18 de julho de 2020

ASCÂNIO SELEME

Ascânio Seleme volta a abordar em sua coluna a matéria que gerou polêmica sobre o perdão ao PT. Tenta desfazer qq relação de opinião com Organização Globo. Não é relevante. Faz uma leitura conservadora sobre o PT. Quer dividir: PT do mal, Lula, e do bem, Haddad. Insiste na FRENTE contra Bolsonaro na ótica liberal. Argumenta que PT do mal não quer ruptura temendo se se alinhar às forças democráticas e perder eleição. Duas inverdades. Primeiro, exatamente o contrário, o PT não teme ruptura, exige. Discordou da aproximação com FRENTE que não deixa clara a ruptura. Segundo, o PT nunca temeu a democracia, ao contrário, exige clareza da FRENTE sobre como será esse processo. Continua a farsa jurídica sobre a condenação de Lula, sem prova e o golpe contra PT e Dilma, sem crime? A fatura dia a dia fica mais alta e os liberais (Globo) estão envolvidos até o cabelo com a eleição e gestão Bolsonaro, algo semelhante à 64.

17 de julho de 2020

CONJUNTURA ATUAL

O mundo ocidental e capitalista atravessa duas guerras: pandemia e ultradireitismo, fertilizadas com a enorme concentração de renda que gera bilhões de desiguais e excluídos, irreversível a permanecer a ordem econômica do capitalismo financeiro atual. Brasil no seu quadrado. Aqui, ricos e bilionários, sempre submissos aos EUA, saem do armário e impõem a mesma ordem e regra para 99% dos brasileiros. Demoniza, golpeia governo popular, como o do PT, e submete o povo a uma ordem de crise sanitária e econômica, que mata milhares e gera desigualdade. Um quadro que violenta a maioria e pode explodir a qq momento. FRENTES são bem-vindas, mas fique claro, somente o retorno do Estado de Direito (#LulaLivre), com soberania do voto popular e liberdade pode se resolver o dilema.

15 de julho de 2020

FORA BOLSONARO JÁ


A narrativa neoliberal vacilante, cínica, protege Bolsonaro. Concentrar críticas nos péssimos ministros não tem sentido. Os ministros escolhidos, seja na educação, meio ambiente, relação exterior, cultura, direitos humanos seguem cartilha e perfil determinado por Bolsonaro. As mazelas são ordens recebidas para exercer o cargo. Saúde e militar seguem a mesma orientação. A gravidade na saúde deve-se a entrega a militares despreparados a irresponsabilidade equivalente a queda de cinco boeings diários em mortes. Sem dúvida, um crime, genocídio grave com a população, que inclui população indígena, sua raça e cultura. A base eleitoral de Bolsonaro o impede de qualquer mudança, portanto, só resta vida ao povo com o FORA BOLSONARO.

14 de julho de 2020

GILMAR E FORÇAS ARMADAS


Gilmar Mendes é ministro do STF, conservador, indicado por FHC, (PSDB), insuspeito de qq posição que desprestigie às Forças Armadas. Num contexto em Portugal, faz um histórico sobre o combate à pandemia no Brasil, que envergonha e desmoraliza o país no mundo. Matou mais de 72 mil pessoas, continua a devastação com o governo federal jogando a responsabilidade nos Estados e se omitindo. A intervenção militar na área, sem comando médico, é um deboche. Gilmar conclui: "a imagem das Forças Armadas, é preciso deixar de maneira muito clara, o Exército está se associando a esse genocídio, e não é razoável para o Brasil". Genocídio no dicionário é "extermínio total, deliberado, de uma comunidade, grupo étnico ou religioso, povo" (novíssimo aulete, 2011, pag. 707). O conceito de genocídio está claro e deliberado pelo governo Bolsonaro e atinge um povo. Gilmar não deve recuar.

13 de julho de 2020

ASCÂNIO FOI PRAGMÁTICO

Ascânio Seleme em sua coluna reconheceu o óbvio. O PT venceu quatro últimas eleições e, sem dúvida, venceria a quinta não fossem as irregularidades cometidas. É uma força política incontestável e o desastre das elites apoiando a tragédia Bolsonaro favorece o PT. Neoliberais reconhecem o desastre para onde está indo o Brasil com Bolsonaro. Estão sem alternativa política vendo o país caminhar a passos largos para o caos geral, onde não há garantia de nada. Ascânio despertou para a barbárie anunciada. Melhor centro-esquerda previsível do PT do que ultradireita imprevisível da barbárie de Bolsonaro.



