O viés ideológico não dos adversários, mas do próprio Bolsonaro está cada vez mais o levando a desmoralização. A população assiste tudo horrorizada. Como um homem com esse perfil chegou ao posto mais alto da República? A última foi a divulgação a nível nacional da prática do fetiche “Golden shower” (urinar no(a) parceiro(a)). No seu despreparo e limitação para o cargo de presidente tentou se vingar dos carnavalescos e do carnaval, com as críticas à sua postura de presidente. Piorou, pois promoveu e deu publicidade nacional a uma prática pouco conhecida de fetiche. Tentou corrigir correndo na defesa da reforma da previdência, único antídoto para garantir sua permanência no governo permitido pelo mercado financeiro que o elegeu.
8 de março de 2019
7 de março de 2019
TRUMP E BOLSONARO
Os presidentes dos EUA, Trump, e do Brasil, Bolsonaro, representam um momento muito especial para o futuro da humanidade. Foram eleitos surpreendentemente por manobras virtuais criminosas das redes sociais. As justiças se mostraram incompetentes para anular o processo eleitoral. Está formado um imbróglio que se não for contido coloca o mundo sem controle, sem lei, sem limite. É possível que o idealizador e malfeitor desse esquema, Steve Bannon, esteja com outros pedidos mundo afora. No perfil desses dois candidatos o despreparo absoluto, intelectual e mental, para o cargo maior, mais ameaçador do que o ideológico usado como parâmetro.
4 de março de 2019
A MILITARIZAÇÃO DO GOVERNO
A elite do mercado financeiro e a grande mídia deixaram o Brasil sem rumo. Querem por que querem levar vantagem em tudo. O tempo passa e o erro se aprofunda. A nomeação de militares para o segundo escalão do governo aponta para um impasse óbvio com o Congresso. Já haviam sido derrotados com o golpista, Temer, prenderam Lula e elegeram um capitão altamente despreparado, mas a reforma da neoescravidão (previdência) fica cada vez mais difícil. O que pretendem com o impasse militar e Congresso? Baixar um novo AI-5? A oposição e o PT não precisam fazer nada, eles se bastam. Acusar a população de comunista vai ficar difícil.
A ENTREVISTA DE RANDOLFE AO JB
A entrevista ao JB do senador, Randolfe Rodrigues, da Rede-AP, merece algumas observações. Ele, como Ciro Gomes do PT, buscam uma alternativa política pela esquerda ao PT. Historicamente essa atitude pequeno-burguesa tem sido a razão da famigerada divisão das esquerdas. Por quê? A direita se aproveita e joga lenha na fogueira para obter vantagens. É claro que no programa da esquerda há nuances e pontos de vistas diferentes, mas no principal tem que haver unidade, por exemplo, no golpe contra o PT, no antipetismo e na prisão de Lula, que atingiu a democracia e o Estado de Direito. Chamar a Venezuela de ditadura é concessão à direita golpista, pois é o mesmo interesse que saqueia o nosso petróleo. O PT não pode e não deve recuar na sua posição, nem fazer concessões. Quem deve e vai julgar é o povo, o eleitor.
3 de março de 2019
'VOU PROVAR MINHA INOCÊNCIA"
Lula prometeu ao neto no seu
enterro levar o diploma de inocente quando morresse e mostraria quem é o ladrão
nessa história toda. Lula não precisa provar mais nada para a população, pois
ela sabe que ele é inocente. Tanto é verdade que o elegeria e o elege
majoritariamente, se for candidato à presidência da República. Mas é exatamente
por isso que os ladrões que o condenaram não o querem solto. E esses ladrões
tem o poder econômico, o controle da opinião pública para acusá-lo com
mentiras, a repressão policial e a justiça. Não é Lula que está condenado e
preso, é o povo pobre que eles odeiam. É a luta de classe.
2 de março de 2019
ATENTADO E VIAGEM
Está resolvido: o 2º. estágio de Bolsonaro na passagem pelo poder será viajar. O 1º. estágio, na campanha foi a história de “carochinha” do atentado. Com isso, as elites financeiras e midiáticas conseguiram mantê-lo calado e o elegeram. Agora é impedir que fale enquanto presidente. Nos próximos meses, março e abril, vai viajar por países governados pela direita e deixa no comando general Mourão e militares, mais preparado e afinados com as mazelas e sandices que as elites preparam para o Brasil e os brasileiros. Tudo isso ainda combinado com boa parcela da opinião pública desinformada e despolitizada.
28 de fevereiro de 2019
MERCADO, MILITARES E A ULTRA
O Brasil politizado acompanha as mazelas políticas que acontecem e acontecerão nos próximos meses ou anos. O despolitizado também acompanha, mas crente nas TVs e demais mídias que operam a opinião dos poderosos. Esse é o maior desafio do país. Na política pós-Bolsonaro se assiste a uma contenda de contradições entre militares, mercado e ultradireita. Militares desautorizando Bolsonaro, mas precisando de sua popularidade para a chegada e a permanência no poder pelo voto. O mercado pouco se lixando com as brigas, desde que seu projeto de neoescravidão do trabalhador na previdência e outras medidas vinguem.
27 de fevereiro de 2019
SÉRGIO CABRAL É DOENTE
A confissão do ex-governador do
RJ, Sérgio Cabral, é estratégia de defesa, hipocrisia, nunca arrependimento. A
única punição verdadeira para corrupto é tomar todos os bens, o que roubou e o
que causou de prejuízo à população. Sérgio Cabral e outros já comprovados,
alguns presos, outros livres, são doentes, doentes por dinheiro. Uma epidemia
própria do capitalismo e de outros regimes políticos do passado. Só a história
um dia diagnosticará corretamente essa doença, a mais letal de todas. Matou e
mata bilhões de seres humanos. Cabral, não tem saída, pois há óbvias provas. Essa
moda de arrependimento pode pegar, como fez o ministro Onyx, mas não devolvem
nada e permanecem com o patrimônio do roubo e a justiça consente.
26 de fevereiro de 2019
OS BODES DA REFORMA
A pseudo reforma da previdência enviada ao Congresso possui “bodes” na sala. Cabe à Rodrigo Maia e ao governo retirá-los para iludir a opinião pública. Quatro aparecem: a restrição a aposentadoria rural seria facilitada, mas endureceriam na comprovação do tempo de contribuição; liberação do FGTS para aposentados; redução do tempo de contribuição de 20 para 15 anos. São medidas que não diminuem injustiças sociais da reforma, mas serve à demagogia. O que vai arrebentar mesmo com a vida do trabalhador, homem/mulher, impedindo a maioria de aposentar é 35/40 anos de contribuição com 62/ 65 anos de idade, onde o trabalho intermitente e o desemprego elevado tornam a aposentadoria impossível. Outra questão é a aplicação individual na capitalização e a aposentadoria seria de um salário mínimo ou menor.
25 de fevereiro de 2019
A IMPLOSÃO DO DÓLAR
A explosão da dívida dos EUA, a implosão do dólar e do neoliberalismo. As gigantescas contradições do neoliberalismo são crescentes e fortes no país que a glorificou. A trajetória dessa explosão tem data marcada num futuro não distante. Sua fórmula é irreversível: despesas crescentes com segurança e armamentos para sustentar seu modelo imperialista (um repeteco histórico do final de todo império) e exclusão dos ricos e poderosos na divisão do bolo tributário. O resto é consequência, questão de tempo. É saber quem viverá para assistir.
24 de fevereiro de 2019
A LIÇÃO DA VENEZUELA
A maior lição que a Venezuela está passando para o mundo livre, democrático e defensor da justiça social é mostrar que há saída para uma nação e seu povo enfrentar a reação da direita canibal internacional. A força é a consciência política de classe, identificar bem o inimigo, suas diversas ramificações e seus fantoches. Eles dominam enquanto essa consciência inexiste. Lançam sobre o exército inimigo de classe mentiras, desinformações e intrigas. O Brasil está vivendo isso. “Ajuda humanitária” é “lobo mau” vestido de vovozinha querendo engolir as netinhas. Mas o povo venezuelano está armado bélica e ideologicamente. A Globo News e seus inquisidores confundem Venezuela com Iraque, Líbia, Egito, Afeganistão, Síria, que eles dizimaram, mas não é.
23 de fevereiro de 2019
A VOZ ÚNICA
O século XXI trará enormes desafios para a humanidade. O primeiro será como enfrentar a crescente concentração de renda. Atinge o mundo, mas no Brasil dá para antever os estragos, pois atinge em cheio a maioria da população e o clima. Leis sociais e naturais. A arma mais letal desse inimigo da classe trabalhadora é a mídia monopolizada e voz única da elite, pois isola o real do irreal. A partir daí o inimigo de classe tem todas as condições de avançar e assaltar os direitos da maioria (reforma da previdência, trabalhista e outras), os bens naturais e minerais do país. No Brasil esse roteiro é bem claro para uma minoria. O desafio é chegar à maioria.
22 de fevereiro de 2019
A INCÓGNITA VENEZUELA
A falta de limites, mostra a história, derruba poderosos. O império americano, desde o século passado, trata o mundo como seu quintal. Planta e colhe o que quer. Mas tem limite. Não foi o socialismo da URSS, nem de Cuba, onde EUA venceu. Mas surge a China com outra estratégia e um inimigo poderosamente armado, a Rússia, com sua herança nuclear da guerra fria. EUA, repetindo a prática em derrubar governos eleito, está em busca desesperada por energia do petróleo e gás para sustentar seu crescimento. Acaba de fazer com o Brasil, mas surge a Venezuela, preparada ideológica e belicamente. Venezuela negocia estrategicamente seus interesses e independência com duas potências nucleares. O Brasil entreguista entra nessa história como massa de manobra dos interesses dos EUA. Um desfecho imprevisível.
21 de fevereiro de 2019
A PEC DA MALDADE
Na coluna do JB “Coisas da Política”, Cid Benjamin recorre a um amigo especialista em reforma da previdência e ao relatório de Paulo Paim, na CPI da previdência de 2017, para denunciar a atual proposta do governo Bolsonaro, com muita irritação dos pobres que não estão conseguindo perceber as maldades reservadas a si, seus dependentes e às futuras gerações. É muita perversidade numa PEC só. A grande mídia massacra a população com o maior fake news de equilíbrio fiscal da história, da falência das finanças públicas se a reforma não se realizar. Essa situação fiscal vem se arrastando a anos com concessões, perdões e desonerações nas receitas tributárias dos patrões para culpar a previdência, punir o trabalhador e angariar lucros com a transferência e concentração de renda aos mais ricos.
