21 de junho de 2020

O QUE É BOLSONARISMO?

Existe certa perplexidade para entender o bolsonarismo, eleito e apoiado pela classe dominante (ricos e bilionários) na onda antipetista. É fascismo, nazismo, nacionalismo, populismo, reacionarismo? Que "ismo" é esse? Difícil responder. Não parece ideologia, mas "bolsonarismo", grupo familiar maluco. É entreguista, sonha com ditadura, intervenção militar à moda bolsonarista. Vive passado reacionário anticomunista, prisioneiro da guerra fria. Continua bipolar. Idolatra ídolos da tortura, como Ustra. Fabrica inimigos. Insulta opositores. Defende valores cristãos, família tradicional, muitos palavrões, "comer gente", Não por fé se aproximou de evangélicos. Quer armar a população, cultua o ódio. Não demonstra compaixão e sofrimento com milhares de mortes por pandemia. Nenhuma proposta política para área alguma, só destruição. Falso "moralismo", com Queiroz, "raspadinha", centrão, milícias, Marielle.  É preciso coragem apostar nessa aventura.

20 de junho de 2020

EPIDEMIA INVISÍVEL


Mais de um milhão de infectados no Brasil envolvendo apenas 2,6% da população de 215 milhões de brasileiros e apenas 133 cidades pesquisadas. A ciência considera imunizadas quando 60/70% da população foi infectada. Na Europa e EUA, países ricos, contradições econômicas pública (impõem Estado mínimo) e privada, nenhum atingiu esse patamar. A única opção para impedir a multiplicação de infectados e mortos, é isolamento. Mas é no Brasil onde a situação mundial é mais grave. Por quê? Simples e objetivo: elegeu na presidência da República um demente (única explicação sucinta e correta do dilema). Se perdeu o controle da doença e o "navio Brasil está à deriva" indo ao encontro do rochedo. Só há uma saída de emergência: FORA BOLSONARO.

19 de junho de 2020

BENEDITA DA SILVA


Benedita (PT) fez sua estreia na mídia (O Dia) como candidata à prefeita da Cidade do Rio de Janeira. O PT se empenhou por uma unidade pela esquerda, infelizmente ainda existe ranços herdado das acusações contra o PT por seus inimigos, mesmo sem comprovação. Benedita traz para o RJ a experiência bem sucedida do PT nas suas administrações federal, estadual e municipal. Finanças destruídas e violência que descambou, principalmente contra os mais pobres no RJ é a prioridade. Combater o desemprego pode ser o antídoto principal. Valorizar o mercado interno. Recursos serão otimizados. Benedita traz o patrimônio mais requisitado na política atual do RJ:  a credibilidade de sua biografia.

18 de junho de 2020

LIÇÕES DO COVID-19

Lições diárias vão deixando bilhões de seres humanos em alerta em plena disseminação exponencial do Covid-19. Quais lições? Cada país uma realidade. O Brasil, deveria sair na frente dessas mudanças, pois diferiu de tudo e todos. Quis a história um pária, um excluído social e despreparado estivesse institucionalmente à frente do enfrentamento de uma pandemia.  A lição é política, inúmeras medidas democráticas, constitucionais a depender da correlação de força entre capital e trabalho. Interesses que serão preservados ou renovados?  Por exemplo, forças armadas: excesso de contingente armado, custos elevados, sem guerra é necessária? O que é Estado e governo? Capítulo próprio reforçando autonomia e democracia (STF, PGR, PF e outros). E a mídia, continua sem regulação?

17 de junho de 2020

E AGORA, JOSÉ?


E agora, José? Esse sentimento expresso no poema de Carlos Drummond, 1942, de solidão, abandono, falta de esperança, perdido e sem saber o caminho foi a herança que restou à população deixada pela classe dominante (ricos e bilionários), agravada após 2016. Sobrou para o STF a responsabilidade de resgatar desmandos e ambições das elites dominantes, seu noivado e casamento com a barbárie autoritária. A mistura entre Estado e governo usada para combater a esquerda, legitimamente constituída no poder, precisa ser novamente acionada, dessa vez, para combater o neofascismo, do autoritarismo e do ódio. Direita neoliberal e ultradireita numa guerra de narrativas indefinidas. As duas mantendo "joelho no pescoço" do Estado de Direito, dessa vez, com um inimigo, um exército invisível, poderoso, não de vivos, mas cadáveres, avançando.

