6 de junho de 2020

USO DE FAKES PELO MERCADO


 

 
É comum na esquerda a tese que política se lê através da economia, mas não parece, em alguns casos, seja viável, onde há um declínio, crise e desespero do capitalismo atravessado por pandemia. Tempo de pós-verdade e fake news, como a notícia que levantou a moral dos mercados globais, nesse sábado, propagando que nos EUA 2,5 milhões de novos postos de trabalho foram criados. Em plena pandemia os EUA de Trump ocupando o epicentro da doença, criação de postos de trabalho onde "cara pálida"? As notícias não esclarecem onde e por que do "milagre". Faz vagas referências a estímulos econômicos dos bancos centrais (!!!???). A matéria, do caderno de economia do Globo, nas "entrelinhas", promove um carnaval de otimismo para levantar o mercado. Um caso típico de uso da política eleitoral imperialista americana para tirar o governo das "cordas".

5 de junho de 2020

LULA ESTÁ CERTO


 
Lula está certo ao sentir falta entre os manifestos a ausência de um que coloque a ótica do trabalhador na tragédia, genocídio e barbárie que representa o governo fascista de Bolsonaro. Que venham muitos manifestos pela cultura, meio ambiente, antirracismo, democracia, liberdade e Estado de Direito. Mas é importante uma frente popular colocar em manifesto a restituição dos direitos do trabalhador, principal vítima do vírus da desigualdade, desemprego, fome, saúde. Condenar a permanência de sistemas sociais de justiça de "joelho no pescoço", como vimos nos EUA, e concretamente existente no Brasil.

3 de junho de 2020

O QUE É A FRENTE ANTIFASCISTA?


 
A frente antifascista, que pode se confundir com frente ampla ou democrática, é decorrente principalmente da lição alemã deixada pela tragédia da 2a. guerra mundial, provocada por Hitler. A oposição a Hitler vacilou e permitiu seu crescimento. Na guerra só a união da URSS (socialista) e "aliados" (capitalista) conseguiu derrotar o fascismo. O Brasil vive o mesmo dilema. Fascismo, nazismo, liberalismo representam o capitalismo. No Brasil, unidos em 2018, derrotaram a esquerda. Agora estão em litígio devido ao autoritarismo fascista. Os liberais pedem o retorno do estado de direito (a democracia burguesa). O papel da esquerda é ser contra e ficar gritando que os dois são inimigos? Não, pelo contrário, torcer e apoiar que cada representante do núcleo duro dele se afaste. Esquerda e liberais sozinhos não vencem o fascismo. O papel da esquerda é se unir aos liberais para destruir o fascismo.

UNIDADE ANTIBARBÁRIE


 
Cabe aos mais esclarecidos e informados politicamente da sociedade apresentar saída e lutar para enfrentar a trajetória de barbárie e genocídio que o governo Bolsonaro colocou ao povo brasileiro. Medo e indignação pela morte e fome generalizada cresce entre a população pela percepção da incompetência e insanidade do presidente da República. A lição e saída única que a história dita é união de todos. Não existe outra. Constitucionalistas, democratas, esquerda, centro-esquerda e direita (que não exclua o papel do Estado no combate à pandemia, desemprego e participação da esquerda na unidade). O Brasil não pode ficar subordinado a indefinição das forças armadas e agentes financeiros exploradores. A singularidade dessa luta é a pandemia. Manifestos e manifestantes de todas as correntes de pensamento e opinião surgem, perdem o medo, vão às ruas, com proteção e acompanham países ricos e emergentes (EUA, Europa, Chile) lutar por seus direitos.

1 de junho de 2020

MANIFESTOS E MANIFESTAÇÕES EM PANDEMIA


 
O Brasil e EUA enfrentam situação totalmente inédita em política: dois vírus mortais avançam, lá e cá. Na saúde (pandemia) e na política (neofascismo). EUA e Brasil realidades distintas, caminhos diferentes. No Brasil, cada dia um dia. Nos últimos, um manifesto nacional assinado por todas as correntes de pensamento político democrático formam uma FRENTE DEMOCRÁTICA condenando o avanço antifascista. Nas ruas de RJ e SP, torcidas organizadas de futebol resolveram enfrentar o fascismo e abriram uma saída às futuras manifestações, mesmo com riscos do Covid-19. O neofascismo usa o vírus nas ruas para confrontar os poderes constituídos. Não há dúvida sobre o risco Bolsonaro à democracia. Forças armadas permanecem silenciosas. Terão que se posicionar, a favor ou contra à democracia. Retrocesso político jamais. Democracia tem pressa de definição, quem é quem?