UMA CERTA PERPLEXIDADE
As limitações do capitão já eram conhecidas, tanto pelo mercado financeiro que o elegeu, quanto pela grande mídia e pelos militares convocados para participar do governo. Portanto, até o momento, o projeto das elites neoliberais prossegue, com ou sem o capitão. Iludido nisso só existe o eleitorado, cuja ficha não caiu. Do lado da oposição há uma certa perplexidade com a rapidez dos acontecimentos. De qualquer maneira o povo é e será sempre o termômetro. Precisa acordar e dedicar a mesma atenção à política desse mundo real, que dedica a crenças em outro mundo imprevisível, às TVs dos patrões, ao futebol, pois no futebol, por exemplo, o retorno de lazer leva alguns minutos e na política, excetuando o ar que respiramos, tudo o mais está sob sua absoluta égide.
20 de fevereiro de 2019
A LUTA DE CLASSE
Assim como, na reforma da previdência e outras reformas, como na tributária, a reforma anticrime do ministro, Sérgio Moro, para entender basta seguir o dinheiro. É a histórica luta de classe. Onde está o rico e poderoso a reforma recua. Moro e outras autoridades são caras de pau. Falam uma coisa para atingir o inimigo de classe, mas desdizem quando a classe rica grita. Foi o exemplo bem claro do seu projeto: caixa dois, crime específico de político rico e poderoso, que desvia e não registra no TSE, bilhões de reais recebidos criminosamente, está fora. Não é corrupção, é questão eleitoral. Corrupção e crime organizado são ações de presos, pobres, pretos, favelados, de aviãozinhos. Para esses, o rigor máximo da lei. Os jatos, altos traficantes residentes em coberturas estão fora.
19 de fevereiro de 2019
O BRASIL DESCARRILOU
O Brasil
descarrilou. Notícias aterrorizantes cruzando diariamente o país. O que está
acontecendo, é a estupefação? Seguir o dinheiro pode explicar. Onde e com quem
está? Uma minoria de banqueiros e empresas de investimento, aliadas da grande
mídia, dominam o mercado, a opinião pública e ditam tudo a todos. Essa é a melhor explicação. Desrespeita Constituição, soberania
do voto, domina a justiça, compra políticos afinados. Isoladamente pouco se
pode fazer, só unidos exigindo mudanças. Nada cola contra eles: corrupção, ser da
milícia, usar caixa dois, fake news, laranjas. Tudo dominado. Ditam as regras. Reforma da previdência é ideia fixa. Uma gula
nos trilhões de reais do trabalhador pobre para os bolsos dos
banqueiros. Lucro, sempre lucro, é a epidemia, uma gripe espanhola do século
XXI, que ameaça a existência da maioria.
Antonio Negrão de Sá
17 de fevereiro de 2019
OU PREVIDÊNCIA OU RUA
Quem vai decidir a sorte de Bolsonaro não é o golpe perpetrado à Constituição e ao PT, a prisão de Lula, o caixa dois que o elegeu, as fake news infamantes, os laranjas do gabinete de seus filhos e do próprio gabinete, as inúmeras acusações de corrupção que procedem contra seus ministros, as propostas estapafúrdias de seus ministros, como a mudança da capital de Israel, o antiglobalismo do ministro do exterior, a saída do acordo do clima de Paris, a continência à bandeira americana, as falas da ministra dos Direitos Humanos sobre meninos e meninas, o atraso medieval de seu guru filosófico, Olavo de Carvalho, o que vai decidir seu futuro é se vai conseguir aprovar a reforma da previdência, pelo qual seus patrões do mercado o avalizaram.
AS MENTIRAS SOBRE APOSENTADORIAS
A campanha avassaladora da grande mídia sobre a aposentadoria e a reforma da previdência segue um roteiro eivado de mentiras. As principais são: a) o proposital aumento da expectativa de vida generalizada para todos de 80 anos. Não é isso e nem para todos. b) déficit fiscal da União e Estados, onde omite que as receitas da renda e do capital vem sendo cada vez mais excluídas da arrecadação, além de bilionárias isenções às empresas e a falta de execução de suas dívidas previdenciárias. Com isso, qualquer despesa não resiste, mesmo com tetos, cortes e não vai adiantar privatizações, c) toda a receita da previdência (no Brasil são muitas) precisa de tempo e não pode ser desviada. Desde a ditadura militar de 64 os dirigentes não respeitam a metem a mão no dinheiro da previdência.
ARRASTÃO DA MALDADE
Esse arrastão eleitoral da ultradireita, onde no Brasil ficou excluído apenas o nordeste brasileiro, começou a fazer água com o “abre alas” da “Vale da morte”. Sob o patrocínio do mercado financeiro e da grande mídia monopolizada adubaram a terra, desde 2003, com o fake news do antipetismo. Mas Lula e o PT deixaram marcas profundas registradas para milhões de brasileiros e parte da opinião pública internacional. O embate nos próximos anos será entre uma agenda da mentira e da morte e outra da justiça social e distribuição de renda. Os pseudo-vitoriosos mentem descaradamente apostando no atraso político da maioria. Mas a história mostra que barriga, bolsos vazios e demais injustiças costumam surpreender.
16 de fevereiro de 2019
NEM BOLSONARO NEM MOURÃO
Nem Bolsonaro nem Mourão o povo quer o restabelecimento da ordem jurídica, o respeito à Constituição, à democracia, o fim da farsa e a liberdade de Lula, para que esse possa concorrer à presidência da República e o povo decidir o que é melhor para o país. Não será através de acusação de corrupção que se elege ou se tira um presidente. No Brasil quem manda atualmente é o mercado financeiro, os banqueiros e a grande mídia. Para estes, tanto faz Mourão ou Bolsonaro, desde que a reforma da previdência saia. A reforma da previdência e outras quem tem de decidir seu conteúdo é o povo, através do voto livre e soberano.
15 de fevereiro de 2019
BEBIANO & MERCADO
Essa crise do ministro Bebiano com o presidente Bolsonaro deixa bem claro quem manda, o patrão de tudo e todos: o mercado financeiro, ou seja, os bancos. Golpearam o governo do PT, prenderam Lula, elegeram Bolsonaro. Seus interesses estão bem acima de nação, soberania do voto, democracia, justiça e corrupção. Nesse momento, tudo estruturado nesse fake news gigantesco da reforma da previdência, a “mina de ouro”. Há outros interesses, mas esse é o “carro chefe”. Moral da história: Bebiano não pode cair porque representa uma ameaça a todo o governo e sua estratégia. Bebiano, Bolsonaro, o PSL foram eleitos com recursos de laranjas e outras “maracutaias”. E agora, golpistas, o vidro trincou? Contorçam para salvar o que podem.
14 de fevereiro de 2019
O GOLPE NO GOLPE
O golpe no golpe. Nesse momento se repete o dilema dos golpistas de 64. Quebrada a ordem Constitucional perde-se o controle. Sem regras, interesses escusos, de uma elite, nacional e internacional, se contrapõem com vaidades e cobiças. É óbvio que Bolsonaro não tem mais condições físicas (está com câncer, não se sabe se terminal ou não), mental e preparo para o mais alto cargo da Republica. Serviu num momento. A elite tenta esticar o máximo seu (des)governo e garantir a reforma da previdência para o mercado financeiro, antes de definir o plano B. Só resta aguardar o crescimento das graves contradições em que a elite colocou o Brasil.
13 de fevereiro de 2019
A "PEGADINHA" DA PREVIDÊNCIA
A Globo News concentra a discussão sobre a reforma da previdência na questão da idade: 65, 62 anos, homens e/ou mulheres, etc. Cria um falso dilema para a tomada de decisão de Bolsonaro, uma “pegadinha”. A questão central são os bilhões de reais dos aposentados nos próximos 20/30 anos? Quem e como serão geridos esses recursos, que livra o patrão e coloca apenas o trabalhador numa conta nos bancos privados, chamada de “capitalização”. Uma mina de ouro movimentada pelos bancos por 30 anos cujo rendimento será todo revertido em lucro para os banqueiros. Retira o fundo público e coloca o privado, sem garantia. Um assalto onde o aposentado só vai ter conhecimento daqui 20/30 anos quando receber a aposentadoria. Muitos inferiores ao salário mínimo. Muito suicídio no Chile, onde foi criado esse monstro numa ditadura. E os privilégios: forças armadas, justiça e político, alguém acredita que serão revistos?
O FALSO PACOTE "ANTICIRME"
O pacote “anticrime” de Moro e Bolsonaro é um acirramento do massacre da classe rica contra o trabalhador mais pobre. Corrupção e violência foram os dois pilares principais da campanha Bolsonaro. A corrupção na conta petista e a violência na dos favelados. O pobre e suas lideranças sendo culpados, presos ou fuzilados. O corrupto e criminoso do colarinho branco, da milícia e outros poderosos estão protegidos no pacote do Moro, Bolsonaro, grande mídia e mercado financeiro. Em síntese é isso, um retorno à barbárie. No Rio de Janeiro a população favelada que votou em Bolsonaro, ameaçada pela milícia, deve estar refletindo e sentindo na pele tudo isso.
A AMAZÔNIA É GLOBAL
O governo de ultradireita do Brasil não está na Hungria, nas Filipinas, nem nos EUA também governados por ultradireitistas manipulados pela tecnologia do whatsApp e caixa dois. O Brasil é outro país e tem outra cultura, nem melhor, nem pior, diferente. O capitão e os generais alçados ao poder são remanescentes ideológicos da ditadura militar de 64, época da guerra fria. Vão confirmando o erro grave da anistia de não puni-los no golpe e na tortura. Teimam num retorno político-ideológico da época. Atacam os que se opõem às suas medidas retrógradas, acusando-os de esquerdistas, petistas e até comunistas. O general Heleno, no seu viés ideológico reacionário, jamais entenderá que o clima é global e não foi determinado pelo homem, mas pela natureza. A Amazônia afeta a sobrevivência na terra e todos serão atingidos.
12 de fevereiro de 2019
CIRCO DOS HORRORES
Circo dos horrores é provavelmente o melhor conceito para descrever o Brasil atual. Uma aliança da justiça, polícia, grande mídia, política e a tecnologia, principalmente do whatsApp capturadas pelo mercado financeiro, um capitalismo improdutivo. Tudo escorado no analfabetismo político, nas manipulações, hipocrisias e mentiras das informações. Um quadro dantesco. Inimigos poderosos saqueando e dizimando uma nação e seu povo, que se veem totalmente imobilizados. Quando se pensa que o pior aconteceu, vem algo pior. Uma agenda do mal sem controle. Mas há uma luz no fim do túnel: o convite do PT para Haddad liderar a oposição nacional e realizar caravanas pelo país com a bandeira Lula livre.
