dos cidadãos americanos e se espalhou pelo mundo. Esses dados chegaram às mãos da ultradireita e elegeram monstros, como Trump (EUA) e Bolsonaro (Brasil). A elite americana anda desesperada com declínio do império, agravada em 2008, com a pandemia e o avanço comercial da China. No Brasil, o quadro se agrava devido a elite colonial do atraso ser submissa.
3 de janeiro de 2021
UMA ESTRATÉGIA DE LUTA PARA 2021 E 2022
O OVO DA SERPENTE
“Ovo da
serpente” filme de Ingmar Bergman, de 1977, se passa em Berlim, novembro de
1923, representa acontecimentos econômicos e sociais que pavimentaram a plena
ascensão do nazismo. Por analogia com a serpente, suas causas trazem mortes e destruições.
A chocadeira ocorre com profunda depressão, crise econômica, inflação, alta
taxa de desemprego, insegurança, instabilidade sócio-política-ética e moral.
Essas distorções na Alemanha levaram ao conflito mundial de 1938 a 1945, com
milhões de mortos, feridos e mutilados. O nazifascismo produz líder
autoritário, propaganda enganosa, isola a massa do mundo real, conduz ao
imaginário, explora o analfabetismo político (pessoas que não participam, não
discutem, não falam, nem entendem e odeiam políticos e a política em geral, pois
consideram todos corruptos e inimigos). Confiam e entregam todas as iniciativas
e soluções a um líder autoritário, um “salvador da pátria”, um oportunista de
ocasião. No Brasil esse quadro se agrava com milhares de mortos e infectados por
uma pandemia estimulada por líder autoritário que ocupa presidência da
República. Síntese: Os ingredientes para a serpente chocar seus ovos estão
claramente colocados. Resta a oposição, dessa vez, agir e impedir que propague
seu veneno, que infelizmente não aconteceu na Alemanha
O CONCEITO
BOLSONARO. SEU SIGNIFICADO
No programa
TV247 entrevista com Léo Ao Quadrado (acho que o nome é esse) abordou como a
esquerda está enfrentando o fenômeno Bolsonaro. Na visão de Léo a esquerda está
totalmente equivocada. A esquerda perdeu
o “time” na forma de comunicação e enfrentamento à Bolsonaro e tbm aos neoliberais
porque insiste numa estratégia de argumento e discussão que se demonstra
errada. Bolsonaro segue uma estratégia política que tem base e público. A mesma
que elegeu Trump. É científica, se baseia na realidade e no sentimento de numeroso
público dominado pela desinformação, alienação, individualismo extremado,
antipolitica cultivada, revolta com a situação pessoal, que condena
arbitrariamente a política, o político em geral por desmandos e corrupção. São
os famigerados analfabetos políticos sem noção exata de quem é corrupto, onde
começa, quem promove, por que e qual o sentido dessas campanhas moralistas. Esse
público é racista, machista, absolutamente impregnado pelo ódio, por tudo que
sofre, mal informado, sem entender. Esse público, sem transparência e
visualização, ganhou espaço e voz com as novas tecnologias. Megas redes e plataformas
digitais capturaram os dados, perfis, que foram parar nas mãos da
extrema-direita. Aconteceu na eleição de Trump (EUA), derrotado por um acidente
de percurso (inédita e histórica participação do eleitor). Contavam, como de
fato ocorreu, com crescimento eleitoral e a judicialização e pressão política
dos Republicanos no frágil, desmoralizado e arcaico sistema eleitoral
norte-americano. No Brasil, o PT, a esquerda precisa refletir esse fenômeno
internacional, priorizar ações estabelecendo metas para 2022 (eleição que pode nos
devolver a esperança). Como enfrentar o fenômeno, estratégia que dá suporte a Bolsonaro
(a mesma de Trump) e tudo que representa, envolvendo corporações do capital, empresas
multinacionais e nacionais, com suas contradições nesse quadro (uns ganhando
outros perdendo). Empresário produtivo nacional voltado para o mercado, sem
emprego e renda, vai fechar. Empresário exportador incomodado com as provocações
bolsonaristas à China, nosso maior mercado consumidor. O mercado financeiro, as
novas tecnologias, a bolsa de valores (especulador e investidor de papéis) aparentemente
ganhando com a pandemia, que os favorece, na compra pela internet e no endividamento
