Brasil precisa acordar, sair do pesadelo. Reconhecer por vários motivos,
nesse momento impossível de analisar e corrigir, a guerra contra o coronavirus
caminha para derrota certa. A contaminação (o inimigo) se propaga
exponencialmente e o exército para enfrentá-lo se encontra perdido. Falta
comando central, competência, credibilidade. O exército do povo precisa se
posicionar, se reorganizar. Formar urgentemente um comando central confiável
eleito pelas 27 unidades regionais, avalizada pelas municipais. Tudo em 24/48
horas. A exclusividade da política é a sanitária e científica. Comando
"SOS Brasil". Medidas urgentíssimas: centralizar a compra de
equipamentos (otimizar esforço e reduzir custos), priorizar tratamento de
nossos soldados atingidos (médicos e enfermeiros), investir nos testes. Por
fim, encaminhar pedido de afastamento imediato de Bolsonaro, como única
alternativa para obter recursos pela vida.
9 de maio de 2020
7 de maio de 2020
A SAÍDA É O POVO
O enfrentamento ao Covid-19 no Brasil e no mundo está deixando tudo
muito óbvio: o vírus é ideológico, mira e mata desassistidos, sem renda,
obrigados a sobreviverem, se exporem. Quem possui algum rendimento, inativo ou
não, consegue fazer o isolamento, única alternativa para não se contaminar. No
Brasil são mais de cem milhões de brasileiros sem nada. Qual a única saída? O
governo federal imprimir dinheiro e liberar, através de cheque direto ao
trabalhador (sem burocracia), um salário mensal, até a pandemia deixar de
matar. Não tocar nas reservas, garantia do país não quebrar. A dívida pública
cresce (a atual é 80% do PIB), mas EUA e outros ultrapassam o PIB, depois o
povo vivo paga. Com a economia estagnada não haverá inflação e o ciclo:
trabalhador consome, comércio vende, indústria produz, a máquina não para e o
povo não morre. Qualquer outro caminho é genocídio.
5 de maio de 2020
CONVULSÕES DIÁRIAS
O Brasil vive momento de convulsão diária de notícias difícil de
acompanhar. Dois flagelos irradiando horror: uma pandemia que tira milhares de
vidas diariamente e um presidente da República absolutamente despreparado para
o principal cargo da República, uma ameaça crescente à vida, à democracia, à
economia. País dividido, sem rumo. De um lado, a narrativa da ciência e saúde
mundial, propondo soluções com números concretos de mortes crescentes,
decorrentes do Covid-19. De outro, o presidente insensível com vidas,
preocupado com votos e permanência no poder. Para sustentar esse projeto
genocida, se insurge contra a liberdade, a justiça, a ordem constitucional. A
pergunta que não se cala: quem vai bancar essa aventura, essa barbárie? É a
resposta que o Brasil aguarda com urgência. A vida tem pressa.
4 de maio de 2020
E AGORA, FORÇAS ARMADAS?
Não precisa ser estudioso de política, nem cientista político,
Bolsonaro, é um capitão oriundo das forças repressivas das forças armadas,
defensor da ditadura, da violência e da tortura. Eleito presidente da
República, num processo muito questionável da política nacional, vem se
cercando de militares, milicias e policias claramente com a intenção de golpear
a democracia. Não respeita opinião alheia, as instituições democráticas, a
Constituição e se sente protegido pelos militares. Então só resta uma pergunta:
e aí forças armadas de que lado vai ficar? Do lado do capitão terrorista,
autoritário, antidemocrático e insensível a milhares (ou milhões) de mortes
pela pandemia ou ao lado do Congresso, Suprema Corte, governadores, prefeitos,
milhões de desassistidos, desempregados, amigos e familiares de mortos pela
pandemia? O Brasil e os brasileiros, que ainda vivem e sobrevivem, tem urgência
nessa resposta.
3 de maio de 2020
O DEBATE NA GLOBO NEWS
A maior esperança nesse debate é que a rede Globo esteja a caminho da
2a. autocrítica de apoio a ditaduras. Jair Bolsonaro nunca foi contra a
corrupção, nem a favor da democracia. Nunca enganou ninguém. A elite financeira
liberal, as instituições, o "juiz-símbolo", os mais escolarizados e a
grande mídia que acreditaram nele optaram pelo autoengano e a ficha está
demorando a cair aos que acreditam nas promessas de liberdade econômica, de
pensamento e direitos civis. A programação da Globo com debates políticos,
econômicos, a contabilidade da pandemia entre jornalistas da empresa e
convidados aliados está demostrando que não responde mais ao enfrentamento com
as duas tragédias: vírus e bolsovirus. Uma frente de forças, aliadas ao
Covid-19, é a única alternativa que resta aos andares, de cima e de baixo, para
derrotar a barbárie irreversível. É uma leitura do debate.