29 de maio de 2020

POLÍTICA E NUVEM


 
Foi dito que política é que nem nuvem. Olha para o céu está de um jeito, de novo, mudou. No Brasil nunca mudou tanto em meio a três graves crises concomitantes:  saúde, mata milhares de brasileiros diariamente, econômica, arrasta o país para a quebradeira e política, com a presidência da República nas mãos da instabilidade emocional, ideológica e delituosa. Na pandemia a nuvem, dia sim, dia não, oscila sobre o isolamento da população. Na economia, fica em casa, vai trabalhar. Na política, ruptura ou não? Apesar da oscilação das nuvens políticas os fatos vão se definindo. Combate à pandemia só com isolamento. Economia com mortes é impossível. Ruptura institucional somente se for para cobrir delitos e crimes.

27 de maio de 2020

ESPERAR O QUÊ?


 
Cresce a angústia pelos desmandos de Bolsonaro. Setores porta-vozes da classe dominante que o apoiaram e agora demonstram insatisfação e preocupação com sua conduta, como Congresso, STF, MP, PF e imprensa, estão fragilizados, presos ao golpe de 2016, vacilantes em críticas à sua criatura. Com isso, Bolsonaro, cresce com ações e ameaças à democracia, às liberdades. Avança o controle sobre a PF, PGR, Forças Armadas, partidos como o centrão. A justiça não investiga ele e seus filhos. A pandemia avança seus mortos, Bolsonaro "dá de ombros". Recessiva a economia aguarda o caos. O espanto com os acontecimentos cresce. O que está havendo, como sair desse garrote? Esperar o quê, morte, "quanto pior"? A oposição, com o que tiver, precisa sair, assumir iniciativas, provocar fatos e obter reação. A barbárie se aproxima, o Brasil explode com Bolsonaro até 2022. Fora Bolsonaro já.

26 de maio de 2020

CLASSE DOMINANTE DIVIDIDA


Com a pandemia o Brasil chegou a um ponto extremo na contradição política e econômica. A pergunta está colocada para todos: quem apoia e tem consciência exata da barbárie e genocídio para onde caminha o país? Simples e terrível assim. De um lado, parte majoritária da população totalmente desprotegida conduzida como gado para o matadouro, de outro, percentual consciente minoritário da população, sem força, impedida pela pandemia de se manifestar, como sempre fez, nas ruas e praças. No centro do furacão o núcleo duro, responsável pela tragédia, ocupado por uma classe dominante de neofascistas e neoliberais (ricos e bilionários), controlando Estado, o governo, dividida e omissa entre mata e esfola ou só esfola. Mas aí surge outra dúvida e pergunta: será essa elite tão estúpida e atrasada em acreditar que ela é responsável por investimento e crescimento do país sem trabalhador?

24 de maio de 2020

REUNIÃO COM VÍDEO


 
A publicização da reunião do governo Bolsonaro aconteceu por pressão da Globo na defesa de, Sérgio Moro. Defesa "meia boca". Se concentrou na nomeação do chefe de polícia. Para a população que vive entre morte por pandemia e fome por desemprego pouco importa. A Globo, Polícia Federal e Ministério Público tem, há bom tempo, provas suficientes de crimes da família Bolsonaro paradas em "investigações sigilosas" nunca concluídas. Conhecida embromação. O vídeo "atirou no que viu, acertou no que não viu". Mais grave do que demissão foi a ameaça de armar a população para uma defesa da sua "democracia e liberdade", traduzindo: guerra civil. Nunca escondeu essa intenção. O neoliberalismo (mercado, Globo, bancos, partidos) o elegeu para manter seu privilégios. Mantém um braço com Guedes e "morde e assopra". O nazismo se criou assim: por omissão da elite. E agora?

23 de maio de 2020

VÍDEO


 
A reunião política de Bolsonaro e seu governo desperta interesse na política para leituras e reflexões. A leitura de que não houve rompimento político da classe dominante (ricos e bilionários), entre a ultradireita de Bolsonaro (barbárie) e neoliberalismo (desigualdade social do mercado, bancos, Globo, partidos). O neoliberalismo continua vacilante com um "pé" no bolsonarismo temeroso de perder o protagonismo na economia. Falta aos neoliberais um plano B, uma candidatura viável para competir com oposição. MP e PF, controlados pela elite, seguram investigações como sigilosas, sem acesso a provas evidentes de crimes da família Bolsonaro, além de pregação à luta armada, armamento de milícia, fechamento de Congresso, STF, AI-5 e mais grave: descaso total com a saúde onde milhares morrem diariamente pela pandemia. Essa situação não oferece tranquilidade aos brasileiros .

