5 de julho de 2020

OS INGÊNUOS DO LEBLON

"O mundo não será o mesmo, após a pandemia" dizem. Uma reflexão vazia, pois o mundo nunca é o mesmo, dialeticamente. A questão é se a pandemia que tem o mesmo efeito de uma guerra, uma grave crise, muda o modelo de desenvolvimento do capitalismo da desigualdade. O deboche com a pandemia dos jovens do Leblon, se espalha pelo Brasil e pelo mundo, principalmente ocidental. Tem conteúdo filosófico na ingenuidade, se estrutura sob a égide de uma narrativa ideológica do capital, que pressiona a população para trabalhar, mesmo que morra. A mesma alienação que utiliza para o consumo e lucro. A mudança virá na contradição (milhões de mortes por descaso na assistência pública estatal e governamental), na conscientização e manifestação, como nos EUA e Chile.

3 de julho de 2020

RENDA BRASIL E BOLSA FAMÍLIA


Na estratégia de ludibriar os mais pobres, governo Bolsonaro, com endosso dos neoliberais (1% mais ricos) pretende criar o "Renda Brasil", um Bolsa Família com outro nome, dizem. Inúmeras farsas diferem o "Renda Brasil" do Bolsa Família. Bolsa Família foi inclusão social, socorro, SOS aos sem nada, herdados de um país destruído pelas elites. Bolsa Família representava no governo do PT um estágio para salvar o pobre da fome e chegar com vida aos demais serviços do Estado garantidos no governo do PT, como, emprego, educação, saúde, casa própria, salário corrigido, crédito, outros bens sociais. No governo Bolsonaro isso inexiste. Esvaziam o Estado social (educação, saúde, moradia), priorizam recursos aos 1% mais ricos, desempregam milhões, reduzem salário, retiram direitos trabalhistas e da aposentadoria, além da agravante de uma pandemia que mata milhões. "Renda Brasil" para quem? Os condenados à morte?

2 de julho de 2020

O DRAMA DAS FRENTES


A história política do século passado nos trouxe uma série de exemplos de frentes pela esquerda (trabalho) para enfrentar a direita (o capital). São inúmeras as variáveis, causam muitas polêmicas e dificuldades de se visualizar. No Brasil de 2020 se vive esse imbróglio. A direita apoiou a ultradireita (uma frente antipetista) que está conduzindo o país para o caos, tragédia anunciada para todos. Tanto para a direita quanto para a esquerda não há meio termo: tirar ou não Bolsonaro? Nesse interim, uma agravante no processo decisório: Covid-19 mata milhões. Quem cede? O PT tem limites Republicanos: democracia, Estado de Direito, soberania do voto. Economia e futuro dependem dessa decisão. A bola está com a direita, avança ou recua na tragédia Bolsonaro?

30 de junho de 2020

PLATAFORMAS DO ÓDIO

Empresas multinacionais norte-americanas, como Coca-Cola, Microsoft, leves, Ford, Unilever, vereza, the norte face e outras estão suspendendo suas contas nas plataformas do facebook, twitter, instagram redes sociais que apoiam o discurso de ódio de Trump. Qual a leitura dessa posição? Essas gigantes da economia apoiaram, até agora, a política genocida e de ódio de Trump. Outras continuam. O que faz recuarem? As manifestações antirracistas e as milhares ou, talvez, milhões de mortes decorrentes do coronavirus? Por trás do recuo, medo e receio dos bilionários com as consequências demonstradas pela insatisfação popular nas ruas. Essa lição serve ao Brasil. Só pressão popular muda o rumo das desigualdades e ódios da classe dominante.

29 de junho de 2020

LIVE LULA E FLAVIO DINIO

Muito significativa a live de Lula com Flávio Dino. Lula, a maior liderança de esquerda da América Latina, precisa ativar essas lives com demais lideranças nacionais e internacionais. É fundamental, pois suas análises da conjuntura são importantes para conscientizar milhões de trabalhadores brasileiros. O Brasil precisa conhecer o cidadão Lula e sua visão de mundo. No mundo atual existe uma competição para obter a hegemonia das narrativas entre as direitas. Narrativas inimigas do trabalhador. Para agravar o quadro das narrativas surge uma pandemia que mata basicamente milhões de pobres, negros e idosos, considerados "improdutivos" pelo neoliberalismo. No Brasil, essas narrativas simulam brigas, pausas e tréguas com intenção de iludir a população. A tarefa da oposição, da esquerda, centro-esquerda e dos democratas é formar uma frente social para enfrentá-las.