1 de maio de 2020
A MORTE OU A MORTE
O mundo enfrenta uma guerra contra um inimigo ainda desconhecido. Sua
arma principal é um vírus arremessado pelo ar que atinge o soldado, o deixa
fragilizado e o leva a óbito. Dado o desconhecimento do vírus todos os
comandantes ordenam evacuação e recolhimento em suas residências para evitar
contágio. No Brasil, o comandante supremo, o presidente da República, resolveu
inovar. Manda o exército enfrentar o inimigo desarmado. Retira os víveres dos
soldados e diz que se não enfrentar o inimigo morre de fome. Não há saída, é
morrer ou morrer. Certamente um sentimento de medo e horror cresce na população,
principalmente a mais fragilizada. O medo é o limite. Com ele nada mais a
temer, tanto das armas, quanto do autoritarismo ou da repressão. Nesse quadro
de desvario acumulado por anos de insensatez da elite brasileira, crescem as
manifestações não mais das ruas, mas dos cemitérios e valas comuns.
30 de abril de 2020
SURREALISMO E TERROR
Ministro da economia de Bolsonaro, Guedes, é inimigo de investimento
público (Estado), só acredita no privado (bancos), discurso irreal, não adotado
em país desenvolvido. Recebe o apoio da direita neoliberal que está em disputa
com seu chefe da ultradireita, Bolsonaro. Este negocia saúde e economia por
voto e não admite concorrente ao projeto de poder. As duas direitas dominam a
narrativa. Nessa contenda, de um lado, uma pandemia que devasta, mata milhares
de brasileiros pobres, negros e idosos, de outro, essa elite de ricos e
bilionários especialistas em quebrar o Brasil.
Só ainda não aconteceu devido a colcha de reservas cambiais herdadas do
governo do PT. Nesse quadro, oposição sem narrativa e sem rua, devido a
epidemia. Momento inédito e traumático. Direitas brigando pelo poder, mas com
medo do PT. Um roteiro surreal e de terror que, se nada acontecer, deixa Kafka
e Hitchcock como estagiários.
28 de abril de 2020
A BOLHA BOLSONARO
Bolsonaro sempre representou uma bolha. Bolha sustentada por onerosas
fake news, financiadas por caixa dois de empresários desonestos; apoiado pelo
mercado financeiro neoliberal concentrador de renda e formatador da
desigualdade e, finalmente, por um eleitorado de maioria branca revoltada,
reacionária, com transtornos diversos. Tudo isso, agravado com três bolhas
globalizadas: pandemia, crise comercial, crise financeira. Essas bolhas e
enigmas tornam impossível, nesse momento, prever o que acontecerá com o Brasil
e o mundo amanhã. Mas cada bolha no seu tempo. A bolha Brasil, com Bolsonaro é
coisa nossa, ameaça de vida ou morte, barbárie, genocídio e precisa ser
estourada. Só há uma saída de emergência para Brasil e brasileiro: Bolsonaro
fora já.
27 de abril de 2020
NARRATIVA DA PANDEMIA
Dúvidas nessas narrativas da pandemia merecem reflexão. Por exemplo, a
cobertura sobre o Covid-19 se concentra basicamente em países ricos da Europa
(Itália, Espanha, França, Alemanha) e EUA. No Brasil, estados mais ricos (SP e
RJ). Pouco se sabe de outros continentes, África, Oriente Médio, regiões da
pobreza. No Brasil, estados pobres do Nordeste, Centro-Oeste. Nos gráficos
repetitivos da Globo sumiram outras doenças e mortes (inúmeras). Só
coronavirus. Causa pânico, mas são estatísticas vazias sobre infecções e
mortes. A única comparação é com ontem, mas e daí, o que é ontem? Qual o
universo? Quantos atingidos, quantos testados (percentual), examinados para
saber se foi realmente coronavirus? Cai tudo na mesma conta. Moral da história:
primeiro, o virus ataca e mata os mais vulneráveis; segundo, há nítida intenção
de causar pânico, mas sob um controle estratégico.
26 de abril de 2020
OMISSÃO SEM VOLTA
Toda a estrutura de combate a corrupção usada pela operação lava jato
foi montada pelo governo do PT, tanto na reorganização da PF, quanto na
autonomia junto com o MP. Até 2002, governo FHC, nunca existiu. As acusações
contra altas autoridade, públicas e privadas, eram engavetadas. É isso que
Bolsonaro quer retomar. O que aconteceu? Forças da direita neoliberal e sua
mídia se insurgiram contra o governo legal do PT e o golpearam, usando a
estrutura honesta do combate a corrupção, com viés e narrativa ideológica de
direita. Foi esse movimento político o criador da criatura Bolsonaro. Pois bem,
a melhor analogia é com o Titanic. Bolsonaro é o comandante da destruição e
barbárie desse navio que leva todos ao encontro com o iceberg. Quem garante
sobrevida, após tragédia claramente visualizada? A fatura é alta. O dilema só
apresenta uma saída: FORA BOLSONARO ou tragédia sem volta.
