Ascânio Seleme volta a abordar em sua coluna a matéria que gerou
polêmica sobre o perdão ao PT. Tenta desfazer qq relação de opinião com Organização
Globo. Não é relevante. Faz uma leitura conservadora sobre o PT. Quer dividir:
PT do mal, Lula, e do bem, Haddad. Insiste na FRENTE contra Bolsonaro na ótica
liberal. Argumenta que PT do mal não quer ruptura temendo se se alinhar às
forças democráticas e perder eleição. Duas inverdades. Primeiro, exatamente o
contrário, o PT não teme ruptura, exige. Discordou da aproximação com FRENTE
que não deixa clara a ruptura. Segundo, o PT nunca temeu a democracia, ao
contrário, exige clareza da FRENTE sobre como será esse processo. Continua a
farsa jurídica sobre a condenação de Lula, sem prova e o golpe contra PT e
Dilma, sem crime? A fatura dia a dia fica mais alta e os liberais (Globo) estão
envolvidos até o cabelo com a eleição e gestão Bolsonaro, algo semelhante à 64.
18 de julho de 2020
17 de julho de 2020
CONJUNTURA ATUAL
O mundo ocidental e capitalista atravessa duas guerras: pandemia e
ultradireitismo, fertilizadas com a enorme concentração de renda que gera
bilhões de desiguais e excluídos, irreversível a permanecer a ordem econômica
do capitalismo financeiro atual. Brasil no seu quadrado. Aqui, ricos e
bilionários, sempre submissos aos EUA, saem do armário e impõem a mesma ordem e
regra para 99% dos brasileiros. Demoniza, golpeia governo popular, como o do
PT, e submete o povo a uma ordem de crise sanitária e econômica, que mata
milhares e gera desigualdade. Um quadro que violenta a maioria e pode explodir
a qq momento. FRENTES são bem-vindas, mas fique claro, somente o retorno do
Estado de Direito (#LulaLivre), com soberania do voto popular e liberdade pode
se resolver o dilema.
15 de julho de 2020
FORA BOLSONARO JÁ
A narrativa neoliberal vacilante, cínica, protege Bolsonaro. Concentrar
críticas nos péssimos ministros não tem sentido. Os ministros escolhidos, seja
na educação, meio ambiente, relação exterior, cultura, direitos humanos seguem
cartilha e perfil determinado por Bolsonaro. As mazelas são ordens recebidas
para exercer o cargo. Saúde e militar seguem a mesma orientação. A gravidade na
saúde deve-se a entrega a militares despreparados a irresponsabilidade equivalente
a queda de cinco boeings diários em mortes. Sem dúvida, um crime, genocídio
grave com a população, que inclui população indígena, sua raça e cultura. A
base eleitoral de Bolsonaro o impede de qualquer mudança, portanto, só resta
vida ao povo com o FORA BOLSONARO.
14 de julho de 2020
GILMAR E FORÇAS ARMADAS
Gilmar Mendes é ministro do STF, conservador, indicado por FHC, (PSDB), insuspeito
de qq posição que desprestigie às Forças Armadas. Num contexto em Portugal, faz
um histórico sobre o combate à pandemia no Brasil, que envergonha e desmoraliza
o país no mundo. Matou mais de 72 mil pessoas, continua a devastação com o
governo federal jogando a responsabilidade nos Estados e se omitindo. A
intervenção militar na área, sem comando médico, é um deboche. Gilmar conclui:
"a imagem das Forças Armadas, é preciso deixar de maneira muito clara, o
Exército está se associando a esse genocídio, e não é razoável para o
Brasil". Genocídio no dicionário é "extermínio total, deliberado, de
uma comunidade, grupo étnico ou religioso, povo" (novíssimo aulete, 2011,
pag. 707). O conceito de genocídio está claro e deliberado pelo governo
Bolsonaro e atinge um povo. Gilmar não deve recuar.
13 de julho de 2020
ASCÂNIO FOI PRAGMÁTICO
Ascânio Seleme em sua coluna reconheceu o óbvio. O PT venceu quatro últimas eleições e, sem dúvida, venceria a quinta não fossem as irregularidades cometidas. É uma força política incontestável e o desastre das elites apoiando a tragédia Bolsonaro favorece o PT. Neoliberais reconhecem o desastre para onde está indo o Brasil com Bolsonaro. Estão sem alternativa política vendo o país caminhar a passos largos para o caos geral, onde não há garantia de nada. Ascânio despertou para a barbárie anunciada. Melhor centro-esquerda previsível do PT do que ultradireita imprevisível da barbárie de Bolsonaro.