16 de junho de 2020

BRASIL É "BOMBA-RELÓGIO"


"Brasil é bomba-relógio", diz ministro da saúde da Colômbia sobre o vírus. Pandemia carrega responsabilidade global e todos os países dividem o sacrifício do combate e controle. Governo Bolsonaro está "fora da curva", não assumiu responsabilidades do comando de seu combate, desrespeita normas internacionais de segurança na saúde, nomeia militar sem formação no ministério da saúde, prescreve remédios condenados, retarda apoio financeiro aos mais necessitado, obriga a população a se expor ao vírus para não morrer de fome. Conclusão: cresce assustadoramente a posição do Brasil no ranking mundial do terror, em número de cadáveres e infectados, mesmo subdimensionados testes e estatísticas. A bomba está ligada e a fatura desse crime cai no colo de todos que o apoiam.

15 de junho de 2020

LIBERAIS VACILAM


O Globo e outros veículos da grande mídia orientam e norteiam a estratégia da política atual. Na última eleição produziram uma aliança entre ultradireita e direita liberal contra o PT fazendo maioria no Congresso e governos estaduais. Essa aliança sofre rupturas e dissensos e vacila temendo algo semelhante como "Diretas já". A insatisfação e insegurança cresce com milhares de cadáveres empilhados, milhões desempregados, formal e informalmente, e perspectiva clara de quebradeira econômica geral. Num quadro social caótico desse é temerário apostar em processos repressivos, autoritários e antidemocráticos. Precisa haver rapidamente respostas à barbárie que avança.

14 de junho de 2020

"NÃO ESTICA A CORDA"


"Não estica a corda" foi o recado e ameaça do governo Bolsonaro aos demais poderes, principalmente STF e TSE, que julgam crimes e irregularidades comprovadas de fake news, caixa dois na eleição de 2018, e pós-eleito, ataques ao Congresso, STF, onde prega publicamente rupturas institucionais, armamento da população para defender seu governo, caso condenado. Até o dia de hoje, 14 de junho, ninguém sabe o que vai acontecer. Mas, perguntas ficam no ar: comprovadamente despreparado, com visão deformada de realidade, incapaz de enfrentar, até estimula, pandemia que mata milhares diariamente, conduz o país para o desastre, quebradeira geral consegue chegar a 2022 sem explodi-lo? Será ético e constitucional 215 milhões de brasileiros, instituições, públicas e privadas, permanecerem assistindo, intimidadas e omissas às suas tresloucadas aventuras e ameaças autoritárias?

12 de junho de 2020

RACISMO E CONJUNTURA

"Não consigo respirar" foram as súplicas e últimas palavras de George Floyd, negro norte-americano, ao policial, Derek Chauvin, com o joelho no seu pescoço. Fato inédito nos EUA, Brasil e outros? Não. Fato corriqueiro nas sociedades de cultura escravocrata racista, de supremacia branca. E por que a reação internacional? A história e futuro vai nos esclarecer melhor o que de fato está acontecendo. Mas muitas leituras e análises podem ser feitas. Primeiro, o mundo vive uma nova 3a. guerra mundial com um inimigo desconhecido, o Covid-19. Segundo, volta do enfrentamento político ao fascismo, nos EUA, Brasil e outros países. Terceiro, a etapa atual do capitalismo concentrador de renda (mercado neoliberal), fomentador da desigualdade que busca desesperado manter sua hegemonia. Tudo aflorado nas manifestações antirracistas que o Covid ajuda a questionar e provocar.

11 de junho de 2020

AGORA, SÓ STF


AGORA, SÓ STF
Não precisa ser vidente, nem cientista político para saber que todo o sistema institucional estabelecido, desde a constituição de 88, está prestes a ser rompido pelo governo Bolsonaro. O Congresso de Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre, amarelaram. Por eles a serpente pode chocar seu ovo e o Brasil esperar pelo fascismo. Repetem a omissão dos nazistas alemães e empresários da época. Resta apenas o STF nessa luta. No Planalto, aliados de Bolsonaro atacam o STF como "decisões políticas", de "querer aparecer", de querer fazer "palanque". Levantam bandeira branca, mas acusando o STF. Por tudo que fez, faz e vai continuar fazendo quem quiser se enganar com Bolsonaro, como fizeram quando o elegeram, continuem. Acreditar que vai recuar nos seus crimes contra a vidas de milhões de seres, contra o clima, a Amazônia e direitos dos cidadão é ingenuidade ou má-fé.

