A história política do século passado nos trouxe uma série de exemplos
de frentes pela esquerda (trabalho) para enfrentar a direita (o capital). São
inúmeras as variáveis, causam muitas polêmicas e dificuldades de se visualizar.
No Brasil de 2020 se vive esse imbróglio. A direita apoiou a ultradireita (uma
frente antipetista) que está conduzindo o país para o caos, tragédia anunciada
para todos. Tanto para a direita quanto para a esquerda não há meio termo: tirar
ou não Bolsonaro? Nesse interim, uma agravante no processo decisório: Covid-19
mata milhões. Quem cede? O PT tem limites Republicanos: democracia, Estado de
Direito, soberania do voto. Economia e futuro dependem dessa decisão. A bola
está com a direita, avança ou recua na tragédia Bolsonaro?
2 de julho de 2020
30 de junho de 2020
PLATAFORMAS DO ÓDIO
Empresas multinacionais norte-americanas, como Coca-Cola, Microsoft,
leves, Ford, Unilever, vereza, the norte face e outras estão suspendendo suas
contas nas plataformas do facebook, twitter, instagram redes sociais que apoiam
o discurso de ódio de Trump. Qual a leitura dessa posição? Essas gigantes da
economia apoiaram, até agora, a política genocida e de ódio de Trump. Outras
continuam. O que faz recuarem? As manifestações antirracistas e as milhares ou,
talvez, milhões de mortes decorrentes do coronavirus? Por trás do recuo, medo e
receio dos bilionários com as consequências demonstradas pela insatisfação
popular nas ruas. Essa lição serve ao Brasil. Só pressão popular muda o rumo
das desigualdades e ódios da classe dominante.
29 de junho de 2020
LIVE LULA E FLAVIO DINIO
Muito significativa a live de Lula com Flávio Dino. Lula, a maior
liderança de esquerda da América Latina, precisa ativar essas lives com demais
lideranças nacionais e internacionais. É fundamental, pois suas análises da
conjuntura são importantes para conscientizar milhões de trabalhadores
brasileiros. O Brasil precisa conhecer o cidadão Lula e sua visão de mundo. No
mundo atual existe uma competição para obter a hegemonia das narrativas entre
as direitas. Narrativas inimigas do trabalhador. Para agravar o quadro das
narrativas surge uma pandemia que mata basicamente milhões de pobres, negros e idosos,
considerados "improdutivos" pelo neoliberalismo. No Brasil, essas
narrativas simulam brigas, pausas e tréguas com intenção de iludir a população.
A tarefa da oposição, da esquerda, centro-esquerda e dos democratas é formar
uma frente social para enfrentá-las.
28 de junho de 2020
CONTRADIÇÕES ACIRRAM
Cresce em todos os setores da sociedade a insegurança política,
econômica e social, decorrente do golpe à Constituição de 2016. A pandemia
deixou visível a falta de estrutura do Estado na saúde com milhares de mortes.
Nas PMs assassinatos e impunidades de pobres nas favelas. Corrupção
bolsonarista e lavajatista dividindo a estrutura da justiça e da PF. Na
política, legislativo oportunista e despreparado, produto de fake news e caixa
dois. Na economia, neoliberalismo falido de austeridade e Estado mínimo, que
conduz o pais para recessão e quebradeira. Pós-pandemia traz insegurança geral
sobre futuro. A Constituição Cidadã de 88, rasgada pela classe dominante,
envelheceu rápido. Redefinir papel de Estado, governo, soberania, forças
armadas, democracia, liberdade, política. Impossível ligar corda rompida.
Morte, fome, desemprego, violência são más conselheiras. Para começar: “Fora
Bolsonaro”.
25 de junho de 2020
'BOIADA NEOLIBERAL"
A boiada neoliberal (Globo, mercado, bancos, PSDB) tbm aproveita a
atenção com a pandemia para avançar covardemente seus projetos e reformas
antipovo, anti-trabalhador, como propôs, Ricardo Salles, na reunião ministerial
do dia 22. Enquanto o governo Bolsonaro prioriza claramente à economia à vida e
mata milhares de seres pelo Covid-19, os neoliberais (Globo, mercado, PSDB)
atacam direitos trabalhistas, aposentadorias, desempregam milhões, jogam na
marginalidade, na fome e nas estatísticas de morte do coronavirus. Avançam
também no saque aos recursos naturais e minerais, com a conivência do Congresso
e um governo cada vez mais desmoralizado. É urgente forças democráticas, de
esquerda e centro-esquerda formarem uma frente para lançar manifesto, e
mobilizar nas ruas o povo por impeachment e eleições.
24 de junho de 2020
CADÊ A MULHER DO QUEIROZ?
Todas as investigações em curso sobre fake news, rachadinha, milícias,
assassinato de Marielle, ameaças às instituições democráticas conduzem e recaem
claramente no colo do presidente, Jair Bolsonaro. A justiça investiga, mídia
divulga, Congresso dá (ou devia) suporte político. Muitos tem consciência que
esses segmentos foram os criadores da criatura. A vacilação nas investigações
tem sentido, apesar da criatura ter se tornado grave ameaça de desastre e de
vida para todos. A pandemia tirou da rua o povo, suporte básico nessa luta.
Nessas indecisões agora procuram a mulher de Queiroz, mas para que se já tem Queiroz?
À procura de Queiroz se já tinham o Flávio, e do Flávio se já tem o Jair
Bolsonaro? Falta investigar, sem medo. O brasileiro se equilibra e aguarda até
onde pode o enfrentamento de uma barbárie anunciada.
22 de junho de 2020
DESCASO DO ISOLAMENTO
Causa surpresa o descaso com o isolamento na população para inibir o
aumento da infecção do Covid-19. O descaso ocorre em parte da classe média e
comunidades carentes. Situações e razões diferentes no aspecto social, mas única
no aspecto ideológico. Na questão social é evidente que os mais necessitados
não têm como permanecer em casa, sem renda e trabalho, manipulada pelo governo
federal. Mas na questão de fundo o isolamento ou não, no mundo ocidental, tem
razão ideológica e de classe. O patrão força o trabalhador para obter ganhos e
lucros. Luta ideológica sempre presente, mas invisível, no capitalismo. Esse é
o desafio: como agir nessa "saia justa" da pandemia? O vírus é
inimigo, mas seus manipuladores ideológicos tbm. Usando de precaução os menos
vulneráveis vão precisar correr riscos e enfrentar os inimigo nas ruas. Nesse
momento, "FORA BOLSONARO".
21 de junho de 2020
O QUE É BOLSONARISMO?
Existe certa perplexidade para entender o bolsonarismo, eleito e apoiado
pela classe dominante (ricos e bilionários) na onda antipetista. É fascismo,
nazismo, nacionalismo, populismo, reacionarismo? Que "ismo" é esse?
Difícil responder. Não parece ideologia, mas "bolsonarismo", grupo
familiar maluco. É entreguista, sonha com ditadura, intervenção militar à moda
bolsonarista. Vive passado reacionário anticomunista, prisioneiro da guerra
fria. Continua bipolar. Idolatra ídolos da tortura, como Ustra. Fabrica
inimigos. Insulta opositores. Defende valores cristãos, família tradicional,
muitos palavrões, "comer gente", Não por fé se aproximou de evangélicos.
Quer armar a população, cultua o ódio. Não demonstra compaixão e sofrimento com
milhares de mortes por pandemia. Nenhuma proposta política para área alguma, só
destruição. Falso "moralismo", com Queiroz, "raspadinha",
centrão, milícias, Marielle. É preciso coragem
apostar nessa aventura.
20 de junho de 2020
EPIDEMIA INVISÍVEL
Mais de um milhão de infectados no Brasil envolvendo apenas 2,6% da
população de 215 milhões de brasileiros e apenas 133 cidades pesquisadas. A ciência
considera imunizadas quando 60/70% da população foi infectada. Na Europa e EUA,
países ricos, contradições econômicas pública (impõem Estado mínimo) e privada,
nenhum atingiu esse patamar. A única opção para impedir a multiplicação de
infectados e mortos, é isolamento. Mas é no Brasil onde a situação mundial é
mais grave. Por quê? Simples e objetivo: elegeu na presidência da República um
demente (única explicação sucinta e correta do dilema). Se perdeu o controle da
doença e o "navio Brasil está à deriva" indo ao encontro do rochedo.