do Estado e contribuinte, com o crescimento da dívida pública ao adquirir título
desvalorizados e ganhar na venda. Na passagem do ano de 2020, Ernesto Araújo e
Bolsonaro, deram a “dica” dos inimigos bolsonaristas, listando 13, são eles: 1)
grande mídia, 2) narco-socialismo, 3) corrupção, 4) bandidagem em geral, 5)
sistema intelectual politicamente correto, 6) climatismo, 7) racialismo, 8)
covidismo, 9) terrorismo, 10) multilateralismo antinacional, 11) abortismo, 12)
ideologia de gênero, 13) trans-humanismo. Importante frisar que em qualquer
desses campos de discussão a esquerda ao tentar aprofundar o debate vai perder
tempo (que não dispõe) e uma tarefa complexa, pois seu gado está fechado,
desinformado, impregnado de ódio e temos prazo, 2022. Não se trata de fugir do
debate, mas estratégia para conquistar ou reduzir parte de seu rebanho. Aborto,
por exemplo, é uma discussão complexa, carregada de preconceito, impregnada na
maioria religiosa da população. Veja no discurso dos bolsonaristas sua
complexidade nesse tema, após a descriminalização do aborto na Argentina: Damares “Agradeço a Deus por nosso país
ser majoritariamente pró-vida”, Ernesto
Araújo “O Brasil permanecerá na vanguarda do direito à vida e na defesa dos
indefesos, não importa quantos países legalizem a barbárie do aborto indiscriminado”,
Bolsonaro “No que depender de mim e
do meu governo, o aborto jamais será aprovado em nosso solo”. Levar essa ou
outra discussão para um público preconceituoso, conservador, religioso é
desgastante, toma tempo e resultado eleitoral pífio. Nosso público, eleitorado,
ativista, militante, está a favor do aborto e outras iniciativas liberalizantes.
A estratégia do PT, esquerda, oposição é
mudar o eixo dessa discussão, ir para outro campo que eles não tem como
responder, não dominam, não enganam (evitar os treze citados por Ernesto Araújo).
Tocar onde todos estão sendo atingidos, na barriga: a economia, falta de renda, fome, falta de ocupação. Esse campo de
argumento tbm atinge empresário, pois sem mercado de consumo, sem emprego e se
atritando com a China vão à bancarrota. Não precisa citar Lula. Não precisa
xingar Bolsonaro. Vão concluir, lembrar que no governo Lula o mercado cresceu,
com emprego e renda. O Brasil chegou a 6ª potência mundial e está na 12ª
posição. A importância da Petrobras, do pré-sal não é para quem tem carro na
gasolina, mas na energia presente no custo de vida, na inflação, nos alimentos.
Os mais intelectualizados e informados da classe média distantes desse rebanho bolsonarista
pode chegar à militantes próximos, formadores de opinião e repassar os
argumentos estratégicos. Bolsonaro é um mentiroso contumaz, nunca foi
evangélico, a esposa abortou, corrupto, ligado ao crime organizado, antidemocrático,
terrorista, torturador, mas mantém um rebanho desinformado e do ódio. A
esquerda precisa fazer teste de paciência revolucionária, enfrentar a estupidez
descolada da realidade por fake news e internet. Discutir costumes tem mais complexidade,
renda e emprego não. Cada militante do PT e da esquerda se torna enfermeiro,
aplica a vacina contra o vírus do fake news, ajuda na reflexão, na
inteligência, imuniza. Esquerda e PT cometeram e vão continuar cometendo
equívocos, mas terá sempre de superar, tirar lições, corrigir. Esquerda é a
única esperança de mudanças para o país e o povo. Tirar lição do passado onde
Getúlio se suicidou, Jango se exilou, mas PT e Lula resistiram, não recuaram
frente ao inimigo. O PT não é PTB, é mais forte e organizado. Portanto, houve avanço.
A esquerda, principalmente o petista, precisa fazer rápida reciclagem, recuperar
energia, mudar, confundir o inimigo com tática e estratégia nova. Jamais
subestimar o inimigo, conhece-lo bem, não perder o foco. Bolsonaro tem suporte de
uma inteligência cientifica e tecnológica, repete o que mandam. Em 2022, está
prevista uma batalha, é preciso se preparar desde já, levar o inimigo para o
terreno propício de guerra, onde está exposto. No debate sobre aborto e outros de costumes evitar a armadilha.
