É comum na esquerda a tese que política se lê através da economia, mas
não parece, em alguns casos, seja viável, onde há um declínio, crise e
desespero do capitalismo atravessado por pandemia. Tempo de pós-verdade e fake
news, como a notícia que levantou a moral dos mercados globais, nesse sábado,
propagando que nos EUA 2,5 milhões de novos postos de trabalho foram criados.
Em plena pandemia os EUA de Trump ocupando o epicentro da doença, criação de
postos de trabalho onde "cara pálida"? As notícias não esclarecem
onde e por que do "milagre". Faz vagas referências a estímulos
econômicos dos bancos centrais (!!!???). A matéria, do caderno de economia do
Globo, nas "entrelinhas", promove um carnaval de otimismo para
levantar o mercado. Um caso típico de uso da política eleitoral imperialista
americana para tirar o governo das "cordas".
6 de junho de 2020
5 de junho de 2020
LULA ESTÁ CERTO
3 de junho de 2020
O QUE É A FRENTE ANTIFASCISTA?
A frente antifascista, que pode se confundir com frente ampla ou
democrática, é decorrente principalmente da lição alemã deixada pela tragédia
da 2a. guerra mundial, provocada por Hitler. A oposição a Hitler vacilou e
permitiu seu crescimento. Na guerra só a união da URSS (socialista) e
"aliados" (capitalista) conseguiu derrotar o fascismo. O Brasil vive
o mesmo dilema. Fascismo, nazismo, liberalismo representam o capitalismo. No
Brasil, unidos em 2018, derrotaram a esquerda. Agora estão em litígio devido ao
autoritarismo fascista. Os liberais pedem o retorno do estado de direito (a
democracia burguesa). O papel da esquerda é ser contra e ficar gritando que os
dois são inimigos? Não, pelo contrário, torcer e apoiar que cada representante
do núcleo duro dele se afaste. Esquerda e liberais sozinhos não vencem o
fascismo. O papel da esquerda é se unir aos liberais para destruir o fascismo.
UNIDADE ANTIBARBÁRIE
Cabe aos mais esclarecidos e informados politicamente da sociedade
apresentar saída e lutar para enfrentar a trajetória de barbárie e genocídio
que o governo Bolsonaro colocou ao povo brasileiro. Medo e indignação pela
morte e fome generalizada cresce entre a população pela percepção da
incompetência e insanidade do presidente da República. A lição e saída única
que a história dita é união de todos. Não existe outra. Constitucionalistas,
democratas, esquerda, centro-esquerda e direita (que não exclua o papel do
Estado no combate à pandemia, desemprego e participação da esquerda na
unidade). O Brasil não pode ficar subordinado a indefinição das forças armadas
e agentes financeiros exploradores. A singularidade dessa luta é a pandemia. Manifestos
e manifestantes de todas as correntes de pensamento e opinião surgem, perdem o
medo, vão às ruas, com proteção e acompanham países ricos e emergentes (EUA,
Europa, Chile) lutar por seus direitos.
1 de junho de 2020
MANIFESTOS E MANIFESTAÇÕES EM PANDEMIA
O Brasil e EUA enfrentam situação totalmente inédita em política: dois vírus
mortais avançam, lá e cá. Na saúde (pandemia) e na política (neofascismo). EUA
e Brasil realidades distintas, caminhos diferentes. No Brasil, cada dia um dia.
Nos últimos, um manifesto nacional assinado por todas as correntes de
pensamento político democrático formam uma FRENTE DEMOCRÁTICA condenando o
avanço antifascista. Nas ruas de RJ e SP, torcidas organizadas de futebol
resolveram enfrentar o fascismo e abriram uma saída às futuras manifestações,
mesmo com riscos do Covid-19. O neofascismo usa o vírus nas ruas para
confrontar os poderes constituídos. Não há dúvida sobre o risco Bolsonaro à
democracia. Forças armadas permanecem silenciosas. Terão que se posicionar, a
favor ou contra à democracia. Retrocesso político jamais. Democracia tem pressa
de definição, quem é quem?
29 de maio de 2020
POLÍTICA E NUVEM
Foi dito que política é que nem nuvem. Olha para o céu está de um jeito,
de novo, mudou. No Brasil nunca mudou tanto em meio a três graves crises
concomitantes: saúde, mata milhares de
brasileiros diariamente, econômica, arrasta o país para a quebradeira e
política, com a presidência da República nas mãos da instabilidade emocional,
ideológica e delituosa. Na pandemia a nuvem, dia sim, dia não, oscila sobre o
isolamento da população. Na economia, fica em casa, vai trabalhar. Na política,
ruptura ou não? Apesar da oscilação das nuvens políticas os fatos vão se
definindo. Combate à pandemia só com isolamento. Economia com mortes é impossível.