Só há uma saída de emergência: FORA BOLSONARO.
19 de junho de 2020
BENEDITA DA SILVA
Benedita (PT) fez sua estreia na mídia (O Dia) como candidata à prefeita
da Cidade do Rio de Janeira. O PT se empenhou por uma unidade pela esquerda,
infelizmente ainda existe ranços herdado das acusações contra o PT por seus
inimigos, mesmo sem comprovação. Benedita traz para o RJ a experiência bem
sucedida do PT nas suas administrações federal, estadual e municipal. Finanças
destruídas e violência que descambou, principalmente contra os mais pobres no RJ
é a prioridade. Combater o desemprego pode ser o antídoto principal. Valorizar
o mercado interno. Recursos serão otimizados. Benedita traz o patrimônio mais
requisitado na política atual do RJ: a credibilidade
de sua biografia.
18 de junho de 2020
LIÇÕES DO COVID-19
Lições diárias vão deixando bilhões de seres humanos em alerta em plena
disseminação exponencial do Covid-19. Quais lições? Cada país uma realidade. O
Brasil, deveria sair na frente dessas mudanças, pois diferiu de tudo e todos.
Quis a história um pária, um excluído social e despreparado estivesse
institucionalmente à frente do enfrentamento de uma pandemia. A lição é política, inúmeras medidas
democráticas, constitucionais a depender da correlação de força entre capital e
trabalho. Interesses que serão preservados ou renovados? Por exemplo, forças armadas: excesso de
contingente armado, custos elevados, sem guerra é necessária? O que é Estado e
governo? Capítulo próprio reforçando autonomia e democracia (STF, PGR, PF e
outros). E a mídia, continua sem regulação?
17 de junho de 2020
E AGORA, JOSÉ?
E agora, José? Esse sentimento expresso no poema de Carlos Drummond,
1942, de solidão, abandono, falta de esperança, perdido e sem saber o caminho
foi a herança que restou à população deixada pela classe dominante (ricos e
bilionários), agravada após 2016. Sobrou para o STF a responsabilidade de
resgatar desmandos e ambições das elites dominantes, seu noivado e casamento
com a barbárie autoritária. A mistura entre Estado e governo usada para
combater a esquerda, legitimamente constituída no poder, precisa ser novamente
acionada, dessa vez, para combater o neofascismo, do autoritarismo e do ódio.
Direita neoliberal e ultradireita numa guerra de narrativas indefinidas. As
duas mantendo "joelho no pescoço" do Estado de Direito, dessa vez,
com um inimigo, um exército invisível, poderoso, não de vivos, mas cadáveres,
avançando.
16 de junho de 2020
BRASIL É "BOMBA-RELÓGIO"
"Brasil é bomba-relógio", diz ministro da saúde da Colômbia
sobre o vírus. Pandemia carrega responsabilidade global e todos os países
dividem o sacrifício do combate e controle. Governo Bolsonaro está "fora
da curva", não assumiu responsabilidades do comando de seu combate,
desrespeita normas internacionais de segurança na saúde, nomeia militar sem
formação no ministério da saúde, prescreve remédios condenados, retarda apoio
financeiro aos mais necessitado, obriga a população a se expor ao vírus para
não morrer de fome. Conclusão: cresce assustadoramente a posição do Brasil no
ranking mundial do terror, em número de cadáveres e infectados, mesmo
subdimensionados testes e estatísticas. A bomba está ligada e a fatura desse
crime cai no colo de todos que o apoiam.
15 de junho de 2020
LIBERAIS VACILAM
O Globo e outros veículos da grande mídia orientam e norteiam a
estratégia da política atual. Na última eleição produziram uma aliança entre
ultradireita e direita liberal contra o PT fazendo maioria no Congresso e
governos estaduais. Essa aliança sofre rupturas e dissensos e vacila temendo
algo semelhante como "Diretas já". A insatisfação e insegurança
cresce com milhares de cadáveres empilhados, milhões desempregados, formal e
informalmente, e perspectiva clara de quebradeira econômica geral. Num quadro
social caótico desse é temerário apostar em processos repressivos, autoritários
e antidemocráticos. Precisa haver rapidamente respostas à barbárie que avança.
14 de junho de 2020
"NÃO ESTICA A CORDA"
"Não estica a corda" foi o recado e ameaça do governo
Bolsonaro aos demais poderes, principalmente STF e TSE, que julgam crimes e
irregularidades comprovadas de fake news, caixa dois na eleição de 2018, e pós-eleito,
ataques ao Congresso, STF, onde prega publicamente rupturas institucionais,
armamento da população para defender seu governo, caso condenado. Até o dia de
hoje, 14 de junho, ninguém sabe o que vai acontecer. Mas, perguntas ficam no
ar: comprovadamente despreparado, com visão deformada de realidade, incapaz de
enfrentar, até estimula, pandemia que mata milhares diariamente, conduz o país
para o desastre, quebradeira geral consegue chegar a 2022 sem explodi-lo? Será
ético e constitucional 215 milhões de brasileiros, instituições, públicas e
privadas, permanecerem assistindo, intimidadas e omissas às suas tresloucadas
aventuras e ameaças autoritárias?
12 de junho de 2020
RACISMO E CONJUNTURA
"Não consigo respirar" foram as súplicas e últimas palavras de
George Floyd, negro norte-americano, ao policial, Derek Chauvin, com o joelho
no seu pescoço. Fato inédito nos EUA, Brasil e outros? Não. Fato corriqueiro
nas sociedades de cultura escravocrata racista, de supremacia branca. E por que
a reação internacional? A história e futuro vai nos esclarecer melhor o que de
fato está acontecendo. Mas muitas leituras e análises podem ser feitas. Primeiro,
o mundo vive uma nova 3a. guerra mundial com um inimigo desconhecido, o
Covid-19. Segundo, volta do enfrentamento político ao fascismo, nos EUA, Brasil
e outros países. Terceiro, a etapa atual do capitalismo concentrador de renda
(mercado neoliberal), fomentador da desigualdade que busca desesperado manter
sua hegemonia. Tudo aflorado nas manifestações antirracistas que o Covid ajuda
a questionar e provocar.
11 de junho de 2020
AGORA, SÓ STF
AGORA, SÓ STF
Não precisa ser vidente, nem cientista político para saber que todo o
sistema institucional estabelecido, desde a constituição de 88, está prestes a
ser rompido pelo governo Bolsonaro. O Congresso de Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre,
amarelaram. Por eles a serpente pode chocar seu ovo e o Brasil esperar pelo
fascismo. Repetem a omissão dos nazistas alemães e empresários da época. Resta
apenas o STF nessa luta. No Planalto, aliados de Bolsonaro atacam o STF como
"decisões políticas", de "querer aparecer", de querer fazer
"palanque". Levantam bandeira branca, mas acusando o STF. Por tudo
que fez, faz e vai continuar fazendo quem quiser se enganar com Bolsonaro, como
fizeram quando o elegeram, continuem. Acreditar que vai recuar nos seus crimes
contra a vidas de milhões de seres, contra o clima, a Amazônia e direitos dos
cidadão é ingenuidade ou má-fé.
10 de junho de 2020
ELIO GASPARI
Elio Gaspari e outros jornalistas colunistas do Globo receosos e pouca credibilidade
para atacar o fascismo bolsonarista, direciona a argumentação em ataques sem
sentido a governos de esquerda da Venezuela e do Brasil do PT. É um dilema que o
grupo familiar o Globo viveu na ditadura de 64: adere à ditadura ou perde
publicidade? Agora é mais grave, pois sem apoio político algum, pois se trata do
governo mais mal avaliado do planeta. Um governo genocida, que conduz o país à
quebradeira econômica e à barbárie. Esse dilema da Globo é o da direita
tradicional neoliberal, que vem perdendo a confiança da população em seus
partidos tradicionais (PSDB e outros), desde o golpe de 2016 e o apoio em 2018 ao
fascismo bolsonarista que, de lá para cá, só age com ódio e desatinos ao povo.