28 de junho de 2020

CONTRADIÇÕES ACIRRAM


Cresce em todos os setores da sociedade a insegurança política, econômica e social, decorrente do golpe à Constituição de 2016. A pandemia deixou visível a falta de estrutura do Estado na saúde com milhares de mortes. Nas PMs assassinatos e impunidades de pobres nas favelas. Corrupção bolsonarista e lavajatista dividindo a estrutura da justiça e da PF. Na política, legislativo oportunista e despreparado, produto de fake news e caixa dois. Na economia, neoliberalismo falido de austeridade e Estado mínimo, que conduz o pais para recessão e quebradeira. Pós-pandemia traz insegurança geral sobre futuro. A Constituição Cidadã de 88, rasgada pela classe dominante, envelheceu rápido. Redefinir papel de Estado, governo, soberania, forças armadas, democracia, liberdade, política. Impossível ligar corda rompida. Morte, fome, desemprego, violência são más conselheiras. Para começar: “Fora Bolsonaro”.

25 de junho de 2020

'BOIADA NEOLIBERAL"

A boiada neoliberal (Globo, mercado, bancos, PSDB) tbm aproveita a atenção com a pandemia para avançar covardemente seus projetos e reformas antipovo, anti-trabalhador, como propôs, Ricardo Salles, na reunião ministerial do dia 22. Enquanto o governo Bolsonaro prioriza claramente à economia à vida e mata milhares de seres pelo Covid-19, os neoliberais (Globo, mercado, PSDB) atacam direitos trabalhistas, aposentadorias, desempregam milhões, jogam na marginalidade, na fome e nas estatísticas de morte do coronavirus. Avançam também no saque aos recursos naturais e minerais, com a conivência do Congresso e um governo cada vez mais desmoralizado. É urgente forças democráticas, de esquerda e centro-esquerda formarem uma frente para lançar manifesto, e mobilizar nas ruas o povo por impeachment e eleições.

24 de junho de 2020

CADÊ A MULHER DO QUEIROZ?

Todas as investigações em curso sobre fake news, rachadinha, milícias, assassinato de Marielle, ameaças às instituições democráticas conduzem e recaem claramente no colo do presidente, Jair Bolsonaro. A justiça investiga, mídia divulga, Congresso dá (ou devia) suporte político. Muitos tem consciência que esses segmentos foram os criadores da criatura. A vacilação nas investigações tem sentido, apesar da criatura ter se tornado grave ameaça de desastre e de vida para todos. A pandemia tirou da rua o povo, suporte básico nessa luta. Nessas indecisões agora procuram a mulher de Queiroz, mas para que se já tem Queiroz? À procura de Queiroz se já tinham o Flávio, e do Flávio se já tem o Jair Bolsonaro? Falta investigar, sem medo. O brasileiro se equilibra e aguarda até onde pode o enfrentamento de uma barbárie anunciada.

22 de junho de 2020

DESCASO DO ISOLAMENTO


Causa surpresa o descaso com o isolamento na população para inibir o aumento da infecção do Covid-19. O descaso ocorre em parte da classe média e comunidades carentes. Situações e razões diferentes no aspecto social, mas única no aspecto ideológico. Na questão social é evidente que os mais necessitados não têm como permanecer em casa, sem renda e trabalho, manipulada pelo governo federal. Mas na questão de fundo o isolamento ou não, no mundo ocidental, tem razão ideológica e de classe. O patrão força o trabalhador para obter ganhos e lucros. Luta ideológica sempre presente, mas invisível, no capitalismo. Esse é o desafio: como agir nessa "saia justa" da pandemia? O vírus é inimigo, mas seus manipuladores ideológicos tbm. Usando de precaução os menos vulneráveis vão precisar correr riscos e enfrentar os inimigo nas ruas. Nesse momento, "FORA BOLSONARO". 

21 de junho de 2020

O QUE É BOLSONARISMO?

Existe certa perplexidade para entender o bolsonarismo, eleito e apoiado pela classe dominante (ricos e bilionários) na onda antipetista. É fascismo, nazismo, nacionalismo, populismo, reacionarismo? Que "ismo" é esse? Difícil responder. Não parece ideologia, mas "bolsonarismo", grupo familiar maluco. É entreguista, sonha com ditadura, intervenção militar à moda bolsonarista. Vive passado reacionário anticomunista, prisioneiro da guerra fria. Continua bipolar. Idolatra ídolos da tortura, como Ustra. Fabrica inimigos. Insulta opositores. Defende valores cristãos, família tradicional, muitos palavrões, "comer gente", Não por fé se aproximou de evangélicos. Quer armar a população, cultua o ódio. Não demonstra compaixão e sofrimento com milhares de mortes por pandemia. Nenhuma proposta política para área alguma, só destruição. Falso "moralismo", com Queiroz, "raspadinha", centrão, milícias, Marielle.  É preciso coragem apostar nessa aventura.