Ruptura institucional somente se for para cobrir delitos e crimes.
27 de maio de 2020
ESPERAR O QUÊ?
Cresce a angústia pelos desmandos de
Bolsonaro. Setores porta-vozes da classe dominante que o apoiaram e agora
demonstram insatisfação e preocupação com sua conduta, como Congresso, STF, MP,
PF e imprensa, estão fragilizados, presos ao golpe de 2016, vacilantes em
críticas à sua criatura. Com isso, Bolsonaro, cresce com ações e ameaças à
democracia, às liberdades. Avança o controle sobre a PF, PGR, Forças Armadas,
partidos como o centrão. A justiça não investiga ele e seus filhos. A pandemia
avança seus mortos, Bolsonaro "dá de ombros". Recessiva a economia
aguarda o caos. O espanto com os acontecimentos cresce. O que está havendo,
como sair desse garrote? Esperar o quê, morte, "quanto pior"? A
oposição, com o que tiver, precisa sair, assumir iniciativas, provocar fatos e
obter reação. A barbárie se aproxima, o Brasil explode com Bolsonaro até 2022.
Fora Bolsonaro já.
26 de maio de 2020
CLASSE DOMINANTE DIVIDIDA
Com a pandemia o Brasil chegou a um ponto extremo na contradição
política e econômica. A pergunta está colocada para todos: quem apoia e tem
consciência exata da barbárie e genocídio para onde caminha o país? Simples e
terrível assim. De um lado, parte majoritária da população totalmente
desprotegida conduzida como gado para o matadouro, de outro, percentual
consciente minoritário da população, sem força, impedida pela pandemia de se
manifestar, como sempre fez, nas ruas e praças. No centro do furacão o núcleo
duro, responsável pela tragédia, ocupado por uma classe dominante de
neofascistas e neoliberais (ricos e bilionários), controlando Estado, o
governo, dividida e omissa entre mata e esfola ou só esfola. Mas aí surge outra
dúvida e pergunta: será essa elite tão estúpida e atrasada em acreditar que ela
é responsável por investimento e crescimento do país sem trabalhador?
24 de maio de 2020
REUNIÃO COM VÍDEO
A publicização da reunião do governo Bolsonaro aconteceu por pressão da
Globo na defesa de, Sérgio Moro. Defesa "meia boca". Se concentrou na
nomeação do chefe de polícia. Para a população que vive entre morte por
pandemia e fome por desemprego pouco importa. A Globo, Polícia Federal e
Ministério Público tem, há bom tempo, provas suficientes de crimes da família
Bolsonaro paradas em "investigações sigilosas" nunca concluídas.
Conhecida embromação. O vídeo "atirou no que viu, acertou no que não
viu". Mais grave do que demissão foi a ameaça de armar a população para
uma defesa da sua "democracia e liberdade", traduzindo: guerra civil.
Nunca escondeu essa intenção. O neoliberalismo (mercado, Globo, bancos,
partidos) o elegeu para manter seu privilégios. Mantém um braço com Guedes e
"morde e assopra". O nazismo se criou assim: por omissão da elite. E
agora?
23 de maio de 2020
VÍDEO
A reunião política de Bolsonaro e seu governo desperta interesse na
política para leituras e reflexões. A leitura de que não houve rompimento político
da classe dominante (ricos e bilionários), entre a ultradireita de Bolsonaro
(barbárie) e neoliberalismo (desigualdade social do mercado, bancos, Globo,
partidos). O neoliberalismo continua vacilante com um "pé" no
bolsonarismo temeroso de perder o protagonismo na economia. Falta aos
neoliberais um plano B, uma candidatura viável para competir com oposição. MP e
PF, controlados pela elite, seguram investigações como sigilosas, sem acesso a
provas evidentes de crimes da família Bolsonaro, além de pregação à luta
armada, armamento de milícia, fechamento de Congresso, STF, AI-5 e mais grave:
descaso total com a saúde onde milhares morrem diariamente pela pandemia. Essa
situação não oferece tranquilidade aos brasileiros .