O dilema só tem duas saídas: participar e aprofundar os fakes news fascistas da
barbárie bolsonarista ou aderir a uma frente democrática, sem restrição, pelo
Estado de Direito
8 de junho de 2020
CREDIBILIDADE NA ESQUIZOFRENIA
Credibilidade é o principal sintoma e sentimento que domina a maioria
esmagadora da população brasileira, especialmente os mais vulneráveis. A classe
dominante brasileira (ricos e bilionários) é, no mínimo, esquizofrênica.
Historicamente (desde Cabral) fica claro na forma como lidou com a escravidão e
como se livrou dela. Saltando historicamente e chegando a 2016, o que fez essa esquizofrênica
classe dominante? Sem nenhuma justificativa plausível, a não ser muita mentira
e doença, rasgou a Constituição para golpear a soberania, democracia e
liberdade. Puro oportunismo para colocar no poder a demência, o despreparo
absoluto, o fascismo. Agora, depois do estrago, do genocídio, da barbárie no
poder, o que faz? Quer fazer crer a milhões de brasileiros que sua base de
mentira e apoio ao fascismo, justiça, polícia, Congresso, grande mídia, está
contra
7 de junho de 2020
MANIFESTAÇÕES
Manifestações pacíficas envolvendo milhões de pessoas por vários dias
nos EUA é, sem dúvida, um fato novo, curioso, que merecem reflexões. Sempre,
nessas manifestações, ódios e revoltas deram o tom, bem exploradas pelos
responsáveis das injustiças e desigualdades, infiltrados no movimento para
justificar repressão. Dessa vez não, quando houve, logo rechaçada e denunciada
pelos manifestantes, no grito e nas redes. E agora, José? Como será o depois, o
amanhã? Com pacifismo milhares, milhões se incorporam. Num ato político, onde
ninguém sai como entrou, se conscientiza, cresce politicamente. No Brasil,
hoje, domingo dia 7, um ato pacífico foi convocado, no combate a dois vírus
mortais: pandemia e governo fascista. Momento inédito. Por precaução, maiores
de 60 anos convém não participar e os mais jovens se proteger. FORA VIRUS, FORA
MORTE, FORA BOLSONARO.
6 de junho de 2020
USO DE FAKES PELO MERCADO
É comum na esquerda a tese que política se lê através da economia, mas
não parece, em alguns casos, seja viável, onde há um declínio, crise e
desespero do capitalismo atravessado por pandemia. Tempo de pós-verdade e fake
news, como a notícia que levantou a moral dos mercados globais, nesse sábado,
propagando que nos EUA 2,5 milhões de novos postos de trabalho foram criados.
Em plena pandemia os EUA de Trump ocupando o epicentro da doença, criação de
postos de trabalho onde "cara pálida"? As notícias não esclarecem
onde e por que do "milagre". Faz vagas referências a estímulos
econômicos dos bancos centrais (!!!???). A matéria, do caderno de economia do
Globo, nas "entrelinhas", promove um carnaval de otimismo para
levantar o mercado. Um caso típico de uso da política eleitoral imperialista
americana para tirar o governo das "cordas".
5 de junho de 2020
LULA ESTÁ CERTO
3 de junho de 2020
O QUE É A FRENTE ANTIFASCISTA?
A frente antifascista, que pode se confundir com frente ampla ou
democrática, é decorrente principalmente da lição alemã deixada pela tragédia
da 2a. guerra mundial, provocada por Hitler. A oposição a Hitler vacilou e
permitiu seu crescimento. Na guerra só a união da URSS (socialista) e
"aliados" (capitalista) conseguiu derrotar o fascismo. O Brasil vive
o mesmo dilema. Fascismo, nazismo, liberalismo representam o capitalismo. No
Brasil, unidos em 2018, derrotaram a esquerda. Agora estão em litígio devido ao
autoritarismo fascista. Os liberais pedem o retorno do estado de direito (a
democracia burguesa). O papel da esquerda é ser contra e ficar gritando que os
dois são inimigos? Não, pelo contrário, torcer e apoiar que cada representante
do núcleo duro dele se afaste. Esquerda e liberais sozinhos não vencem o
fascismo. O papel da esquerda é se unir aos liberais para destruir o fascismo.
UNIDADE ANTIBARBÁRIE
Cabe aos mais esclarecidos e informados politicamente da sociedade
apresentar saída e lutar para enfrentar a trajetória de barbárie e genocídio
que o governo Bolsonaro colocou ao povo brasileiro. Medo e indignação pela
morte e fome generalizada cresce entre a população pela percepção da
incompetência e insanidade do presidente da República. A lição e saída única
que a história dita é união de todos. Não existe outra. Constitucionalistas,
democratas, esquerda, centro-esquerda e direita (que não exclua o papel do
Estado no combate à pandemia, desemprego e participação da esquerda na
unidade). O Brasil não pode ficar subordinado a indefinição das forças armadas
e agentes financeiros exploradores. A singularidade dessa luta é a pandemia. Manifestos
e manifestantes de todas as correntes de pensamento e opinião surgem, perdem o
medo, vão às ruas, com proteção e acompanham países ricos e emergentes (EUA,
Europa, Chile) lutar por seus direitos.
1 de junho de 2020
MANIFESTOS E MANIFESTAÇÕES EM PANDEMIA
O Brasil e EUA enfrentam situação totalmente inédita em política: dois vírus
mortais avançam, lá e cá. Na saúde (pandemia) e na política (neofascismo). EUA
e Brasil realidades distintas, caminhos diferentes. No Brasil, cada dia um dia.
Nos últimos, um manifesto nacional assinado por todas as correntes de
pensamento político democrático formam uma FRENTE DEMOCRÁTICA condenando o
avanço antifascista. Nas ruas de RJ e SP, torcidas organizadas de futebol
resolveram enfrentar o fascismo e abriram uma saída às futuras manifestações,
mesmo com riscos do Covid-19. O neofascismo usa o vírus nas ruas para
confrontar os poderes constituídos. Não há dúvida sobre o risco Bolsonaro à
democracia. Forças armadas permanecem silenciosas. Terão que se posicionar, a
favor ou contra à democracia. Retrocesso político jamais. Democracia tem pressa
de definição, quem é quem?
29 de maio de 2020
POLÍTICA E NUVEM
Foi dito que política é que nem nuvem. Olha para o céu está de um jeito,
de novo, mudou. No Brasil nunca mudou tanto em meio a três graves crises
concomitantes: saúde, mata milhares de
brasileiros diariamente, econômica, arrasta o país para a quebradeira e
política, com a presidência da República nas mãos da instabilidade emocional,
ideológica e delituosa. Na pandemia a nuvem, dia sim, dia não, oscila sobre o
isolamento da população. Na economia, fica em casa, vai trabalhar. Na política,
ruptura ou não? Apesar da oscilação das nuvens políticas os fatos vão se
definindo. Combate à pandemia só com isolamento. Economia com mortes é impossível.
Ruptura institucional somente se for para cobrir delitos e crimes.
27 de maio de 2020
ESPERAR O QUÊ?
Cresce a angústia pelos desmandos de
Bolsonaro. Setores porta-vozes da classe dominante que o apoiaram e agora
demonstram insatisfação e preocupação com sua conduta, como Congresso, STF, MP,
PF e imprensa, estão fragilizados, presos ao golpe de 2016, vacilantes em
críticas à sua criatura. Com isso, Bolsonaro, cresce com ações e ameaças à
democracia, às liberdades. Avança o controle sobre a PF, PGR, Forças Armadas,
partidos como o centrão. A justiça não investiga ele e seus filhos. A pandemia
avança seus mortos, Bolsonaro "dá de ombros". Recessiva a economia
aguarda o caos. O espanto com os acontecimentos cresce. O que está havendo,
como sair desse garrote? Esperar o quê, morte, "quanto pior"? A
oposição, com o que tiver, precisa sair, assumir iniciativas, provocar fatos e
obter reação. A barbárie se aproxima, o Brasil explode com Bolsonaro até 2022.
Fora Bolsonaro já.