25 de abril de 2020
MERCADO E MILITARES
Mercado e militares são as duas forças principais que ainda dão
sustentação à barbárie. A ficha não caiu. Acreditam que podem levar vantagens
no caos. A contagem é regressiva, saber se terão força política e repressiva
para manter uma ordem desigual assistindo milhares ou milhões de mortes. Não há
mais tempo de impeachment. A crise na saúde e economia impede assistir mortes
de parentes e amigos, falência no atendimento e enterros em valas comuns.
Impossível aguardar discussões intermináveis de uma constitucionalidade falida.
A vida tem pressa, não dá para apostar mais no "quanto pior". A única
saída que resta é FORA BOLSONARO, FORA BARBÁRIE. Entra quem tiver de entrar e
que proponha imediatamente um plano realista de medidas urgentes para salvar
vidas e estancar o genocídio.
24 de abril de 2020
IMPEACHMENT
23 de abril de 2020
MILITARES ASSUMEM ECONOMIA
Programa Pró-Brasil lançado ontem pelo governo federal, sob a
coordenação do ministro da Casa Civil, com a formulação dos ministros da
infraestrutura, desenvolvimento regional e energia aponta direção contrária a
que vinha propondo a equipe econômica de, Paulo Guedes, Posto Ipiranga de
Bolsonaro. Uma espécie de Plano Marshall, dizem, lançado pelos EUA para
recuperar a Europa. Alegam que é do governo Bolsonaro e que a crise da saúde é
grave. Faltou combinar com a equipe do Posto Ipiranga. Ao invés de
privatizações, investimentos públicos de R$ 30 bilhões até 2022, em obras que
gerem 1 milhão de empregos. Restaura Minha Casa Minha Vida e inviabiliza o teto
de gastos. Tudo leva a acreditar, as forças armadas perceberam a armadilha que
representa a política econômica proposta. O plano captura parte da política
neoliberal e petista implementada até 2014. O haraquiri da loucura com os dias
contados.
19 de abril de 2020
AFINAL, QUEM COMANDA A BARBÁRIE?
Quem são os principais inimigos, considerados improdutivos pelo
capitalismo concentrador de renda e em crise, o neoliberalismo? Idosos, pobres,
negros, imigrantes, índios e a China enquanto nação. E quais são e serão os
mais atingidos por essa pandemia? Os mesmos. Aí a verdadeira face, bem
distorcida e montada dessa barbárie, a pandemia. Direita e extrema-direita não
estão no centro da responsabilidade desse fogo cruzado, pelo contrário, exceto,
Bolsonaro, toda a direita se enquadrou e faz papel de bom moço (vide Pinera, no
Chile). A pandemia impede manifestações, pois atinge e mata os protagonistas.
Bolsonaro é uma degeneração à brasileira e terá de se enquadrar. A estratégia
principal não muda. A oposição, sem protagonismo e acesso as narrativas,
precisa se recompor para enfrentar as armadilhas de barbárie, que tem bodes, é
camuflada, duradoura, uma tragédia e genocida.
17 de abril de 2020
A QUEDA DE MANDETTA
Muita preocupação com a demissão de Mandetta em plena pandemia. São 210
milhões de brasileiros ameaçados, uns com mais condições de enfrentar, outros
sem nenhuma. No Brasil o quadro é grave por duas razões: alta taxa de
desigualdade e um presidente despreparado e doido, que desobedece a ciência
médica internacional e expõem a população à morte. A demissão agrava o quadro.
O vírus é altamente contagioso, se espalha e mata. O único tratamento é
isolamento. No Brasil, outra agravante é o trabalhador e seus líderes estarem
sem força e fora das narrativas, dominadas pela direita neoliberal e a
ultradireita, mas o inimigo de todos é a MORTE. Cadáveres cairão no colo dos
narradores. Para a oposição resta um único caminho: aliar-se a TODOS os
dissidentes de Bolsonaro, afastá-lo e impedir, de imediato, a barbárie e o
genocídio que representa.