22 de maio de 2020
MOSAICO DA CONJUNTURA
O mosaico da conjuntura política atual permite diversas leituras. Uma
delas, vê três forças se contrapondo: a extrema-direita de Bolsonaro (destruição
e barbárie) prioriza à economia aos cadáveres (tem suporte de setores
reacionários empresariais e militares); neoliberais e mercado (maioria do
Congresso, STF, Globo) recua nas mortes, apoia isolamento, vacila no
enfrentamento a extrema-direita temendo perder o protagonismo da economia
(estado mínimo, austeridade), busca um líder. Finalmente a oposição, que tem,
nesse momento, reduzido protagonismo face ao isolamento. Se recicla nas redes
sociais e nessa correlação de forças, durante e pós-pandemia, projeta
alternativas de ação: apoia a frente ampla democrática antibarbárie (afastar
Bolsonaro), prioriza a vida, fortalecimento do SUS, suspensão de austeridades
(tetos de gastos), retorno à soberania, democracia, eleições.
21 de maio de 2020
GUERRA CIVIL
Na guerra civil as forças policiais e militares, bem como, forças civis
se conflitam entre legais e ilegais, obedecem e não à Constituição. A pergunta
que se faz: o que faltam às forças armadas, produtivas e institucionais para
enquadrar o presidente Bolsonaro como agitador, propagador e fomentador de uma
guerra civil? Milhões de brasileiros mais informados tem plena consciência de
suas arbitrariedades e seu despreparo. Outros milhões, menos informados, sofrem
por milhares de mortes pela Covid-19, pela desigualdade e fome. Bolsonaro
capturou as forças armadas, troca falsa disciplina por loteamento de cargos
públicos. Usa as forças armadas para distribuir armas e munições para as milícias,
nunca escondeu seu apoio à ditadura e tortura. Defende o AI-5, prega
intervenção e fechamento do Congresso, do STF. O que move e aguarda o Brasil?
Ingenuidade ou má-fé?
20 de maio de 2020
TRAMA DIABÓLICA
A aranha tece sua teia e emaranhado de fios como armadilha para pegar
inseto. A política pós-Trump e Bolsonaro, até o presente, é uma teia para a
maioria. Um emaranhado inacessível e diabólico. Conforme os fatos vão se
sucedendo algumas evidências de classe vão surgindo. Os dois obedecem a parte
do capital internacional mais reacionário e concentrador de renda. Pode-se
dizer o vencedor até aqui do capital devastador. Estão subordinados a ele com
exclusividade e alguma estratégia. Agridem e condenam a globalização, justiça,
liberdade de imprensa, soberania, democracia e outra incógnita mortífera
surgida: a pandemia. O que pretende esse projeto com essa guinada de 180 graus
na economia e política? No Brasil, em meio a muitas mortes, Bolsonaro, é
indiferente e até debocha: "e daí?" Defende a economia, ataca todos,
com uma estranha “cautela" da mídia, justiça, Congresso, militares e empresários.
18 de maio de 2020
AS DIREITAS E O COVID-19
A pergunta que ainda não tem resposta é se o neofascismo (EUA, Brasil,
Inglaterra, Hungria e outros), o neoliberalismo (Europa) vão manter o
isolamento ou ceder ao mercado? Essa estratégia de tratamento foi usada pela
China, pais com estrutura política socialista e economia aberta ao liberalismo
e, segundo alguns, alvo principal do vírus. Vírus ideológico, plantado para
atingi-la. O futuro, a história vai ou não revelar a verdade. A China
conseguiu rapidamente promover o isolamento de 40 milhões de seres por meses e,
se houve de fato armadilha dos EUA para atingi-la, se saiu bem. Com o
neofascismo e neoliberalismo isso é impossível, pois sua existência, sua razão
de ser e existir se escora basicamente na exploração da mão de obra do
trabalhador que, nesse caso, ao se expor é fulminado pelo vírus e ao se isolar,
sacrificado pela fome.
16 de maio de 2020
AS MENSAGENS DO COVID-19
Inúmeras versões e narrativas surgirão durante e após a pandemia do
Covid-19. Interessa as narrativas fundamentadas na realidade e nos fatos. A
classe dominante (ricos e bilionários) certamente fará leitura que não traga
prejuízo aos seus interesses de classe. A pandemia tem deixado claro que os
países que apostaram no Estado mínimo e na desigualdade social são os mais
atingidos, independe se é rico ou emergente (Europa). Outra lição importante é
que a medalha de ouro em genocídio deve ficar entre EUA, Brasil e Inglaterra
(ricos e emergente) povos que apostaram numa aliança neoliberalismo e
neofascismo. O Brasil, devido a cultura de classe dominante herdada desde a
colonização caminha, até agora, para levar a medalha de ouro em barbárie e
genocídio. No momento a narrativa da pandemia é neoliberal e a execução da
economia e da política é neofascista. O que vai resultar dessa aliança
impossível prever.