11 de fevereiro de 2019
A REPRESSÃO CHEGARÁ A TODOS
Os primeiros dias do governo de ultradireita Bolsonaro dá para verificar que muitos se omitem e “dão de ombros” às suas medidas de perseguição repressiva contra vários segmentos da sociedade, mas breve todos sentirão. Na Alemanha nazista, o pastor luterano, herói de guerra, apoiou Hitler contra os comunistas declarou em seu famoso discurso “E Não Sobrou Ninguém”: “Quando os nazistas levaram os comunistas, calei, porque não era comunista. Quando prenderam os socialdemocratas, calei porque não era socialdemocrata. Quando levaram os sindicalistas, não protestei, porque não era sindicalista. Quando levaram os judeus, não protestei, pois não era judeu. Quando me levaram, não havia mais quem protestasse”. O Brasil atual é isso. Os inimigos mudaram, mas a ideologia e o método são os mesmos.
9 de fevereiro de 2019
TERRA SEM LEI
A capitulação de uma sociedade começa na economia, passa pela política e chega na justiça. Esse é um ciclo natural, para o bem ou para o mal. Na economia capitalista atual um modelo de crescimento cada vez mais concentrador de renda, onde a diferença cresce geometricamente entre ricos e pobres. Na política a representação no parlamento é preenchida pelos que tem mais poder econômico ou seus porta-vozes. A justiça perde parâmetros e se acovarda aos poderosos transformando o país numa “terra sem lei”. No Brasil, o golpe de 2016 dá início a esse ciclo na nova ordem. Os poderosos protegidos e decidindo o legal e o ilegal. Estão imunes. Ocorre que isso tudo precisa ficar muito bem combinado na sociedade e entre os próprios, mas não é o que a história ensina.
8 de fevereiro de 2019
BOLSA DE VALORES O ELDORADO
É inacreditável o quadro político e econômico de irrealidade que chegou a sociedade atual, sob a hegemonia dos bancos e grandes investidores privados. Vive-se uma farsa geral. Bolsa de valores é o templo, o eldorado dos bilionários que aplicam em papéis improdutivos, decidindo quem deve trabalhar, quem deve se aposentar e tudo o mais. Sendo um templo dos ricos, é claro que quando sobe a bolsa estão tendo altos lucros e o povo afundando. Simboliza a escravidão atual. Já usaram o PIB e renda per-capta, misturando ricos e pobres e dividindo. Agora nem dividem, somam. Na maciça publicidade cria um falso dilema do caos quando a bolsa cai. A guilhotina está armada para o trabalhador ao se aposentar e as bolsas vão ter orgasmos.
7 de fevereiro de 2019
ONDE ESTÁ A SAÍDA?
Diariamente baterias de notícias do Brasil e do mundo acontecem e nos bombardeiam. No Brasil acompanhadas de uma falência de valores políticos, sociais, econômicos e morais. Será uma transição? Difícil saber. Hoje, dia 7, outra condenação de Lula. Não há mais nada o que dizer, tudo foi dito. Lula é comprovadamente inocente. A justiça vive um TOC. Constituição e leis desrespeitadas. O que fazer? Depois a notícia repeteco dos fabulosos e imorais lucros de três bancos privados, R$ 60 bilhões, em 2018, enquanto 14 milhões de brasileiros estão desempregados. Uma imoralidade de classe estarrecedora em pleno século XXI. PSDB continua o mesmo: agora no apoio aos poderosos do senado. O caso Queiroz, envolvendo os Bolsonaros, campeões de votos, envolvidos em corrupção e milícias. Como entender esses absurdos?
6 de fevereiro de 2019
TIRA O BODE DA SALA
Uma leitura que se permite fazer na conjuntura política desse momento é que Bolsonaro não volta, está com câncer. O câncer já era do conhecimento dos mais próximos. Nesse raciocínio toda a estratégia de sua campanha foi articulada. A montagem da facada, além tirá-lo da campanha de TV pelo despreparo intelectual e mental, permitiria a nomeação de militares em postos estratégicos, inclusive na vice. A agenda moral dele serviria para obter apoio do eleitor religioso, conservador e despolitizado (corrupção, violência, aborto, gay). A agenda econômica ficaria de fora. Sua morte lançaria a culpa pela facada, repticiamente, no PT. Um enterro a Lá Tancredo, com muita pompa, promovendo o mito. Sobraria para os militares a prioridade com a agenda econômica: petróleo, gás para EUA, previdência e seus bilhões para os bancos. A agende moral de Bolsonaro, útil para ganhar o pleito, que atrapalha a econômica, desceria.
5 de fevereiro de 2019
O ÓDIO AO POBRE
Ódio ao pobre é o que retrata o pacote anticrime do Moro enviado ao Congresso. O policial que matar pobre, negro, favelado, visto que não se faz invasão no Leblon e Ipanema, estará isento de penalidade se ocorrer por medo, surpresa ou emoção policial. Impossível ser mais explícito. Na corrupção eleitoral o óbvio: arrecadar, manter ou movimentar recursos tem de estar registrado na justiça eleitoral? Nas intrigas para acusar o PT confundiram tudo. Caixa dois é crime empresarial, que sonega IR e aplica nos políticos que defendem seus interesses. O político que recebe de caixa dois empresarial e não registra, é propina, é crime Se registra é legal. Investigação de sonegação empresarial compete à justiça. Moro em seu falso moralismo perdoa os poderosos que receberam propinas, para passar o pacote de maldades contra os pobres.
4 de fevereiro de 2019
QUEM MUDA É A RESISTÊNCIA
A história da humanidade é a história da resistência. O conformismo paralisa. Nada muda sem luta e manifestação contrária. Dois casos bem emblemáticos vive a América do Sul atual: o Brasil de Lula e a Venezuela de Maduro. O vilão permanece o mesmo do século passado: o imperialismo dos EUA, com suas forças reacionárias, exploradoras, adubadas por alienação política espalhadas pelo mundo. Nos dois casos, não há argumentos que possam enfrentar o aparato midiático das forças bilionárias da reação. Mas a resistência fica registrada na consciência do povo. A partir daí as forças do mal passam a ser mais observadas. Sua agenda genocida vai ficando mais clara e pesada e as contradições evoluem. É ai que surgem mudanças e avanços.
3 de fevereiro de 2019
A BOLHA DO MERCADO
No Brasil está criada uma bolha gigantesca composta principalmente pelo mercado financeiro e grande mídia. Os três poderes foram capturados. Como toda bolha vai explodir. Questão de tempo. O antipetismo como principal justificativa para a formação da bolha se tornou o principal estuário habilitado na confiança popular para assumir a esperanças de milhões de brasileiros. Deve avaliar bem sua responsabilidade e estratégia nessa hora. Ter um olhar grande. Aproveitar o momento histórico, sem concessões aos áulicos da bolha. Na resistência popular e democrática o PT, de fato e direito, é a popular (mais avançada), negociar com a democrática, mas sem cometer o erro histórico de entregar as mãos. Respeitar a credibilidade do povo.
2 de fevereiro de 2019
AS MENTIRAS CONTRA O PT
As mentiras dos inimigos do PT para golpearem Dilma e prenderem Lula: “O PT comandou a maior roubalheira do país”. As verdades que os inimigos do PT e do povo sonegam: O PIB em 2002- R$ 1,3 trilhão (governo FHC), PIB em 2014- R$ 5,52 (governo Dilma). O Brasil saiu da 13ª. posição de potência mundial para 7ª posição. Salário mínimo, 2002 (FHC) R$ 200, em 2014 (Dilma) R$ 724. Dívida com FMI: 2002, FHC pede US$ 42 bilhões de empréstimo para não quebrar o país. Em 2005 Lula quita essa dívida com FMI. Em 2009 e 2012 o Brasil empresta US$ 20 bilhões ao FMI. Outras realidades que escondem no governo do PT: 40 milhões de brasileiros saem do mapa da fome; 3 milhões de moradias construídas, 60 milhões com atendimento médico, mais universidades do que em 100 anos. Essa é a corrupção que eles tem ódio: a corrupção que distribui renda. Se iludem achando que prisão apaga realidade.
1 de fevereiro de 2019
AS CONSEQUÊNCIAS DE BRUMADINHO
As consequências do rompimento da
barragem de Brumadinho estão apenas começando. Todo o processo de privatização
da Vale está condenado na origem. Houve açodamento do mercado e da grande
mídia, como agora, acontece no governo Bolsonaro com a Petrobras e outras
empresas públicas rentáveis. Governos (transitórios) se apropriam de bens e
patrimônio do Estado (permanente) e entregam para grupos privados explorarem,
sem consultar a população e sem definir regras de uso e fiscalização. Na
mineração o desastre é inevitável e permanente com a destruição e contaminação
do meio ambiente e de vidas humanas. O subsolo em qualquer nação não colonial é
estratégico no seu desenvolvimento. No Brasil uma elite de entreguistas e X-9 faz
dele fonte de lucro e corrupção.
31 de janeiro de 2019
BRASIL KAFKANIANO
Um Brasil kafkaniano é o momento atual. A elite resolveu apostar na alienação. Já possuía a escola e igreja como instrumentos, agora a grande mídia, a tecnologia da informática, correndo por fora a inteligência artificial. Esse é o maior desafio do século XXI: como enfrentar a voz única do reacionarismo, advinda de uma elite radicalmente concentradora de renda. O Brasil é um laboratório. Nação, Constituição, justiça e voto, a partir de 2016 sofreram mudanças de valores e conceitos. Um presidente sem voto e uma caricatura com voto corrompido e manipulado. Tudo possível a partir de um analfabetismo político cientifica e estrategicamente montado. A humanidade sempre avança. É aguardar.
30 de janeiro de 2019
A PERSEGUIÇÃO À LULA
Essa perseguição política à Lula com acusações falsas e intrigas por parte da lava jato e da grande mídia, tem um precedente: Carlos Lacerda, na década de 50, contra Getúlio. Um atentado montado à Lacerda com a morte de um major, foi a gota d´agua para encurralarem e acusarem Getúlio de assassinato e corrupção. Getúlio não resistiu e deu um tiro no peito. Nunca mais Lacerda foi o mesmo até sua morte. Getúlio foi seu fantasma. Moro, os Marinhos e outros perseguem Lula selvagemente, mas Lula não é Getúlio e resiste. Com qualquer desfecho desse caso, Lula, já entrou para a história. Essa perseguição não o enfraquece, ao contrário. O fantasma de Lula cada vez mais acompanhará seus inimigos.
OS CRIMES COM A VALE
Vale, empresa pública entregue a grupo privado, que explora riquezas minerais do riquíssimo subsolo brasileiro, deixa imobilizado o governo ao cometer crimes contra dezenas de brasileiros, por ganância de lucro. Esse é o acordo dos entreguistas brasileiros com a Vale (ex-Vale do Rio Doce) em 1977, num leilão irregular e criminoso, cuja fatura chega aos inocentes. O grupo nomeia um autoritário Conselho de Administração para dirigi-la, com poder absoluto para explorar e, até, matar. Coloquem a “barba de molho”, pois o “Posto Ipiranga” (ministro Guedes) de Bolsonaro tem propostas radicais, com a Petrobras e outras empresas rentáveis do patrimônio público nacional. As consequências só se refletem quando já é tarde.