15 de abril de 2020
A BESTA HUMANA
O grande capital, por razões
desconhecidas, a partir de 2016, se dividiu eleitoralmente entre direita neoliberal
e ultradireita (Trump, Bolsonaro, Hungria, Índia, outros). Nos EUA e no Brasil
se "bicavam", mas permaneciam juntos. A pandemia provocou uma mudança
de percurso, devido o exponencial contágio do vírus que leva à morte. Existe
uma especulação, difícil de provar, que o vírus tinha endereço: a China, mas
"deu água “e se voltou para o ocidente. Está formada a maior crise da
história, após a de 30, na saúde, na economia, na política. O quadro mais grave
é brasileiro, pois a elite do atraso colocou no poder uma besta humana, radical
de direita. Como um animal enjaulado rosna para todos que se aproximam e o
ameaçam. Com isso, está levando o país para o caos na saúde e na economia. Só
uma saída se vislumbra: a unidade entre a oposição e o grupo econômico
dissidente.
14 de abril de 2020
IMPASSE E CONFRONTO
Não há como evitar um impasse e confronto entre o Poder Executivo,
representado basicamente pelo presidente Bolsonaro e o restante do país, como
entidades civis, associações, sindicatos, governadores, prefeitos, Congresso e
justiça. O código penal define como crime contra a saúde pública infringir e
impedir, por determinação do próprio poder público, o combate a doenças
contagiosas. Nesse caso, inédito no Brasil e, quiçá, no mundo, o próprio
presidente está infringindo. Essa situação é agravada devido ao suporte que o
combate à doença recebe da OMS (organização mundial da saúde). Omitir e adiar
esse impasse ou confronto representa milhões de mortes, um verdadeiro genocídio.
Fora, Bolsonaro, ontem!
13 de abril de 2020
AS INÚMERAS LEITURAS
O ambiente mundial sofre uma grande mutação. Muita perplexidade com o
que está acontecendo nessa pandemia. Nesse quadro a saúde é determinante, pois
é vida, mas o inimigo sempre usa e pensa a economia. Nessa 2a feira, o caderno
de economia do Globo, porta-voz do pensamento neoliberal, coloca seus
especialistas para fazer previsões. Em princípio a estratégia é transferir o
aumento brutal das despesas da calamidade nas contas públicas para os
contribuintes livrando o capital de ônus. Finda a quarentena retornar com vigor
às reformas neoliberais. Fazem diversas previsões da dívida pública, queda do
PIB e como fazer para evitar perdas das receitas. Esse é o enigma e dilema
deles. Se a crise é mais grave, a "ficha não caiu". A pergunta que o
mundo real, destroçado pela pandemia faz é outra. O estado mínimo sobrevive,
assim como, a austeridade? É um ou outro.
11 de abril de 2020
NARRATIVA NEOLIBERAL
Na leitura do caderno de economia do Globo se verifica que as
discordâncias de Guedes, Maia (Câmara) e o Senado Federal no dito socorro ao
investimento, se concentra no malabarismo fiscal e financeiro que pretendem
fazer para o capital (financeiro e produtivo) ganhar na crise. "Financiar
empresas", "garantir capital de giro", "colocar liquidez no
mercado" são as dúvidas dos neoliberais. O São Mercado Financeiro
(privado) tão voraz, onipotente e onisciente, quando não há crise, nessa hora,
vira um bebezinho frágil e apela para o São Estado do Bem-Estar Social (setor
público), dinheiro do contribuinte. Quer chupeta, quer continuar mamando nessa
teta (tesouro federal, Bndes, B/B, Caixa e outros). Como sempre o cinismo e a
mentira impera para tirar dinheiro do contribuinte. Alega que é a única
alternativa para manter emprego e os salários. O combate ao vírus, a Bolsonaro
não pode desviar o foco do neoliberalismo.
10 de abril de 2020
CONJUNTURA
Bolsonaro sempre deixou claro que a ditadura de 64 não havia completado
seu serviço. Deixou de matar uns 30 mil comunistas. Implantar uma ditadura é ideia
fixa. O acompanha alguns saudosistas. Os neoliberais golpearam a democracia e
elegeram a ultradireita, imaginando ter o controle e seus interesses econômicos
garantidos com Paulo Guedes, mas estão assistindo que ninguém barra seu plano
autoritário. Entra em cena o Covid-19 e o quadro político sofre grande
transformação. O inimigo muda, menos para Bolsonaro que só vê 2022 e se opõem a
todos que atravessem seu caminho, inclusive o vírus. Como estratégia apela para
a crise da economia, investe pesado nas empresas e contraria medidas da ciência
e da saúde no combate à pandemia. Pode ser seu atestado de óbito político, na
medida que as mortes cheguem. Provavelmente cai e assume Mourão, sem a legitimidade
do voto, com milhares de mortes no colo e grave crise de recessão econômica. A
oposição com pouco protagonismo até então nessa mudança tem espaço,
principalmente Lula e sua experiência de gestão bem sucedida.
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