OS TRÊS GENERAIS
O quadro político atual deixa claro três forças ou três generais: PT,
Globo, Bolsonaro. Cada força com tropa de 20 a 40% do eleitorado brasileiro (há
sobe e desce). As forças estão em processo de estratégia e formação, com vistas
a batalha de 2022, o que não inviabiliza outras antecipadamente. Os generais
Bolsonaro e Globo se uniram em 2018 para derrotar o general Lula. Conseguiram.
Uma fissura surge entre Bolsonaro e Globo. Globo se insinua para o PT. Não é
confiável, mas o PT não vai precisar e nem deve entregar o comando de sua
tropa. O general Bolsonaro é sanguinário e mercenário, o da Globo mercenário.
Com o primeiro impossível qq aliança.
Nessa aliança -PT e Globo- os dois caminhando com seus exércitos, sem agressão,
para derrotar Bolsonaro, parece uma estratégia de guerra recomendável.
11 de julho de 2020
ESTADO SEM DIREITO
Excrescências jurídicas para proteção da família Bolsonaro, do Queiroz
servem para ilustrar a falência que chegou a justiça brasileira. O
distanciamento cada vez maior de um Estado Constitucional e de Direito. Uma
"bola de neve", desde que o PT ascendeu ao poder em 2003. A partir
daí a histórica elite dominante (ricos e bilionários) não sossegou enquanto não
tirou o adversário do poder. A Casa Grande continua. A diferença é não precisar
usar armas, agora o Poder Judiciário. A justiça escancarou sua farsa legalista
no pós-PT. No "mensalão" "domínio do fato" condena José
Dirceu. "Pedalada" atinge a soberania do voto com Dilma e "fato
indeterminado" condena Lula sem provas. Agora fica tudo mais claro com a
disputa lava jato e bolsonarismo querendo um colocar mordaça no outro. Numa
nova ordem democrática, justiça, política e mídia apodreceram. Não podem ficar
inalteradas.
9 de julho de 2020
O REI ESTÁ NU
A primeira dúvida sobre redes de fake news e quem financiou eleições da
ultradireita com notícias falsas e mentirosas nos EUA, Brasil, Inglaterra e
outros, obviamente foi respondida pelas 900 corporações econômicas que pediram
para retirar seus anúncios do facebook. A segunda dúvida é o que vai acontecer
após o crime. No Brasil, por exemplo, o que falta ao Congresso, STF, MP, PF
para pedir a interdição do governo e da chapa Bolsonaro? A criatura tem boca de
jacaré, rabo de jacaré, pele de jacaré, investigar o que? As contradições do
neoliberalismo apoiando essas criaturas da destruição e do ódio está tendo com
a pandemia um efeito e resposta temerária: o rei está nu. O Estado mínimo, a
desigualdade, a austeridade questionada nas manifestações dos EUA e Chile provavelmente
vai se propagar.
7 de julho de 2020
O CERCO AO BRASIL
Cresce o cerco ao Brasil na Europa, EUA, América do Sul pela
irresponsabilidade no combate ao coronavirus no governo Bolsonaro. Fundos de
pensão suspendem investimentos pelo desprezo à política ambiental na Amazônia, à
vida dos indígenas, negros e pobres. Um governante absolutamente despreparado
que conduz o país ao caos anunciado. Os liberais que o elegeram prosseguem
apoiando o autoritarismo demente e destrutivo, junto com os militares, aceitando
tudo por dinheiro. Representam interesses de 1% e comandam uma tragédia que
atinge 210 milhões de brasileiros. A intransigência antidemocrática da classe
dominante (ricos e bilionários) empurra para uma saída de confronto. Quando a morte
é a única perspectiva, pouco importa se por doença, fome ou bala. Uma faísca
muda o quadro.
5 de julho de 2020
OS INGÊNUOS DO LEBLON
"O mundo não será o mesmo, após a pandemia" dizem. Uma
reflexão vazia, pois o mundo nunca é o mesmo, dialeticamente. A questão é se a
pandemia que tem o mesmo efeito de uma guerra, uma grave crise, muda o modelo
de desenvolvimento do capitalismo da desigualdade. O deboche com a pandemia dos
jovens do Leblon, se espalha pelo Brasil e pelo mundo, principalmente
ocidental. Tem conteúdo filosófico na ingenuidade, se estrutura sob a égide de
uma narrativa ideológica do capital, que pressiona a população para trabalhar,
mesmo que morra. A mesma alienação que utiliza para o consumo e lucro. A
mudança virá na contradição (milhões de mortes por descaso na assistência
pública estatal e governamental), na conscientização e manifestação, como nos
EUA e Chile.