29 de janeiro de 2019
A VALE NÃO TEM CULPA
A culpa não é da Vale, uma empresa de exploração de minérios do subsolo brasileiro, estratégica no nosso desenvolvimento, assim como é a Petrobras na pesquisa e exploração do petróleo. A responsabilidade desses dois desastres ambientais é de gestão e deveria cair, inicialmente, na conta do governo FHC e seus apoiadores da época, 1997. A Vale foi leiloada arbitrária e irregularmente por 3,3 bilhões, quando seu valor de mercado superava os 100 bilhões. Um assalto. A conta está chegando aos inocentes. Por pressão do mercado e grande mídia, grupos privados adquiriram seus direitos, sem regulação e deveres, visando apenas lucro. Às favas fiscalização, meio-ambiente, segurança, sustentabilidade. Moral da história: essa cobertura no noticiário tem entre seus principais atores muito cinismo e show de hipocrisia.
28 de janeiro de 2019
É TUDO MUITO ESTRANHO
No Brasil atual tudo é muito estranho. Os pensadores, intelectuais, historiadores, artistas, economistas e políticos buscam explicações, principalmente, para onde caminha o país? Não há um entendimento claro. Um fato que poderia dar algum sentido e explicação seria o surgimento do PT e Lula. A elite não soube e não sabe lidar com líderes populares que resistem. Foi assim com Getúlio que resistiu 19 anos pressionado até o suicídio. PT e Lula é o momento, desde seu surgimento como sindicalista e agremiação política. Uma campanha terrorista e feroz de intriga e ódio 24h dia a dia, até o golpe e sua prisão, mas que resiste. Adubaram o terreno e deu no que deu. Alçaram ao poder um ET do mal, que ninguém sabe definir de que se trata, tantos os defeitos, e onde pode chegar. Tragédias no contexto.
27 de janeiro de 2019
AS HIPOCRISIAS NAS TRAGÉDIAS
Um festival de hipocrisias de atores diversos aparecem sempre nesses momentos de tragédias, como o rompimento da barragem de Brumadinho (MG). São eles: Globo News colocando seus atores 24h em cena, lamentando o acidente, mas buscando audiência na tragédia. É conivente pela sórdida campanha de privatização da Vale e a falta de regulação e fiscalização das riqueza minerais do país. A direção da Vale, os auditores independentes contratados e a Agência Nacional de Mineração (ANM) que avalizaram a “Declaração de Condição e Estabilidade à Mineradora”. Nesse teatro de horror e cinismo aparece também a justiça aplicando multas altíssimas, no calor da tragédia, mas logo revogadas, bem como, indenizações, pelos advogados caríssimos da mineradora. Bolsonaro, entra em cena lamentando as vítimas, mas tendo amplamente anunciado a suspensão das multas ambientais.
26 de janeiro de 2019
A BARRAGEM ASSASSINA NEOLIBERAL
Os militares sabem: na guerra as teorias e manuais pagam com a vida o choque com a realidade. Na paz também é assim. Essa segunda tragédia com mineradoras da Vale é resultado da teoria do Estado mínimo. Governos neoliberais levam o Estado à falência retirando suas receitas, com isenções, retirada de impostos e perdão de dívidas dos empresários. Conclusão: cortes inconsequentes e criminosos em áreas prioritárias, como, no caso, o meio ambiente. Essa é a intenção e o programa amplamente divulgado pelo novo governo Bolsonaro. Vem as mortes nas barragens. VAI recuar? Difícil, não está na linha de frente.
25 de janeiro de 2019
RESISTA, MADURO!
A resistência do presidente da Venezuela representa uma esperança para bilhões de seres humanos no mundo que vivem na mais absoluta pobreza, esmagados por mentiras e exploração dos poderosos e que tem nos EUA a tirania maior. Foi assim no século passado. O recuo das forças democráticas e populares aumentaram a destruição, mortes e desesperanças. Parabéns Maduro, sua resistência, com qualquer desfecho, serve de lição e farol para outros povos, que possivelmente enfrentarão problemas similares, cedo ou tarde. O Brasil vive resistência semelhante. Essas mesmas forças golpistas derrubaram uma presidente legítima e prenderam seu líder operário e político, mas ele resiste. Com isso, a direita e ultradireita golpistas se expõem ao julgamento popular que é quem, em última instância, terá de decidir.
24 de janeiro de 2019
CAPITALIZAÇÃO E PETRÓLEO OS ELDORADOS
O chavão de Bolsonaro seria mais real se fosse: “Brasil acima de tudo, banco e petróleo acima de todos”. Dessa forma estaria mais integrado com a Globo News, o mercado e EUA do que com os fundamentalistas pentecostais. Dois eldorados movem hoje os donos do dinheiro no mundo: a capitalização na previdência e o petróleo. Na previdência esperam abrir milhões de contas e bilhões de reais dos trabalhadores para movimentarem a seu bel prazer por 30 anos, no que chamam de capitalização. Depois desse tempo o saldo é o que menos importa e o aposentado que morra ou se suicide. Petróleo e gás é a energia que toca 90% da economia dos EUA. Todos países que possuem grandes reservas de petróleo são inimigos, exceto quem lhes facilita. Brasil do pré-sal dançou, com o apoio da elite entreguista e X-9. Agora é a vez da Venezuela.
BOLSONAROS E MILÍCIAS
Cid Benjamim, na coluna do JB “Coisas da Política”, deixa bem evidente como se deu o histórico das milícias no Rio de Janeiro e as fortes evidências do envolvimento dos Bolsonaros na sua ação. Cita fatos e declarações irrefutáveis dos Bolsonaros. Basta acompanhar os discursos e as atitudes do pai, Jair Bolsonaro, enquanto deputado e candidato à presidência, para verificar que os filhos apenas seguem sua educação e formação. Segundo, Cid Benjamim, milícia é o ovo da serpente. Não precisa ser “vidente”, analista ou cientista político para perceber o tamanho do pepino que a elite brasileira e/ou estrangeira colocou o Brasil nessas eleições, sendo a grande mídia sua principal arma. Nesse momento, foca seu ódio no golpe à Venezuela, como se o Brasil, após o golpe à Dilma e a prisão de Lula, vivesse em “céu de brigadeiro”.
23 de janeiro de 2019
GLOBO E GOEBBELS
Impressiona o massacre no noticiário da Globo News para derrubar o governo venezuelano e implantar a reforma da previdência no Brasil. A liberdade de imprensa foi para o espaço. É voz única no convencimento. Petróleo e gás venezuelano para os EUA e receita dos milhões de trabalhadores brasileiros para capitalização dos bancos. Interesses comerciais espúrios que atentam contra Nações, Constituição, eleição e voto. Que se lixem os princípios democráticos e de liberdade. Goebbels, ministro de propaganda do nazismo, fez escola. O Globo leva vantagem, pois tem no monopólio de todas as mídias no território nacional o que Goebbels inicialmente não tinha. Esse poder do Globo acovarda e afasta qualquer oposição. Resta saber até quando e quem vai colocar guiso e limite nesse monstro que representa uma ameaça a todos.
AS MAZELAS DOS BOLSONAROS
Fica cada vez mais difícil a família Bolsonaro dar explicações sobre o que não tem explicações. O filho, Flávio, ou confirma o uso do “toma lá dá cá” entre seus assessores fantasmas e não fantasmas, com o uso do dinheiro público para enriquecimento ou acerta um acordo com o MPRJ para o processo ficar esquentando na geladeira até o fim de seu mandato. Sua relação com a milícia pode explicar o porquê do caso Marielle continuar sem solução até hoje. Seu pai, o Jair, vai a uma reunião das raposas em Davos e abre o galinheiro. Os integrantes desse encontro chegam de jato particular e helicópteros, a nata da exploração mundial. O presidente brasileiro, um despreparado, eleito por golpistas e falcatruas eleitorais por ser contra o PT, se sentindo mito, fala bobagens, envergonha o país e o vende como um camelô, entregando suas riquezas e seu patrimônio.
22 de janeiro de 2019
O PODER DO CAPITAL FINANCEIRO
Quem manda e decide os destinos do mundo atual é o capital financeiro (bancos e instituições financeiras). Mas diferente do escravismo, feudalismo, capitalismo comercial e industrial, o financeiro assume uma concentração de renda extremamente desproporcional à maioria esmagadora da população. Algumas centenas de pessoas controlam mais de 50% da renda mundial de bilhões de seres humanos e cresce geometricamente sem controle, com a globalização e a internet. O monstro está solto e o guiso no pescoço ninguém se habilita. Não existe regulação, nem tributação. Todos habitantes da terra são devedores de bilhões ou trilhões de dólares enquanto nação. Com isso, desrespeitam nações, constituições, eleitores e organizações multilaterais. O mundo vive esse drama e o Brasil de Bolsonaro representa eles, assim como, os EUA de Trump. Sem entender e resolver isso não se soluciona o enigma político.
21 de janeiro de 2019
A BABEL IDEOLÓGICA
O governo Bolsonaro não precisa de oposição, nem do PT para torná-lo em poucos meses uma caricatura do que a população manipulada elegeu. No seu interior várias discórdias, divisões e contradições crescem dia a dia. A opinião pública politizada já identificou a origem da babel nas divisões entre os lavajatistas, o político (de Onyx), os militares, os fundamentalistas pentecostais, os neoliberais radicais, os seguidores do ultrarreacionário Olavo de Carvalho. Tudo isso sem ter ainda entrado em cena o Congresso, com seus políticos marginalizados e o aprofundamento das investigações do filho, Flávio Bolsonaro, nas máfias de funcionários fantasmas e “toma lá dá cá” salarial. O Globo e a grande mídia são os principais artífices dessa centopeia, podem interromper ou adiar o processo, dependendo de seus interesses, suas publicidades, mas a fatura, cedo ou tarde, vai chegar.
20 de janeiro de 2019
APOIO DA ESQUERDA À MAIA
A esquerda apoiar o candidato à presidência da Câmara, Rodrigo Maia, da direita e comprometido com a agenda econômica da ultradireita, é um erro. O bem sucedido governador do Maranhão do PCdo B, Flávio Dino, em entrevista ao JB, defende o apoio “O que se busca é um presidente da Câmara que respeite a minoria, respeite o Regimento Interno (RI)”, “Não apoie qualquer coisa que restrinja o papel da oposição”. São preocupações do Flávio Dino, respeitadas, mas equivocadas. Confunde milhões de eleitores que confiaram e confiam na esquerda. Como explicar e de que serve essa aproximação por razões regimentais e constitucionais, de prerrogativas parlamentares, respeito à oposição, quando o presidente da Câmara estiver votando e tirando direitos adquiridos de milhões de trabalhadores?