OS TRÊS GENERAIS


O quadro político atual deixa claro três forças ou três generais: PT, Globo, Bolsonaro. Cada força com tropa de 20 a 40% do eleitorado brasileiro (há sobe e desce). As forças estão em processo de estratégia e formação, com vistas a batalha de 2022, o que não inviabiliza outras antecipadamente. Os generais Bolsonaro e Globo se uniram em 2018 para derrotar o general Lula. Conseguiram. Uma fissura surge entre Bolsonaro e Globo. Globo se insinua para o PT. Não é confiável, mas o PT não vai precisar e nem deve entregar o comando de sua tropa. O general Bolsonaro é sanguinário e mercenário, o da Globo mercenário. Com o primeiro impossível qq aliança.  Nessa aliança -PT e Globo- os dois caminhando com seus exércitos, sem agressão, para derrotar Bolsonaro, parece uma estratégia de guerra recomendável.

11 de julho de 2020

ESTADO SEM DIREITO


 
Excrescências jurídicas para proteção da família Bolsonaro, do Queiroz servem para ilustrar a falência que chegou a justiça brasileira. O distanciamento cada vez maior de um Estado Constitucional e de Direito. Uma "bola de neve", desde que o PT ascendeu ao poder em 2003. A partir daí a histórica elite dominante (ricos e bilionários) não sossegou enquanto não tirou o adversário do poder. A Casa Grande continua. A diferença é não precisar usar armas, agora o Poder Judiciário. A justiça escancarou sua farsa legalista no pós-PT. No "mensalão" "domínio do fato" condena José Dirceu. "Pedalada" atinge a soberania do voto com Dilma e "fato indeterminado" condena Lula sem provas. Agora fica tudo mais claro com a disputa lava jato e bolsonarismo querendo um colocar mordaça no outro. Numa nova ordem democrática, justiça, política e mídia apodreceram. Não podem ficar inalteradas.

9 de julho de 2020

O REI ESTÁ NU


A primeira dúvida sobre redes de fake news e quem financiou eleições da ultradireita com notícias falsas e mentirosas nos EUA, Brasil, Inglaterra e outros, obviamente foi respondida pelas 900 corporações econômicas que pediram para retirar seus anúncios do facebook. A segunda dúvida é o que vai acontecer após o crime. No Brasil, por exemplo, o que falta ao Congresso, STF, MP, PF para pedir a interdição do governo e da chapa Bolsonaro? A criatura tem boca de jacaré, rabo de jacaré, pele de jacaré, investigar o que? As contradições do neoliberalismo apoiando essas criaturas da destruição e do ódio está tendo com a pandemia um efeito e resposta temerária: o rei está nu. O Estado mínimo, a desigualdade, a austeridade questionada nas manifestações dos EUA e Chile provavelmente vai se propagar.

7 de julho de 2020

O CERCO AO BRASIL

Cresce o cerco ao Brasil na Europa, EUA, América do Sul pela irresponsabilidade no combate ao coronavirus no governo Bolsonaro. Fundos de pensão suspendem investimentos pelo desprezo à política ambiental na Amazônia, à vida dos indígenas, negros e pobres. Um governante absolutamente despreparado que conduz o país ao caos anunciado. Os liberais que o elegeram prosseguem apoiando o autoritarismo demente e destrutivo, junto com os militares, aceitando tudo por dinheiro. Representam interesses de 1% e comandam uma tragédia que atinge 210 milhões de brasileiros. A intransigência antidemocrática da classe dominante (ricos e bilionários) empurra para uma saída de confronto. Quando a morte é a única perspectiva, pouco importa se por doença, fome ou bala. Uma faísca muda o quadro.

5 de julho de 2020

OS INGÊNUOS DO LEBLON

"O mundo não será o mesmo, após a pandemia" dizem. Uma reflexão vazia, pois o mundo nunca é o mesmo, dialeticamente. A questão é se a pandemia que tem o mesmo efeito de uma guerra, uma grave crise, muda o modelo de desenvolvimento do capitalismo da desigualdade. O deboche com a pandemia dos jovens do Leblon, se espalha pelo Brasil e pelo mundo, principalmente ocidental. Tem conteúdo filosófico na ingenuidade, se estrutura sob a égide de uma narrativa ideológica do capital, que pressiona a população para trabalhar, mesmo que morra. A mesma alienação que utiliza para o consumo e lucro. A mudança virá na contradição (milhões de mortes por descaso na assistência pública estatal e governamental), na conscientização e manifestação, como nos EUA e Chile.