3 de julho de 2020
RENDA BRASIL E BOLSA FAMÍLIA
Na estratégia de ludibriar os mais pobres, governo Bolsonaro, com
endosso dos neoliberais (1% mais ricos) pretende criar o "Renda
Brasil", um Bolsa Família com outro nome, dizem. Inúmeras farsas diferem o
"Renda Brasil" do Bolsa Família. Bolsa Família foi inclusão social,
socorro, SOS aos sem nada, herdados de um país destruído pelas elites. Bolsa
Família representava no governo do PT um estágio para salvar o pobre da fome e
chegar com vida aos demais serviços do Estado garantidos no governo do PT,
como, emprego, educação, saúde, casa própria, salário corrigido, crédito,
outros bens sociais. No governo Bolsonaro isso inexiste. Esvaziam o Estado
social (educação, saúde, moradia), priorizam recursos aos 1% mais ricos,
desempregam milhões, reduzem salário, retiram direitos trabalhistas e da
aposentadoria, além da agravante de uma pandemia que mata milhões. "Renda
Brasil" para quem? Os condenados à morte?
2 de julho de 2020
O DRAMA DAS FRENTES
A história política do século passado nos trouxe uma série de exemplos
de frentes pela esquerda (trabalho) para enfrentar a direita (o capital). São
inúmeras as variáveis, causam muitas polêmicas e dificuldades de se visualizar.
No Brasil de 2020 se vive esse imbróglio. A direita apoiou a ultradireita (uma
frente antipetista) que está conduzindo o país para o caos, tragédia anunciada
para todos. Tanto para a direita quanto para a esquerda não há meio termo: tirar
ou não Bolsonaro? Nesse interim, uma agravante no processo decisório: Covid-19
mata milhões. Quem cede? O PT tem limites Republicanos: democracia, Estado de
Direito, soberania do voto. Economia e futuro dependem dessa decisão. A bola
está com a direita, avança ou recua na tragédia Bolsonaro?
30 de junho de 2020
PLATAFORMAS DO ÓDIO
Empresas multinacionais norte-americanas, como Coca-Cola, Microsoft,
leves, Ford, Unilever, vereza, the norte face e outras estão suspendendo suas
contas nas plataformas do facebook, twitter, instagram redes sociais que apoiam
o discurso de ódio de Trump. Qual a leitura dessa posição? Essas gigantes da
economia apoiaram, até agora, a política genocida e de ódio de Trump. Outras
continuam. O que faz recuarem? As manifestações antirracistas e as milhares ou,
talvez, milhões de mortes decorrentes do coronavirus? Por trás do recuo, medo e
receio dos bilionários com as consequências demonstradas pela insatisfação
popular nas ruas. Essa lição serve ao Brasil. Só pressão popular muda o rumo
das desigualdades e ódios da classe dominante.
29 de junho de 2020
LIVE LULA E FLAVIO DINIO
Muito significativa a live de Lula com Flávio Dino. Lula, a maior
liderança de esquerda da América Latina, precisa ativar essas lives com demais
lideranças nacionais e internacionais. É fundamental, pois suas análises da
conjuntura são importantes para conscientizar milhões de trabalhadores
brasileiros. O Brasil precisa conhecer o cidadão Lula e sua visão de mundo. No
mundo atual existe uma competição para obter a hegemonia das narrativas entre
as direitas. Narrativas inimigas do trabalhador. Para agravar o quadro das
narrativas surge uma pandemia que mata basicamente milhões de pobres, negros e idosos,
considerados "improdutivos" pelo neoliberalismo. No Brasil, essas
narrativas simulam brigas, pausas e tréguas com intenção de iludir a população.
A tarefa da oposição, da esquerda, centro-esquerda e dos democratas é formar
uma frente social para enfrentá-las.
28 de junho de 2020
CONTRADIÇÕES ACIRRAM
Cresce em todos os setores da sociedade a insegurança política,
econômica e social, decorrente do golpe à Constituição de 2016. A pandemia
deixou visível a falta de estrutura do Estado na saúde com milhares de mortes.
Nas PMs assassinatos e impunidades de pobres nas favelas. Corrupção
bolsonarista e lavajatista dividindo a estrutura da justiça e da PF. Na
política, legislativo oportunista e despreparado, produto de fake news e caixa
dois. Na economia, neoliberalismo falido de austeridade e Estado mínimo, que
conduz o pais para recessão e quebradeira. Pós-pandemia traz insegurança geral
sobre futuro. A Constituição Cidadã de 88, rasgada pela classe dominante,
envelheceu rápido. Redefinir papel de Estado, governo, soberania, forças
armadas, democracia, liberdade, política. Impossível ligar corda rompida.
Morte, fome, desemprego, violência são más conselheiras. Para começar: “Fora
Bolsonaro”.