26 de maio de 2020
CLASSE DOMINANTE DIVIDIDA
Com a pandemia o Brasil chegou a um ponto extremo na contradição
política e econômica. A pergunta está colocada para todos: quem apoia e tem
consciência exata da barbárie e genocídio para onde caminha o país? Simples e
terrível assim. De um lado, parte majoritária da população totalmente
desprotegida conduzida como gado para o matadouro, de outro, percentual
consciente minoritário da população, sem força, impedida pela pandemia de se
manifestar, como sempre fez, nas ruas e praças. No centro do furacão o núcleo
duro, responsável pela tragédia, ocupado por uma classe dominante de
neofascistas e neoliberais (ricos e bilionários), controlando Estado, o
governo, dividida e omissa entre mata e esfola ou só esfola. Mas aí surge outra
dúvida e pergunta: será essa elite tão estúpida e atrasada em acreditar que ela
é responsável por investimento e crescimento do país sem trabalhador?
24 de maio de 2020
REUNIÃO COM VÍDEO
A publicização da reunião do governo Bolsonaro aconteceu por pressão da
Globo na defesa de, Sérgio Moro. Defesa "meia boca". Se concentrou na
nomeação do chefe de polícia. Para a população que vive entre morte por
pandemia e fome por desemprego pouco importa. A Globo, Polícia Federal e
Ministério Público tem, há bom tempo, provas suficientes de crimes da família
Bolsonaro paradas em "investigações sigilosas" nunca concluídas.
Conhecida embromação. O vídeo "atirou no que viu, acertou no que não
viu". Mais grave do que demissão foi a ameaça de armar a população para
uma defesa da sua "democracia e liberdade", traduzindo: guerra civil.
Nunca escondeu essa intenção. O neoliberalismo (mercado, Globo, bancos,
partidos) o elegeu para manter seu privilégios. Mantém um braço com Guedes e
"morde e assopra". O nazismo se criou assim: por omissão da elite. E
agora?
23 de maio de 2020
VÍDEO
A reunião política de Bolsonaro e seu governo desperta interesse na
política para leituras e reflexões. A leitura de que não houve rompimento político
da classe dominante (ricos e bilionários), entre a ultradireita de Bolsonaro
(barbárie) e neoliberalismo (desigualdade social do mercado, bancos, Globo,
partidos). O neoliberalismo continua vacilante com um "pé" no
bolsonarismo temeroso de perder o protagonismo na economia. Falta aos
neoliberais um plano B, uma candidatura viável para competir com oposição. MP e
PF, controlados pela elite, seguram investigações como sigilosas, sem acesso a
provas evidentes de crimes da família Bolsonaro, além de pregação à luta
armada, armamento de milícia, fechamento de Congresso, STF, AI-5 e mais grave:
descaso total com a saúde onde milhares morrem diariamente pela pandemia. Essa
situação não oferece tranquilidade aos brasileiros .
22 de maio de 2020
MOSAICO DA CONJUNTURA
O mosaico da conjuntura política atual permite diversas leituras. Uma
delas, vê três forças se contrapondo: a extrema-direita de Bolsonaro (destruição
e barbárie) prioriza à economia aos cadáveres (tem suporte de setores
reacionários empresariais e militares); neoliberais e mercado (maioria do
Congresso, STF, Globo) recua nas mortes, apoia isolamento, vacila no
enfrentamento a extrema-direita temendo perder o protagonismo da economia
(estado mínimo, austeridade), busca um líder. Finalmente a oposição, que tem,
nesse momento, reduzido protagonismo face ao isolamento. Se recicla nas redes
sociais e nessa correlação de forças, durante e pós-pandemia, projeta
alternativas de ação: apoia a frente ampla democrática antibarbárie (afastar
Bolsonaro), prioriza a vida, fortalecimento do SUS, suspensão de austeridades
(tetos de gastos), retorno à soberania, democracia, eleições.
21 de maio de 2020
GUERRA CIVIL
Na guerra civil as forças policiais e militares, bem como, forças civis
se conflitam entre legais e ilegais, obedecem e não à Constituição. A pergunta
que se faz: o que faltam às forças armadas, produtivas e institucionais para
enquadrar o presidente Bolsonaro como agitador, propagador e fomentador de uma
guerra civil? Milhões de brasileiros mais informados tem plena consciência de
suas arbitrariedades e seu despreparo. Outros milhões, menos informados, sofrem
por milhares de mortes pela Covid-19, pela desigualdade e fome. Bolsonaro
capturou as forças armadas, troca falsa disciplina por loteamento de cargos
públicos. Usa as forças armadas para distribuir armas e munições para as milícias,
nunca escondeu seu apoio à ditadura e tortura. Defende o AI-5, prega
intervenção e fechamento do Congresso, do STF. O que move e aguarda o Brasil?
Ingenuidade ou má-fé?
20 de maio de 2020
TRAMA DIABÓLICA
A aranha tece sua teia e emaranhado de fios como armadilha para pegar
inseto. A política pós-Trump e Bolsonaro, até o presente, é uma teia para a
maioria. Um emaranhado inacessível e diabólico. Conforme os fatos vão se
sucedendo algumas evidências de classe vão surgindo. Os dois obedecem a parte
do capital internacional mais reacionário e concentrador de renda. Pode-se
dizer o vencedor até aqui do capital devastador. Estão subordinados a ele com
exclusividade e alguma estratégia. Agridem e condenam a globalização, justiça,
liberdade de imprensa, soberania, democracia e outra incógnita mortífera
surgida: a pandemia. O que pretende esse projeto com essa guinada de 180 graus
na economia e política? No Brasil, em meio a muitas mortes, Bolsonaro, é
indiferente e até debocha: "e daí?" Defende a economia, ataca todos,
com uma estranha “cautela" da mídia, justiça, Congresso, militares e empresários.
18 de maio de 2020
AS DIREITAS E O COVID-19
A pergunta que ainda não tem resposta é se o neofascismo (EUA, Brasil,
Inglaterra, Hungria e outros), o neoliberalismo (Europa) vão manter o
isolamento ou ceder ao mercado? Essa estratégia de tratamento foi usada pela
China, pais com estrutura política socialista e economia aberta ao liberalismo
e, segundo alguns, alvo principal do vírus. Vírus ideológico, plantado para
atingi-la. O futuro, a história vai ou não revelar a verdade. A China
conseguiu rapidamente promover o isolamento de 40 milhões de seres por meses e,
se houve de fato armadilha dos EUA para atingi-la, se saiu bem. Com o
neofascismo e neoliberalismo isso é impossível, pois sua existência, sua razão
de ser e existir se escora basicamente na exploração da mão de obra do
trabalhador que, nesse caso, ao se expor é fulminado pelo vírus e ao se isolar,
sacrificado pela fome.
16 de maio de 2020
AS MENSAGENS DO COVID-19
Inúmeras versões e narrativas surgirão durante e após a pandemia do
Covid-19. Interessa as narrativas fundamentadas na realidade e nos fatos. A
classe dominante (ricos e bilionários) certamente fará leitura que não traga
prejuízo aos seus interesses de classe. A pandemia tem deixado claro que os
países que apostaram no Estado mínimo e na desigualdade social são os mais
atingidos, independe se é rico ou emergente (Europa). Outra lição importante é
que a medalha de ouro em genocídio deve ficar entre EUA, Brasil e Inglaterra
(ricos e emergente) povos que apostaram numa aliança neoliberalismo e
neofascismo. O Brasil, devido a cultura de classe dominante herdada desde a
colonização caminha, até agora, para levar a medalha de ouro em barbárie e
genocídio. No momento a narrativa da pandemia é neoliberal e a execução da
economia e da política é neofascista. O que vai resultar dessa aliança
impossível prever.
15 de maio de 2020
O DISCURSO DE MOURÃO
Na contramão da lei e da Constituição o vice-presidente da República,
gal. Mourão, usa cinicamente a Constituição para em discurso para empresários
acusar todo o Brasil de estar inconstitucional. Inverte as responsabilidades e
acusa governadores, prefeitos, Suprema Corte, Congresso e aproximadamente 80%
da população. Enfim, o cúmulo da paranoia para agradar a quem? Todos errados
inconstitucionalmente perseguindo um pobre presidente inocente, que cuida do
trabalhador pobre e que dar emprego. Faltou um pequeno detalhe: o presidente
combinar com o povo e empresários e deixar claro que quer empregar
trabalhadores mortos cuja a seleção se dará no cemitério. Agora é aguardar esse
roteiro kafkaniano, de loucura e ver como seus roteiristas pretendem terminar a
série.