Certa inverdade é mais difícil e demorada de reverter, falam de tirar a vida,
desinformam os ausentes da realidade. A esquerda e oposição precisa chegar no
terreno inimigo com paciência, política e diplomacia. Questionar onde não há
resposta: emprego, renda, alimentação,
saúde, violência, educação, moradia, leis sociais, trabalhistas e aposentadoria
retiradas. Nesse campo o PT e Lula no poder “bombaram”. Simples assim. O discurso do ódio está
colocado e é explorado por Bolsonaro (não é ele, mas importado), seu rebanho
foi cientificamente selecionado. Esse sentimento de ódio impede, trava a compreensão.
Até a vacina causa atrito, mas a realidade vai se impor. Sintetizando:
discutir e refletir sobre o mais óbvio. Antonio Negrão de Sá
31 de dezembro de 2020
2020, ANO QUE NÃO TERMINOU
Para 2021, a dupla golpista, neofascista e neoliberal, impõem um ciclo de devastação e terror ao povo e ao país. Ciclo criminoso: de um lado, neofascismo ataca com agenda de costumes medievais (racismo, machismo, perseguição gay, aborto, meio ambiente, violência policial, corrupção, milícia), empurra o povo para o paredão da morte na pandemia, seguindo orientação do mercado. De outro, neoliberalismo aperta o garrote contra o Estado, retira direitos trabalhistas, retira receitas oriundas do capital, corta gastos sociais, endivida o governo federal obrigando a emitir (vender) títulos desvalorizados, ampliando dívida pública do país e do contribuinte. O suporte ao terror quem dá, pela ordem, é forças armadas, grande mídia, Estado, mesas do Congresso, PGR, parte do STF. Aproveita a pandemia, que afastou a oposição da luta. A saída somente ocorrerá com o “Fora Bolsonaro” e o volta Lula (estado de direito).
30 de dezembro de 2020
NEOFASCISMO X NEOLIBERALISMO
É preciso entender que a atual disputa entre neofascismo (bolsonarismo) e neoliberalismo (mercado financeiro, Globo) para chegar competitivo na eleição de 2022, é impedir a volta do PT. Bolsonaro bombardeia candidaturas neoliberais (Moro, Mandetta, Dória, Huck). O dilema das duas direitas é quem vai para o segundo turno em 2022. Um terá o apoio do outro para impedir a volta do PT. Surge em setores da pequena-burguesia (classe Média) a proposta que PT recue e apoie outro partido, de centro (neoliberal) ou centro-esquerda para derrotar Bolsonaro. Mas esses partidos e candidatos não colocam na sua agenda a volta do estado de direito, a reconquista dos direitos dos trabalhadores retirados. O neoliberalismo elegeu, mantém Bolsonaro pelas benesses retiradas do trabalhador, golpeou a democracia, sustenta desigualdade, prendeu Lula. Ao PT só resta o “Fora Bolsonaro e volta Lula (estado de direito)
27 de dezembro de 2020
OS DILEMAS DE 2021
Nunca o mundo se defrontou com um ano tão complexo e incerto quanto 2021. Pandemia, declínio americano, crescimento chinês devem dominar as atenções mundiais. Efeitos da vacina privada e onerosa que atinge apenas 14% da população mundial. Vacina chinesa testada, barata com chance aos países pobres. O que representará a eleição de Biden? Um mundo de paz, sem guerra, sem golpes ou retorno da dominação econômica dos EUA? EUA e China será uma reprise de URSS, da guerra fria? A guerra nuclear estará descartada? No Brasil, como será encaminhado o oportunismo histórico da oposição (principalmente esquerda e centro-esquerda) frente à desigualdade, destruição e injustiça perpetrado pelas classes dominantes (bilionários) desde sempre? Vão conciliar com o golpe ou exigir retorno do estado de direito, correção nas conquistas trabalhistas, sociais e previdenciárias? Que 2021 traga luz, paz e justiça a todos.
26 de dezembro de 2020
O QUE FAZER?
O que fazer ou por onde começar? Reflexão clássica de Lenin, início do século, para enfrentar o inimigo ideológico da época. Dividiu sua ação em três etapas: ação política, organização da ação, construção de organização de combate. Mais de um século após, Brasil, enfrenta uma guerra uma pandemia, que ceifa milhares de vidas, subnotificada e subavaliada. Um pais à deriva, sem oposição organizada e unida (recuada com a pandemia), plano, estratégia para impedir um presidente da República insano, sua política de extermínio, holocausto do milênio contra a raça pobre e indefesa. Pura covardia. Um presidente que entre economia (privada) e saúde pública (vida) abraça a economia, recebe apoio da classe dominante (bilionários), forças armadas, STF, mesas do Congresso, meios de comunicação. Resta a palavra de ordem “Fora Bolsonaro, volta Lula”, sensibilizar formação de uma frente popular e democrática antifascista.