20 de junho de 2020

EPIDEMIA INVISÍVEL


Mais de um milhão de infectados no Brasil envolvendo apenas 2,6% da população de 215 milhões de brasileiros e apenas 133 cidades pesquisadas. A ciência considera imunizadas quando 60/70% da população foi infectada. Na Europa e EUA, países ricos, contradições econômicas pública (impõem Estado mínimo) e privada, nenhum atingiu esse patamar. A única opção para impedir a multiplicação de infectados e mortos, é isolamento. Mas é no Brasil onde a situação mundial é mais grave. Por quê? Simples e objetivo: elegeu na presidência da República um demente (única explicação sucinta e correta do dilema). Se perdeu o controle da doença e o "navio Brasil está à deriva" indo ao encontro do rochedo. Só há uma saída de emergência: FORA BOLSONARO.

19 de junho de 2020

BENEDITA DA SILVA


Benedita (PT) fez sua estreia na mídia (O Dia) como candidata à prefeita da Cidade do Rio de Janeira. O PT se empenhou por uma unidade pela esquerda, infelizmente ainda existe ranços herdado das acusações contra o PT por seus inimigos, mesmo sem comprovação. Benedita traz para o RJ a experiência bem sucedida do PT nas suas administrações federal, estadual e municipal. Finanças destruídas e violência que descambou, principalmente contra os mais pobres no RJ é a prioridade. Combater o desemprego pode ser o antídoto principal. Valorizar o mercado interno. Recursos serão otimizados. Benedita traz o patrimônio mais requisitado na política atual do RJ:  a credibilidade de sua biografia.

18 de junho de 2020

LIÇÕES DO COVID-19

Lições diárias vão deixando bilhões de seres humanos em alerta em plena disseminação exponencial do Covid-19. Quais lições? Cada país uma realidade. O Brasil, deveria sair na frente dessas mudanças, pois diferiu de tudo e todos. Quis a história um pária, um excluído social e despreparado estivesse institucionalmente à frente do enfrentamento de uma pandemia.  A lição é política, inúmeras medidas democráticas, constitucionais a depender da correlação de força entre capital e trabalho. Interesses que serão preservados ou renovados?  Por exemplo, forças armadas: excesso de contingente armado, custos elevados, sem guerra é necessária? O que é Estado e governo? Capítulo próprio reforçando autonomia e democracia (STF, PGR, PF e outros). E a mídia, continua sem regulação?

17 de junho de 2020

E AGORA, JOSÉ?


E agora, José? Esse sentimento expresso no poema de Carlos Drummond, 1942, de solidão, abandono, falta de esperança, perdido e sem saber o caminho foi a herança que restou à população deixada pela classe dominante (ricos e bilionários), agravada após 2016. Sobrou para o STF a responsabilidade de resgatar desmandos e ambições das elites dominantes, seu noivado e casamento com a barbárie autoritária. A mistura entre Estado e governo usada para combater a esquerda, legitimamente constituída no poder, precisa ser novamente acionada, dessa vez, para combater o neofascismo, do autoritarismo e do ódio. Direita neoliberal e ultradireita numa guerra de narrativas indefinidas. As duas mantendo "joelho no pescoço" do Estado de Direito, dessa vez, com um inimigo, um exército invisível, poderoso, não de vivos, mas cadáveres, avançando.

16 de junho de 2020

BRASIL É "BOMBA-RELÓGIO"


"Brasil é bomba-relógio", diz ministro da saúde da Colômbia sobre o vírus. Pandemia carrega responsabilidade global e todos os países dividem o sacrifício do combate e controle. Governo Bolsonaro está "fora da curva", não assumiu responsabilidades do comando de seu combate, desrespeita normas internacionais de segurança na saúde, nomeia militar sem formação no ministério da saúde, prescreve remédios condenados, retarda apoio financeiro aos mais necessitado, obriga a população a se expor ao vírus para não morrer de fome. Conclusão: cresce assustadoramente a posição do Brasil no ranking mundial do terror, em número de cadáveres e infectados, mesmo subdimensionados testes e estatísticas. A bomba está ligada e a fatura desse crime cai no colo de todos que o apoiam.