13 de maio de 2020
CONJUNTURA DIA 13
Impressionante como o quadro politico brasileiro muda diariamente. Não bastasse todas as mazelas e desigualdades herdadas pelo Brasil, ainda vive ao mesmo tempo três crises graves: saúde, economia e política devido um governo de utradireita. Nesse momento até definir quem é determinante na crise está difícil. A lógica indica a vida é determinante, mas a ação terrorista de Bolsonaro confunde parte da população impondo de forma criminosa a economia em primeiro plano, com isso cresce a crise política. A pergunta que não se cala: existe alguma possibilidade de enfrentar a crise da saúde, economia, sob a presidência de Bolsonaro? Tudo indica ser impossível. O que fazer para o "Fora Bolsonaro" ganhar apoio da opinião pública num momento de isolamento geral? É formar uma "Frente democrática" com todos os partidos, incluindo de direita, atrair forças armadas e fogo cruzado nas redes sociais.
9 de maio de 2020
NÃO DÁ MAIS PARA CONCILIAR
Brasil precisa acordar, sair do pesadelo. Reconhecer por vários motivos,
nesse momento impossível de analisar e corrigir, a guerra contra o coronavirus
caminha para derrota certa. A contaminação (o inimigo) se propaga
exponencialmente e o exército para enfrentá-lo se encontra perdido. Falta
comando central, competência, credibilidade. O exército do povo precisa se
posicionar, se reorganizar. Formar urgentemente um comando central confiável
eleito pelas 27 unidades regionais, avalizada pelas municipais. Tudo em 24/48
horas. A exclusividade da política é a sanitária e científica. Comando
"SOS Brasil". Medidas urgentíssimas: centralizar a compra de
equipamentos (otimizar esforço e reduzir custos), priorizar tratamento de
nossos soldados atingidos (médicos e enfermeiros), investir nos testes. Por
fim, encaminhar pedido de afastamento imediato de Bolsonaro, como única
alternativa para obter recursos pela vida.
7 de maio de 2020
A SAÍDA É O POVO
O enfrentamento ao Covid-19 no Brasil e no mundo está deixando tudo
muito óbvio: o vírus é ideológico, mira e mata desassistidos, sem renda,
obrigados a sobreviverem, se exporem. Quem possui algum rendimento, inativo ou
não, consegue fazer o isolamento, única alternativa para não se contaminar. No
Brasil são mais de cem milhões de brasileiros sem nada. Qual a única saída? O
governo federal imprimir dinheiro e liberar, através de cheque direto ao
trabalhador (sem burocracia), um salário mensal, até a pandemia deixar de
matar. Não tocar nas reservas, garantia do país não quebrar. A dívida pública
cresce (a atual é 80% do PIB), mas EUA e outros ultrapassam o PIB, depois o
povo vivo paga. Com a economia estagnada não haverá inflação e o ciclo:
trabalhador consome, comércio vende, indústria produz, a máquina não para e o
povo não morre. Qualquer outro caminho é genocídio.
5 de maio de 2020
CONVULSÕES DIÁRIAS
O Brasil vive momento de convulsão diária de notícias difícil de
acompanhar. Dois flagelos irradiando horror: uma pandemia que tira milhares de
vidas diariamente e um presidente da República absolutamente despreparado para
o principal cargo da República, uma ameaça crescente à vida, à democracia, à
economia. País dividido, sem rumo. De um lado, a narrativa da ciência e saúde
mundial, propondo soluções com números concretos de mortes crescentes,
decorrentes do Covid-19. De outro, o presidente insensível com vidas,
preocupado com votos e permanência no poder. Para sustentar esse projeto
genocida, se insurge contra a liberdade, a justiça, a ordem constitucional. A
pergunta que não se cala: quem vai bancar essa aventura, essa barbárie? É a
resposta que o Brasil aguarda com urgência. A vida tem pressa.
4 de maio de 2020
E AGORA, FORÇAS ARMADAS?
Não precisa ser estudioso de política, nem cientista político,
Bolsonaro, é um capitão oriundo das forças repressivas das forças armadas,
defensor da ditadura, da violência e da tortura. Eleito presidente da
República, num processo muito questionável da política nacional, vem se
cercando de militares, milicias e policias claramente com a intenção de golpear
a democracia. Não respeita opinião alheia, as instituições democráticas, a
Constituição e se sente protegido pelos militares. Então só resta uma pergunta:
e aí forças armadas de que lado vai ficar? Do lado do capitão terrorista,
autoritário, antidemocrático e insensível a milhares (ou milhões) de mortes
pela pandemia ou ao lado do Congresso, Suprema Corte, governadores, prefeitos,
milhões de desassistidos, desempregados, amigos e familiares de mortos pela
pandemia? O Brasil e os brasileiros, que ainda vivem e sobrevivem, tem urgência
nessa resposta.
3 de maio de 2020
O DEBATE NA GLOBO NEWS
A maior esperança nesse debate é que a rede Globo esteja a caminho da
2a. autocrítica de apoio a ditaduras. Jair Bolsonaro nunca foi contra a
corrupção, nem a favor da democracia. Nunca enganou ninguém. A elite financeira
liberal, as instituições, o "juiz-símbolo", os mais escolarizados e a
grande mídia que acreditaram nele optaram pelo autoengano e a ficha está
demorando a cair aos que acreditam nas promessas de liberdade econômica, de
pensamento e direitos civis. A programação da Globo com debates políticos,
econômicos, a contabilidade da pandemia entre jornalistas da empresa e
convidados aliados está demostrando que não responde mais ao enfrentamento com
as duas tragédias: vírus e bolsovirus. Uma frente de forças, aliadas ao
Covid-19, é a única alternativa que resta aos andares, de cima e de baixo, para
derrotar a barbárie irreversível. É uma leitura do debate.
1 de maio de 2020
A MORTE OU A MORTE
O mundo enfrenta uma guerra contra um inimigo ainda desconhecido. Sua
arma principal é um vírus arremessado pelo ar que atinge o soldado, o deixa
fragilizado e o leva a óbito. Dado o desconhecimento do vírus todos os
comandantes ordenam evacuação e recolhimento em suas residências para evitar
contágio. No Brasil, o comandante supremo, o presidente da República, resolveu
inovar. Manda o exército enfrentar o inimigo desarmado. Retira os víveres dos
soldados e diz que se não enfrentar o inimigo morre de fome. Não há saída, é
morrer ou morrer. Certamente um sentimento de medo e horror cresce na população,
principalmente a mais fragilizada. O medo é o limite. Com ele nada mais a
temer, tanto das armas, quanto do autoritarismo ou da repressão. Nesse quadro
de desvario acumulado por anos de insensatez da elite brasileira, crescem as
manifestações não mais das ruas, mas dos cemitérios e valas comuns.
30 de abril de 2020
SURREALISMO E TERROR
Ministro da economia de Bolsonaro, Guedes, é inimigo de investimento
público (Estado), só acredita no privado (bancos), discurso irreal, não adotado
em país desenvolvido. Recebe o apoio da direita neoliberal que está em disputa
com seu chefe da ultradireita, Bolsonaro. Este negocia saúde e economia por
voto e não admite concorrente ao projeto de poder. As duas direitas dominam a
narrativa. Nessa contenda, de um lado, uma pandemia que devasta, mata milhares
de brasileiros pobres, negros e idosos, de outro, essa elite de ricos e
bilionários especialistas em quebrar o Brasil.
Só ainda não aconteceu devido a colcha de reservas cambiais herdadas do
governo do PT. Nesse quadro, oposição sem narrativa e sem rua, devido a
epidemia. Momento inédito e traumático. Direitas brigando pelo poder, mas com
medo do PT. Um roteiro surreal e de terror que, se nada acontecer, deixa Kafka
e Hitchcock como estagiários.