19 de janeiro de 2019
IMAGINE SE O COAF PEGASSE LULINHA?
Por suposição, imagine se ao invés de Bolsonaro, Lula tivesse sido eleito presidente da República em 2019 e seu filho, Lulinha, eleito senador e que o MPFRJ ao requerer ao Conselho de Atividades Financeiras, (Coaf) informações sobre dados sigilosos descobrisse oficialmente a existência de um esquema de nomeação de funcionários fantasmas no gabinete do Lulinha, envolvendo milhões de reais? Que nesses repasses de recursos dos fantasmas estivesse a esposa de Lula com cheque de R$ 24 mil reais? Adiantaria Lula dizer que esse recurso foi um empréstimo? Adiantaria Lulinha dizer que não tem nada com isso, que foi coisa de seu assessor e ele não deve explicações, pois não é o investigado? E se Lulinha e seu assessor ainda faltassem as audiências onde dariam explicações? No mínimo, um impeachment contra Lula e a perda de mandato de Lulinha. Essa (in)justiça é o que prevalece.
18 de janeiro de 2019
TÉCNICO E POLÍTICO
Entre as inúmeras contradições que transformam o governo de Bolsonaro um túnel escuro e imprevisível estão as nomeações ditas técnicas se contrapondo ao seu discurso tolo e irreal de campanha contra os políticos e a política em geral. Só muita ingenuidade política pode acreditar que um governo eleito pelo voto pode viver em harmonia sem indicações políticas. É só aguardar o início da legislatura. Ainda mais que técnico para Bolsonaro são indicações basicamente de generais, civis com ideologias de ultradireita e religiosos fundamentalistas. Impossível dar certo. Dessa vez, a elite com o ódio e perseguição ao PT deu um “tiro no pé”. Se insistir no erro a fatura pode ficar muito alta. É aguardar o contorcionismo que vai fazer para sustentar essa aventura.
17 de janeiro de 2019
WESTERN À BRASILEIRA
Dando sequência ao seu programa de regressão aos tempos idos, o Bozo, volta a 1860 nos EUA, onde os cowboys representavam a justiça, a lei, a ordem, no velho Oeste americano. Naturalmente existiam os cowboys do bem e do mal, mas todos armados decidindo seus direitos. Os EUA usaram muito esse cenário cinematográfico de um oeste selvagem e inóspito, para comparar entre o Ocidente do bem e o Oriente do mal na guerra fria. A formação do Bozo, entre outras lavagens, traz essa do cinema. Só quem acredita nessa teoria de armar o povo para se defender, no mundo atual, são os americanos, exatamente por essa influência histórica. O Brasil vai pagar um preço alto pela eleição fraudada e irregular do Bozo.
DESINFORMAÇÃO E DESPOLITIZAÇÃO
Sem dúvida, a desinformação e despolitização da maioria da população é a principal e mais poderosa arma que permitiu e permite a elite (os ricos) escravizadora e exploradora se manter no poder por séculos. Política ou economia é algo complexo que exige informação correta e acompanhamento. É tudo que a elite não permite, pois sabe que esse será o início de seu declínio. Sobra para o cidadão, o eleitor os resultados dessas políticas econômicas carregados de fake news. Hoje, por exemplo, o governo publica o orçamento de 2019, menor do que 2018. Qual é a estratégia? Primeiro, reduziram propositalmente as receitas (perdoando e retirando deveres e responsabilidades das elites), depois, dizem ser obrigados a reduzir despesas. Com isso, justificam cortar gastos socais, privatizar, tirar direitos dos trabalhadores, emitir títulos da união para os banqueiros e aumentar a dívida pública, que o povo paga sem saber.
16 de janeiro de 2019
A UNIDADE DE ESQUERDA
A tão decantada falta de união das esquerdas tem mais um capítulo nesse momento político, quando surpreendentemente a ultradireita assume a presidência da República. O Congresso Nacional podia fazer uma diferença, mas a presidência da Câmara já declarou apoio a agenda econômica, que pretende saquear direitos do trabalhador e das riquezas do país. Diante desse inimigo de classe poderoso, que historicamente sempre aterrorizou a população mais humilde, surgem alternativas difíceis para a esquerda, e se esvai a unidade. Duas leituras, pelo menos, podem explicar essas dificuldades: uma, a conciliação para evitar uma “porrada” maior no trabalhador e seus direitos e outra, a pouca representação na base popular que impede uma posição mais firme a seu favor. O PT é um caso à parte na nossa história. Alçou à presidência da República por treze anos, distribuiu renda e obteve o apoio de milhões. Um novo ciclo.
15 de janeiro de 2019
O CASO BATTISTI
Seria muito cômodo e fácil líderes de esquerda e democratas se omitirem nesse caso Cesare Battisti, acusado sem provas concretas, de assassinatos durante a guerra fria na Itália. Inúmeros são os caso de atentados na época provocados e fomentados pela direita para culpar a esquerda. No Brasil houve o caso do Riocentro, que seria uma tragédia e cuja culpa seria atribuída à esquerda. Outros, como da OAB e Câmara Municipal. Desses atentados saiam as acusações a opositores e gente de esquerda, onde a justiça já estava comprometida, muitas vezes militar como no Brasil. Mas para entender essas sórdidas acusações o brasileiro não precisa retroceder décadas, basta analisar o presente, o que fazem com o PT e seus líderes. Acusam sem prova e massacram 24h na grande mídia. Foi assim e é assim. O novo governo brasileiro já acusava antes de ganhar a eleição fraudada. Imagine agora o que vem por aí?
PRESIDÊNCIA DA CÂMARA
Rodrigo Maia, candidato à presidência da Câmara de Deputados pelo DEM, com apoio do partido de Bolsonaro, o PSL, declarou, para obter o apoio da esquerda e principalmente do PT, que “a presidência da Câmara não é de governo nem de oposição”. Nenhuma presidência é, mas o presidente sim. Ao fechar acordo com o PSL de Bolsonaro, de ultradireita, a direita de Maia encampa um programa que vai massacrar direitos do trabalhador e saquear nossas riquezas para entregar a grupos privados. Seria e será suicídio político, além de traição aos eleitores em sua maioria, apoiar esse retrocesso civilizatório. Que por golpes e espertezas consigam implementar esses crimes, mas sem o aval da esquerda consequente e honesta. Ao cidadão caberá o julgamento.
14 de janeiro de 2019
A "FACADA"
A “Facada” em Bolsonaro seria facilmente desmoralizada se a justiça não estivesse tão de joelhos e mesmo acovardada com todos os fatos políticos que ocorrem ultimamente no Brasil. A filmagem, os vídeos do ato em si estão rodando redes sociais e mostram quem foi quem, o que disseram e fizeram para chegar a essa farsa. Com o avanço da tecnologia seria fácil desvendar tudo. Mas isso é outra história. O sigilo da direita pode ter outra versão: um plano B, para se desfazer de Bolsonaro, após cumprir sua tarefa de desmontar o Estado, reformar a previdência, privatizar estatais rentáveis, transferir para corporações americanas petróleo, gás, demais riquezas minerais e naturais. A direita sabe do seu despreparo para o cargo maior e o risco que representa em fortalecer um retorno do PT. O que virá é uma incógnita. Controle absoluto da informação ainda dá à direita esse trunfo. A questão é medir o “time” certo.
13 de janeiro de 2019
A ENTREVISTA DE CIRO NO JB
A entrevista de Ciro Gomes no JB tem algumas leituras, mas, acima de tudo, representa uma cautela da direita, próxima da produção e indústria, com a insegurança do quadro político atual. Representa também o receio que o PT ocupe o espaço principal de oposição à direita e ultradireita, principalmente pelas movimentações que vem tendo a presidente do PT, Gleisi Hoffman, não tomando conhecimento dos cem dias de trégua ao novo governo. Nesse período, marcou presença não indo a posse de Bolsonaro e esteve presente na posse de Maduro. O establisment sentiu o golpe. Ao que tudo indica, Lula, se afasta do “Lulinha paz e amor” e destrava algumas ilusões de classe para enfrentar o novo quadro. Se direita e ultradireita imaginam que com Lula preso se livram dele e do PT, vão ter de combinar com o povo.
12 de janeiro de 2019
A MILITARIZAÇÃO
A militarização atual do poder civil no Brasil, sem dúvida, trará muitas dores de cabeça ao país e ao povo. A formação militar foi montada para a guerra onde tempo, vida e obediência precisam ser imediatas. No Brasil, que só enfrentou até hoje uma guerra no século XIX, essa obediência imposta ao civis é um retrocesso. Brasil não vive uma guerra. O novo comandante do exército declarou que o sistema previdenciário das forças armadas não seja modificado. Pronto. Sendo o presidente da República, o vice e os ministros militares, quem acredita que essa reforma chegará aos militares? Essa concepção militar será rotina: ordenou, obedece. A fatura desse retrocesso político, falta muita consciência política sobre, recai na elite do atraso do campo, aliada à produção e ao mercado financeiro. Crise e elite no Brasil são sinônimos.
11 de janeiro de 2019
POSSE DE MADURO
Politicamente correta a presença do PT na posse de Nicolás Maduro, presidente eleito da Venezuela. Discordar e não reconhecer o processo eleitoral de um país é muito grave. Os 14 países de Lima já tiveram várias eleições contestadas, nacional e internacionalmente, e não há precedente na história de reunião para se imiscuir em sua soberania. A autodeterminação sempre foi respeitada. Cada país paga por suas escolhas, não com interferências. Gleisi Hoffman representa esse princípio na posse. Além do mais, o Brasil nunca poderia contestar uma eleição como a de Maduro. É notório que no Brasil houve um grave atentado à democracia, desde o golpe de Dilma, a prisão sem provas de Lula e a eleição fraudada de Bolsonaro, por caixa 2 e fake news. Uma eleição ilegítima sob todos os aspectos. O Brasil precisa manter distância e jamais conciliar com qualquer governo de ultradireita. O futuro e o eleitor é que julgarão as ações
10 de janeiro de 2019
PRIVILÉGIO NA PREVIDÊNCIA
Na previdência as três áreas privilegiadas são conhecidas: militar, justiça e política. O corporativismo é gigantesco e intocável. Os militares já enviaram sua defesa: “nossa atividade é atípica, exige muito esforço físico para garantir a lei, a ordem e a preparação para enfrentar o inimigo externo”. Historicamente esse inimigo externo é ficção. A única guerra que o Brasil participou foi no século XIX, contra o Paraguai e com dois aliados. Quase perdeu. Hoje uma guerra seria inviável. A guerra que o Brasil enfrenta é a fome, injustiça e desemprego. Por que, em períodos de paz, manter essa estrutura onerosa de guerra? Para que tanto esforço físico, materiais e imóveis? E por que esse esforço físico não permite se aposentar aos 65 anos e contribuir como todos? Que atividades e esforços são esses, maior que um trabalhador rural? Impossível. Na ditadura de 64, os três ministérios militares gastavam o dobro dos treze civis.