10 de junho de 2020

ELIO GASPARI


 
Elio Gaspari e outros jornalistas colunistas do Globo receosos e pouca credibilidade para atacar o fascismo bolsonarista, direciona a argumentação em ataques sem sentido a governos de esquerda da Venezuela e do Brasil do PT. É um dilema que o grupo familiar o Globo viveu na ditadura de 64: adere à ditadura ou perde publicidade? Agora é mais grave, pois sem apoio político algum, pois se trata do governo mais mal avaliado do planeta. Um governo genocida, que conduz o país à quebradeira econômica e à barbárie. Esse dilema da Globo é o da direita tradicional neoliberal, que vem perdendo a confiança da população em seus partidos tradicionais (PSDB e outros), desde o golpe de 2016 e o apoio em 2018 ao fascismo bolsonarista que, de lá para cá, só age com ódio e desatinos ao povo. O dilema só tem duas saídas: participar e aprofundar os fakes news fascistas da barbárie bolsonarista ou aderir a uma frente democrática, sem restrição, pelo Estado de Direito

8 de junho de 2020

CREDIBILIDADE NA ESQUIZOFRENIA


 
Credibilidade é o principal sintoma e sentimento que domina a maioria esmagadora da população brasileira, especialmente os mais vulneráveis. A classe dominante brasileira (ricos e bilionários) é, no mínimo, esquizofrênica. Historicamente (desde Cabral) fica claro na forma como lidou com a escravidão e como se livrou dela. Saltando historicamente e chegando a 2016, o que fez essa esquizofrênica classe dominante? Sem nenhuma justificativa plausível, a não ser muita mentira e doença, rasgou a Constituição para golpear a soberania, democracia e liberdade. Puro oportunismo para colocar no poder a demência, o despreparo absoluto, o fascismo. Agora, depois do estrago, do genocídio, da barbárie no poder, o que faz? Quer fazer crer a milhões de brasileiros que sua base de mentira e apoio ao fascismo, justiça, polícia, Congresso, grande mídia, está contra

7 de junho de 2020

MANIFESTAÇÕES


 
Manifestações pacíficas envolvendo milhões de pessoas por vários dias nos EUA é, sem dúvida, um fato novo, curioso, que merecem reflexões. Sempre, nessas manifestações, ódios e revoltas deram o tom, bem exploradas pelos responsáveis das injustiças e desigualdades, infiltrados no movimento para justificar repressão. Dessa vez não, quando houve, logo rechaçada e denunciada pelos manifestantes, no grito e nas redes. E agora, José? Como será o depois, o amanhã? Com pacifismo milhares, milhões se incorporam. Num ato político, onde ninguém sai como entrou, se conscientiza, cresce politicamente. No Brasil, hoje, domingo dia 7, um ato pacífico foi convocado, no combate a dois vírus mortais: pandemia e governo fascista. Momento inédito. Por precaução, maiores de 60 anos convém não participar e os mais jovens se proteger. FORA VIRUS, FORA MORTE, FORA BOLSONARO.

6 de junho de 2020

USO DE FAKES PELO MERCADO


 

 
É comum na esquerda a tese que política se lê através da economia, mas não parece, em alguns casos, seja viável, onde há um declínio, crise e desespero do capitalismo atravessado por pandemia. Tempo de pós-verdade e fake news, como a notícia que levantou a moral dos mercados globais, nesse sábado, propagando que nos EUA 2,5 milhões de novos postos de trabalho foram criados. Em plena pandemia os EUA de Trump ocupando o epicentro da doença, criação de postos de trabalho onde "cara pálida"? As notícias não esclarecem onde e por que do "milagre". Faz vagas referências a estímulos econômicos dos bancos centrais (!!!???). A matéria, do caderno de economia do Globo, nas "entrelinhas", promove um carnaval de otimismo para levantar o mercado. Um caso típico de uso da política eleitoral imperialista americana para tirar o governo das "cordas".

5 de junho de 2020

LULA ESTÁ CERTO


 
Lula está certo ao sentir falta entre os manifestos a ausência de um que coloque a ótica do trabalhador na tragédia, genocídio e barbárie que representa o governo fascista de Bolsonaro. Que venham muitos manifestos pela cultura, meio ambiente, antirracismo, democracia, liberdade e Estado de Direito. Mas é importante uma frente popular colocar em manifesto a restituição dos direitos do trabalhador, principal vítima do vírus da desigualdade, desemprego, fome, saúde. Condenar a permanência de sistemas sociais de justiça de "joelho no pescoço", como vimos nos EUA, e concretamente existente no Brasil.

3 de junho de 2020

O QUE É A FRENTE ANTIFASCISTA?