24 de dezembro de 2020
PRISÃO DE CRIVELLA
O senso comum de gerações de brasileiros não conhece condenação das elites econômicas (bilionários). Operação lava jato representou uma farsa neoliberal, desmonte e desmoralização da ordem jurídica, perseguição a adversários (PT), que atrapalhava planos gananciosos (dos EUA) de olho no pré-sal, nas construtoras multinacionais brasileiras (Odebrecht e outras), concorrentes das multinacionais americanas. Essa devastação criminosa no erário público tem aval desses bandidos da elite clássica. Quebrou empresas, ao invés de punir dirigentes, desempregou milhões, roubou o pré-sal. O caos na justiça, na aplicação das leis nos crimes da família Bolsonaro tem origem na lava jato. Crivella, seus crimes e desmandos com sua prisão, tbm. Assim será daqui para frente. Ultradireita bolsonarista assumiu Estado golpeado, sem ordem jurídica e terra arrasada. Só há uma saída: Fora Bolsonaro, volta Lula (estado de direito).
23 de dezembro de 2020
O GADO DO CAPITALISMO
O gado Bolsonarista é mais fácil explicar, é atraso da classe dominante brasileira (bilionários), que ainda vive no período da colônia, da escravidão, mas e os gados dos países mais desenvolvidos que se insurgem contra o isolamento social e os cuidados normais com a proliferação da pandemia? Vivem atropelados por novas ondas de infecção e mortes. São gados alimentados por anos pelo capitalismo. Alienados. Em plena pandemia incentivados pelo establisment a trabalhar e consumir. O capital se lixa com as vidas, sabe que dispõe de uma rede, um exército de reserva carente de emprego. Os patrões sim, se isolam, se cuidam, tem atendimento médico especial. Pandemia é um retrato de como se dá a luta de classe. No Brasil o enfrentamento passa pelo “fora Bolsonaro genocida”, volta Lula e o estado de direito.
22 de dezembro de 2020
A BOLHA BOLSONARISTA
A bolha que representa o governo Bolsonaro não se localiza apenas nele. Quem o apoiou, o elegeu, o sustentou e sustenta até hoje está envolto nessa bolha. A í se incluem a grande mídia, principalmente o Globo, banqueiros, mercado de capitais, empresários, partidos políticos. Por oportunismo se posicionam contra, mas na realidade nada fazem para tirá-lo, “mordem e assopram”. Por quê? Na verdade, são oportunistas, exploram o bônus (lucros e ganhos de capital), condenam o ônus (sandices nos costumes, na pandemia, meio ambiente, aparelhamento do Estado, disputa pela hegemonia política). Seus apoiadores e aliados temem, sobretudo, a volta do PT. Esse o verdadeiro demônio para os liberais (direita oligárquica clássica). A bolha pode explodir a qq momento. Inúmeras contradições. Na teoria da conspiração a pandemia está aliada ao capital, o recompõe, não mata bilionário, neutraliza a oposição.
20 de dezembro de 2020
PT E MAIA
Há coerência no apoio que o PT dá ao grupo de Rodrigo Maia no enfrentamento ao bolsonarismo. O PT não é adepto do “quanto pior melhor”. Bolsonaro está conduzindo o Brasil à destruição. O PT não pode admitir milhares de mortes por descaso com a pandemia, destruição de milhões de vagas de emprego, armamento da população, ligação com o crime organizado, corrupção, atentados à democracia, incêndio da Amazônia, apoio à ditaduras e torturas. Não pode ficar passivo assistindo crimes bárbaros diários do presidente, sua família contra o povo. Não é o PT que está revendo sua posição. O PT foi vítima do golpe que elegeu Bolsonaro. Quem está revendo posição é Maia e seu grupo, que o apoiou, segurou e segura pilhas de processos de impeachment. Derrotar Bolsonaro em todas as frentes, no Congresso, na eleição de 2022, retomar o Estado de Direito. Esse é o desafio. Fora Bolsonaro, volta Lula.