28 de abril de 2020
A BOLHA BOLSONARO
Bolsonaro sempre representou uma bolha. Bolha sustentada por onerosas
fake news, financiadas por caixa dois de empresários desonestos; apoiado pelo
mercado financeiro neoliberal concentrador de renda e formatador da
desigualdade e, finalmente, por um eleitorado de maioria branca revoltada,
reacionária, com transtornos diversos. Tudo isso, agravado com três bolhas
globalizadas: pandemia, crise comercial, crise financeira. Essas bolhas e
enigmas tornam impossível, nesse momento, prever o que acontecerá com o Brasil
e o mundo amanhã. Mas cada bolha no seu tempo. A bolha Brasil, com Bolsonaro é
coisa nossa, ameaça de vida ou morte, barbárie, genocídio e precisa ser
estourada. Só há uma saída de emergência para Brasil e brasileiro: Bolsonaro
fora já.
27 de abril de 2020
NARRATIVA DA PANDEMIA
Dúvidas nessas narrativas da pandemia merecem reflexão. Por exemplo, a
cobertura sobre o Covid-19 se concentra basicamente em países ricos da Europa
(Itália, Espanha, França, Alemanha) e EUA. No Brasil, estados mais ricos (SP e
RJ). Pouco se sabe de outros continentes, África, Oriente Médio, regiões da
pobreza. No Brasil, estados pobres do Nordeste, Centro-Oeste. Nos gráficos
repetitivos da Globo sumiram outras doenças e mortes (inúmeras). Só
coronavirus. Causa pânico, mas são estatísticas vazias sobre infecções e
mortes. A única comparação é com ontem, mas e daí, o que é ontem? Qual o
universo? Quantos atingidos, quantos testados (percentual), examinados para
saber se foi realmente coronavirus? Cai tudo na mesma conta. Moral da história:
primeiro, o virus ataca e mata os mais vulneráveis; segundo, há nítida intenção
de causar pânico, mas sob um controle estratégico.
26 de abril de 2020
OMISSÃO SEM VOLTA
Toda a estrutura de combate a corrupção usada pela operação lava jato
foi montada pelo governo do PT, tanto na reorganização da PF, quanto na
autonomia junto com o MP. Até 2002, governo FHC, nunca existiu. As acusações
contra altas autoridade, públicas e privadas, eram engavetadas. É isso que
Bolsonaro quer retomar. O que aconteceu? Forças da direita neoliberal e sua
mídia se insurgiram contra o governo legal do PT e o golpearam, usando a
estrutura honesta do combate a corrupção, com viés e narrativa ideológica de
direita. Foi esse movimento político o criador da criatura Bolsonaro. Pois bem,
a melhor analogia é com o Titanic. Bolsonaro é o comandante da destruição e
barbárie desse navio que leva todos ao encontro com o iceberg. Quem garante
sobrevida, após tragédia claramente visualizada? A fatura é alta. O dilema só
apresenta uma saída: FORA BOLSONARO ou tragédia sem volta.
25 de abril de 2020
MERCADO E MILITARES
Mercado e militares são as duas forças principais que ainda dão
sustentação à barbárie. A ficha não caiu. Acreditam que podem levar vantagens
no caos. A contagem é regressiva, saber se terão força política e repressiva
para manter uma ordem desigual assistindo milhares ou milhões de mortes. Não há
mais tempo de impeachment. A crise na saúde e economia impede assistir mortes
de parentes e amigos, falência no atendimento e enterros em valas comuns.
Impossível aguardar discussões intermináveis de uma constitucionalidade falida.
A vida tem pressa, não dá para apostar mais no "quanto pior". A única
saída que resta é FORA BOLSONARO, FORA BARBÁRIE. Entra quem tiver de entrar e
que proponha imediatamente um plano realista de medidas urgentes para salvar
vidas e estancar o genocídio.
24 de abril de 2020
IMPEACHMENT
23 de abril de 2020
MILITARES ASSUMEM ECONOMIA
Programa Pró-Brasil lançado ontem pelo governo federal, sob a
coordenação do ministro da Casa Civil, com a formulação dos ministros da
infraestrutura, desenvolvimento regional e energia aponta direção contrária a
que vinha propondo a equipe econômica de, Paulo Guedes, Posto Ipiranga de
Bolsonaro. Uma espécie de Plano Marshall, dizem, lançado pelos EUA para
recuperar a Europa. Alegam que é do governo Bolsonaro e que a crise da saúde é
grave. Faltou combinar com a equipe do Posto Ipiranga. Ao invés de
privatizações, investimentos públicos de R$ 30 bilhões até 2022, em obras que
gerem 1 milhão de empregos. Restaura Minha Casa Minha Vida e inviabiliza o teto
de gastos. Tudo leva a acreditar, as forças armadas perceberam a armadilha que
representa a política econômica proposta. O plano captura parte da política
neoliberal e petista implementada até 2014. O haraquiri da loucura com os dias
contados.
19 de abril de 2020
AFINAL, QUEM COMANDA A BARBÁRIE?
Quem são os principais inimigos, considerados improdutivos pelo
capitalismo concentrador de renda e em crise, o neoliberalismo? Idosos, pobres,
negros, imigrantes, índios e a China enquanto nação. E quais são e serão os
mais atingidos por essa pandemia? Os mesmos. Aí a verdadeira face, bem
distorcida e montada dessa barbárie, a pandemia. Direita e extrema-direita não
estão no centro da responsabilidade desse fogo cruzado, pelo contrário, exceto,
Bolsonaro, toda a direita se enquadrou e faz papel de bom moço (vide Pinera, no
Chile). A pandemia impede manifestações, pois atinge e mata os protagonistas.
Bolsonaro é uma degeneração à brasileira e terá de se enquadrar. A estratégia
principal não muda. A oposição, sem protagonismo e acesso as narrativas,
precisa se recompor para enfrentar as armadilhas de barbárie, que tem bodes, é
camuflada, duradoura, uma tragédia e genocida.
17 de abril de 2020
A QUEDA DE MANDETTA
Muita preocupação com a demissão de Mandetta em plena pandemia. São 210
milhões de brasileiros ameaçados, uns com mais condições de enfrentar, outros
sem nenhuma. No Brasil o quadro é grave por duas razões: alta taxa de
desigualdade e um presidente despreparado e doido, que desobedece a ciência
médica internacional e expõem a população à morte. A demissão agrava o quadro.
O vírus é altamente contagioso, se espalha e mata. O único tratamento é
isolamento. No Brasil, outra agravante é o trabalhador e seus líderes estarem
sem força e fora das narrativas, dominadas pela direita neoliberal e a
ultradireita, mas o inimigo de todos é a MORTE. Cadáveres cairão no colo dos
narradores. Para a oposição resta um único caminho: aliar-se a TODOS os
dissidentes de Bolsonaro, afastá-lo e impedir, de imediato, a barbárie e o
genocídio que representa.
15 de abril de 2020
A BESTA HUMANA
O grande capital, por razões
desconhecidas, a partir de 2016, se dividiu eleitoralmente entre direita neoliberal
e ultradireita (Trump, Bolsonaro, Hungria, Índia, outros). Nos EUA e no Brasil
se "bicavam", mas permaneciam juntos. A pandemia provocou uma mudança
de percurso, devido o exponencial contágio do vírus que leva à morte. Existe
uma especulação, difícil de provar, que o vírus tinha endereço: a China, mas
"deu água “e se voltou para o ocidente. Está formada a maior crise da
história, após a de 30, na saúde, na economia, na política. O quadro mais grave
é brasileiro, pois a elite do atraso colocou no poder uma besta humana, radical
de direita. Como um animal enjaulado rosna para todos que se aproximam e o
ameaçam. Com isso, está levando o país para o caos na saúde e na economia. Só
uma saída se vislumbra: a unidade entre a oposição e o grupo econômico
dissidente.
14 de abril de 2020
IMPASSE E CONFRONTO
Não há como evitar um impasse e confronto entre o Poder Executivo,
representado basicamente pelo presidente Bolsonaro e o restante do país, como
entidades civis, associações, sindicatos, governadores, prefeitos, Congresso e
justiça. O código penal define como crime contra a saúde pública infringir e
impedir, por determinação do próprio poder público, o combate a doenças
contagiosas. Nesse caso, inédito no Brasil e, quiçá, no mundo, o próprio
presidente está infringindo. Essa situação é agravada devido ao suporte que o
combate à doença recebe da OMS (organização mundial da saúde). Omitir e adiar
esse impasse ou confronto representa milhões de mortes, um verdadeiro genocídio.