9 de janeiro de 2019
VENEZUELA E PREVIDÊNCIA
Venezuela e previdência se tornaram as notícias principais da grande mídia, capitaneada pela rede Globo. Temas prioritários porque atende os interesses do mercado financeiro global e os EUA na sua gula doentia por energia, petróleo, gás. Na previdência os olhos crescem com a mina de ouro advinda da contribuição bilionária das aposentadorias dos trabalhadores. Bilhões de reais para serem movimentados nos chamados fundos de capitalização dos bancos privados. Excomungados quando flui para o erário público e cobiçados quando aplicados nos bancos privados. Venezuela, é a “bola da vez” do mesmo ataque covarde por parte dos EUA, que sofreram e sofrem países, como: Iraque, Líbia, Irã, Síria, Brasil do pré-sal e outros com grandes reservas de petróleo. Seus governantes recebem acusações diárias de corruptos e ditadores por uma mídia venal, sem escrúpulo e sem moral.
8 de janeiro de 2019
BOLSONARO E O MERCADO
Ficou claro durante a campanha eleitoral à presidência da República que Bolsonaro seria usado pelo mercado financeiro ou de capital se quisesse chegar à presidência. O pseudoatentado de facada teve esse propósito: apoio total do mercado e da mídia à sua candidatura, desde que deixasse livre para avançar na defesa absoluta de seus interesses. Eleito, o quadro se confirma: política econômica é assunto somente para o mercado, o ministro Guedes e a grande mídia. “Isso é economia, estúpido!”, dizem. Seu quadrado são as baboseiras morais e seu fundamentalismo ideológico. Impressiona o poder de manipulação atual dessa elite. Falharam no 1º. golpe com Temer, mas tentam se recuperar no 2º golpe, com Bolsonaro. O eleitor despolitizado é mais uma vez a principal vítima. Levado pela grande mídia a condenar a corrupção na política sofre outra corrupção mais grave e invisível, nos seus direitos e interesses.
6 de janeiro de 2019
O PT NÃO PODE DELEGAR
O Brasil possui uma situação bem peculiar na política: toda direita, ultradireita e setores alinhados às elites colocaram o PT e Lula como seus inimigos principais. Essa eleição foi isso. Qual o programa dessa direita? Perseguir negros, pobres, mulheres, índios, gays, sindicalistas e movimentos sociais, desmontar o Estado social e entregar suas riquezas. Para vencer a eleição e impor esse programa tiveram de golpear a democracia, perseguir e prender seus líderes. Se esquerda é defender esse patrimônio o PT deve assumir esse campo, assim como, a direita assume o contrário. Não é hora de recuar e correr o risco de trair os 30 milhões de votos que confiaram no PT e no seu programa. Jamais delegar para qualquer outra força essa responsabilidade. É hora de politicamente o PT dar uma aula gigante para esses 30 milhões de eleitores e mostrar para a população o que é ser direita e esquerda e o que cada um propõem.
CAI A AUTODETERMINAÇÃO DOS PVOS
Com a pressão do Grupo de Lima contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, cai mais uma barreira para o avanço da ideologia da ultradireita no mundo: a autodeterminação dos povos. A pressão política e econômica contra a Venezuela se dá internamente pelo fim da soberania do voto, pelo boicote econômico das empresas privadas e, externamente, pela derrubada das garantias da autodeterminação dos povos. Essa transgressão e subversão de valores se radicaliza, após a eleição fraudada de fake news de Trump nos EUA e de Bolsonaro, no Brasil. É tão contraditória, acintosa, absurda e autoritária a medida que nenhum argumento legal, constitucional e real tem força para impedi-la. Nesse momento, o mundo caminha para uma terra de ninguém, mas não se deve perder a esperança, pois as contradições e sua fatura, em breve, se voltarão contra países que as defendem. A história sempre evolui.
ATÉ BREVE, TEREZ\A CRUVINEL
Foi com enorme pesar que o leitor do JB tomou conhecimento do afastamento de Tereza Cruvinel da coluna “Coisas da Política”. Pelo conteúdo crítico de suas mensagens ao novo governo, é difícil não imaginar pressões políticas. Durante a ditadura militar as redações dos jornais eram muitas vezes dirigidas pelo pessoal da esquerda. Os donos recebiam pressões, alguns resistiam, outros não. Há uma mudança radical na economia e na política mundial. Uma brutal concentração da renda. A grande mídia brasileira foi tomada por essa peste fatal. A voz única desses veículos (no Brasil seis famílias), compete em reacionarismo, defende interesses escusos do mercado financeiro e dos EUA e se aliou a ultradireita, como única alternativa de derrotar o PT. Sem dúvida, Tereza Cruvinel vai fazer muita falta à democracia, à justiça ausentes nesses veículos.
4 de janeiro de 2019
VIÉS IDEOLÓGICO DE BOLSONARO
É fácil entender o significado de viés ideológico para Bolsonaro. Viés ideológico tem um caráter notoriamente de classe. Ocorre que Bolsonaro veio da repressão da ditadura militar, da época da guerra fria, onde por lavagem cerebral, se ensinava que ideologia possuía apenas o inimigo dos ricos: o trabalhador. Ideologia é de classe. Cada classe tem a sua. A confusão e alienação de Bolsonaro, nesse conceito, é a mesma que propagam para milhões de brasileiros despolitizados, sem consciência de classe. Com isso, milhões de trabalhadores defendem a ideologia do patrão, dos ricos que almeja explorá-los. É rico em exemplos o programa Bolsonaro, mas pegando apenas um: o pente-fino no INSS. Governo vai cancelar na despesa benefícios previdenciários e assistenciais irregulares, do lado do trabalhador. Por que na receita não corrige as bilionárias isenções fiscais, bem como, cobrança das dívidas dos ricos
3 de janeiro de 2019
E AGORA, DIREITA?
A elite criou um monstro que é uma ameaça a todos. Seu viés ideológico (todo social é coisa de esquerda e comunista) impede falar de pobreza, justiça social, distribuição de renda, direitos sociais, imposto progressivo, Estado do Bem-Estar Social, organizações sociais, clima, áreas indígenas. Impede Legislativo e Judiciário de exercerem a plenitude de suas funções, a liberdade de ensino, de imprensa, de opinião, de organização. Toda a elite (colonial, do mercado financeiro e da ultradireita) terá de vestir o viés ideológico radical sob o comando da ultradireita ou fazer alguma autocrítica, antes que o povo desperte. Difícil autocrítica de direita, que só vê o agora, o lucro, o ganho fácil. Nesse momento estão em êxtase. Há um acordo claro: Bolsonaro (um boneco) investe no seu moralismo retrógrado e inútil, entrega a economia para o mercado e o petróleo, energia e gás para os EUA e suas corporações.
2 de janeiro de 2019
A FORÇA DE LULA ESTÁ NA RESISTÊNCIA
A ditadura não durou 21 anos como se propaga, mas 25 anos (de 64 a 89), com a imposição pelo ministro do exército de Sarney, como substituto de Tancredo e vai até 89 com as eleições. Nesse processo se abre um novo ciclo na história com a presença na política do operário e líder sindical Lula. Candidato persistente por quatro vezes chega à presidência em 2003, governa direta e indiretamente 13 anos. A partir daí está colocada uma cunha enorme para as elites resolverem. Lula governa com honestidade, respeitando as leis, o mercado, a soberania do voto, distribui renda e não reduz o lucros das elites, ao contrário, todos ganham. Um Robin Hood inédito, do século XXI. Está formado um enigma para as elites: como enfrentá-lo? A direita captura quem se opõem a ele, caso de FHC e outros. A acusação de corrupto, sem provas, não cola. Para 2019 elegem com golpe a ultradireita para acusá-lo, junto com seus adeptos, de viés ideológico.
29 de dezembro de 2018
FORA DA POSSE
Politicamente correta a decisão do PT de se ausentar da posse do presidente, por razões óbvias expostas. Não existe chance política a qualquer partido de oposição no Brasil se aproximar ou conciliar com o novo governo. O despreparo do novo presidente é notório. Seu programa um grave retrocesso civilizatório. Sua eleição pautada no antipetismo escondendo o econômico do eleitor. Um acerto com o eleitor é, ao que indica, para onde caminha o Brasil. De um lado, uma elite com fortes resquícios colonial escravista da Casa Grande, aliada ao mercado financeiro neoliberal e a ultradireita, do outro, um povo cada vez mais espezinhado, mas que dessa vez teve e tem um projeto claro de cidadania demonstrado em treze anos de governo do PT. Por mais que difamem e prendam a realidade não será desfeita, ao contrário, mas mais acentuada.
28 de dezembro de 2018
HAVEMOS TERRORISTA!
Um Estado terrorista é o que, tudo leva a acreditar, vem por aí. E qual é a característica base desse Estado? Arranjar ameaças para justificar a repressão. Uma réplica do que se viveu na ditadura de 64, onde a ameaça a todos provinha do comunismo. Criam os fantasmas e partem para a guerra. Agora é a ameaça ao Bozo. “Querem acabar com ele”, declarou seu filho. A posse virou um ato de guerra que dá a exata medida de como será o governo daqui para frente. Atentados terroristas vão surgir constantemente, sob a égide e controle do Estado policialesco. O limite disso ninguém pode prever, 2019 não é 1964. A maioria da população vai cobrar é emprego, salário, saúde, educação e moradia. É para isso que cria expectativa.
27 de dezembro de 2018
QUEIROZ E PAPAI NOEL
Há uma certa perplexidade com o nível mental desses novos moradores do Palácio Central. Se fosse levado para a arte teatral seria enquadrado como Teatro do Absurdo. É impressionante como a partir do 1º turno das eleições o Brasil sofreu uma captura total da inteligência. A partir daí um tsunami de desonestidade tomou conta do processo eleitoral e elegeu homens de outros séculos para comandar um país no século XXI. Impossível prever o que vai acontecer. Essa história do Queiroz é de chorar ou rir, se for humor negro. O Brasil a partir do dia 1º de janeiro é imprevisível. Na história é algo inédito eleger alguém simplesmente por ser contra. E mais grave, contra uma experiência de governo das melhores da história. Haja contorcionismo.