15 de maio de 2020
O DISCURSO DE MOURÃO
Na contramão da lei e da Constituição o vice-presidente da República,
gal. Mourão, usa cinicamente a Constituição para em discurso para empresários
acusar todo o Brasil de estar inconstitucional. Inverte as responsabilidades e
acusa governadores, prefeitos, Suprema Corte, Congresso e aproximadamente 80%
da população. Enfim, o cúmulo da paranoia para agradar a quem? Todos errados
inconstitucionalmente perseguindo um pobre presidente inocente, que cuida do
trabalhador pobre e que dar emprego. Faltou um pequeno detalhe: o presidente
combinar com o povo e empresários e deixar claro que quer empregar
trabalhadores mortos cuja a seleção se dará no cemitério. Agora é aguardar esse
roteiro kafkaniano, de loucura e ver como seus roteiristas pretendem terminar a
série.
13 de maio de 2020
CONJUNTURA DIA 13
Impressionante como o quadro politico brasileiro muda diariamente. Não bastasse todas as mazelas e desigualdades herdadas pelo Brasil, ainda vive ao mesmo tempo três crises graves: saúde, economia e política devido um governo de utradireita. Nesse momento até definir quem é determinante na crise está difícil. A lógica indica a vida é determinante, mas a ação terrorista de Bolsonaro confunde parte da população impondo de forma criminosa a economia em primeiro plano, com isso cresce a crise política. A pergunta que não se cala: existe alguma possibilidade de enfrentar a crise da saúde, economia, sob a presidência de Bolsonaro? Tudo indica ser impossível. O que fazer para o "Fora Bolsonaro" ganhar apoio da opinião pública num momento de isolamento geral? É formar uma "Frente democrática" com todos os partidos, incluindo de direita, atrair forças armadas e fogo cruzado nas redes sociais.
9 de maio de 2020
NÃO DÁ MAIS PARA CONCILIAR
Brasil precisa acordar, sair do pesadelo. Reconhecer por vários motivos,
nesse momento impossível de analisar e corrigir, a guerra contra o coronavirus
caminha para derrota certa. A contaminação (o inimigo) se propaga
exponencialmente e o exército para enfrentá-lo se encontra perdido. Falta
comando central, competência, credibilidade. O exército do povo precisa se
posicionar, se reorganizar. Formar urgentemente um comando central confiável
eleito pelas 27 unidades regionais, avalizada pelas municipais. Tudo em 24/48
horas. A exclusividade da política é a sanitária e científica. Comando
"SOS Brasil". Medidas urgentíssimas: centralizar a compra de
equipamentos (otimizar esforço e reduzir custos), priorizar tratamento de
nossos soldados atingidos (médicos e enfermeiros), investir nos testes. Por
fim, encaminhar pedido de afastamento imediato de Bolsonaro, como única
alternativa para obter recursos pela vida.
7 de maio de 2020
A SAÍDA É O POVO
O enfrentamento ao Covid-19 no Brasil e no mundo está deixando tudo
muito óbvio: o vírus é ideológico, mira e mata desassistidos, sem renda,
obrigados a sobreviverem, se exporem. Quem possui algum rendimento, inativo ou
não, consegue fazer o isolamento, única alternativa para não se contaminar. No
Brasil são mais de cem milhões de brasileiros sem nada. Qual a única saída? O
governo federal imprimir dinheiro e liberar, através de cheque direto ao
trabalhador (sem burocracia), um salário mensal, até a pandemia deixar de
matar. Não tocar nas reservas, garantia do país não quebrar. A dívida pública
cresce (a atual é 80% do PIB), mas EUA e outros ultrapassam o PIB, depois o
povo vivo paga. Com a economia estagnada não haverá inflação e o ciclo:
trabalhador consome, comércio vende, indústria produz, a máquina não para e o
povo não morre. Qualquer outro caminho é genocídio.
5 de maio de 2020
CONVULSÕES DIÁRIAS
O Brasil vive momento de convulsão diária de notícias difícil de
acompanhar. Dois flagelos irradiando horror: uma pandemia que tira milhares de
vidas diariamente e um presidente da República absolutamente despreparado para
o principal cargo da República, uma ameaça crescente à vida, à democracia, à
economia. País dividido, sem rumo. De um lado, a narrativa da ciência e saúde
mundial, propondo soluções com números concretos de mortes crescentes,
decorrentes do Covid-19. De outro, o presidente insensível com vidas,
preocupado com votos e permanência no poder. Para sustentar esse projeto
genocida, se insurge contra a liberdade, a justiça, a ordem constitucional. A
pergunta que não se cala: quem vai bancar essa aventura, essa barbárie? É a
resposta que o Brasil aguarda com urgência. A vida tem pressa.
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