3 de julho de 2020

RENDA BRASIL E BOLSA FAMÍLIA


Na estratégia de ludibriar os mais pobres, governo Bolsonaro, com endosso dos neoliberais (1% mais ricos) pretende criar o "Renda Brasil", um Bolsa Família com outro nome, dizem. Inúmeras farsas diferem o "Renda Brasil" do Bolsa Família. Bolsa Família foi inclusão social, socorro, SOS aos sem nada, herdados de um país destruído pelas elites. Bolsa Família representava no governo do PT um estágio para salvar o pobre da fome e chegar com vida aos demais serviços do Estado garantidos no governo do PT, como, emprego, educação, saúde, casa própria, salário corrigido, crédito, outros bens sociais. No governo Bolsonaro isso inexiste. Esvaziam o Estado social (educação, saúde, moradia), priorizam recursos aos 1% mais ricos, desempregam milhões, reduzem salário, retiram direitos trabalhistas e da aposentadoria, além da agravante de uma pandemia que mata milhões. "Renda Brasil" para quem? Os condenados à morte?

2 de julho de 2020

O DRAMA DAS FRENTES


A história política do século passado nos trouxe uma série de exemplos de frentes pela esquerda (trabalho) para enfrentar a direita (o capital). São inúmeras as variáveis, causam muitas polêmicas e dificuldades de se visualizar. No Brasil de 2020 se vive esse imbróglio. A direita apoiou a ultradireita (uma frente antipetista) que está conduzindo o país para o caos, tragédia anunciada para todos. Tanto para a direita quanto para a esquerda não há meio termo: tirar ou não Bolsonaro? Nesse interim, uma agravante no processo decisório: Covid-19 mata milhões. Quem cede? O PT tem limites Republicanos: democracia, Estado de Direito, soberania do voto. Economia e futuro dependem dessa decisão. A bola está com a direita, avança ou recua na tragédia Bolsonaro?

30 de junho de 2020

PLATAFORMAS DO ÓDIO

Empresas multinacionais norte-americanas, como Coca-Cola, Microsoft, leves, Ford, Unilever, vereza, the norte face e outras estão suspendendo suas contas nas plataformas do facebook, twitter, instagram redes sociais que apoiam o discurso de ódio de Trump. Qual a leitura dessa posição? Essas gigantes da economia apoiaram, até agora, a política genocida e de ódio de Trump. Outras continuam. O que faz recuarem? As manifestações antirracistas e as milhares ou, talvez, milhões de mortes decorrentes do coronavirus? Por trás do recuo, medo e receio dos bilionários com as consequências demonstradas pela insatisfação popular nas ruas. Essa lição serve ao Brasil. Só pressão popular muda o rumo das desigualdades e ódios da classe dominante.

29 de junho de 2020

LIVE LULA E FLAVIO DINIO

Muito significativa a live de Lula com Flávio Dino. Lula, a maior liderança de esquerda da América Latina, precisa ativar essas lives com demais lideranças nacionais e internacionais. É fundamental, pois suas análises da conjuntura são importantes para conscientizar milhões de trabalhadores brasileiros. O Brasil precisa conhecer o cidadão Lula e sua visão de mundo. No mundo atual existe uma competição para obter a hegemonia das narrativas entre as direitas. Narrativas inimigas do trabalhador. Para agravar o quadro das narrativas surge uma pandemia que mata basicamente milhões de pobres, negros e idosos, considerados "improdutivos" pelo neoliberalismo. No Brasil, essas narrativas simulam brigas, pausas e tréguas com intenção de iludir a população. A tarefa da oposição, da esquerda, centro-esquerda e dos democratas é formar uma frente social para enfrentá-las.

28 de junho de 2020

CONTRADIÇÕES ACIRRAM


Cresce em todos os setores da sociedade a insegurança política, econômica e social, decorrente do golpe à Constituição de 2016. A pandemia deixou visível a falta de estrutura do Estado na saúde com milhares de mortes. Nas PMs assassinatos e impunidades de pobres nas favelas. Corrupção bolsonarista e lavajatista dividindo a estrutura da justiça e da PF. Na política, legislativo oportunista e despreparado, produto de fake news e caixa dois. Na economia, neoliberalismo falido de austeridade e Estado mínimo, que conduz o pais para recessão e quebradeira. Pós-pandemia traz insegurança geral sobre futuro. A Constituição Cidadã de 88, rasgada pela classe dominante, envelheceu rápido. Redefinir papel de Estado, governo, soberania, forças armadas, democracia, liberdade, política. Impossível ligar corda rompida. Morte, fome, desemprego, violência são más conselheiras. Para começar: “Fora Bolsonaro”.