22 de maio de 2020

MOSAICO DA CONJUNTURA


O mosaico da conjuntura política atual permite diversas leituras. Uma delas, vê três forças se contrapondo: a extrema-direita de Bolsonaro (destruição e barbárie) prioriza à economia aos cadáveres (tem suporte de setores reacionários empresariais e militares); neoliberais e mercado (maioria do Congresso, STF, Globo) recua nas mortes, apoia isolamento, vacila no enfrentamento a extrema-direita temendo perder o protagonismo da economia (estado mínimo, austeridade), busca um líder. Finalmente a oposição, que tem, nesse momento, reduzido protagonismo face ao isolamento. Se recicla nas redes sociais e nessa correlação de forças, durante e pós-pandemia, projeta alternativas de ação: apoia a frente ampla democrática antibarbárie (afastar Bolsonaro), prioriza a vida, fortalecimento do SUS, suspensão de austeridades (tetos de gastos), retorno à soberania, democracia, eleições.

21 de maio de 2020

GUERRA CIVIL


 
Na guerra civil as forças policiais e militares, bem como, forças civis se conflitam entre legais e ilegais, obedecem e não à Constituição. A pergunta que se faz: o que faltam às forças armadas, produtivas e institucionais para enquadrar o presidente Bolsonaro como agitador, propagador e fomentador de uma guerra civil? Milhões de brasileiros mais informados tem plena consciência de suas arbitrariedades e seu despreparo. Outros milhões, menos informados, sofrem por milhares de mortes pela Covid-19, pela desigualdade e fome. Bolsonaro capturou as forças armadas, troca falsa disciplina por loteamento de cargos públicos. Usa as forças armadas para distribuir armas e munições para as milícias, nunca escondeu seu apoio à ditadura e tortura. Defende o AI-5, prega intervenção e fechamento do Congresso, do STF. O que move e aguarda o Brasil? Ingenuidade ou má-fé?

20 de maio de 2020

TRAMA DIABÓLICA

A aranha tece sua teia e emaranhado de fios como armadilha para pegar inseto. A política pós-Trump e Bolsonaro, até o presente, é uma teia para a maioria. Um emaranhado inacessível e diabólico. Conforme os fatos vão se sucedendo algumas evidências de classe vão surgindo. Os dois obedecem a parte do capital internacional mais reacionário e concentrador de renda. Pode-se dizer o vencedor até aqui do capital devastador. Estão subordinados a ele com exclusividade e alguma estratégia. Agridem e condenam a globalização, justiça, liberdade de imprensa, soberania, democracia e outra incógnita mortífera surgida: a pandemia. O que pretende esse projeto com essa guinada de 180 graus na economia e política? No Brasil, em meio a muitas mortes, Bolsonaro, é indiferente e até debocha: "e daí?" Defende a economia, ataca todos, com uma estranha “cautela" da mídia, justiça, Congresso, militares e empresários.

18 de maio de 2020

AS DIREITAS E O COVID-19


 
A pergunta que ainda não tem resposta é se o neofascismo (EUA, Brasil, Inglaterra, Hungria e outros), o neoliberalismo (Europa) vão manter o isolamento ou ceder ao mercado? Essa estratégia de tratamento foi usada pela China, pais com estrutura política socialista e economia aberta ao liberalismo e, segundo alguns, alvo principal do vírus. Vírus ideológico, plantado para atingi­-la. O futuro, a história vai ou não revelar a verdade. A China conseguiu rapidamente promover o isolamento de 40 milhões de seres por meses e, se houve de fato armadilha dos EUA para atingi-la, se saiu bem. Com o neofascismo e neoliberalismo isso é impossível, pois sua existência, sua razão de ser e existir se escora basicamente na exploração da mão de obra do trabalhador que, nesse caso, ao se expor é fulminado pelo vírus e ao se isolar, sacrificado pela fome.

16 de maio de 2020

AS MENSAGENS DO COVID-19


 
Inúmeras versões e narrativas surgirão durante e após a pandemia do Covid-19. Interessa as narrativas fundamentadas na realidade e nos fatos. A classe dominante (ricos e bilionários) certamente fará leitura que não traga prejuízo aos seus interesses de classe. A pandemia tem deixado claro que os países que apostaram no Estado mínimo e na desigualdade social são os mais atingidos, independe se é rico ou emergente (Europa). Outra lição importante é que a medalha de ouro em genocídio deve ficar entre EUA, Brasil e Inglaterra (ricos e emergente) povos que apostaram numa aliança neoliberalismo e neofascismo. O Brasil, devido a cultura de classe dominante herdada desde a colonização caminha, até agora, para levar a medalha de ouro em barbárie e genocídio. No momento a narrativa da pandemia é neoliberal e a execução da economia e da política é neofascista. O que vai resultar dessa aliança impossível prever.