25 de junho de 2020
'BOIADA NEOLIBERAL"
A boiada neoliberal (Globo, mercado, bancos, PSDB) tbm aproveita a
atenção com a pandemia para avançar covardemente seus projetos e reformas
antipovo, anti-trabalhador, como propôs, Ricardo Salles, na reunião ministerial
do dia 22. Enquanto o governo Bolsonaro prioriza claramente à economia à vida e
mata milhares de seres pelo Covid-19, os neoliberais (Globo, mercado, PSDB)
atacam direitos trabalhistas, aposentadorias, desempregam milhões, jogam na
marginalidade, na fome e nas estatísticas de morte do coronavirus. Avançam
também no saque aos recursos naturais e minerais, com a conivência do Congresso
e um governo cada vez mais desmoralizado. É urgente forças democráticas, de
esquerda e centro-esquerda formarem uma frente para lançar manifesto, e
mobilizar nas ruas o povo por impeachment e eleições.
24 de junho de 2020
CADÊ A MULHER DO QUEIROZ?
Todas as investigações em curso sobre fake news, rachadinha, milícias,
assassinato de Marielle, ameaças às instituições democráticas conduzem e recaem
claramente no colo do presidente, Jair Bolsonaro. A justiça investiga, mídia
divulga, Congresso dá (ou devia) suporte político. Muitos tem consciência que
esses segmentos foram os criadores da criatura. A vacilação nas investigações
tem sentido, apesar da criatura ter se tornado grave ameaça de desastre e de
vida para todos. A pandemia tirou da rua o povo, suporte básico nessa luta.
Nessas indecisões agora procuram a mulher de Queiroz, mas para que se já tem Queiroz?
À procura de Queiroz se já tinham o Flávio, e do Flávio se já tem o Jair
Bolsonaro? Falta investigar, sem medo. O brasileiro se equilibra e aguarda até
onde pode o enfrentamento de uma barbárie anunciada.
22 de junho de 2020
DESCASO DO ISOLAMENTO
Causa surpresa o descaso com o isolamento na população para inibir o
aumento da infecção do Covid-19. O descaso ocorre em parte da classe média e
comunidades carentes. Situações e razões diferentes no aspecto social, mas única
no aspecto ideológico. Na questão social é evidente que os mais necessitados
não têm como permanecer em casa, sem renda e trabalho, manipulada pelo governo
federal. Mas na questão de fundo o isolamento ou não, no mundo ocidental, tem
razão ideológica e de classe. O patrão força o trabalhador para obter ganhos e
lucros. Luta ideológica sempre presente, mas invisível, no capitalismo. Esse é
o desafio: como agir nessa "saia justa" da pandemia? O vírus é
inimigo, mas seus manipuladores ideológicos tbm. Usando de precaução os menos
vulneráveis vão precisar correr riscos e enfrentar os inimigo nas ruas. Nesse
momento, "FORA BOLSONARO".
21 de junho de 2020
O QUE É BOLSONARISMO?
Existe certa perplexidade para entender o bolsonarismo, eleito e apoiado
pela classe dominante (ricos e bilionários) na onda antipetista. É fascismo,
nazismo, nacionalismo, populismo, reacionarismo? Que "ismo" é esse?
Difícil responder. Não parece ideologia, mas "bolsonarismo", grupo
familiar maluco. É entreguista, sonha com ditadura, intervenção militar à moda
bolsonarista. Vive passado reacionário anticomunista, prisioneiro da guerra
fria. Continua bipolar. Idolatra ídolos da tortura, como Ustra. Fabrica
inimigos. Insulta opositores. Defende valores cristãos, família tradicional,
muitos palavrões, "comer gente", Não por fé se aproximou de evangélicos.
Quer armar a população, cultua o ódio. Não demonstra compaixão e sofrimento com
milhares de mortes por pandemia. Nenhuma proposta política para área alguma, só
destruição. Falso "moralismo", com Queiroz, "raspadinha",
centrão, milícias, Marielle. É preciso coragem
apostar nessa aventura.
20 de junho de 2020
EPIDEMIA INVISÍVEL
Mais de um milhão de infectados no Brasil envolvendo apenas 2,6% da
população de 215 milhões de brasileiros e apenas 133 cidades pesquisadas. A ciência
considera imunizadas quando 60/70% da população foi infectada. Na Europa e EUA,
países ricos, contradições econômicas pública (impõem Estado mínimo) e privada,
nenhum atingiu esse patamar. A única opção para impedir a multiplicação de
infectados e mortos, é isolamento. Mas é no Brasil onde a situação mundial é
mais grave. Por quê? Simples e objetivo: elegeu na presidência da República um
demente (única explicação sucinta e correta do dilema). Se perdeu o controle da
doença e o "navio Brasil está à deriva" indo ao encontro do rochedo.
Só há uma saída de emergência: FORA BOLSONARO.
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