25 de junho de 2020

'BOIADA NEOLIBERAL"

A boiada neoliberal (Globo, mercado, bancos, PSDB) tbm aproveita a atenção com a pandemia para avançar covardemente seus projetos e reformas antipovo, anti-trabalhador, como propôs, Ricardo Salles, na reunião ministerial do dia 22. Enquanto o governo Bolsonaro prioriza claramente à economia à vida e mata milhares de seres pelo Covid-19, os neoliberais (Globo, mercado, PSDB) atacam direitos trabalhistas, aposentadorias, desempregam milhões, jogam na marginalidade, na fome e nas estatísticas de morte do coronavirus. Avançam também no saque aos recursos naturais e minerais, com a conivência do Congresso e um governo cada vez mais desmoralizado. É urgente forças democráticas, de esquerda e centro-esquerda formarem uma frente para lançar manifesto, e mobilizar nas ruas o povo por impeachment e eleições.

24 de junho de 2020

CADÊ A MULHER DO QUEIROZ?

Todas as investigações em curso sobre fake news, rachadinha, milícias, assassinato de Marielle, ameaças às instituições democráticas conduzem e recaem claramente no colo do presidente, Jair Bolsonaro. A justiça investiga, mídia divulga, Congresso dá (ou devia) suporte político. Muitos tem consciência que esses segmentos foram os criadores da criatura. A vacilação nas investigações tem sentido, apesar da criatura ter se tornado grave ameaça de desastre e de vida para todos. A pandemia tirou da rua o povo, suporte básico nessa luta. Nessas indecisões agora procuram a mulher de Queiroz, mas para que se já tem Queiroz? À procura de Queiroz se já tinham o Flávio, e do Flávio se já tem o Jair Bolsonaro? Falta investigar, sem medo. O brasileiro se equilibra e aguarda até onde pode o enfrentamento de uma barbárie anunciada.

22 de junho de 2020

DESCASO DO ISOLAMENTO


Causa surpresa o descaso com o isolamento na população para inibir o aumento da infecção do Covid-19. O descaso ocorre em parte da classe média e comunidades carentes. Situações e razões diferentes no aspecto social, mas única no aspecto ideológico. Na questão social é evidente que os mais necessitados não têm como permanecer em casa, sem renda e trabalho, manipulada pelo governo federal. Mas na questão de fundo o isolamento ou não, no mundo ocidental, tem razão ideológica e de classe. O patrão força o trabalhador para obter ganhos e lucros. Luta ideológica sempre presente, mas invisível, no capitalismo. Esse é o desafio: como agir nessa "saia justa" da pandemia? O vírus é inimigo, mas seus manipuladores ideológicos tbm. Usando de precaução os menos vulneráveis vão precisar correr riscos e enfrentar os inimigo nas ruas. Nesse momento, "FORA BOLSONARO". 

21 de junho de 2020

O QUE É BOLSONARISMO?

Existe certa perplexidade para entender o bolsonarismo, eleito e apoiado pela classe dominante (ricos e bilionários) na onda antipetista. É fascismo, nazismo, nacionalismo, populismo, reacionarismo? Que "ismo" é esse? Difícil responder. Não parece ideologia, mas "bolsonarismo", grupo familiar maluco. É entreguista, sonha com ditadura, intervenção militar à moda bolsonarista. Vive passado reacionário anticomunista, prisioneiro da guerra fria. Continua bipolar. Idolatra ídolos da tortura, como Ustra. Fabrica inimigos. Insulta opositores. Defende valores cristãos, família tradicional, muitos palavrões, "comer gente", Não por fé se aproximou de evangélicos. Quer armar a população, cultua o ódio. Não demonstra compaixão e sofrimento com milhares de mortes por pandemia. Nenhuma proposta política para área alguma, só destruição. Falso "moralismo", com Queiroz, "raspadinha", centrão, milícias, Marielle.  É preciso coragem apostar nessa aventura.

20 de junho de 2020

EPIDEMIA INVISÍVEL


Mais de um milhão de infectados no Brasil envolvendo apenas 2,6% da população de 215 milhões de brasileiros e apenas 133 cidades pesquisadas. A ciência considera imunizadas quando 60/70% da população foi infectada. Na Europa e EUA, países ricos, contradições econômicas pública (impõem Estado mínimo) e privada, nenhum atingiu esse patamar. A única opção para impedir a multiplicação de infectados e mortos, é isolamento. Mas é no Brasil onde a situação mundial é mais grave. Por quê? Simples e objetivo: elegeu na presidência da República um demente (única explicação sucinta e correta do dilema). Se perdeu o controle da doença e o "navio Brasil está à deriva" indo ao encontro do rochedo. Só há uma saída de emergência: FORA BOLSONARO.