16 de dezembro de 2020
A ELEIÇÃO QUE NÃO TERMINOU
Ingenuidade supor que a eleição nos EUA foi concluída. Fica claro que o golpe eleitoral estava armado. Jamais imaginaram a participação que teve. Fato inédito. Trump cresceria, como aconteceu, mas Biden superou todas as expectativas. Uma diferença apertada de votos seria usada como fraude e um sistema judicial poderoso seria usado, além do apoio político dos republicanos. Por tudo que aconteceu e vem acontecendo nas manifestações e atitudes de Trump e dos Republicanos isso está claro. A eleição mostrou o descaso como é tratado o processo eleitoral, seu sistema sujeito a inúmeras contestações e fraudes. As contradições dos supremacistas brancos com a crise social e econômica vai se ampliar. O declínio econômico, o endividamento impagável e o avanço comercial e econômico da China será a tônica a partir de 2020. Impérios sempre caem. O que farão? E o protagonismo eleitoral com Biden, como fica?
14 de dezembro de 2020
INTERDIÇÃO JÁ!
A interdição cabe quando uma pessoa se mostra absolutamente incapaz de exercer suas funções. O que falta para brasileiros ainda duvidarem que esse é o caso do neofascista Bolsonaro? Um macro cemitério? A pandemia avança tirando milhares de vida, o governo debocha e lança um plano de vacinação com nomes falsificados de cientistas, sem data e sem vacina. Moral da história: fascista e genocida não é apenas Bolsonaro, mas todos que o apoiaram contra Dilma e o PT e continuam apoiando, como a grande mídia (Globo, Estadão, Folha), as mesas do Congresso, o STF, FHC, Huck, Dória, empresários e partidos (PSDB, DEM, MDB, PP, PSD e outros). A pandemia está sendo útil a esses criminosos, pois mantém a oposição fora das ruas, principalmente o PT e ajuda a manter a agenda regressiva dos costumes (bolsonarista) e da economia (neoliberais). Fora golpistas, volta Lula.
12 de dezembro de 2020
ELEIÇÃO NO CONGRESSO
Essa guerra entre governo e
Congresso tem lógica, pois define o controle político do país. O Brasil adotou
um presidencialismo envergonhado, híbrido. Grande parte dos constituintes de 88
defendia o sistema parlamentarista, que o povo recusou em duas consultas. O
parlamento pode tudo, sem ele não se governa. Cassou arbitrariamente Dilma,
engavetou impeachment contra o corrupto Temer, segura os crimes de Bolsonaro.
Nessa eleição, as direitas se enfrentam pelo poder político, de olho no PT.
Neofascismo, é regressivo nos costumes, racista, negacionista, genocida e o neoliberal,
regressivo na economia, antidemocrático, antipovo trabalhador. Decisão
salomônica, difícil. Restam duas alternativas: candidatura própria, marcar
posição, mas perder ou oposição se unir, afastar o fascismo, conter reformas
neoliberais, retornar estado de direito, ocupar Comissões da Casa.
10 de dezembro de 2020
XEQUE-MATE
Acabou, Bolsonaro! Seu prazo de validade está definido: 25 de janeiro, data fixada por Dória (governador de S. Paulo) para aplicar a vacina da China, testada e aprovada. O negacionismo da ciência e da vida implodiu a estratégia bolsonarista para 2022. Sem plano B não há mais tempo. Agora será pressão pela vacina e vida de todo o Brasil. O criador neoliberal do antipetismo, dito de centro, venceu a disputa contra a criatura da estupidez política e demência. Para o povo pouco importa a coloração política da vacina, em xeque a vida. Supremo Federal, Congresso Nacional, Forças Armadas, reguladoras internacionais, TODOS, defenderão vacina já. Se insistir, Bolsonaro, pode encurtar seu mandato. A milícia e liberação de armas não lhe dará salvo-conduto. Fora Bolsonaro, salve a vida.
6 de dezembro de 2020
O PT E O FUTURO
A lição que PT (direção e base) precisa
extrair desse processo político brasileiro é, acima de tudo, o entendimento da sua
responsabilidade indelegável nas esperanças do povo brasileiro. O Brasil vive um
cenário brutal de destruição das conquistas sociais do povo. Para derrotar a
experiência petista de governo os conservadores neofascistas e neoliberais se
uniram e golpearam às instituições democráticas. Moral da história: perderam na
luta política e precisaram de golpe para impor sua ordem. Austeridade, “tetos”
de gastos, estado mínimo agrava e aprofunda a desigualdade, tornando
insustentável a governabilidade neofascista e neoliberal. Em 503 anos apenas o
PT atingiu o poder político, devido ao seu histórico envolvimento no trabalho de
base. Muitas armadilhas forçando a delegação de seu protagonismo histórico. Antipetismo
é a ideologia do inimigo. Retornar às bases para governar é a única alternativa
que resta ao PT.