26 de dezembro de 2018
INTELIGÊNCIA NÃO ´PE BISBILHOTAR
- “Inteligência não é bisbilhotar” foi o que disse o futuro chefe do Gabinete Institucional (GSI) do presidente Bolsonaro, general Augusto Heleno. Disse que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) não terá viés ideológico, mas isso ele precisa combinar com seu chefe que vê ideologia comunista e de esquerda em tudo e todos que contrariam seus pensamentos retrógrados da época da guerra fria e da ditadura militar. Alguém não está falando a verdade. A origem da Abin é política, substituiu o criminoso SNI, das torturas durante a ditadura militar de 64, criatura do general Golbery. Sob a alegação de segurança nacional é uma caixa preta. Ninguém sabe seus custos para que serve e todos a temem, inclusive aliados. Não ajuda no combate ao crime, nem na corrupção. Mas muito provavelmente está infiltrada em todos os movimentos sociais.
NÃO TEMAM OS "VALENTÕES"
Lula enviou uma carta no Natal aos militantes: “O ódio pode estar na moda, mas não temam os que posam de Valentões. A oposição vai passar e a verdadeira mensagem de Jesus, um marceneiro que foi perseguido pelos vendilhões do templo, pelos soldados e pelos promotores dos poderosos, vai continuar a ecoar em cada Natal: uma mensagem de amor, fraternidade, e de esperança. A luta por um mundo melhor continua”. Nesse Natal não pode estar com a família, filhos, netos, mas não está sozinho. Está com a vigília de todo o Brasil que clama por justiça e um país melhor.
23 de dezembro de 2018
OPOSIÇÃO EM 2019
A oposição em 2019 está se organizando. Vai se definindo na medida que o inimigo também se define. PDT, PSB, PCdo B iniciaram as conversas. PT foi eleito como inimigo principal do bolsonarismo e do neoliberalismo. Portanto, o maior “cabo eleitoral” do PT serão as medidas “ideológicas” e “draconianas” amplamente divulgadas pelo novo presidente. O raciocínio é simples e lógico: se o PT é o maior inimigo, tudo que o eleito aprovar ou tentar aprovar com sua política precisa do aval do eleitor, do contrário, vão entender que o inimigo é o amigo. Um fato novo em 2019 é a oposição, seja de esquerda, popular ou democrática não será de cúpula. Terá de buscar raízes na sociedade. Um processo bem diferente de 64. O mundo é outro. O inimigo é outro. A situação é outra. Os erros e acertos serão diferentes.
22 de dezembro de 2018
O ENGODO DA AUSTERIDADE
A tão propagada austeridade pregada intensamente pela voz única da grande mídia é uma farsa para iludir o cidadão e permitir mais lucros aos rentistas (os que vivem de renda). Simples entender: a meta é fechar o Estado e entregar as chaves para grupos econômicos privados explorarem seus serviços. A estratégia é evidente: saque nas receitas do Estado com isenções, subvenções e redução de impostos dos empresários, perdão de dívidas bilionárias e leniência com os desvios por corrupção, cujos os recursos jamais retornam. Depois se faz um carnaval no noticiário sobre a crise fiscal e a falta de recursos para pagar os compromissos. Sem receita a única saída óbvia é cortar gastos. Os cortes, ganha um brinde quem acertar, atinge áreas que o pobre mais necessita: educação, saúde, moradia, benefícios, cultura, etc.
A APOSTA NA IGNORÂNCIA
A direita tradicional aliada a ultradireita subestimam a inteligência da maioria da população. Como tem o controle quase absoluto dos meios de comunicação dão de ombros e fazem o que bem entendem. Desconhecem e desconsideram Constituição, soberania do voto e justiça. São diários os exemplos, desde o mensalão. A impressão é que apenas uns 10% da população tem informação crítica e política sobre os fatos atuais. É nessa bolha gigantesca de 90% da população que o Brasil irá definir seu futuro e seu destino. Há nessa bolha uns 40/50 milhões de brasileiros que foram beneficiados com os programas sociais do PT, Lula e Dilma, mas sua capacidade organizativa é muito baixa. A classe média que tem um poder maior de manifestação teve grande parte capturada pelo sistema. Agora é aguardar e resistir para ver como essas forças reagirão ao novo governo e sua agenda genocida.
21 de dezembro de 2018
MASSIFICAÇÃO
Segundo os dicionários massificação “é um processo pelo qual valores e objetos antes restritos a grupos de elite tornam-se populares”. Na sociedade moderna há essa padronização de opiniões, valores e gostos. Um fenômeno que ocorre no mundo atual, mais do que em qualquer outra época. Isso porque a classe rica concentra mais riqueza, gerando mais pobreza. Temendo reações e rebeliões a elite corre para controlar os meios de comunicação. Bilionários adquirem veículos para massificar e passar sua opinião. Só assim se entende a eleição de Bolsonaro. Se massificou que a política é toda corrupta, que o PT comandava a corrupção e que pobre, negro e favelado é traficante e bandido. Levantaram a bola e Bolsonaro chutou contra o PT, contra a política em geral e contra o pobre favelado. Resultado: é eleito para presidente um capitão que, se passasse por qualquer teste psicotécnico, seria reprovado. Agora é ver o estrago.
A FATURA DA ELITE
A elite brasileira tem uma conta enorme a ajustar com a população brasileira, desde a escravidão. Desde então tripudia e massacra o povo trabalhador, negro e pobre. Em pleno século XXI não percebe que os tempos são outros e aperta o torniquete no pescoço de 99% da população. Esse embate com o PT e Lula traduz bem esse autoritarismo. Querem impor um saque a todo o país por bem ou por mal. Perderam os limites. Colocam o Estado a seu serviço, usando forças armadas e justiça. O Poder Legislativo manipulam, o executivo golpeiam. A grande diferença dessa vez é PT e Lula. Diferente do PTB de Getúlio e Jango. Lula foi presidente 13 anos e deixou marcas profundas na sociedade, além de não recuar diante do establisment. A Casa Grande terá que se expor cada vez mais e Lula e PT são contrapontos.
20 de dezembro de 2018
QUE DESATINO É ESSE?
Onde pretende chegar esse projeto que rasga a Constituição, golpeia uma presidenta legitimamente eleita, desrespeita a soberania do voto popular, prende o maior líder da oposição para impedir que concorra à presidência? Onde pensa chegar com uma eleição para presidente notoriamente fraudada por caixa 2 e fake news? Um presidente absolutamente despreparado, sob todos os aspectos? Que ainda tem delírios de comunismo como ameaça a tudo e todos? Que pretende romper o Acordo do clima, transferir a capital de Israel? Ofende Palestina, Cuba, Venezuela, China, ameaça nossos principais compradores. Que plano mirabolante é esse que mercado financeiro, Globo, lava jato, principais articuladores, pretendem impor saqueando uma nação com 210 milhões de brasileiros, retirando liberdade, direitos, desempregando, dizimando riquezas naturais e minerais?
LULA É UM SÍMBOLO
Desde seu surgimento nas greves do ABC e depois como líder do PT Lula vem cada vez mais se tornando um símbolo. Lula sempre negou ser de esquerda, marxista, intelectual ou comunista, mas a direita o rotula e o empurra cada vez mais para os braços do povo. Sua origem miserável de sertanejo retirante o ajuda. A perseguição vem de uma direita retrógada e ainda escravocrata, que agora se alia a uma direita extremamente concentradora de renda e globalista: a do mercado financeiro e dos bancos. Com sua consciência Lula está tranquilo. Honesto, fez enquanto presidente um governo de crescimento, estável e distribuidor de renda. Junto com Getúlio, o melhor da história. Seus inimigos não tem como o destruir, pelo contrário, quanto mais o perseguem, mais cresce. Uma situação “sui generis” na história brasileira e mundial.
18 de dezembro de 2018
BRASIL, O ELDORADO
Diz a lenda que Eldorado era um local fictício de riquezas abundantes, cujos os exploradores sempre acreditaram existir na América do Sul. Muitos locais foram citados, inclusive o Estado brasileiro de Roraima. Mito ou não acertaram, pois lá a reserva indígena “Raposa Serra do Sol” possui um tesouro hídrico e mineral distribuído por 1,7 milhão de hectares, cobiçada por exploradores de todo o mundo. Lá, existem jazidas de nióbio (14 vezes às reservas mundiais), urânio (2ª maior do mudo), metal leve (empregado na siderurgia, aeronáutica, espacial e nuclear), além de ouro, estanho, diamante, zinco, caulim, ametista, cobre, diatomito, barita, titânio, calcário, etc.). Qualquer país civilizado, dirigido por patriotas, preservaria para seu povo essa riqueza. Entretanto, o presidente eleito, Jair Bolsonaro, pretende, como primeira medida, expulsar os índios que preservam a área e entregar o Eldorado para exploradores estrangeiros.
O FAKE NEWS DA PREVIDÊNCIA
Esse discurso único do equilíbrio das contas públicas depender basicamente da reforma previdenciária, patrocinado pelo mercado, cai por terra quando chegar aos privilégios salariais do judiciário, forças armadas e dos políticos. Aí o leão vira gatinho e começa a enrolação. São os três setores que garantem a governabilidade do governo. A partir daí a conta da previdência vai cair onde sempre caiu: no lombo do lado mais fraco, nos milhões de trabalhadores assalariados rurais e urbanos, que com as regras novas jamais se aposentarão. O discurso inflamado do ministro da economia, Paulo Guedes, contra o sistema “S” é outro engodo. Sistema “S” são os empresários que dão apoio ao governo e jamais serão atingidos. Agora é esperar e ver até onde vai o palanque e os discursos mentirosos de campanha. Com o tempo, um a um cai por terra.
17 de dezembro de 2018
É FALSO O COMBATE À VIOLÊNCIA
Dados revelados pelo Observatório da Violência, da Universidade Candido Mendes, confirmam que a intervenção militar no Rio de Janeiro aumentou o número de pessoas mortas em 40%. A partir daí qualquer outro crime reduzido ou não pela intervenção perde seu valor. Nada supera a vida humana. Esse resultado da intervenção militar era pedra cantada. Seu objetivo político foi salvar a imagem do governo golpista de Michel Temer. Todos que o apoiaram defenderam a intervenção. Essa cruzada para dizimar o pobre e negro favelado (a luta de classe), usada como argumento para combater à violência vai continuar em 2019, com outros métodos mais sofisticado e sanguinários como, por exemplo, o uso de drone.