Fora, Bolsonaro, ontem!
13 de abril de 2020
AS INÚMERAS LEITURAS
O ambiente mundial sofre uma grande mutação. Muita perplexidade com o
que está acontecendo nessa pandemia. Nesse quadro a saúde é determinante, pois
é vida, mas o inimigo sempre usa e pensa a economia. Nessa 2a feira, o caderno
de economia do Globo, porta-voz do pensamento neoliberal, coloca seus
especialistas para fazer previsões. Em princípio a estratégia é transferir o
aumento brutal das despesas da calamidade nas contas públicas para os
contribuintes livrando o capital de ônus. Finda a quarentena retornar com vigor
às reformas neoliberais. Fazem diversas previsões da dívida pública, queda do
PIB e como fazer para evitar perdas das receitas. Esse é o enigma e dilema
deles. Se a crise é mais grave, a "ficha não caiu". A pergunta que o
mundo real, destroçado pela pandemia faz é outra. O estado mínimo sobrevive,
assim como, a austeridade? É um ou outro.
11 de abril de 2020
NARRATIVA NEOLIBERAL
Na leitura do caderno de economia do Globo se verifica que as
discordâncias de Guedes, Maia (Câmara) e o Senado Federal no dito socorro ao
investimento, se concentra no malabarismo fiscal e financeiro que pretendem
fazer para o capital (financeiro e produtivo) ganhar na crise. "Financiar
empresas", "garantir capital de giro", "colocar liquidez no
mercado" são as dúvidas dos neoliberais. O São Mercado Financeiro
(privado) tão voraz, onipotente e onisciente, quando não há crise, nessa hora,
vira um bebezinho frágil e apela para o São Estado do Bem-Estar Social (setor
público), dinheiro do contribuinte. Quer chupeta, quer continuar mamando nessa
teta (tesouro federal, Bndes, B/B, Caixa e outros). Como sempre o cinismo e a
mentira impera para tirar dinheiro do contribuinte. Alega que é a única
alternativa para manter emprego e os salários. O combate ao vírus, a Bolsonaro
não pode desviar o foco do neoliberalismo.
10 de abril de 2020
CONJUNTURA
Bolsonaro sempre deixou claro que a ditadura de 64 não havia completado
seu serviço. Deixou de matar uns 30 mil comunistas. Implantar uma ditadura é ideia
fixa. O acompanha alguns saudosistas. Os neoliberais golpearam a democracia e
elegeram a ultradireita, imaginando ter o controle e seus interesses econômicos
garantidos com Paulo Guedes, mas estão assistindo que ninguém barra seu plano
autoritário. Entra em cena o Covid-19 e o quadro político sofre grande
transformação. O inimigo muda, menos para Bolsonaro que só vê 2022 e se opõem a
todos que atravessem seu caminho, inclusive o vírus. Como estratégia apela para
a crise da economia, investe pesado nas empresas e contraria medidas da ciência
e da saúde no combate à pandemia. Pode ser seu atestado de óbito político, na
medida que as mortes cheguem. Provavelmente cai e assume Mourão, sem a legitimidade
do voto, com milhares de mortes no colo e grave crise de recessão econômica. A
oposição com pouco protagonismo até então nessa mudança tem espaço,
principalmente Lula e sua experiência de gestão bem sucedida.
9 de abril de 2020
A NARRATIVA
No Brasil a pandemia torna-se muito mais perigosa por três motivos: o
descaso absoluto com a saúde pública pelas elites dominantes, a presidência da
República sob o comando de um débil mental e a narrativa da doença,
estatísticas e pesquisas se encontrarem totalmente com os neoliberais.
Estatísticas não averiguadas das contaminações, das mortes e das pesquisas por
telefone. Lembrar que mortes por fome, bombardeios de inocentes, ditos
terroristas ou comunistas, bala perdida nunca foi motivo de culpa ou
preocupação dessa elite. Nesse momento, é como se todos estivessem no meio de
uma guerra com milhares de balas zunindo acima das nossas cabeças. Temos que
nos prevenir, mas lembrar que nas guerras os soldados defendem elites dos dois
lados. Não subestimar a crise do neoliberalismo, o crescimento econômico da
China. Ocupar a trincheira, mas não descuidar da ideologia da classe dominante.
8 de abril de 2020
RISCO BOLSONARO
Impossível a permanência de Mandetta, como ministro da saúde, e
Bolsonaro, como presidente da República. Entre as duas autoridades uma tragédia
de vida e morte avança para milhões de brasileiros. Nessas tragédias somente o
poder maior e soberano pode ajudar a decidir: sociedade civl e militar e a
opinião pública. De um lado, presidente da República, claramente preocupado com
a questão político-eleitoral. Usa demagogicamente a precarização de renda e
emprego da maioria esmagadora da população. Suas iniciativas econômicas
privilegiam o capital, o empresário usando velho discurso liberal de que
investimento e crescimento só quem responde é o capital. É cego ao trabalho. As
mortes que certamente advirão não entram nessa contabilidade. Do outro, o
ministro da saúde, que acompanha com o mundo as medidas e lições, sob a ótica
da ciência e da OMS.
6 de abril de 2020
ONDE ESTÁ A SAÍDA?
Onde NÃO está a saída, talvez tenha resposta mais garantida? Combater a
pandemia com Bolsonaro presidente é impossível. Já matou milhares e vai a
milhões? Quantos? Esse o desafio. Apostar em Bolsonaro ou na continuidade é ser
conivente com milhões de mortes. O Brasil real se afastou de Bolsonaro, resta
somente o temor das forças armadas. Quanto mais esperar? E a saída dessa
tragédia, onde está? A Constituição à mão e a democracia como princípio nada
impede o Poder Judiciário, o Congresso, movimentos sociais e organizações
representativas da sociedade se unirem e ditar o que fazer. Nesse momento, é
impensável uma liderança como a de Lula, que detém a confiança de mais de 50%
da população, estar fora. Nenhum brasileiro está mais habilitado e apto para
resgatar essa confiança fundamental. Que se encerrem as perseguições. Inimigo e
mundo mudaram.
5 de abril de 2020
SÃO PT
As medidas e iniciativas durante a gestão do PT são quem vem segurando o país para não afundar de vez. O investimento na estrutura e concursos do SUS, a ampliação, reorganização do bolsa família e o colchão de reservas cambiais de 370 bilhões são onde esses fascinoras que golpearam o país estão se apoiando. Desde o golpe contra o PT vêm tentando acabar como o Estado Social, tirar direitos e beneficios dos pobres, esvaziar o SUS, a saúde pública. A falência só não ocorreu até agora devido às reservas e economias que o PT fez durante a crise dos países ricos em 2008. Na Europa e EUA a politica do fim do Estado na saúde estão levando milhares e talvez chegue a milhões de mortos. Uma pena que os ricos responsáveis por essa tragédia não sejam os mais atingidos devido a seus privilégios e mordomias de classe, mas mudanças certamente virão.
4 de abril de 2020
TRAMA DIABÓLICA
Senso comum: a pandemia do coronavirus é uma doença que começou na China
e se espalhou pelo mundo. Sua origem é desconhecida, a mesma de outras
epidemias que a humanidade já conheceu e matou milhões de pessoas. Senso crítico:
essa pandemia começou na China, mas faz parte de uma guerra ideológica,
política e econômica, lançada pelos EUA, onde está em jogo a hegemonia do
sistema econômico e político mundial. O vírus existe e provoca mortes, mas as
estatísticas e a narrativa quem tem o controle absoluto é o neoliberalismo.
Qual é a trama? Quem vai dominar a humanidade? China ou o mundo ocidental, sob
a égide dos EUA? Essa será a resposta da pandemia ou da trama. Quem sairá mais
fortalecido dessa catástrofe? Os bilhões de seres miseráveis ou meia dúzia de
bilionários? Como se dará a luta de classe? Haverá mais justiça ou não?