15 de maio de 2020

O DISCURSO DE MOURÃO


 
Na contramão da lei e da Constituição o vice-presidente da República, gal. Mourão, usa cinicamente a Constituição para em discurso para empresários acusar todo o Brasil de estar inconstitucional. Inverte as responsabilidades e acusa governadores, prefeitos, Suprema Corte, Congresso e aproximadamente 80% da população. Enfim, o cúmulo da paranoia para agradar a quem? Todos errados inconstitucionalmente perseguindo um pobre presidente inocente, que cuida do trabalhador pobre e que dar emprego. Faltou um pequeno detalhe: o presidente combinar com o povo e empresários e deixar claro que quer empregar trabalhadores mortos cuja a seleção se dará no cemitério. Agora é aguardar esse roteiro kafkaniano, de loucura e ver como seus roteiristas pretendem terminar a série.

13 de maio de 2020

CONJUNTURA DIA 13

 
Impressionante como o quadro politico brasileiro muda diariamente. Não bastasse todas as mazelas e desigualdades herdadas pelo Brasil, ainda vive ao mesmo tempo três crises graves: saúde, economia e política devido um governo de utradireita. Nesse momento até definir quem é determinante na crise está difícil. A lógica indica a vida é determinante, mas a ação terrorista de Bolsonaro confunde parte da população impondo de forma criminosa a economia em primeiro plano, com isso cresce a crise política. A pergunta que não se cala: existe alguma possibilidade de enfrentar a crise da saúde, economia, sob a presidência de Bolsonaro? Tudo indica ser impossível. O que fazer para o "Fora Bolsonaro" ganhar apoio da opinião pública num momento de isolamento geral? É formar uma "Frente democrática" com todos os partidos, incluindo de direita, atrair forças armadas e fogo cruzado nas redes sociais.

9 de maio de 2020

NÃO DÁ MAIS PARA CONCILIAR


Brasil precisa acordar, sair do pesadelo. Reconhecer por vários motivos, nesse momento impossível de analisar e corrigir, a guerra contra o coronavirus caminha para derrota certa. A contaminação (o inimigo) se propaga exponencialmente e o exército para enfrentá-lo se encontra perdido. Falta comando central, competência, credibilidade. O exército do povo precisa se posicionar, se reorganizar. Formar urgentemente um comando central confiável eleito pelas 27 unidades regionais, avalizada pelas municipais. Tudo em 24/48 horas. A exclusividade da política é a sanitária e científica. Comando "SOS Brasil". Medidas urgentíssimas: centralizar a compra de equipamentos (otimizar esforço e reduzir custos), priorizar tratamento de nossos soldados atingidos (médicos e enfermeiros), investir nos testes. Por fim, encaminhar pedido de afastamento imediato de Bolsonaro, como única alternativa para obter recursos pela vida.

7 de maio de 2020

A SAÍDA É O POVO


O enfrentamento ao Covid-19 no Brasil e no mundo está deixando tudo muito óbvio: o vírus é ideológico, mira e mata desassistidos, sem renda, obrigados a sobreviverem, se exporem. Quem possui algum rendimento, inativo ou não, consegue fazer o isolamento, única alternativa para não se contaminar. No Brasil são mais de cem milhões de brasileiros sem nada. Qual a única saída? O governo federal imprimir dinheiro e liberar, através de cheque direto ao trabalhador (sem burocracia), um salário mensal, até a pandemia deixar de matar. Não tocar nas reservas, garantia do país não quebrar. A dívida pública cresce (a atual é 80% do PIB), mas EUA e outros ultrapassam o PIB, depois o povo vivo paga. Com a economia estagnada não haverá inflação e o ciclo: trabalhador consome, comércio vende, indústria produz, a máquina não para e o povo não morre. Qualquer outro caminho é genocídio.

5 de maio de 2020

CONVULSÕES DIÁRIAS


O Brasil vive momento de convulsão diária de notícias difícil de acompanhar. Dois flagelos irradiando horror: uma pandemia que tira milhares de vidas diariamente e um presidente da República absolutamente despreparado para o principal cargo da República, uma ameaça crescente à vida, à democracia, à economia. País dividido, sem rumo. De um lado, a narrativa da ciência e saúde mundial, propondo soluções com números concretos de mortes crescentes, decorrentes do Covid-19. De outro, o presidente insensível com vidas, preocupado com votos e permanência no poder. Para sustentar esse projeto genocida, se insurge contra a liberdade, a justiça, a ordem constitucional. A pergunta que não se cala: quem vai bancar essa aventura, essa barbárie? É a resposta que o Brasil aguarda com urgência. A vida tem pressa.