4 de dezembro de 2020
USO POLÍTICO DAS VACINAS
Nas três versões de vacina a vida do povo brasileiro está sendo sordidamente manipulada, como cobaia política, pela ultradireita e direita neoliberal. A bolsonarista, dá exclusividade à vacina de Oxford/AstraZeneca (inglesa), em colaboração com a Fiocruz; a Corono Vac, da farmacêutica chinesa, em colaboração com o Instituto Butantan, é usada pelo governador de S. Paulo, Jorge Dória, para viabilizar sua candidatura à presidência da República e a vacina experimental dos EUA, Pfizer, tbm apoiada pelos neoliberais, atropela protocolos, exige condições especiais de refrigeração onerosas, manutenção e distribuição. Moral da história: O Brasil comandado por uma classe dominante insustentável, apodrecida (bilionários direitistas e ultradireitistas) dá mais uma clara demonstração de descaso com a vida de 200 milhões de brasileiros vulneráveis. Prioriza, acima de tudo, seus mesquinhos interesses de classe. Fora golpistas, volta Lula.
2 de dezembro de 2020
VITÓRIA DE "PIRRO"
A campanha “PT perdeu” promovida
pela rede Globo é, no mínimo, tendenciosa e falsa. Vencer eleição é apenas uma
etapa. Importante é governar. Esses prefeitos vão encontrar o país em crise e
suas prefeituras com finanças destruídas pela pandemia e descaso federal.
Eduardo Paes, por exemplo, governou com os bilhões de reais que o PT repassou
para o PAN e a Copa do mundo. Nunca o RJ havia recebido um tostão do governo
federal, desde 1960. Esse foi seu milagre de gestão. Agora vai receber com
endividamento de 10 bilhões. Em meses sua popularidade desaba. Assim com a
maioria das prefeituras. O governo federal de Bolsonaro, que teve e ainda tem o
apoio neoliberal (mercado financeiro e Globo) vai entrar em crise profunda
devido ao desastre de sua gestão. Portanto, vitórias de “pirro”. O PT é o único
partido que mantém seus 30% de aprovação e apoio. Fora Bolsonaro, fora
golpistas, volta Lula.
30 de novembro de 2020
LIÇÕES DA HISTÓRIA
A oposição de esquerda e a democrática, no Brasil, não acertaram ainda o enfrentamento com a direita, desde a proclamação da República. A burguesia continua influenciando a oposição, com o monopólio da versão dos fatos. Aconteceu no Getulismo em 54, Janismo em 64, Brizolismo em 89, Petismo ou Lulismo, em 2016. O exército da oposição confunde e atira errado. Cabe aos estudiosos fazer a análise histórica. O pós-PT tem equívocos: Lula vacilar e não sair candidato em 2014, Dilma vitimizar, não socializar o golpe (buscar amparo nas massas), Haddad não aceitar candidatura em SP, Freixo desistir no RJ e, mais grave, oposição comprar a versão do antipetismo, que aniquila estado de direito e amplia a desigualdade. Moral da história: a oposição ainda não conseguiu enxergar o inimigo principal de classe e se afasta do aliado principal: a massa. É preciso não desanimar, eleição é batalha, não a guerra final.
27 de novembro de 2020
HOSPITAL BRASIL
A pandemia coloca o Brasil numa macro enfermaria com três doenças graves: Covid-19, crise econômica, desigualdade social, produzidas e mal geridas pelas elites dominantes (bilionários). Na UTI a Covid-19 e três versões de vacina: Oxford (inglesa), Pfizer (multinacional americana) e chinesa. No meio uma disputa política, comercial, ideológica, envolvendo corporações farmacêuticas ocidentais inimigas da concorrente vacina comunista chinesa. Na direção do hospital Brasil, um médico louco, Dr. Bolsonaro, que receita cloroquina, tratamento anticientífico e encomenda 100 milhões de doses da vacina de Oxford (não comunista), mesmo sem os testes e dados científicos liberados, com doses erradas, sem testar pessoas acima de 55 anos. O hospital Brasil, com 210 milhões de pacientes, aguarda, submissa e pacificamente, o falso doutor Bolsonaro receitar e organizar a fila da morte. Fora Bolsonaro, volta Lula.