PARABÉNS DE LULA É UM MANIFESTO
Lula enviou parabéns à Dilma Rousseff pelos seu aniversário de 71 anos, nesta sexta-feira (14/12). Lula, tudo que fala se transforma num manifesto, num posicionamento político que se espalha pelo Brasil e exterior. Pede a Dilma que se defenda atacando. Ao se defender a pessoa perde tempo, se vitimiza e abre espaço para o inimigo. Portanto, acusar sempre, até porque seus algozes não estão nem aí para suas lamúrias. Em outra linha Lula diz: “Não troco a minha dignidade pela minha liberdade”. É outro míssil que dispara contra seus inimigos. Existe uma pressão política para desmoralizar Lula, armadilha, em troca de sua liberdade. Há prisão e prisão. À de Lula, devido às arbitrariedades, não o enfraquece politicamente, ao contrário, expõem seus inimigos cada vez mais com mentiras e fake news
15 de dezembro de 2018
PREVIDÊNCIA: INIMIGA PRINCIPAL
Joseph Goebbels, ministro da propaganda nazista alemã, fez escola entre seus vencedores capitalistas. Ficaria orgulhoso de ver a campanha no Brasil pela reforma da previdência, seguindo seus princípios antibolchevista e antissemita. Alguns bem nítidos: definir o inimigo principal (no caso do Brasil, previdência pública. Os banqueiros querem saquear os bilhões ou trilhões de reais de receita da previdência, dos trabalhadores e patrões para engordar o caixa dos bancos privados), culpar a previdência por todos os males do país, espalhar notícias falsas, bombardear com novas notícias, não dar tempo para a população descobrir que não vai mais se aposentar, só chamar para discutir economistas do mercado financeiro inimigos da previdência e gananciosos por seus recursos.
14 de dezembro de 2018
50 ANOS DE AI-5
Causa certa surpresa apoiadores da vitória de Bolsonaro estarem rememorando o trágico momento da assinatura do AI-5, em dezembro de1968, pelo ditador militar, Costa e Silva. A explicação, tanto na época, quanto atualmente, é que seus apoiadores podem ser os primeiros a serem atingidos. O inimigo é um fantasma: subversão na época, corrupção atual. Fantasmas porque não existem como ameaças a todos, mas fabricados, pela classe dominante colonial, para atingir seus fins espúrios de assalto às riquezas do país. O Brasil vive muitos dilemas e contradições: a imposição de um candidato contrário à história, o desenvolvimento, à cultura. Um candidato que é eleito por ser contra uma experiência de governo que saiu com 86% de aprovação. Um perfeito azarão. Agora é aguardar o contorcionismo de seus apoiadores para se livrarem dele, como fizeram com outra farsa, mas em outro momento bem diferente: Collor
QUAL É A DO ESTABLISMENT?
Establisment é uma palavra inglesa que exprime o poder e a influência de um grupo de pessoas que luta desesperadamente para manter seus privilégios. Ocorre que no capitalismo, devido sua irrefreável dinâmica, esse grupo torna-se cada vez menor. Talvez por aí se entenda o que aconteceu no Brasil nessa eleição e nos EUA com a eleição de Trump. Dois fenômenos trágicos para o mundo globalizado. Outros países a caminho. Além dos princípios capitalistas outra explicação é o uso criminoso das redes sociais. De qualquer maneira o mal está feito e atinge a esmagadora maioria. Tanto nos EUA, quanto no Brasil é impossível prever o que vai acontecer amanhã. Seria hilário, não fosse trágico, o kafquianismo ou surrealismo que vive o Brasil nesses dias que antecedem a posse do novo presidente. Febeabá e Pasquim fazem falta.
9 de dezembro de 2018
MORALISMO TEM PERNA CURTA
Precisa ficar cada vez mais claro para a opinião pública que toda campanha de combate a corrupção, a partir de 2003, com prisões de autoridades e políticos só está sendo viável porque foi Lula e o PT, através de concursos públicos, reformas às policias (federal e rodoviária), ministério público, CGU, outros órgãos e instrumentos legais, com autonomia às investigações. Isso jamais existiu e a lava jato jamais existiria sem esses instrumentos de investigação. Se o veneno se voltou contra o PT e seus líderes, devido ao ódio e perseguição de classe, sem provas, a história vai revelar. Nessa demonização ao PT se chega a 2018. Uma eleição presidencial eivada de irregularidades óbvias, como caixa 2, fake news, inconstitucional. Elege a ultradireita, moralista e despreparada, que retira de funcionários parte do seu salário para financiar sua campanha e seus filhos, fatos reais de quem nem assumiu.
8 de dezembro de 2018
UM CAOS GERAL
No momento está difícil entender o que realmente está acontecendo com o Brasil. Será o resultado das contradições do novo modelo concentrador do capitalismo financeiro globalizado? Especificamente no Brasil, será o resultado da eleição de treze anos de um partido, que no poder provou poder distribuir renda, respeitando-se as regras da democracia liberal burguesa? Tudo ainda é muito recente e obscuro. A impressão é que cada país está buscando suas próprias saídas, apesar de pressões políticas de blocos antagônicos (EUA, Europa, China, Brics, G20, Oriente Médio, etc.). No Brasil, ganha uma medalha de outo quem conseguir responder o que vai acontecer a partir do dia 1 de janeiro, tamanha confusão institucional, social, política e econômica gerada por nossa elite ainda colonial.
6 de dezembro de 2018
A INTOLERÂNCIA DAS ELITES
Tudo menos o PT, foi assim que se comportaram as elites brasileiras, do campo, produtiva e financeira, a partir do “mensalão”, das “pedaladas” e prisão de Lula. A intolerância ideológica de classe é cega. Está formado um caos. Inexiste lei, Constituição e justiça. Com a bandeira antipetista elegeram um presidente despreparado emocional e ideologicamente para o cargo. Se enganam todos aqueles da direita que o foco presidencial só trará prejuízos à esquerda. No mundo atual existe uma multilateralidade de interesses políticos e econômicos. O campo quer as terras indígenas, os EUA, o petróleo, o mercado, as aposentadorias, os neopentecostais, o lucro da fé. A limitação ideológica de Bolsonaro impede ver que a origem da corrupção e da violência, suas bandeiras de campanha, estão abraçadas com ele.
ESQUIZOFRENIA DO GLOBO
O monopólio Globo deu grande destaque ao aumento crescente das desigualdades econômicas e sociais e da pobreza entre os brasileiros, divulgado pelo IBGE. Os ricos mais ricos, os pobres mais pobres. Ocorre que o Globo é a principal parceira dessa tragédia nacional. Seu papel é desinformar e confundir a opinião pública. Uma corporação midiática que é bilionária e defende seus interesses de classe e dos demais ricos. Apoia e promove golpes contra governos populares, como o do PT, que distribui renda. Apoia reformas que reduzem despesas públicas como saúde e educação, apoia o arrocho dos salários, retirada dos direitos trabalhistas, aposentadoria. Qual o sentido dessa empulhação e morbidez se não for uma esquizofrenia ou bipolaridade?
4 de dezembro de 2018
AGENDA FINANCEIRA
Em 1964 havia uma orientação aos militantes políticos para que lessem os jornais de trás para frente, da economia para a política. Porque é lendo a economia que se consegue entender muitas decisões da política. Quem leu o jornal de hoje entende a pressão que existe pelo mercado financeiro ao governo Bolsonaro, até com ameaças, caso não promova as reformas e mudanças na política econômica. Reforma da previdência é vital para o mercado faturar mais. As promessas sempre para futuro de crescimento do PIB, para manter o mercado aquecido e investindo. A influência e dependência, cada vez maior, dos bancos no investimento das empresas e da indústria. É notório o controle que vai ter o mercado nos bancos públicos do governo, ditando o que e onde serão aplicados seus recursos. Essa agenda financeira do mal, de uma crescente minoria não consegue se impor numa democracia plena. Daí Temer e Bolsonaro
3 de dezembro de 2018
LAVAGEM DE DINHEIRO E TERRORISMO
O ministro da justiça, Sérgio Moro, pressiona o Congresso para aprovar lei que pune lavagem de dinheiro e financiamento de terrorismo. Por que esses dois crimes no mesmo pacote? Alega que há uma pressão dos países da Europa e dos EUA contra esses crimes. Sobre lavagem de dinheiro se entende, deve ser punido severamente, mas por que a pressão para incluir terrorismo? O Brasil nunca teve e não tem essa tradição de terrorismo. É aí que entra a estratégia da ultradireita: liquidar todo resquício de esquerda ou socialdemocracia no Brasil. Tudo coisa de comunistas, segundo a família Bolsonaro. Usam o combate à corrupção para impor um governo de ultradireita, como é o caso atual. Querem eliminar os Movimentos Sociais dos Sem Nada. Uma punição que nega justiça, coordenada pelo ministro da (in) justiça.
1 de dezembro de 2018
PT ÀS BASES
PT às bases. A orientação vem de Lula. O PT e seus militantes precisam analisar e entender o que ocorreu nesses últimos anos, meses e nas eleições. O povo jamais pode ser responsabilizado, até porque ele será sempre a principal vítima. Ser enganado pelas elites ricas vem desde Cabral. Essas eleições foram claramente manipuladas por golpistas. Setores instruídos e não instruídos foram enganados por um sentimento de revolta contra a corrupção e a violência e a direita culpou o PT. Uma farsa. Apesar da grande mídia continuar acusando o PT, a realidade vai se sobrepondo. O eleitor de Bolsonaro dia a dia irá descobrindo o estelionato eleitoral. Réu principal do esquema Bolsonaro o PT deve se preparar para a resistência, se aproximando das bases, dos descontentes, com paciência, sem cobranças, sem acusações.
30 de novembro de 2018
30 DIAS DE SUPLÍCIO
Começa amanhã, dia 1 de dezembro de 2018, o mês mais angustiante da história republicana brasileira. Desde que foi eleito de forma estranha, inexplicável para todo o mundo, Bolsonaro, seus filhos e seus áulicos tem causado muita apreensão, até por quem votou nele. E tende a crescer. Cada dia um suplício. Simples: Bolsonaro é absolutamente despreparado e representa um retrocesso na política, na economia, nos costumes e na cultura geral atual de um povo, um país. Foi bancado pelo mercado financeiro, pela grande mídia e pelo antipetismo, criado nos últimos 15 anos, com condenações falsas e fake news ao PT. Está formado o imbróglio. Lava jato, Moro e Globo no centro da estratégia. Combate a corrupção é o mote para atingir seus fins, mas qual será o limite diante de tanta hipocrisia e manipulação nesse combate?
29 de novembro de 2018
"CHICAGO BOYS"
Infelizmente uma maioria de 90% da população desconhece a expressão “Chicago Boys”, com relação aos economistas indicados por Bolsonaro, que no Brasil tem Paulo Guedes (ministro da economia), Levy (Bndes), Castelo Branco (Petrobras). Chicago foi a Universidade do Chile, que sob a ditadura de Pinochet, formou os economistas que “torraram”” 500 empresas chilenas públicas na época. Esses três economistas seguem a mesma formação e pretendem entregar ou doar todas as empresas públicas brasileiras e 700 imóveis da União, para mentirosamente abater a dívida pública. A mesma farsa usada por FHC quando doou a Vale outras empresas, não abateu nada, pelo contrário, aumentou em dez vezes a dívida. A eleição inconstitucional de Bolsonaro teve e tem por parte de grupos econômicos, nacionais e estrangeiros a mesma finalidade de assaltar o patrimônio mais valioso do Brasil. Essa é a verdadeira corrupção.
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