15 de junho de 2020

LIBERAIS VACILAM


O Globo e outros veículos da grande mídia orientam e norteiam a estratégia da política atual. Na última eleição produziram uma aliança entre ultradireita e direita liberal contra o PT fazendo maioria no Congresso e governos estaduais. Essa aliança sofre rupturas e dissensos e vacila temendo algo semelhante como "Diretas já". A insatisfação e insegurança cresce com milhares de cadáveres empilhados, milhões desempregados, formal e informalmente, e perspectiva clara de quebradeira econômica geral. Num quadro social caótico desse é temerário apostar em processos repressivos, autoritários e antidemocráticos. Precisa haver rapidamente respostas à barbárie que avança.

14 de junho de 2020

"NÃO ESTICA A CORDA"


"Não estica a corda" foi o recado e ameaça do governo Bolsonaro aos demais poderes, principalmente STF e TSE, que julgam crimes e irregularidades comprovadas de fake news, caixa dois na eleição de 2018, e pós-eleito, ataques ao Congresso, STF, onde prega publicamente rupturas institucionais, armamento da população para defender seu governo, caso condenado. Até o dia de hoje, 14 de junho, ninguém sabe o que vai acontecer. Mas, perguntas ficam no ar: comprovadamente despreparado, com visão deformada de realidade, incapaz de enfrentar, até estimula, pandemia que mata milhares diariamente, conduz o país para o desastre, quebradeira geral consegue chegar a 2022 sem explodi-lo? Será ético e constitucional 215 milhões de brasileiros, instituições, públicas e privadas, permanecerem assistindo, intimidadas e omissas às suas tresloucadas aventuras e ameaças autoritárias?

12 de junho de 2020

RACISMO E CONJUNTURA

"Não consigo respirar" foram as súplicas e últimas palavras de George Floyd, negro norte-americano, ao policial, Derek Chauvin, com o joelho no seu pescoço. Fato inédito nos EUA, Brasil e outros? Não. Fato corriqueiro nas sociedades de cultura escravocrata racista, de supremacia branca. E por que a reação internacional? A história e futuro vai nos esclarecer melhor o que de fato está acontecendo. Mas muitas leituras e análises podem ser feitas. Primeiro, o mundo vive uma nova 3a. guerra mundial com um inimigo desconhecido, o Covid-19. Segundo, volta do enfrentamento político ao fascismo, nos EUA, Brasil e outros países. Terceiro, a etapa atual do capitalismo concentrador de renda (mercado neoliberal), fomentador da desigualdade que busca desesperado manter sua hegemonia. Tudo aflorado nas manifestações antirracistas que o Covid ajuda a questionar e provocar.

11 de junho de 2020

AGORA, SÓ STF


AGORA, SÓ STF
Não precisa ser vidente, nem cientista político para saber que todo o sistema institucional estabelecido, desde a constituição de 88, está prestes a ser rompido pelo governo Bolsonaro. O Congresso de Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre, amarelaram. Por eles a serpente pode chocar seu ovo e o Brasil esperar pelo fascismo. Repetem a omissão dos nazistas alemães e empresários da época. Resta apenas o STF nessa luta. No Planalto, aliados de Bolsonaro atacam o STF como "decisões políticas", de "querer aparecer", de querer fazer "palanque". Levantam bandeira branca, mas acusando o STF. Por tudo que fez, faz e vai continuar fazendo quem quiser se enganar com Bolsonaro, como fizeram quando o elegeram, continuem. Acreditar que vai recuar nos seus crimes contra a vidas de milhões de seres, contra o clima, a Amazônia e direitos dos cidadão é ingenuidade ou má-fé.

10 de junho de 2020

ELIO GASPARI


 
Elio Gaspari e outros jornalistas colunistas do Globo receosos e pouca credibilidade para atacar o fascismo bolsonarista, direciona a argumentação em ataques sem sentido a governos de esquerda da Venezuela e do Brasil do PT. É um dilema que o grupo familiar o Globo viveu na ditadura de 64: adere à ditadura ou perde publicidade? Agora é mais grave, pois sem apoio político algum, pois se trata do governo mais mal avaliado do planeta. Um governo genocida, que conduz o país à quebradeira econômica e à barbárie. Esse dilema da Globo é o da direita tradicional neoliberal, que vem perdendo a confiança da população em seus partidos tradicionais (PSDB e outros), desde o golpe de 2016 e o apoio em 2018 ao fascismo bolsonarista que, de lá para cá, só age com ódio e desatinos ao povo. O dilema só tem duas saídas: participar e aprofundar os fakes news fascistas da barbárie bolsonarista ou aderir a uma frente democrática, sem restrição, pelo Estado de Direito