26 de novembro de 2020
A ELEIÇÃO DE BOULOS
A eleição em S. Paulo, não resta dúvida, deixará a direita neoliberal sem dormir de sábado para domingo. Prefeitura de S. Paulo é mais forte do que qualquer estado brasileiro. É plataforma e base principal de lançamento de candidaturas à presidência. A crise econômica prevista a partir de 2021 coloca em cheque e agrava diretamente o neoliberalismo, principalmente no pós-Bolsonaro e pandemia. Coloca também em cheque um desafio à esquerda e à oposição brasileira na definição da principal contradição da política brasileira, desde de 2016: neoliberalismo versus petismo. Fazendo analogia com EUA e ocidente a contradição geopolítica que faz com a China. Na essência, está a falência e insustentabilidade do neoliberalismo. No Brasil, precisa ficar claro à oposição e esquerda real, não a idealizada, no pós-eleição, que o antipetismo fez e faz mal ao país e representa uma afirmação, um conceito claro de apoio à DESIGUALDADE.
24 de novembro de 2020
ELEIÇÕES DOS GOLPISTAS
A eleição proposta pela velha direita, que vem se apresentando de “centro”, correu como queria: isolar esquerda, principalmente PT e extrema direita bolsonarista (o bode da sala). As regras de democracia dessa direita são de alienação: com pandemia, sem debates, inúmeros partidos, campanha restrita, temas locais, mídia monopolizada. Enfim, porteiras fechadas, sem abordar, desemprego, mortes pelo vírus, milícias. No comando, em primeiro plano: sistema financeiro, industriais, mídia dos bilionários. Em segundo plano, elites do Congresso, judiciário, MP, militares. Venceram, mas não convenceram. A luta continua. Toda a esquerda perdeu, exceto Psol que dobrou de 2 para 4 prefeituras e tem mais duas em jogo no 2º turno. Mas o Brasil não é uma ilha. Por trás está a crise insustentável do capitalismo. Neoliberalismo falido. A partir de 2020 só uma palavra de ordem pode unir à esquerda real: combate à DESIGUALDADE.
21 de novembro de 2020
CONSCIÊNCIA ANTIRRASCITA E DE CLASSE
O espancamento até a morte por
seguranças brancos de um supermercado de, João Alberto Silveira Freitas, negro,
dia 20, Dia da Consciência Negra, pode ou não mudar a história do racismo e outras
lutas identitárias e de classe no Brasil, tudo no mesmo pacote. Há fatos e fenômenos
fortuitos como esses, que ocasionam mudanças, revoltas, revoluções, agravado
com o negacionismo e racismo que a elite branca colocou na presidência da
República. O Brasil atravessa uma grave momento de crise e falta de
perspectiva, que vai crescer a partir das eleições de 2020. Precisa ser passado
à limpo. O racismo está absolutamente comprovado por estatísticas, pesquisas, ciência.
Sua origem está embutida na escravidão colonial e desigualdade produzida por
ditaduras e golpes dos brancos, regimes de terror e tortura que negam direitos ao
negro, mas também ao branco. Só a luta pelo socialismo, soberania e justiça
pode libertar.
20 de novembro de 2020
APURAÇÃO SUSPEITA NAS URNAS
É notória a parcialidade do ministro do TSE e STF, Barroso, com a Globo, desde a operação lava jato. A Globo é a metralhadora giratória, ponto 50, do mercado financeiro, que comandou o golpe, em 2016, a farsa da prisão de Lula, elegeu, Bolsonaro, difundiu o antipetismo. Usa sua poderosa máquina de formação ideológica para impedir o retorno da democracia, o Estado de Direito, o volta, Lula. Em qualquer sistema eleitoral TOTALIZAÇÃO de voto é ponto vulnerável. Barroso, retirou o acompanhamento de 27 unidades estaduais para ficar sob sua égide. Ficou claro o direcionamento (corrupção eleitoral) da apuração, privilegiando partido apadrinhados da Globo (PSDB, DEM, MDB e outros), retardando da oposição, numa proporção de 90% para 30%. Os argumentos de, Barroso, custos e hackers não se sustentam. Pelo visto, a nova modalidade de golpe com suporte da justiça antecipou e garantiu 2022. Fora, golpistas.