2 de abril de 2020
CAPITALISMO SEM-VERGONHA
Muito bom Veríssimo na sua coluna. O capitalismo se nutre de desastre e
oportunistas se aproveitam da pandemia para lucrar. A expectativa do
capitalismo amoral nessa crise é a pior. Em curso a maior intervenção do Estado
na vida das nações, desde a 2a guerra mundial. Por enquanto contam os mortos e
prossegue a velha luta entre Estado social e dirigismo de mercado. O mundo que
emergirá será o do horror ou o condenado pelo amoralismo de sempre. Estamos a
caminho de uma definição numa tragédia viral. O que esperar quando passar o
horror? Será ingenuidade acreditar e
esperar que após surja um mundo menos desigual e traga de volta idéias de
Keynes para combater o capitalismo sem- vergonha da austeridade "made in
Chicago, que não teria se imposto quando ainda havia chance.
31 de março de 2020
RENÚNCIA OU IMPEACHMENT
Renúncia ou o impeachment de Bolsonaro é a única alternativa que
restou ao povo brasileiro. Numa pandemia, onde milhares de mortes se anunciam,
fica impossível a governabilidade dividida entre Estados e União. Toda a
responsabilidade de sustentação de Bolsonaro, nesse momento, recai nas forças
armadas. Os empresários que o apoiam não vão comprar vidas com seu dinheiro.
Congresso e judiciário, contrários à Bolsonaro, temem os militares e sua
reação, mas com mortes e desespero aumentando fica impossível conciliar. A vida
tem pressa. A crise fiscal já é um fato e só será resolvida após o fim ou controle
da pandemia e das mortes.
28 de março de 2020
ANALOGIA À 2a GUERRA MUNDIAL
O Brasil vive nesse momento dilema que se assemelha a 2a guerra mundial.
Naquele momento histórico, Hitler, representava o inimigo maior, um degenerado
que ameaçava a humanidade. O Brasil vacilou, mas se uniu aos
"aliados" (países capitalistas) e à URSS (países socialistas) para
unidos derrotarem a fera irracional, o monstro, o nazifascismo. Vencida a
guerra, com enorme esforço e sacrifício, restou um planeta arrasado com milhões
de sequelas e mortos. Destruiu a economia mundial e exigiu uma mobilização na
sua reconstrução, que gerou a implantação do Estado do Bem-Estar Social e, no
Brasil, as regras da CLT e outras de amparo ao trabalhador, que mesmo atacada é
referência até hoje. Nesse momento, não pode haver dúvida, o inimigo maior é a
besta humana chamada Bolsonaro e sua gang e dando continuidade o combate à
desigualdade e a um Estado voltado para as questões sociais da maioria.
25 de março de 2020
A FATURA DO COVID-19
Esse é o momento dos trabalhadores, suas lideranças, suas organizações e
partidos populares e progressistas ficarem atentos e mobilizados ao que os
governantes patronais, maioria golpista do último pleito eleitoral, estão
planejando em sua estratégia denominada "economia ou orçamento de
guerra". A população foi colocada nas "cordas" entre saúde e
medidas para evitá-las, se encontra fragilizada e não tem como reagir. Essa
briga neoliberal (bancos e Globo) com Bolsonaro se torna secundária quando o
interesse se divide entre capital e trabalho. Nessa hora se unem contra o
trabalhador. Todas as medidas anunciadas virão recheadas de demagogia e mentira
para proteger empresários. Anunciam seguro-desemprego e abonos ridículos e jogam
recursos no caixa das empresas e bancos. Infelizmente ainda está faltando uma
consciência e ação entre lideranças populares e povo.
24 de março de 2020
CRISE DE CONFIANÇA
Falta de confiança é a crise principal que antecede e piora a pandemia
do coronavirus. Vem precedida da crise política e econômica, agravada com a
eleição de Trump, nos EUA e Bolsonaro, no Brasil. Solidariedade e informação
confiável é a base principal para o enfrentamento de qualquer crise. O
coronavirus está colocando em cheque duas batalhas, através da informação: a
privacidade e a saúde. As duas, deve ser a resposta do cidadão. A saúde não
pode abrir mão da privacidade, sob o risco de instituir governos e regimes
autoritários. Rastrear e cuidar da saúde é o que o povo precisa. Essa epidemia
é um marco no século XXI, mostra a necessidade do mundo se unir nas crises de
saúde e econômicas e governos como Trump e Bolsonaro serem banidos de vez.
21 de março de 2020
VIRUS IDEOLÓGICOS
A esquerda marxista atenta à luta de classe dos ricos e bilionários
contra os pobres precisa analisar
criticamente as armas de guerra do inimigo. O virus do HIV teve objetivo
claramente ideológico de preservar à família e combater à liberdade sexual
misturada às drogas, surgidas nas manifestações de maio de 68, sendo alvo
principal a homossexualidade. Pânico espalhado por gerações, milhões de mortes
e terror ao sexo livre e às drogas injetáveis. O Covid-19 tbm vem carregado de
muito pânico, mas atinge (mata) basicamente idosos portadores de diabetes,
pressão alta, preferencialmente atacados por pneumonia. Grande mídia e OMS se
dedicam às milhares de contaminações. Na luta de classe idosos e pobres são
descartáveis, pois só dão despesas. A
reforma previdenciária neoliberal é clara ao mostrar isso. O pânico do Covid-19
vai continuar, mas estatísticas reais sobre a epidemia vão continuar omissas .
9 de março de 2020
POPULISMO
Populismo foi um conceito criado pela intelectualidade e ideologia da
direita, basicamente para confundir o movimento de massa de esquerda e de
direita. O conceito "populismo" vem da relação entre povo e o líder e
no Brasil surgiu na era getulista (período da guerra fria) e se estendeu até o
golpe de 64. Insistir e transplantar esse conceito de outra realidade para o
mundo atual é fazer confusão e o povo de bobo. Por exemplo, o que significa e
representa o populismo nacionalista de Trump? O mesmo de Bolsonaro e outros
líderes europeus? Não. São interesses conflitantes da classe dominante (ricos e
bilionários). O dito nacionalismo de Bolsonaro é inverso, entreguista e
subserviente, assim como, o dito populismo. Na verdade os dois nacionalismos
populistas são insustentáveis porque apostam na desigualdade social e na
ampliação da repressão.
7 de março de 2020
0NDE A SAÍDA?
O capitalismo brasileiro com Bolsonaro e o mundial com Trump entraram
num processo de desigualdade, ódio e violência que não se sabe onde pretende
chegar. Perdeu o controle. Investe na destruição até do planeta. Muito disso
resultado do avanço das tecnologias, das redes sociais que caíram nas mãos da
ultradireita. Direita e centro-direita perderam o controle e a oposição
(esquerda e centro-esquerda) não encontram forças para se impor. Há um impasse
sobre como impedir o caos anunciado. Nesse quadro, para agravar, surge o
coronavirus. Não se sabe para servir a interesses de quem? Desde o início há
uma clara estratégia da Globo na divulgação e criação de pânico, mas por quê?
Para beneficiar a quem? Aparentemente o capitalismo financeiro está sentindo
fortes impactos e perdas, mas como, se é hegemônico? 3 de março de 2020
NUVEM POLÍTICA
Nessa terça-feira, dia 3, a nuvem política para discutir a divisão do bolo orçamentário tem o seguinte quadro: DEM, PL, PP, PMDB, PSDB, PTB, PROS, PSC, PSD, Patriota, Republicanos, Solidariedade e avante, formam o centrão (centro-direita) com 13 legendas, 351 deputados e representa 70% da Câmara. Uma divisão por interesses econômicos cuja a intenção é derrubar o veto presidencial e ficar com metade do orçamento da União. Há divergências com o Senado. Nesse imbróglio da economia entra em cena a luta política onde o Cidadania (de Roberto Freire) quer indicar Luciano Huck ou Ciro, PSDB, o Dória, Podemos (Álvaro Dias), Novo e PSL, o Moro. No centrão DEM, PSDB, PSD pensam em se unir e lançar um candidato. Todos alegam ser contra os extremos, Bolsonaro e PT. Uma salada de 35 siglas conservadoras repletas de contradições, mas contra o PT todas se unem. São com essas contradições e nuvens políticas e econômicas que o PT e esquerdas precisam avançar para derrubar primeiro o neofascismo, depois neoliberalismo. Haja estratégia.
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