 
A frente antifascista, que pode se confundir com frente ampla ou democrática, é decorrente principalmente da lição alemã deixada pela tragédia da 2a. guerra mundial, provocada por Hitler. A oposição a Hitler vacilou e permitiu seu crescimento. Na guerra só a união da URSS (socialista) e "aliados" (capitalista) conseguiu derrotar o fascismo. O Brasil vive o mesmo dilema. Fascismo, nazismo, liberalismo representam o capitalismo. No Brasil, unidos em 2018, derrotaram a esquerda. Agora estão em litígio devido ao autoritarismo fascista. Os liberais pedem o retorno do estado de direito (a democracia burguesa). O papel da esquerda é ser contra e ficar gritando que os dois são inimigos? Não, pelo contrário, torcer e apoiar que cada representante do núcleo duro dele se afaste. Esquerda e liberais sozinhos não vencem o fascismo. O papel da esquerda é se unir aos liberais para destruir o fascismo.

UNIDADE ANTIBARBÁRIE


 
Cabe aos mais esclarecidos e informados politicamente da sociedade apresentar saída e lutar para enfrentar a trajetória de barbárie e genocídio que o governo Bolsonaro colocou ao povo brasileiro. Medo e indignação pela morte e fome generalizada cresce entre a população pela percepção da incompetência e insanidade do presidente da República. A lição e saída única que a história dita é união de todos. Não existe outra. Constitucionalistas, democratas, esquerda, centro-esquerda e direita (que não exclua o papel do Estado no combate à pandemia, desemprego e participação da esquerda na unidade). O Brasil não pode ficar subordinado a indefinição das forças armadas e agentes financeiros exploradores. A singularidade dessa luta é a pandemia. Manifestos e manifestantes de todas as correntes de pensamento e opinião surgem, perdem o medo, vão às ruas, com proteção e acompanham países ricos e emergentes (EUA, Europa, Chile) lutar por seus direitos.

1 de junho de 2020

MANIFESTOS E MANIFESTAÇÕES EM PANDEMIA


 
O Brasil e EUA enfrentam situação totalmente inédita em política: dois vírus mortais avançam, lá e cá. Na saúde (pandemia) e na política (neofascismo). EUA e Brasil realidades distintas, caminhos diferentes. No Brasil, cada dia um dia. Nos últimos, um manifesto nacional assinado por todas as correntes de pensamento político democrático formam uma FRENTE DEMOCRÁTICA condenando o avanço antifascista. Nas ruas de RJ e SP, torcidas organizadas de futebol resolveram enfrentar o fascismo e abriram uma saída às futuras manifestações, mesmo com riscos do Covid-19. O neofascismo usa o vírus nas ruas para confrontar os poderes constituídos. Não há dúvida sobre o risco Bolsonaro à democracia. Forças armadas permanecem silenciosas. Terão que se posicionar, a favor ou contra à democracia. Retrocesso político jamais. Democracia tem pressa de definição, quem é quem?

29 de maio de 2020

POLÍTICA E NUVEM


 
Foi dito que política é que nem nuvem. Olha para o céu está de um jeito, de novo, mudou. No Brasil nunca mudou tanto em meio a três graves crises concomitantes:  saúde, mata milhares de brasileiros diariamente, econômica, arrasta o país para a quebradeira e política, com a presidência da República nas mãos da instabilidade emocional, ideológica e delituosa. Na pandemia a nuvem, dia sim, dia não, oscila sobre o isolamento da população. Na economia, fica em casa, vai trabalhar. Na política, ruptura ou não? Apesar da oscilação das nuvens políticas os fatos vão se definindo. Combate à pandemia só com isolamento. Economia com mortes é impossível. Ruptura institucional somente se for para cobrir delitos e crimes.

27 de maio de 2020

ESPERAR O QUÊ?


 
Cresce a angústia pelos desmandos de Bolsonaro. Setores porta-vozes da classe dominante que o apoiaram e agora demonstram insatisfação e preocupação com sua conduta, como Congresso, STF, MP, PF e imprensa, estão fragilizados, presos ao golpe de 2016, vacilantes em críticas à sua criatura. Com isso, Bolsonaro, cresce com ações e ameaças à democracia, às liberdades. Avança o controle sobre a PF, PGR, Forças Armadas, partidos como o centrão. A justiça não investiga ele e seus filhos. A pandemia avança seus mortos, Bolsonaro "dá de ombros". Recessiva a economia aguarda o caos. O espanto com os acontecimentos cresce. O que está havendo, como sair desse garrote? Esperar o quê, morte, "quanto pior"? A oposição, com o que tiver, precisa sair, assumir iniciativas, provocar fatos e obter reação. A barbárie se aproxima, o Brasil explode com Bolsonaro até 2022. Fora Bolsonaro já.